Sunday, January 24, 2010

IRENEU, PATRIARCA DOS SÉRVIOS, GUARDIÃO DO TRONO DO PATRIARCADO DE PEC

Que o trono de Lázar, Tsar Serbski, permaneça firme nos corações dos seus cavaleiros e a poesia de Stefan Lazarovic ao alcance de todos os olhares. "Cinge a tua espada ó bravo, caminha na glória e na majestade, cavalga pela causa da verdade da piedade e da justiça, maneja o arco porque ele faz temível a tua dextra", eternamente agora e sempre e pelos séculos dos séculos, amén! "O Senhor colocou sobre a tua cabeça uma coroa de pedras preciosas, tu pediste-lhe a vida e Ele te dará lonjura de dias". Kyrie Eleíson! Mnô Gaya Leta!

Sunday, January 10, 2010

Liberdade, Liberdade...

Os países da Europa meridional, infectados pelo papismo, estão sempre divididos a meio nas questões fundamentais. França, Espanha, Itália andam nisto sempre em sobressalto. A Roménia está disto salva porque nunca foi papista. (Já a tugária é todo um outro fenómeno e não é propriamente um país, é um asilo licencioso, um hospício de internados em sobredosagem de psicofármacos, simultaneamente um bordel e uma cadeia com um pouco mais de 90 mil Km2, ilhas incluídas). Os latinos amam a liberdade e batem-se por ela, mas não sabem ser-lhe fiéis, dizia Hertzen, horrorizado diante das propostas de um velho amigo e combatente francês. Assim parece ser, realmente. De Espanha chegam más notícias para a liberdade de imprensa. Um juiz de Castela achou que podia retroceder 40 anos e produziu uma sentença grotesca, violentíssima, violadora de toda a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. No El País respondem-lhe com o ânimo combatente da velha Espanha republicana. E bem. Uma tal criatura judicante deveria ser afastada de quaisquer funções de natureza pública por se mostrar homem radicalmente inidóneo como todos os que se lhe assemelhem). Uma tal sentença traduz bem o desvario dos funcionários administrativos formados numa concepção nacional-católica do estado. Germina-lhes sempre na ialmazinha uma fúria imensa ante a liberdade alheia. Como diante de qualquer normalidade alheia. Encontram estes homúncula pela frente, em Espanha, homens com a autoridade moral do Cebrián que lhes recusa qualquer respeito e nisso faz muito bem (mesmo ao preço de invocar, sob irritação, a sua autoridade de académico, que deveria dar por demonstrada porque o está). Um juiz nesta figura e nestas matérias é (por ora) uma excepção em Espanha. Mas na tugária é a regra quanto à atitude, embora lhes falte muitas vezes a coragem para afrontar os "grandes nomes" diante de quem aplicam - só por isso, pelo estatuto do arguido- as exigências do Direito quanto à liberdade de expressão. Quanto a outros problemas os lamentos públicos parecem significar que nem o Direito aplicam. É em todo o caso imprescindível ler o texto de Cebrián. Aqui está. Em Espanha, a Hierarquia dos Tribunais anulará isto. (Na tugária isto seria mantido, se não agravado). E o El País, como bem se demonstra, não é apenas um dos jornais mais lidos em Portugal. É porventura o único com o qual se pode contar.

