A guerra neo-colonial da Líbia entrou em nova fase. O país encontra-se dividido em três grandes zonas: a zona litoral de ocupação do "CNT" e mercenários, onde subsiste a resistência política e armada dos nacionalistas líbios (compreendendo Tripoli); a zona interior, de enfrentamento armado e a zona sul onde a canalhada otanasca e seus mercenários não pôs ainda as patas. Em Tripoli, a "guerra humanitária" celebra a precária vitória do seu humanismo.Mas há as sombras dos "rebeldes" que pedem em manifestação os salários em atraso ao CNT (supondo nós que o salário da traição continua a ser a morte). E o Exército Líbio retomou as suas operações e mantém contacto net com a população, motivo pelo qual o "CNT" vai cortar a Net na Líbia (ou pelo menos onde conseguir estar na Líbia). O balanço das operações do dia está longe de ser mau e resulta mesmo brilhante a nossos olhos. A um primeiro olhar, o fundamental é que os piratas otanascas não consigam retirar do território nem um grama de oiro, nem um barril de petróleo. Seguidamente, é preciso que os colaboracinistas sejam abatidos, pura e simplesmente, com excepção daqueles que devam ser exemplarmente abatidos. Mas é ainda necessário assistir a população e esse é o maior problema da resistência nacional. Porventura a recuperação de fundos (foram pilhados pela corja otanasca os fundos soberanos da Líbia) pode eventualmente ser fonte de recursos para esse fim e essa linha pode ser bem sucedida. Nem parece de excluir a possibilidade de operações militares da resistencia nacional nas sedes bancárias que colaboraram com o saque otanasca, ou noutras que com elas sejam solidárias. Na tugária infecta, a Caixa Geral de Depósitos e a sua corja administrante não podem ser alvos difíceis. No plano geral, a Líbia não pode transformar-se em base para o cerco do Egipto, onde as forças da liberdade árabe travam também a sua heróica luta.
Sunday, November 13, 2011
A FAVORÁVEL EVOLUÇÃO DA CRISE
Nem uma esperança de saída. Não poderiam aparecer mais favoráveis as coisas. Os delegados dos interesses financeiros ocupam os governos - por "iniciativa" presidencial - em golpes de estado palacianos, com divórcio radical dos eleitorados e das inquietações populares, em "unidades nacionais" que isolam social e politicamente os partidos até aqui mais influentes dos sistemas partidários. Assim foi na Grécia e na Itália. E nesta Itália nem o risco de fraccionamento territorial parece de excluir, uma vez que a Liga do Norte se afastou de todas as "unidades". Ainda este mês se espera que o neo-franquismo deixe a Espanha na mesma posição. Na Grécia só os comunistas e a esquerda liberal (para usar uma designação fácil) asseguram a oposição no parlamento e são evidentemente os únicos que permanecem fiéis aos mandatos recebidos. A crise financeira transforma-se em crise radical do sistema político. Medvedev ri em público. Disto e de outras coisas. E terá ainda muitos motivos para rir, durante muito tempo.
Saturday, November 12, 2011
VISITA PONTIFICAL
O Santo Padre Kiril I de Moscovo e todas as Rússias visitará proximamente Damasco e Beirute como divulgou o Serviço de Imprensa da Santa Igreja Patriarcal das Rússias. A NOVOSTI dá o merecido relevo a (mais) esta posição de serena bravura pontifical. O cerco à Síria, com efeito, deixa sob ameaça directa algumas das históricas comunidades cristãs (evidentemente ortodoxas), compreendendo a Santa Cátedra do Sucessor de Pedro - o próprio Patriarcado de Antioquia. É belo este gesto de Kiril I que visita Ignatius IV de Antioquia, em plena crise de exarcerbação dos ódio dos fundamentalistas do sunismo contra o nusari Hassad (crise que a CIA longamente construiu e que porventura não logragará desta vez levar a seu porto, mas nada é certo nesta vida).
