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Saturday, October 27, 2007

FIND MADDIE: PONTO DA SITUAÇÃO

Enquanto os McCann enfrentam ainda os efeitos da campanha massiva de descrédito que contra eles lançaram uns inspectores da Polícia autóctone - criminalmente arguidos por tortura e encobrimento – o processo continua a debater-se com as inépcias espantosas daqueles pseudo-investigadores. É portanto em Outubro que se elabora e divulga, enfim, a imagem residual de um vulto suspeito quanto ao desaparecimento de uma criança em Maio (!) retrato elaborado por especialistas ingleses (evidentemente), enquanto a “polícia portuguesa” - que finalmente descobriu um homem apresentável no seu âmbito organizacional - diz, enfim e também, que todas as linhas de investigação permanecem abertas… (Que estiveram abertas, todos notámos e, aliás, abertas a tudo, não foi?). É também em Outubro que se vão suprir as lacunas de investigação no interrogatório de testemunhas cujos depoimentos ou não foram devidamente registados, ou não foram devidamente produzidos. As lições aqui são fáceis de tirar e podem formular-se desde já. Uma polícia a quem bastam habitualmente a intimidação, a violência, a intriga e a manipulação, não pode estar adestrada em qualquer rigor investigatório ou técnico. Tal gente – chamemos-lhe provisoriamente assim - não precisa de investigar, porque qualquer sessão de tortura viabiliza meia versão, que qualquer juiz recrutado na baixa classe média valida acriticamente. (Esta gente é quase toda aferida uma pela outra, como não podia deixar de ser). Na verdade, são bandos de alarves, não obstante os esforços de propaganda em contrário. E a eficácia está à vista. Os alarves produzem a alarvidade. Às vezes, com efeitos irremediáveis. Ora isto não é tolerável. Os McCan, em vez de estarem muito ofendidos com a (ridícula) imprensa portuguesa, bem poderiam processar o Estado - com os seus indiciados torcionários intervenientes - pela ficção de polícia que se permite manter em actividade. Pela inépcia na sua direcção. E pela ousadia inconcebível de atacar a respeitabilidade dos queixosos sem a mínima conclusão investigatória. E devem processar nos tribunais da Coroa, evidentemente. Entretanto é de saudar que tenham (finalmente) tomado a palavra (em discurso directo), porque a situação de estarem a ser alvejados permanentemente, sob intimação em cujos termos nada poderiam dizer é outra coisa pela qual o Estado (português) deve responder em tribunal. E a opinião pública faria melhor em compreender (de uma vez por todas) o risco iminente que tal conduta "institucional" representa para toda a gente. Tais "instituições" transformam este território num país-armadilha, onde tudo pode perder-se num minuto, como numa tragédia (que pode atingir não importa quem). Entretanto, esqueça a imprensa portuguesa e veja o dossier da Sky.

Monday, October 8, 2007

Find Maddie: boa gente

Tudo boa gente. Dos três inspectores da PJ encarregados do caso Maddie, um é arguido de tortura, outro de encobrimento e o chefe foi (benevolamente) afastado por razões disciplinares.

Tão sinistra recapitulação vem hoje no jornal de Notícias. Confirma-se aqui uma velha perspectiva quanto às práticas institucionais portuguesas: confiança? Nenhuma. Nunca. Mesmo que ocasionalmente não saibamos exactamente e em concreto fundar uma recusa de confiança além das razões genéricas, eles sabem sempre e perfeitamente quem são e o que fazem. É aliás por isso que não gostam nada de quem lho diga. Por cá, anda tudo assim.

http://jn.sapo.pt/2007/10/08/policia_e_tribunais/julgado_tortura_o_no_2_pj_investigac.html

Sunday, October 7, 2007

FIND MADDIE

Os pais de Maddie andam convencidos que não podem falar da situação do caso em Portugal, ao mesmo tempo que a polícia portuguesa, directa e indirectamente, os difama a torto e a direito (numa hostilização pessoal perfeitamente grotesca e incompatível com qualquer equidistância, ou qualquer disciplina processual, como temos visto). Nenhuma defesa têm tido quanto a esta torpe conduta, alegadamente "policial".
Mas há coisas que não podem deixar de dizer. E hoje foi divulgado o modo como se sentem tratados pela Polícia Inglesa, ou seja: bem. (Naturalmente). Profissionais não podem excluir hipóteses que a investigação não haja excluído. Nada mais lícito. Outra coisa é fazer disso um caso pessoal, como o faz a polícia portuguesa (porquê?). Para a polícia inglesa é um caso (evidentemente). Caso difícil, porque a sua possibilidade de intervenção está limitada, sobretudo pela grosseria e inépcia da polícia portuguesa. É tudo. Mas continua a não se perceber para que servem os "advogados portugueses" da Ordem. Nunca se viu tão cúmplice silêncio ante o massacre dos constituintes. Um deles (na foto à esquerda) é candidato à presidência da Comissão de Censura de Lisboa que limita - por disposição inconstitucional - a intervenção pública dos advogados ao exame prévio, (mas não a dos seus componentes, pelos vistos). E quanto ao outro, já foi dito o que havia a dizer.
http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/10/07/nmaddy107.xml