Saturday, January 9, 2010

O RESPEITO DEVIDO ÀS INSTITUIÇÕES

A mais eficiente e duradoura das polícias políticas foi a inquisição. Espantosa realização onde convergem todas as taras do papismo. Foi, como todas as realizações do género, obra entregue à escumalha. Só a escumalha vive na vacuidade moral necessária a tais tarefas. Por isso saíram os inquisidores das horrendas corjas das ordens mendicantes. Uns, eram pardacentos homens de Boaventura – carrasco dos companheiros de Francisco de Assis – ousando chamar-se franciscanos. Juntou-se-lhes a repulsiva gentalha de Domingos Guzmán. Ou o inverso. Funcionava a coisa nessas eras um pouco como hoje, na tugária. Recrutam-se os juízes entre as filhas das porteiras para obter efeitos parecidos. E esses efeitos aí estão. Os processos eram ensejos de saque. (Ainda o são na tugária, isto não está muito diferente como o atesta a criminosa “jurisprudência” em uso local, na qual se certifica a perseguição de qualquer protesto a pretexto da “honra” ferida qual seja a de um polícia torcionário, por exemplo, para não falar já na “honra” dos proxenetas de órfãos da Casa Pia, ou a dos seus clientes). Tais corjas assassinaram, evidentemente, gente a mais. Como sempre ocorre. Roubaram todavia mais do que assassinaram. Também isso continua vulgar. E inibiram mais do que roubaram. Ainda hoje assim é. Os assassinatos (menos frequentes), como a tortura (de emprego banal), serviam bem o terror entre as patas inquisitoriais e, à luz das infinitas possibilidades do horror, as vítimas do roubo talvez até se sentissem quase afortunadas. Tudo servia a conformação e o silêncio, mesmo diante do clima de denúncia generalizada. O medo do pensamento próprio foi fruto comum colhido por esta gentalha. Como o medo de falar. E a imagem correspectiva do poder (político, disciplinar, familiar). Espécies enraízadas na tugária, capazes ainda de eliminarem todos os frutos da terra. E ninguém podia travar a inquisição. Ninguém? Em boa verdade havia, nessas eras, uma brecha: os jesuítas. Os jesuítas podiam – pela absolvição em confissão ordinária, mas com eficácia plena em processo - arrancar qualquer suspeito de protestantismo, ou de leituras proíbidas, às patas da escumalha inquisidora e às minutas sórdidas da franciscalhada e fenómenos afins. Era o escudo possível consentido à nobreza e à inteligência. Bem entendido, sempre seria necessário aceitar tal intervenção, senão pedi-la. Uma espécie de capitulação cordialmente recebida. Porém tal coisa não é evidente nos parâmetros de conduta de um aristocrata. O medo da morte é natural. Mas mostrá-lo é aviltante. E deixar-se condicionar ou determinar por era (e é) inqualificável. Mas, resolvido esse conflito moral, pronunciada a fórmula absolutória pelo padre da Companhia, estavam salvas a vida e a fazenda da vítima. E a escumalha inquisidora não podia tocar todos. Não nos bispos, por exemplo. O processo inquisitorial contra um bispo tinha de ser conduzido por jesuítas. As polícias políticas posteriores esqueceram este detalhe. Tem que haver modo fácil e descentralizado de fazer parar estas escumalhas. Caso contrário a estrutura organizacional do poder corre perigo pela acumulação de inimigos inteligentes cuja força acabará por atingir o próprio centro do sistema e não apenas as periferias. Dá jeito poder continuar a dizer “não se pode generalizar”, sem ter de sacrificar nenhum dos esbirros e sem deixar ao alcance inelutável destes qualquer homem que valha mais que eles, aos próprios olhos de quem comandar. É mesmo útil consentir que a generosidade exista. Quando isso não queira conceder-se, é pelo menos necessário que alguma coisa funcione com imagem de generosidade (e mesmo a imagem tem de produzir efeitos críveis). É o mínimo. Ora nada disso está presente hoje na imunda tugária, ou país institucional. As polícias políticas montadas designadamente na Ordem dos Advogados, mas também no Conselho Superior da Magistratura, dão conta da resposta histórica à discordância de Cavaleiro de Ferreira. Este discordava da concessão de poderes jurisdicionais à PIDE e demitiu-se. Os proxenetas de órfãos licenciaram os seus “pides” em “direito” e largaram-nos como “magistrados” ou julgadeiros “disciplinares” de advogados. José Maria Martins protestava em 2006 contra um execrando homúnculo o “advogado Manuel Sebastião” e chamava-lhe “pide” no seu blog. (Também chamou três vezes porco a alguém e o três vezes chamado porco corre o risco de ser recordado apenas por lhe terem chamado aquilo). Na verdade o “advogado Manuel Sebastião” é coisa nenhuma. Vem com as ventas engelhadas em focinho de lagarto, sem lábios, coroando a presença enfezada onde se atestam as dez gerações de sífilis, alcoolismo e raquitismo que o antecederam. E onde se traduz e acolhe a ânsia que lhe provoca qualquer normalidade de qualquer ser humano. Traz a ausência de apelidos dos que foram abandonados na roda dos expostos. E a forma mentis do asilo na ialma. Foi engajado – certamente muitas vezes – e trazido a tão torpe função pela Vera Adão e Silva, em lista-pêga, ou paga, segundo um membro do gang, pelo gang da independente (vaga agremiação pretensamente maçónica, sem que nenhum maçon lhes tenha partido as ventas). Zelava esta Vera por um jovem Adão e Silva à data medrando em baixo de Paulo Pedroso quando este andava - erguido nas nádegas e por causa delas, segundo tudo indica - nas pastas ministeriais. Quem sobe a levar no rabo, desce a levar no focinho. É a regra imutável que a sociologia das organizações não desmentirá jamais. Pedroso ainda não levou no focinho. O jovem Adão e Silva ainda não levou no focinho. (Não deitem foguetes antes de tempo)... A Vera vigiava. O gang da Independente vigiava. A rede de clientes dos proxenetas da Casa Pia, vigiava. Eis então a pide dos proxenetas de órfãos, com um Alves a capitanear. Estatuto novo a escorá-los. Um gang (só um?) a pagá-los e os desgraçados de sempre a servi-los. Semi-alfabetizados e sem controle mínimo do léxico que usam e às vezes nem da grafia. Pode ser um qualquer "advogado Luís Martins" saído da Bichieira, sem nada que o distinga senão isso, mas irritante como o colibacilo. Ou um Manuel Sebastião. Vulgar paramécia. Ou Luís P. Relógio, outro desses fenómenos. (Cara repugnante como a imagem de um condiloma). A este, disse-lhe o pai, (como publicamente referiu), que ele ia estudar para aldrabão. E se lho disse o próprio pai, que havemos nós de acrescentar?... Têm todos em comum isso de viverem como tropeços e andarem aos caídos. Vítimas?... Há-as certamente. Havemos de os interrogar sobre as vítimas. Depois seguirão o destino que lhes cabe. Pobre Alves da Opus. Cretino incapaz de honestidade. E que estranhas alianças, se as palavras significassem ainda alguma coisa. Hábitos contra natura podem alicerçar tudo, não é assim? Como poderia a Opus não ser coisa dos Alves, traduzindo e partilhando a destinação desses Alves? Eis no que se traduz a prática chamada Direito na tugária: uma verborreia de minuteiro cuspindo textículos ao serviço de gangs que paguem. Com o empenho das Escolas onde não há teses. Como poderia haver teses em Faculdades de Direito onde quanto se escreve deve ser legitimado "ex autoritate" pela citação de quem não pode ter autoridade nenhuma?... E direito de mentecaptos é coisa que não pode haver. Mentecapto é necessariamente quem elabora grossos volumes de recortes sob forma de citação, por não ousar sequer o uso de uma preposição sem invocar a autoridade no uso anterior. Belo noviciado para quem deve perseguir a liberdade alheia. Tudo com umas missinhas à mistura. Porque não há eficaz prostituição de crianças órfãs sem umas bençãos em Loja de proxenetas papistas. Interrogá-los é imprescindível, sim. A todos. Depois disso, os infernos que levem quanto é seu. Sem prejuízo - evidentemente- de quanto determine a cósmica soberania do Altíssimo no que respeita à ἀποκατάστασις.