Friday, November 11, 2011
ENTRADA DA RÚSSIA NA OMC EM DEZEMBRO
A entrada russa na OMC tinha dois entraves. O primeiro: a União Europeia em dissolução temia a fuga da sua indústria automóvel para a Rússia e exigia garantias contra a deslocalização respectiva. Obteve-as. mas não obteve evidentemente nenhuma garantia contra qualquer revitalização da indústria automóvel russa capaz de reduzir a europeia pela concorrência. A outra questão era a tensão com a Geórgia. Foi resolvida. (Isso significando -e não podendo significar outra coisa- que o instrumental e agressivo governo da Geórgia está de saída, de uma forma ou de outra). A entrada da Rússia na OMC é apresentada como a abertura de um mercado vasto. Pensamos que sim, mas da abertura de um mercado vasto para a indústria russa, sendo evidente que os vencedores de toda a competição económica são (sempre) os detentores da energia. Trata-se portanto da entrada da Rússia. Em sentido estricto. Não se trata da entrada na Rússia. E por isso estamos todos de parabéns. O mundo começará a mudar em Dezembro.
ACELERAÇÃO
Confirmada pelo Banco de França a informação do crescimento económico nulo do Hexágono, os investidores especulativos abandonam o país decretando também à gentil França a triste sorte dos PIGS. É um golpe ad radicem. Nada nos antigos projectos pode sobreviver a isto. Entretanto a Santa Rússia faz a sua evidente entrada na OMC da qual vinha sendo estupidamente excluída há dezoito anos. É uma boa notícia em contexto depressivo global. Mas não é uma boa notícia para as fórmulas institucionais em presença e ainda bem.
O TALHANTE DE MISRATAH
Um talhante de Misratah assentou praça como ministro da economia da tugária. Encharcado nas hormonas erradas e entupido pela banha que as produz, o execrando homúnculo - espécie de metade de um homem - larga-se a cortar, esforçando-se por fazer grave a voz. Anunciou agora que os reformados e idosos, mais as crianças e estudantes vão perder os descontos nos transportes públicos. Aquela metade de homem não tem as sinapses a funcionar, evidentemente. E reduzido ele mesmo a metade, porque assim se fez a si próprio, anima-o um ressentimento cruel. Agora os transportes públicos são para a classe média. Quem sofreu a exurbanização e foi atirado para a periferia que pague para trabalhar. Ou vá a pé de Massamá a Lisboa. Parece evidente que sem transportes a preços comportáveis pelo salário mínimo, não há sequer salário mínimo. O obeso homúnculo de Misratah, talhante de porco, castrado pela banha e pela doença mental, quer reduzir a força de trabalho disponível nas cidades e espalhar o desespero. Temos a convicção que as Erínias negras já o ouviram. E em breve virão buscá-lo.
Thursday, November 10, 2011
GIOTO MOSTROU A CARA DO DIABO
O Pravda deu a esta notícia a sua merecida importância. Gioto pintou o retrato do diabo. Gogol advertiu para a importância do facto, uma vez que num conto seu deixou quanto ocorrera a um iconógrafo de génio que acidentalmente retratou o diabo, assim o tendo deixado presente no mundo. Que cara pode ser essa?... É melhor não a ver, nem em pintura. E todavia -estamos seguros- essa cara não pode ser muito diferente do que revelam as expressões do ministro das finanças da tugária, ou as do ministro da economia, ou as da minisrta da justiça. Não pode ser muito diferente das duas ou tres expressões que irmanam, na baixeza radical, as pardas ventas de que se faz a abstração para-estatística do tuga médio. Mas vamos esperar o restauro. Temos a certeza íntima que a aversão que vai inspirar essa cara, fixada pelo génio de Gioto, é a mesma aversão que todos os dias experimentamos ao desviar os olhos das ventas que sempre temos na frente, com as fisionomias e as expressões de sempre.