Sunday, January 3, 2010

PTP-Loucâ: a "alternativa monárquica"

Falemos ainda da frustre tugária. Paulo Teixeira Pinto processou Francisco Louçã. Não gostou do comentário a uma iniciativa folclórica e a seus olhos monárquica. Também não gostou de ver e ouvir que o BCP derrapara sob o seu comando. (Coisa aliás evidentíssima). Quer respeitinho. Não se percebe é porquê. Entenderá que o merece por ter sido um sopeiro da Opus? Ou por ter traído os homens da confraria que o promoveram? Ou dar-se-á o caso de, vindo ao seio da “nobreza”, se sentir enfim (sem conceder) reconhecido por gente de “bom berço”?... Mas Paulo Teixeira Pinto tem pelo menos este motivo de fé que é o facto desta frustre terra, amputada à imagem das gentes frustres que o promoveram, permanecer – na Lei como na prática – orgulhosamente indiferente à Convenção Europeia dos Direitos do Homem, cujo texto aliás foi viciado na própria tradução oficial. PTP, todavia, engana-se num detalhe. Um tal esquema contra Direito serve apenas a protecção dos “dignitários” do sistema. E Louçã integra o sistema. PTP já não. A prepotência que aos do sistema se consente, como se direito pessoal fosse, não lhe será agora concedida. Isto tem um outro significado. Duarte de Bragança rodeia-se de cretinos. Ultramontanos que são personagens cómicas. E chegámos a ver, colados a ele, alegados maçons de um proxenetismo de opereta ainda não escrita ("a sórdida viúva eufórica", seria talvez um bom título). Nem surpreenderia que alguns fossem simultaneamente da Opus e de uma das muitas corjas locais pelas quais se dispersou a casa do sino. Talvez sob a toxicidade de tais influências, Duarte de Bragança atacou em público o único Nobel da Literatura da Língua Portuguesa, chamando-lhe – atente-se bem - senil. (Se assim fosse, mais valeria a senilidade de Saramago que a existência de tal detractor). Reclama-se Duque de Bragança e talvez isso fosse escusado (porque é polémico). Também se reclama herdeiro do trono e também isso não está isento de polémica. (Poderia o Rei D. Manuel II assumir as competências do Parlamento? Está ao alcance do Rei, que recusa regressar ao trono por via militar, alterar a Lei da sucessão? Estão publicados ou são publicáveis os pactos de Paris e Dover? De que forma se materializou o Acto de submissão dos Príncipes da Casa de D. Miguel? Foi recebido e aceite pelo Rei D. Manuel II? Se sim, porque legou o Rei os bens da Casa de Bragança ao Povo Português, ao invés de testar em favor do sucessor reconhecido? Eis algumas perguntas que poderiam não ser feitas se o príncipe não parecesse um fantoche ao alcance da Opus e das várias “Grandes Lojas”, entre outros cretinos pelos quais insiste em ser rodeado e que seria fastidioso enumerar aqui). Tendo podido dispor de uma geração notável como a de Gonçalo Ribeiro Telles, Henrique Barrilaro Ruas e João Camossa Saldanha, substituiu essa geração por umas degenerescências pardas, cujas ventas nenhum fidalgo deixaria de tratar com a ponta da chibata de montar. E em cujos lombos nenhum republicano de novecentos deixaria de partir todas as bengalas. Os filhos de tal príncipe são visivelmente deseducados, num processo de cretinização evidente e chocante. Pobres garotos. Chegam a ser referidos folcloricamente pelas iniciais de “SAR” na própria escola que frequentam, como se isso pudesse ter utilidade, ou sentido, no plano dos princípios (tudo inquinando completamente na relação dos garotos com os outros, deixando perplexos mesmo os que têm simpatias monárquicas). Tudo tremendo. Tudo frustre. Porém todas as crianças nascem génios, salvas as circunstâncias congénitas ou genéticas em contrário. Toda a cretinice, feita de inibições e aversões inculcadas, é adquirida. Não pode ser diferente com os príncipes da Casa de Bragança. Os garotinhos nasceram tão brilhantes como quaisquer outros. E logo havia de lhes acontecer isto... Todavia Duarte de Bragança tinha tudo para que tudo desse certo. É claramente o primeiro nobre. (Mas o significado social disso depende apenas de si mesmo). E não há outro que possa representar razoavelmente a Casa, porque nenhum dos outros pretensos pretendentes (outra ridicularia) poderia alguma vez apresentar-se, sequer, como Infante de Portugal. (Mas a relevância prática – social e política - de tal circunstância, só o mérito próprio a pode impor). Que posição tomar, se acaso for necessário tomá-la? Esta: ao príncipe Duarte de Bragança e aos seus sucessores, reconhecemos, como aos demais portugueses (que disso estão objectivamente e subjectivamente privados, aliás contra Direito) oito liberdades com os direitos inerentes - a de pensamento, a de palavra (e demais formas de expressão), a de acção política e cívica, a de trabalho, a de circulação, comércio, indústria e propriedade (em medida compatível com a dignidade nobiliárquica pretendida). Aguardamos que pelo exercício de tais direitos, o príncipe possa encontrar o caminho da respeitabilidade intelectual e política que de todo em todo lhe faltam ainda (por motivos estritamente imputáveis a si próprio). Quanto ao título, diremos que na terra dos títulos – terra de megalómanos e de homens e mulheres servis - as pessoas normais deviam dispensar o respectivo uso. Com presidentes de tudo em todas as esquinas, com “dótores” em todos os cantos, o que mais falta, realmente, é ter um duque em cada cunhal. Ou um marquês por aduela perdida. Há coisas a que as pessoas normais devem poupar-se. O próprio "Botas" não usava condecorações e estava bastante longe de ser uma pessoa normal. Afinal de contas, os títulos só adquirem importância transcendente para quem não tem o que eles significam. É preferível a dignidade reconhecida sem títulos usados, do que títulos usados sem reconhecimento público da respeitabilidade que os sustente. É um pouco a história da licenciatura com a data de um Domingo no diploma. O que explicar tal diploma, explica o resto. Quanto ao processo PTP-Louçã , trata-se do processo de um serventuário (PTP) contra um nobre (Louçã). No mínimo dos mínimos, o grau de Doutor confere as honras de conde palatino. Tal processo visa neutralizar as liberdades naturais, como é hábito infeliz e por ora impune. O serventuário deveria levar aqui uma lição que não pudesse esquecer. E o príncipe que o acolhe deveria rever a composição do seu conselho. Não porque vá a algum lado, com conselho ou sem conselho, mas porque lhe incumbe proceder como se fosse, por mais adversas que as circunstâncias sejam (e são).