Wednesday, November 9, 2011
A TUGÁRIA IGUAL A SI MESMA
A "imprensa" do território vem dar notícia do aumento de consumo dos psico-fármacos na tugária. Lugar onde já era o maior da Europa. 40% da população dependia já destes fármacos. E agora subiu o consumo. A tugária é portanto um grande asilo psiquiátrico dirigido por oligofrénicos (a que nenhuma droga pode dar socorro). E isso explica tudo. Como nos asilos psiquiátricos os desgraçados masturbam-se desesperada e inutilmente, até ao desmaio, sob a influência dos antidepressivos que inviabilizam a erecção. Que nojo. Que degradação. É isto que ocorre quando falam de Direito, rigor, austeridade, recuperação, credibilidade. Têm a vaga noção que da dor há-de vir a redenção, que foi quanto o cura papista lhes disse quando os sodomizava em pequeninos. O papel subsidiário e alternativo da ministra da justiça enquadra-se aqui perfeitamente. É o da puta de chicote, no essencial. Quincagenária travestida de adolescente, com a cabeça pintada de amarelo (a armar em nórdica), vestida de preto com saltos agulha. Puro Felini. É o último recurso da masturbação inútil: a esperança de que uma puta autoritária consiga faze-los atingir o ponto onde não chegam... Tudo isto é um filme porno. É inútil saber se a criatura gosta do papel que lhe reservaram, ou se o desempenhará com a eficácia indiciada no escrupoloso respeito pelo gosto do cliente no modo como se apresenta. Seja como for, esta é a matriz de leitura adequada à história da tugária: o esforço inútil do doente mental medicado que se masturba sem poder sequer fazê-lo. Um guião porno num asilo psqiquiárico. A pena de morte para a pornografia, tal como é praticada pela China, parecia-nos até aqui um excesso cruel. Nisso está a nossa perspectiva completamente alterada. Confessamos. Cruel é isto.
PROSSEGUE A DECOMPOSIÇÃO
A cauda da Eurásia que imodestamente se designa a si mesma como "União Europeia" prossegue a rota de decomposição com a crise italiana, a preocupação grega, a inépcia do fundo de socorro financeiro que se tomou por salvador e é insuficiente para o que quer que seja. A cauda da Eurásia abandonou todas as suas referências identitárias (a liberdade e a vitalidade intelectuais, o primado da educação e da investigação, a fidelidade ao Direito como padrão e projecto normativo da unidade política possível). Tudo isso foi abandonado por pressão militar de uma OTAN sem utilidade que se apega à gestão dos empregos que gerou e vai comprometendo toda a teia de relações diplomáticas dos estados que a integram e não resistem à pilhagem e violência. Tudo isso foi abandonado por pressão financeira do anarco-capitalismo e do capitalismo de catástrofe que faz da desgraça um dos seus vectores de negócio. tudo isso foi abandonado, enfim, por pressão política de uma perspectiva de direcção sem lugar no mundo contemporaneo e que é o projecto estafado da "Europa até aos Urais", uma invenção do Adolfo que a guerra fria prolongou e que, além da guerra fria, continua a formular-se como se o desmembramento da Rússia fosse possível. Ora a Rússia, bem colocada no seu papel condicionante do novo eixo do mundo, assiste apenas. E o "eixo atlântico" transforma-se na nova periferia. Uma periferia agressiva. De conduta inaceitável no plano das relações internacionais. Com ingerências impossiveis de manter e de tolerar. Esta nova periferia tem de ser desmembrada com a integração imediata e directa da sua zona europeia numa Eurásia até ao Atlântico (como a Geografia a fez). Depois se verá o que fazer dessa parte do Euromundo a que se chamou América. Alguma coisa haverá a fazer, pela certa. E boa parte disso que há a fazer será feito pelas próprias populações locais que nisso devem ser apoiadas e protegidas. Este parece ser o sentido global da pretensa crise em curso. E, ainda assim, subsiste o velho problema, a velha alternativa (tão europeia) que alguns formularam dizendo "o socialismo ou a barbárie", outros dizem "a revolução ou a barbárie" mas que é preferúivel na fórmula "o Direito ou a barbárie". Nada há nos programas políticos mais ambiciosamente radicais no serviço desejado ao género humano que não tenha formulação anterior nos Livros Sagrados. Sim, a Igreja é o mais belo, o mais velho e o mais consistente projecto de transfiguração do mundo. E também por isso é preciso extirpar o cancro papista. O cancro papista como igreja otanasca. O cancro papista como igreja dos pedrastas. O cancro papista como blasfêmia contra o Espírito.