Thursday, December 31, 2009

Que coisas virão?

O governo tem um grave problema com a recuperação que não vem. (E não virá, a nossos modestos olhos). Nem se imagina com que cara anunciarão tais desgraçados que não há dinheiro para manter os cuidados de saúde universais e tendencialmente gratuitos. Mesmo os usurários da medicina privada estarão perdidos, porque, bem entendido, quem tiver dinheiro (ou seguros de cobertura suficiente) vai procurar melhores centros médicos e estes usurários vão redescobrir as delicias da sobrevivência pela medicina solidária, sendo certo que ninguém os acolherá noutras terras (com a excepção das de África e mesmo assim sem garantias). Vai ser interessante. Mas não obstante os sobressaltos antevisíveis e as mortes que se registarão entre os mais velhos como na primeira infância, não obstante isso, o tuga médio já tem o seu treino para a desgraça. Os camponeses experimentaram isso primeiro. Quando as agruras do mercado lhe apontavam a ruína certa, o camponês viu com serenidade o país a arder, seguro das maiores vantagens de tais incêndios face às exigências infernais do comércio onde a sua miséria se projectava. A terra queimada salvou alguns. E assim vai ser com a desgraça iminente. Só essa desgraça salvará alguém, porque a "estabilidade" a permitir (por exemplo) a canibalização "fiscal" do país pela corrupta burocracia de estado, liquidando, às dezenas, operadores económicos para varrer áreas de actividade inteiras em favor de alguns outros, essa estabilidade e essa ordem representam o colapso evidente. Celebremos pois a desgraça que vem. O estado que morre. Celebremos a desesperança desses ratinhos da beira de que tais burocracias são feitas. Nem duvidemos que no alarme de tais ratos é a verdade que se manifesta. Portugal, estado exíguo?... Nem isso restará, possivelmente. A vida social e económica seguirá talvez o que antes foram os movimentos militares nos conflitos ibéricos. A Extremadura quer a costa alentejana e entrará de algum modo e com amplitude por determinar. O Algarve (post ruína) pode funcionar como adjacência da Andalucía balnear. Minhotos e Transmontanos entrarão Galicia dentro e talvez sigam mais além até León, Astúrias e País Basco na procura humilde de sustento no trabalho ocasional. Os beirões procurarão acolhimento em Castela. Presas ao litoral, as populações de Lisboa e Setúbal encontrarão na gestão dos portos e caminhos de ferro por mãos capazes (porventura orientais) alguma possibilidade de sustento (se Huelva e Vigo deixarem ainda alguma oportunidade de negócio portuário e nem isso é seguro). Caso contrário,talvez se transformem em região de crise social permanente e isso sempre gerará empregos na segurança, se alguém quiser pagá-la, ou fará de tais populações o abastecimento dos bordeis da Europa (sendo certo que nem isso estará isento de concorrência). Alguns de entre os que foram acumulando notas acerca do processo de desagregação, por não poderem publicá-las aqui, farão fortuna na indústria das ideias da Eurásia e Américas. Outros, farão fortuna perseguindo, mundo fora, os cães locais do papismo pedoclasta. Isto, além do que a convulsão gerará no plano mais imediato. E pode ser muito violento, muito criativo, ou ambas as coisas. Os herdeiros das fortunas erguidas na corrupção - há outras?... pouco importa, não há justiça a esperar da revanche - podem ser assassinados em motins populares, por exemplo, e isso libertaria recursos financeiros apreciáveis (o estado é o herdeiro dos que não têm herdeiros e tais verbas poderiam, ao menos em parte, ser entregues à potência administrante do território, porque isto só serena com intervenção externa e nem isso é inédito)... O assassinato selectivo, a coberto dos motins do desespero, pode perfeitamente tornar-se matéria de "razão de estado" em lógica (inaceitável mas aparentemente eficaz) de movimentos "contra-gangs", capazes de assumirem como objectivo a anulação de todas as vantagens da corrupção. A espiral de violência tem sempre momentos completamente fora de controlo. Tanto quanto parece, nos estados de espírito colectivos, como nos individuais, é o cansaço que vence a crise. Haverá ira (tanto mais violenta quanto menos dirigida for) até que o cansaço chegue. Há muitas coisas que a convulsão pode trazer. E muitas coisas que fará seguramente desaparecer. Nem há modo de evitar isto. Está tudo perdido num estado que prostitui órfãos (é isso que oferece a quem se proponha morrer pelo "interesse colectivo"? a prostituição dos filhos que lhe sobrevivam?)... Está tudo perdido num estado onde os advogados são controlados por sopeirame eleito com subsídios das máfias (haja em vista o Rogério Alves que não apresentou, nem pode apresentar, parece, as contas da campanha para a Ordem dos Advogados). Está tudo perdido num estado onde o sindicato dos juízes tem direcção eleita com campanha paga por qualquer gang. Está tudo pedido num estado cujas forças armadas não têm atiradores (nem equipamento, nem homens). Está tudo perdido num estado onde, desde os banqueiros aos polícias, só há gangsters. Parece portanto que o dinheiro dos gangsters vai desaparecer tão depressa como apareceu. A qualquer momento. De qualquer modo. Não pode ser de outra forma. Estas coisas nunca acabaram senão assim. Porque, justamente, o Direito é condição de paz. E o abandono do Direito - i.e. de qualquer correspondência entre a lei e a sensibilidade comum no que à disciplina da existência comum diz respeito - esse abandono traz a morte. E ela aí está.

Tuesday, December 29, 2009

TEMPOS DE ADVENTO

Meridianamente o debate eternizado do tuga-médio opõe semi-ideias. A um lado a pretensa tese em cujos termos o passado foi óptimo, o presente nada tem que se lhe compare e se assim continuam as coisas o futuro não é dizível. É o Ramalho e mais os que lhe sucedem. Depois vêm os outros dizendo que o presente asqueroso é uma dejecção do passado e este não pode ter sido melhor do que aquilo que fez. É vagamente o Eça, apesar de nunca se ter abalançado a tanta clareza. (O Batalhão Sagrado é em todo o caso um belo texto e muito elucidativo). O futuro seria a única coisa com a qual contar, a estes olhos. E vem a história do modelo. Um futuro como o presente europeu. Um futuro como o passado da gloriosa navegação (simples movimento de fuga massiva, perfeitamente justificada e inteligentemente aproveitada pela coroa, à custa de coisas que pareciam pouco ou nada estimáveis com razão plausível). Falta a única corrente razoável. Ao mais rápido olhar, o passado foi coisa asquerosa com alguma gente notável. O presente é repulsivo, mas nem aqui faltam, na percentagem de sempre, homens e mulheres de fibra, gente normal, propriamente dita. Em boa medida impotente, como sempre. O que sempre ocorreu por um motivo ou por outro. O príncipe brilhante que nunca chegou a reinar, como nota Eduardo Lourenço. Mas também há a ordem na guerrilha. E a besta radical transmutada em conservador feroz, como o execrando Cabral. Ou o abominando Barroso. Ou o diabo por ele. (É por isso inútil discutir se é cherne ou amiba). Felizmente não há futuro. O futuro não existe. Eis um grande conforto. E o mais que pode acontecer é já não haver tempo para fazer grande coisa. É exactamente disso que precisamos. Há um sopro de liberdade na consumação das desgraças. Por algum estranho motivo, quando tudo estoira ninguém estoira por isso. Estamos fartos. Venha o estoiro. Não há outra forma de nos ser devolvido o significado das coisas. Programas ao esgoto. Modelos ao diabo. Caricaturas ao lixo. Barroso para Teerão. A Leite para Caracas. Portas para Guantanamo. Louçã para o Cabo. Cavaco para a Califórnia. Jusflausinas para os bordeis da Amazónia. Aí aprenderiam todos o significado de discutir. Ah, sim… E Nulicarpo à fogueira que traz na ialma. Nada para julgar. Tudo para eliminar. Por uma vez, nada de complicações. É outra das belezas da desgraça consumada. Tudo é simples. Ao menos por um instante. A que coisas aspirará o Ramalho de então? Que diagnósticos fará o Eça?... Dir-nos-ão, pela certa, que os camelos podem viver sem deserto. E os homens-sapo podem viver sem água estagnada. Podem viver em quase todas as condições. Já nas condições a que chamam suas, ou não se pode viver sem eles, ou não se consegue viver ali. Melhor ordem haverá na desgraça, seguramente.

Friday, December 18, 2009

QUE FAZER?

Que podemos nós fazer diante tão sinistro carnaval? Quatro coisas: viver de acordo com as convicções próprias, defender o direito de viver assim, preservar a liberdade de juízo e palavra (própria e alheia) e pedir a Deus a bravura onde a firmeza se sustenta. Nada complicado, como se vê.