Monday, November 7, 2011
DETALHES MAL VISTOS
A situação grega parece mais complicada do que à primeira vista se diria. Todos os comandos militares foram destituídos porque havia ameaça de golpe de estado. A convocatória do referendum deveu-se também a esse suplemento de preocupação. Mas os comandos militares foram substituidos por gente da confiança do PASOK. O que não parece augurar nada de bom. E o golpe de estado foi viabilizado por via pacífica, sob a égide da "união nacional". Que exigências fará a "união nacional" grega às novas chefias militares? -não se sabe. E a resposta que estas darão também não se conhece. A partidarização das FFAA não dá nunca bom resultado. Mas colocando a coisa do ponto de vista da função militar, perguntemos: a Grécia está ou não sob ameaça externa?... - Parece evidente que sim. Qual é a função das FFAA? - Proteger o país das ameaças externas. Olhem só que grande complicação (adicional), não é? E a Grécia, como todos os países da Europa do sul está dividida a meio. É até um dos países que - com a Espanha - está dividido a meio há mais tempo e por uma causa muito semelhante que foi a intervenção de Stalin. Espanha ficava longe de mais para manter e portanto foi largada (embora algumas coisas -poucas- se tivessem acautelado pelo menos na forma tentada). A Grécia ficava na periferia do sistema gizado por Stalin e era dispensável à sua lógica de bloco. Foi portanto cedida. Tal como a Itália. E a Espanha, a Itália e a Grécia têm ainda estes pequenos problemas para resolver. Os de uma guerra civil ganha por contrato alheio (de uma ou outra forma). Guerra que corre o risco de se reacender. Num momento em que todas as solidariedades e unidades internas devem ser questionadas em face da exposição à usura que (objectivamente) representam, isso tem de vir à análise. Em Espanha a cisão do exército é dificil de imaginar. Mas a rebelião popular e a tentativa de emancipação nacional da Catalunha e País Basco, como a tentativa de integração dos portugueses, já são perfeitamente concebíveis. Já na Grécia talvez as FFAA sejam cindíveis. E em Portugal seguramente que a mesma facilidade pode aplicar-se (ainda que o exército tenha sido reduzido à expressão mais simples para serviço de interesses alheios). Novas guerras civis na Europa do Sul poderiam mostrar-se conformes a uma "elitização" da "Europa" que até poderia vender armas a todas as facções em conflito. E eliminaria muitas coisas. Irão eles tão longe? A França também está dividida a meio. Mesmo a Inglaterra se mostra dividida a meio. A Alemanha pode dividir-se a meio. Talvez isso evite a progressão nessa via. E talvez não. Uma guerra civil generalizada na Europa Ocidental seria realmente um fim horrível. Mas poria termo a muitos horrores que prometem ser tão dispendiosos como esse. Outra solução seria uma rebelião bem sucedida e bem dirigida: Uma revolução. A revolução pode ser a última oportunidade da paz. E é interessante que os exércitos já tenham manifestado os primeiros sinais de inquietação pelo menos em dois países (Portugal e Grécia). Podem as direcções políticas - destes países e dos outros - ocupar os exércitos com operações externas? Podem, mas isso construírá claramente os pretextos éticos para eles tomarem posição interna, unidos ou divididos. É interessante seguir esta linha de fractura eventual. É preciso estar atento a isto. Os serviços secretos iranianos, sírios e russos deveriam estar mais atentos a estes detalhes tão mal vistos. Mas se os serviços secretos começarem a estar atentos, o caminho enceta-se e a inércia do movimento fará o resto. Há coisas de que não deve falar-se sequer. Mesmo quando se deve falar delas. É aquilo a que se chama conflito de deveres. Conflito de medos, também. Preocupações conflituantes. Dilemas irresolúveis.
Sunday, November 6, 2011
"ISRAEL": UMA FICÇÃO À PROCURA DE FUNÇÃO
O inútil estado de israel procura razões e função na comunidade internacional. E agora está a pontos de se meter com o Irão. Os dirigentes judeus falam abertamente no ataque ao Irão e de tal modo que a provocação política é muito dificil de suportar. Não há dúvida que um projecto de dominção militar neo-colonial está em curso. E daí só pode vir a desgraça e nenhuma vitória para ninguém. Mas talvez o "estado judeu" desapareça com esse e nesse sangrento atrevimento. Logo veremos. Só podemos reagir. Mas entretanto a entrada da Palestina na UNESCO pode ter o estranho efeito de a fazer entrar também noutras agências da ONU e até no Tribunal Penal Internacional. Isso alteraria alguma coisa. Não muito. Mas alguma coisa. A conspiração para provocar a guerra é um crime previsto pelo direito penal internacional, por exemplo. A vida sem direitos de uma etnia bem determinada, é outro crime previsto. Há coisas que podem mudar, sim.
NADA OCORREU NA TUGÁRIA
Os jornais do repugnante território dão conta do nada que há. Kavako nada diz a propósito de tudo. Duarte Lima proclamando que não matou a pobre velha (como se a não tivesse morto) mas nada dizendo quanto à devolução da massa com que ficou. Os juízes dizendo que há tribunais muito degradados, como se isso fosse novidade numa "justiça" que é a degradação organizada. O "processo face oculta" que "vai começar" sem poder começar, para a discussão inviável de um centésimo do problema em causa (como é costume). O Dias Loureiro ainda não foi preso. Os quatrocentos e noventa e nove nomes com relevância política e económica no território, nomes que a CIA fez constar no relatório dos clientes da rede de prostituição forçada e homossexual de menores, esses são nomes de gentalha em liberdade. Nada aconteceu no repugnante território. A revolta surda continua em crescendo. Há dois desfechos possíveis, aqui: a rebelião ou a barbárie. O desaparecimento deles, ou a dos outros.
ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO RUSSA
Faz hoje anos que caiu Aleksander Fiodorovich Kerensky. Um cretino. Foi a sua gente quem derrubou e prendeu o Tsar. Para nada, como bem se viu. A defende-lo não teve senão uns batalhões inuteis de mulheres interessantes. E deu-se a Grande Revolução Russa aos sete de Novembro do novo calendário. O mundo mudou. E de novo está mudando. Vamos ajudar a mudá-lo.
CAIU UM BRAVO
Guillermo León Sáenz (Alfonso Cano) caiu em combate com trinta e três anos cumpridos de guerrilha. Morreu num bombardeamento. É a morte que certamente previu e cujo risco aceitou correr. Não se sabe que gravidade pode ter para o exército revolucionário a perda dos computadores que mantinha consigo o comandante em chefe, mas o mais natural é que a informação estivesse e esteja codificada, de modo que a apreensão não reveste gravidade especial por si própria, ao menos em princípio. Prestamos homenagem a um bravo. Curiosamente um dos mais convictos partidários da paz. Agora as tarefas politico-militares ficam a cargo dos sobrevivos. mas provavelmente, a solução da questão colombiana atingir-se-á por efeito da evolução global do sub-continente. E ao presidente colombiano reconhecemos a dignidade de não se ter posto excitadamente aos saltinhos de alegria, como a execranda Hilária diante do infame linchamento de Kadhafy.