Thursday, December 17, 2009

"Homosexuais", Casamento e Adopção

Foi aprovado o casamento “homossexual” na tugária. Em bom rigor, porém, só há uma “homo-sexualidade”: a do onanismo. Porque "o mesmo" é "o próprio". E não pode ser outro. Era bom que se procurasse outra designação. "Homosexual" é palavra com uma história carregada demais. Mas fazer da sodomia, do felatio e formas de masturbação recíproca o objecto específico de contrato matrimonial entre homens, (ou do cunnilingus e outras formas de masturbação o objecto de contrato matrimonial entre mulheres) traduz novidade. Os papistas deploram-na, é certo. Talvez por estragar parte importante do interesse de tais práticas nas suas coordenadas de existência: a ilicitude e a clandestinidade. Era um aspecto marcante da excitação nervosa que a coisa provocava, sobretudo no clero, segundo tudo indica. A sodomia pode, não obstante e ainda, integrar o objecto de queixa-crime por maus-tratos, ou violência doméstica, mas só no caso do chamado casamento “heterosexual”… Outro problema dos “heterosexuais” é que agora, quando disserem que são casados vão querer que conste uma qualquer especificação. Caso contrário, passam a ser suspeitos de terem em cima uma criatura do mesmo sexo. É um pouco como os licenciados em engenharia. Eles agora dizem “pelo ISEL”, ou pelo “IST”. Se assim não for, sentem-se suspeitos de compra do grau num Domingo e depois dos quarenta anos. Em vez do estado civil, o “heterosexual” vai querer dizer “casado com” a qualquer perpétua com quem haja casado. E, porventura, até, “divorciado da” megera que não podia aturar mais, pelo menos até o confrontarem com isto. E ninguém aceitará tais explicações. Vai ter que dar-se uma mexida na regulamentação da identificação obrigatória, se não mesmo no Código do Registo Civil. Outra coisa: o contencioso de divórcio entre “homossexuais” vai introduzir alguma animação nos Tribunais de Família. Estão a imaginar a bichona doida queixando-se em audiência pública pela quebra do “débito conjugal”? (“Débito conjugal” é uma expressão sórdida do sórdido canonismo papista e traduz “o dever” de submissão à solicitação imperativa de relações sexuais pelo outro cônjuge). Isso vai ser uma novidade de monta, sim. Outro aspecto da lei é que eles consentem este casamento. Mas a adopção não. Com isto, o Estado preserva sobretudo a possibilidade da indução protegida à sodomização violenta de menores nos seus asilos (enfim, nunca excluindo o Colégio Militar desde que se parece com a Casa Pia, nem os asilos e internatos da padralhada). Nisto não pode ver-se um progresso. Nem uma involução. O problema parece ser este: no caso dos homossexuais passarem a adoptar crianças, ainda se arriscava a rede de clientes da Casa Pia a ficar sem órfãos para o circuito de prostituição infantil. E deve ser apenas este o problema, porque ninguém pensou ainda em fazer da “homossexualidade” uma razão da inibição do poder paternal com específica referência legal. Ora nesta rede constam os nomes de quinhentas pessoas “com relevância política e financeira no território”, segundo o correspondente relatório da CIA. E estas pessoas (sem conceder) não podem ficar sem as suas ocupações preferidas em período de ócio. Já nós nos inclinamos para a solução oposta. Nenhuma possibilidade de celebrar “casamento civil” nos parece aceitável. O casamento é coisa das comunidades religiosas, eventualmente registável pelo Estado, mas o funcionário público não tem nada a celebrar nestes quadrantes e nessa qualidade. Quanto à adopção, o mais natural seria que não houvesse tais adopções. Ninguém tem o direito de apagar a identidade de outro substituindo-lhe, ou ocultando-lhe, a paternidade e a maternidade. Nem isso é necessário para ajudar uma criança. Não há nada mais fácil que amar. Nem há nada mais incondicional que o amor. Pode-se portanto amar, educar e proteger uma criança e faze-la crescer, sem a mentira (cruel) da ocultação das referências da sua identidade própria. Até se poderia (tanto quanto vemos) autorizar o uso dos apelidos do protector se isso fosse útil à inserção social da criança. E inibir, quando fosse caso, qualquer contacto dos pais biológicos até à maioridade. Mas destruir e ocultar as referências identitárias de qualquer garoto é impensável. Com este sentido, portanto, nenhuma adopção. Uma adopção como a que vem sendo praticada é a viabilização pelo Estado de um teatro malsão. Qualquer mulher tornada estéril - por abortos excessivos e excessivamente mal feitos, por exemplo - pode ser “mãe” à custa deste teatro, pelo qual quer apenas ser “igual às outras”. Qualquer homem estéril - por uma infecção venérea mal tratada, sempre por exemplo - poderia ser pai “igual aos outros”, graças à instrumentalização de uma criança. Sem moralizar, deploramos que haja gente em tais situações. Mas a vida e a dignidade humana não podem, porém, servir tais propósitos. Essa não pode ser a solução de nenhum dos problemas em presença. Quanto à entrega de uma criança de asilo à protecção de um “homossexual”, diremos apenas que nada há pior que um asilo tuga. Diante do destino de uma criança de asilo na tugária, não pode haver pruridos destes. Carecem completamente de sentido útil. E como estas bestas usam chamar "pragmatismo" à alarvidade própria, podiam ao menos tentar ser genuinamente pragmáticos por uma vez. Ainda que fosse uma vez sem exemplo.

Tuesday, December 15, 2009

"Jovem democracia"

Na sequência da posição da Fair Trials International e da intervenção do Governo do Reino Unido junto do Magalhães da (nunca concedendo) justiça tuga, a BBC fez um trabalho sobre o déficit da liberdade de expressão em Portugal. "Jovem democracia" nem sequer pidesca, governada pelas liberdades concebidas pelos filhos de meretrizes papistas e dos seus eunucos proxenetas (nunca discriminando os nascidos dos porteiros desses bordeis). A tugária é, portanto, governada entre silêncios, gritos e gemidos, que no faduncho se expressam em inesgotada licença que à rasquice aqui sempre se concede. Ora, nos diálogos do trabalho da BBC, não se sabe já que homúnculo entrevistado vem dizer que certamente na Europa haverá países com "especificidades parecidas com as da jovem democracia portuguesa". -" não", respondeu o entrevistador. -"Se houvesse, não se justificaria esta reportagem". Os homúncula acham-se "normais". É bem certo serem raros os doentes mentais com consciência do seu estado clínico. Os homúncula acham-se, portanto, uma "jovem democracia" com "especificidades", onde certamente incluem a viciação da tradução oficial da Convenção Europeia dos Direitos do Homem (atrevimento para o qual não há seguramente paralelo em nenhum país da Europa). Depois há um outro problema, grave problema, um crime em boa verdade... É que os homúncula tratam como crime qualquer emissão de juízos morais em qualquer protesto, qualquer lamento, qualquer reivindicação. Dizem as minutas acusatórias a uso, nessas circunstâncias e independentemente da verdade dos factos compreendidos pelo juízo, que "o arguido julga", ou "emitiu juízos" e, por consequência - não é assim imundos homúncula? - "livre e conscientemente, ofendeu o assistente, sabendo que essa conduta é proibida por lei". E com tão triste minuta os imundos homúncula acusadores, pedem aos imundos homúncula judicantes que apliquem a pena, em minuta pronta, apta a vingar o "ofendido", certo, mas cuja medida serve também os propósitos da "prevenção geral" (dizem os "penalistas" à moda do lugar). Ou seja, servem para que ninguém se atreva a julgar moralmente alguma coisa. Isto é servem para que ninguém se atreva a ter opinião. Ou pelo menos a enunciá-la. Não é assim criaturas execrandas? Estamos a ver mal, pedaços de merda? Nada vos assusta ou repugna tanto - não é?- como a evidenciada capacidade de alguém para formular uma frase inteira. Eis quanto vos dizemos, serventuários execrandos: rastejem e façam-no com afinco. Tratem de obedecer a quem manda. E nunca vos julgueis. Um só crime de emissão de juízos existe na terra que tornais imunda: a aquela onde se afirma a vossa normalidade. "Jovem democracia"? "Portuguesa"? "Especificidades"?... Ora, ora. O pagamento aos lesados poderia fazer-vos mudar rapidamente de opinião, não era? Tratemos então disso. E tratemos de fazer com que vos saia dos bolsos, por sentença de tribunal de qualquer país da Europa que é para termos a certeza que aqui ficais agarradinhos à merda, como sempre, mas sem a possibilidade de ir para mais lado nenhum sem um mandato de captura e uma penhora à espera.