AMERICA DO SUL E DESTINOS DA EUROPA DO SUL
A América do Sul comemora hoje a vitória sobre o projecto ALCA, rejeitado pelos estados sulamericanos para desespero dos skull and bones e do "cristão renascido" Bush. E hoje mesmo a Nicaráguia vai às urnas, esperando-se a recondução do comadante Ortega. E a Guatemala também vai ás urnas, atestando ainda os resultados da dominação do continente pelo norte: 60% de crianças sub nutridas, mais de tres mil homicidios por ano, indices de pobreza de que é melhor não falar para não nos indispormos. O Brasil continua a demilição das favelas do Rio, realojando algumas famílias, parece, pretendendo eventualmente realojar todas, mas o certo é que retira aos pobres o direito à cidade e atira-nos para a periferia. Mais um motivo para voltar a olhar para a Venezuela do comandante Chavez que atingiu as metas deste ano para o programa nacional de realojamento com a construção e entrega de perto de trezentas mil casas. Porque as pessoas não vivem em lugares sem dignidade por gosto. E "limpar o Rio" podia perfeitamente ter-se feito entregando à pobreza a chave para a dignidade da vida quotidiana. Estes temas têm para a Europa do Sul um grande importância porque a ruína e a pobreza espreitam as populações do alto da "austeridade" que vai construindo a ruina, fazendo recuar o pib e reduzindo a população a situações de pobreza que em breve farão voltar a mortalidade infantil, a sub-nutrição, a redução drástica da esperança de vida. Inteligente aqui é a resistencia. O protesto. A revolução. E o exemplo é o dos dirigentes da América Latina. Mas sem esquecer os bravos norte-americanos que protestam em wall street e contra wall street. Sem esquecer também os bravos gregos, os bravos catalães, bascos, galegos, andaluzes, madrilenos, os bravos italianos e os bravos franceses que trazem a rebelião às ruas e aí a têm mantido presente como a primeira flor na árvore da revolução europeia, despontando ao sol ocasional de inverno mas anunciando já a primavera nova. Talvez a tugária desapareça. (Esperança sobre todas luminosa). Ver as pseudo faculdades de Direito a arder, os canalhas do tribunal constitucional sentados como réus em tribunal popular, os canalhas dos tribunais administrativos respondendo pelo que ousaram fazer, os canastrões da ordem dos advogados como porteiros de bares de putas em Vigo. e a sórdida paneleiragem papista remetida em massa à cidadela do vaticano, expulsa do território e com as organizações proíbidas, pela indecorosa exploração da miséria, prática de trabalho escravo infantil, abuso sexual de menores, chantagem confessional e política. Havemos de ajustar contas, sim. Isso virá. A tugária vai acabar, sim. Querem impor-nos a ruína dos estrategas (agora dizem "estrategos") da "alta finança". E a ruína trará a morte deles. Convindo embora que (desta vez) não se lhes permita nenhum ressurgimento. O humanismo deles está claramente revelado. E pode perfeitamente ter o fim que dispensaram a Sadam e a Kadafy.
Friday, November 4, 2011
A TUGÁRIA E A NOMOCLASTIA
Não há anomia aqui. Há nomoclastia. O poder concebe-se contra direito, olha-se acima do direito e por contraposição à comunidade, acima da comunidade e frequentemente contra ela, ao ponto da retórica da frustraçção de direitos ter esvasiado de sentido o léxico jurídico, em toda a sua extensão, nos exercícios a que se chama, aqui, talvez por irrisão, "aplicação da lei". Isto foi ouvido a advogado conferencista no colóquio internacional do Instituto Jurídico Interdisciplinar da Faculdade de Direito do Porto. Aguardemos a publicação dos textos das conferências. Mas é realmente assim. E assim, a cada chegada de nova proposta de directiva, ou de nova directiva da União, por mais evidente e elementar que seja quanto se determine ou vise determinar, a corja abana. E está já a abanar com a proposta de directiva atinente aos direitos mínimos em processo penal. A corja não vai obedecer. Aliás está já a ler aquilo ao contrário.Felizmente a corja não tem grande futuro antevisível. Existe contra direito. Morrerá sem direitos. Quem a atenderá na invocação dos direitos aos quais recusou respeito e obediência? (morrerá como pretende fazer viver os outros, como tem feito viver os outros e como ensina a fazer viver os outros). Assim morra, então. Porque sempre assim foi.
OS CRETINOS E A REBELIÃO
Papandreou foi compelido a recuar quanto ao referendum. E fê-lo, para desgraça sua e da Hélade. A oposição pretende eleições antecipadas (o que daria grandes surpresas, pela certa) abandonando a ideia do governo de "unidade nacional", ou de "salvação nacional", que passa agora a ser defendida pelo próprio Papandreou. Parecem tugas. Mas as ruas não são nada tugas. Os romoi não são tugas. E a rebelião entra na agenda política como única esperança de salvação da Hélade. As "ponderações" do G20 são lixo, embora tenha ali estado uma ou outra delegação simpática (como a da Argentina, por exemplo). Querem viabilizar a miséria como negócio. Mas isso nunca foi tentado a tão vasta escala e muitas das tentativas anteriores - em escalas infinitamente menores - traduziram-se em Revoluções que mudaram a face do mundo. "A bolsa ou a vida", dizem os malfeitores... "A vida, não a bolsa" respondem os manifestantes em todo o lado. Claro. De acordo com a melhor tradição, ainda que recente, à nova cimeira deve suceder um novo crash. Isto seria hilariante, se não andasse a tragédia tão perto. Tragédia algo mais que grega.
Wednesday, November 2, 2011
EUROPA FORA DA LEI
"Instabilidade"."Imprevisibilidade". "Perigo de bancarrota"." Euro em risco". Estas expressões são usadas a propósito de uma consulta referendária determinada pelo Governo Grego. Ora a única coisa de deplorável é que o referendum tenha vindo tão tarde. A Islândia começou por aí e fez muito bem.Mas a Grécia vai agora a referendum. E tem que ir.O Povo da Santa Hélade tem liderado a contestação à usura internacional. Não se pode, neste ponto de decomposição da confiança do eleitorado, deixar de ouvir o soberano sobre o máximo resultado possível da via prosseguida. Ninguém tem o direito de decidir só em tais circunstâncias. E ninguém teve legitimidade para conduzir este processo, à escala global ou nacional, nos termos em que o fizeram Sarkozy e Merkel, mais o sopeirame que os sistemas políticos europeus produziram. Uma tal linha política está fora da Lei. Subverte os princípios do Direito Político e, se a deixarem prosseguir, traduzirá um colapso do sistema político (e não apenas do económico). A crise, portanto, não é apenas um grande negócio do ponto de vista financeiro. Tem claras componentes de conspiração política. E essa conspiração progrediu a tal ponto que faz pensar aos conspiradores ser razoável censurar uma chamada às urnas. "Pedem explicações" ao primeiro ministro grego (!)... Qual é a alternativa? A carga de polícia? O governo militar? A ocupação por força militar internacional? Qual seria o modo de conduzir os gregos à compassiva obediência ante os ditames que lhe determinam a própria ruína? Estes imbecis estão completamente loucos. Usam a terminologia do chulo que "quer ajudar" as mulheres que reduz à última servidão. Ou do burlão que "quer ajudar" o burlado num grande negócio que lhe propõe. Mas uns e outros, quando chamados a juízo, dirão sempre - e sempre disseram - que a culpa foi e é da vítima. O violador diz o mesmo. Só transigiu ante o "desejo" da vítima. Esta gente deve ser neutralizada. Esta gente é o primeiro perigo na decomposição financeira em curso. E o primeiro perigo para a segurança dos povos. Nunca (nos nossos dias) a rebelião generalizada foi tão premente. Nunca a liberdade dos povos teve (na nossa época) um significado vital tão evidente. Nacionalmente. Como à escala global. O que está já em causa - de modo gritante - é o Direito Político que define o sistema demo-liberal. E tão em causa que, pelos vistos, já o tinham revogado sem nos dizerem nada. Os povos devem defender a sua liberdade. E estes desgraçados que se sonham estadistas, "directório de nações" (entre outras coisas que nunca foram e jamais serão) devem recolher ao asilo psiquiátrico (à condição de ser titulado por uma qualquer sociedade anónima, desta vez).