Monday, December 14, 2009

Tudo se explica

Enquanto o Chefe do Estado Italiano apela ao controlo do desespero na luta política, ficámos sabendo que o instrumento da agressão a il cavalieri foi uma réplica em metal do Duomo di Milano. Os dois pináculos em miniatura terão tratado dos dentes do Chefe do Governo e os contrafortes do nariz. Deve ter sido assim. Estes lombardos... Estamos cada vez mais surpreendidos com a réplica do Duomo di Milano classificada como arma do terrorismo. Havemos de pensar nisso, fortes desta novíssima classificação, quando reponderarmos o papel histórico do cardeal Montini.

Il cavalieri e a loucura

Um homem com antecedentes psiquiátricos partiu o nariz e dois dentes d' il cavalieri usando uma estatueta. Houve, parece, uma preocupação de estilo na escolha do instrumento. Nem assim o juiz de instrução deixou de dar ordem de prisão ao homem. Acusam-no de terrorismo, porque, evidentemente, já nada significa coisa nenhuma. Nem os antecedentes psiquiátricos, nem os dentes (ou o nariz) d'il cavalieri, nem a acusação criminal, nem o juiz de instrução. Isto de a nada restar qualquer significado útil, não é uma loucura?

Sunday, December 13, 2009

CUMPLICIDADE E PRÉMIO

A tugária renova a aliança com o sórdido papismo fazendo incidir os holofotes em Manuel Clemente, único membro local daquela coisa cuja fisionomia parece a de um homem normal. Não obstante a aparente normalidade fisionómica, a criatura advoga, sem quebras, em prol das barbaridades decretadas, defendidas ou silenciadas pela colina vaticana. Prémio Pessoa. Imagine-se. Com dinheiro público misturado (o da Caixa Geral de Depósitos). A tugária é dos poucos lugares onde ainda não foi possível discutir a pedoclastia papista. Uma feroz organização judiciária (usando pressupostos contra direito) vela pela punição (criminosa) de qualquer protesto. As publicações clandestinas regressam ao território, como único modo de crítica política ou de militância em favor do direito. Todavia, tais crimes são imprescritíveis e insusceptíveis de amnistia. Politicamente, o sistema vem em socorro da mitificação papista. São bons amigos. E em largas margens têm os mesmos gostos e as mesmas práticas. Mas a nossos olhos as organizações em tais fenómenos implicadas devem ser declaradas criminosas, corrido o devido processo. Eles manterão as suas posições. E nós as nossas. Quanto ao humanismo alegado, não ouvimos uma palavra a Manuel Clemente sobre a sodomização forçada (e protegida pelo seu silêncio) de incontadas crianças neste território, nem quanto à exploração do trabalho infantil, de sol a sol, nos asilos da padralhada (da tugária, sim), acrescida pela privação da escolaridade. (É exactamente verdadeiro, infelizmente). Humanismo, dizem eles. Registado, dizemos nós. Um conselho: nunca nos peçam indulgência. Nem o perdão em matérias onde nos falta a legitimidade para perdoar. Diz o júri do prémio Pessoa que o hierarca papista é um bom contador de histórias. Numa terra sem escritores com menos de setenta anos, percebe-se a confusão que isso gera.

Friday, December 11, 2009

Significados e destinação

Um estado dominado por bandidos persegue o Direito como crime e faz do crime lei sua. Que significado podem aqui ter designações como "estrutura judiciária", "imprensa", "administração pública" e- mais interessante, ainda - "respeito devido às instituições", ou mesmo - esta então torna-se hilariante - "presunção de legalidade dos actos da administração"?... Que significado tem isto? Não devemos tratar como crime indelével tais expressões? Não devemos cortar os textículos onde tais coisas se mostrem e em termos tais que nunca mais sejam repetidas? E os minuteiros que papagueiam tais minutas, deverão ser remetidos ao asilo? ou à prisão?

Tuesday, December 8, 2009

Dia de não sei quê, feriado papista do Estado laico

Ó frustre tugária, que repugnante és. Que unânimes as aversões que suscitas. Tu que em tudo falhaste na tua nociva existência, acerta ao menos na oportunidade do teu fim.

Monday, December 7, 2009

OS ANTROPOCLASTAS

Para se ter uma noção de como os jovenzinhos são educados em quadrante papista e de como são delicadas as coisas que a padralhada lhes meteu recto acima, desde a mais tenra infância. Coisas que lá permanecem. Evidentemente. Serve também para se ter uma noção da verdade verdadinha quanto às disposições de alma. E àquilo a que acham graça. Ainda bem que falam.