Tuesday, November 1, 2011
A ORDEM DE DUARTE LIMA
A ordem de Duarte Lima está preocupada consigo própria. Claro. Quer consensos. Quer mesmo dedicar o seu Congresso aos consensos. Quando a corja quer paz é porque perdeu a guerra. E assim vai sendo, realmente. Pensamos que nenhuma paz deve ser-lhes dada. (Porque haveriam eles de ter paz? Qual paz?)... Consensos, querem eles. Sem sensos, votamos nós.Varra-se a escumalha. Sem excepções nem contemplações. É realmente a ordem de Duarte Lima, prestigiado "advogado" de fortunas em pleno exercício do seu múnus profissional. Imagine-se. Com um mandado de captura internacional em cima do lombo canceroso e nem uma suspensão preventiva. Não se justifica, parece. Não há nada de inquietante nisso do "advogado" matar a velha que lhe pede protecção para lhe arrecadar a massa possível. E querem consensos. Que fariam eles se os não quisessem... Ordem de gangsters e seus dedicados eunucos. Nisto vem o valor da Lei e do Direito que na tugária cabe. Mais as proporções da dignidade humana. Como não haveria de morrer a tugária? Há cinquenta justos, ali, para que Deus a poupe?
CR,CR,CRI,CRISEEEE
Vinte e dois meses de onze cimeiras de vários cretinos. Registam-se vinte e duas respostas negativas. Sempre com o mesmo padrão. Talvez pudessem deixar de fazer cimeiras assim. E deviam deixar de fazer estas meias coisas. São tanto mais às metades quanto mais o controlo lhes foge. Os oncologistas às apalpadelas matam os doentes e não é pelos apalpões. É exactamente assim. Já não vai restar nada para regular quando a regulação global da vida financeira for finalmente decidida. Esperavam os mais críticos do sistema (mas no sistema) que isto da última cimeira pelo menos aguentasse uns meses. Queriam uma folga. E não lhe parecia pedir muito. Tiveram-na. Quase uma semana. A Espanha percebeu que não tinha resultado. (E não teve nada a ver com o referendo convocado pelo grego). Mas talvez fosse só com a Espanha, terão pensado os que não pensam. A Itália continuou a resvalar, mas talvez não passasse daí. (Assim o esperaram contra toda a esperança). Hoje a Europa inteira acordou a andar de lado.Os quatro pneus deslizam nos primeiros gelos da estação. Saem caros os idiotas... Na tugária também. A tugária vive a grosseria sem peias num velho bordel de órfãos. E os proxenetas não se fazem rogados. O horário de oito horas foi para o lixo. A coisa vem desde a mais remota antiguidade, ainda que os grevistas de Chicago lhe tenham descoberto a evidência bem mais recentemente. Pois para estas bestas isso são detalhes. Quais oito horas, quais quê... Madraços. Não querem é trabalhar. E o proxeneta da "política" tuga lá vai dando cabo do Direito, única coisa que poderia salvar-lhe a vida. Porque só para o Direito a vida desse proxeneta tem um valor e uma defesa. Mas aquelas metades de homem calam o Direito. O "direito", para eles, é uma especialidade - como notou alguém em publicação recente - onde se entretecem minutas capazes de frustrar todos os direitos, em qualquer circunstância onde isso seja útil, graças ao esvaziamento de sentido de qualquer léxico. Só as balas significarão ainda alguma coisa quando o bordel estiver no exacto ponto de viragem. E não é agora? Deve ser. O pederasta papista e a grande loja do uranista quererão ainda falar...' Com que linguagem? Já no tempo de Fernando Teixeira - loquaz burlão e proxeneta que gostava de rapazinhos e os preferia rústicos, muito rústicos, não desdenhando embora vender e comprar umas garotas - já nesse tempo, faltava a paciência para os ouvir. Agora é o momento de libertar a terra. Um grunhido de tais trastes e a mão deve agarrar a coronha do revolver com rapidez. O avental é um óptimo garrote para o pedrasta papista. E com a estola faz-se a forca para o uranista "maçon". Estamos em fase de economia de meios. Porque não haveríamos de empobrecer em tudo? Obrigado, Deus, pela santa crise.
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