FIM DE SEMANA

O fim de semana prolongado vai correndo. Chega a boa notícia da reeleição de Evo Morales. E subsistem as más notícias dos impasses eleitorais na Roménia e na Moldávia. As duas coisas juntas resultam sugestivas. A primeira vez que o impasse eleitoral foi usado para a a tomada (fraudulenta) do poder foi com a eleição de Bush. O êxito fez com que a CIA (e os que a CIA formou) passassem a usar mais esta técnica, associando-a até a outras que já tinham resultado e já tinham falhado. A espiral resultou no Chile de Allende. As "revoluções" rosa e laranja resultaram na Geórgia e na Ucrânia mas a técnica falhou no Quirguizistão e até falhou a combinação de ambas na Venezuela. Na Bolívia, tais técnicas também não foram longe (q.e.d.) e felizmente. O impasse eleitoral veio então usado como "ignição" da revolução verde, no Irão. E falhou, também. Como infelizmente estas técnicas se "democratizam", as periferias das gentes da CIA vão usá-las em "autogestão". Isto demonstra que em matéria de princípios não se deve fazer transigências. Porque os truques eternizam-se e até passa a haver uma geração formada em truques que como todas as gerações terá uns quarenta anos de vida activa (no caso, nociva). É como o Ben Gurion dizia (embora o não tenha feito): a opção moral é sempre a mais inteligente. Por falar em moral e em truques, o fim de semana não deve fazer-nos esquecer a importante revelação de Amadeu Lima de Carvalho em cujos termos um gang - o da "maçonaria" da independente - ousou querer e logrou pagar as campanhas eleitorais das listas de Rogério Alves para a Ordem dos Advogados e, tão importante como isso, a lista da Direcção (eleita) da Associação Sindical de Juízes. Por acaso, esta associação sindical de juízes é hoje presidida pelo adjunto do Fernando Negrão na Polícia Judiciária. Os juízes estariam portanto "defendidos" por esta independência e os advogados que lutam pelo Direito estariam a ser controlados por gente a soldo da máfia. Perceba-se agora o significado do que Garcia Pereira notava já há três anos: a "ordem dos advogados" persegue os advogados mais corajosos (Marinho Pinto não apresentou listas para aqueles órgãos e eles são, portanto, a mesma gente). Percebe-se também o que diz a Fair Trial International: não há (na imunda tugária) regulação efectiva das profissões forenses. Antes de se contar com um advogado para resolver seja o que for, convém ver a que pressões ele pode ser sujeito (são inesperadas, como se vê) e antes de se contar com a judicatura para resolver as questões da corrupção (desde a venda de órfãos para exploração sexual, até à venda não registada de sucatas das empresas públicas) convém não esquecer este detalhe trazido pelas declarações de Lima de Carvalho. Já agora, convém não esquecer que Margarida Blasco foi quem libertou Rui Verde (do gang da Independente) e não queria libertar Lima de Carvalho. Margarida Blasco também foi quem "ilibou" Fernando Negrão que havia prevenido os da Moderna da busca judicial que ia ter lugar. (Também foi directora do Serviço de Informações nomeada pelo PSD partido de Fernando Negrão depois do escândalo). Por acaso é casada com criatura da grande loja, ou seja da casa do sino, quer dizer da P2 à portuguesa (q.e.d.). Isto não pode ser esquecido. Porque tem de ser resolvido. Talvez à grega. Se não for este ano será para o próximo. Mas esta gentalha não pode safar-se e não vai safar-se.

Sunday, December 6, 2009

ALEXIS GRIGOROPOULOS

O 16º aniversário de Alexis Grigoropoulos, assassinado há um ano pelas bestas da polícia, está a ser celebrado com nova insurreição estudantil em Atenas. Deus guarde os inssurectos. Possam todas as alarvidades destas ( e as parecidas) ter uma resposta assim.

DUBAI: MORAL E CRISE

Os financeiros muçulmanos guiam-se por parâmetros morais próprios: a recusa da legitimidade do juro e a aceitação do lucro moralmente legítimo. Temos hesitações quanto à legitimidade do lucro assente na exploração de mão de obra quase escrava, (sobretudo - e para cúmulo - composta por irmãos de fé) excluída de qualquer participação nos frutos do trabalho feito e, até, expulsa do território sempre que perde utilidade. Mas, enfim, todos os homens (e todos os poderes) têm dificuldade em acomodar a prática decisória ao projecto moral que os guia e ao qual querem manter-se fiéis. E assim será, também aqui. Esta posição moral dos financeiros muçulmanos parece aliás te-los afastado dos piores cenários de crise. Mas, não obstante, o Dubai corre risco iminente de falência. O Abu Dhabi atravessou-se, por razões políticas - e também morais - e isso bastará para travar o descalabro estritamente financeiro. As últimas informações dão conta de uma estabilização. Resta o preço político. O Dubai será comandado doravante a partir do Abu Dhabi. Resta ver o que os novos contextos reservam ao emir e à sua família e bem assim como serão tratadas pela nova direcção política as liberdades atingidas no Dubai, a começar pelas liberdades concedidas às mulheres. Mas talvez não aconteça nada. Talvez os juristas do emir consigam impor a distinção entre o emirato e as empresas do emirato. Isso resolveria algumas coisas. Resta ver se basta à viabilidade política. Talvez sim, mas só vendo. Entretanto, mesmo em frente, os iranianos acabam de receber mais uma pressão relativa ao seu projecto nuclear e, a noroeste da península arábica, ouviu-se já a voz de Bashar al Assad, trazendo a solidariedade da Síria ao Irão, onde Rafsanjani apelou à unidade em torno do programa nuclear. A idiotia americana continua a significar uma ameaça objectiva do abrasamento da inteira região. Os demais povos deviam exigir aos candidatos às funções governativas dos USA um seguro contra a imbecilidade.

Roménia: as coisas complicam-se

Geoana e Basescu estão a proclamar vitória e isso significa simplesmente (e no mínimo) a impugnação dos resultados eleitorais. As eleições transformar-se-ão, por consequência, num período de vazio de direcção política do Estado. (Era mesmo o que faltava). Quando a impaciência se junta à decepção, tende a emergir (não é assim?) a exasperação. Temos dois elementos assentes: a Igreja e as FF.AA são (por esta ordem) as instituições mais prestigiadas na Roménia. E com isso podem fazer-se - com relativa certeza - muitas coisas. Entretanto, as declarações dos dois candidatos que enunciam a reivindicação contraditória, estão a deixar os ânimos num ponto de exaltação preocupante. Talvez ainda voltem o juízo e a calma. Vamos continuar a olhar. Bem entendido, ao lado, na República da Moldova, as eleições estão em impasse com efeitos próximos. E essa infeliz República está em posição bem mais frágil.

Presidenciais Romenas

De acordo com os resultados provisórios, o presidente Basescu teria sido vencido pelo antigo ministro dos negócios estrangeiros do presidente Iliescu. Interessante. Mas vamos esperar. A Roménia foi deixada numa situação impossível pelo "capitalismo de casino" e a decepção política da população - compreendendo a que regressou da migração e perdeu quanto pelo seu trabalho no exterior havia ganho - tem certamente um preço que não pode ser visto imediatamente. Oito por cento de quebra do pib, é uma catástrofe num país que mantinha o crescimento de nove por cento. Estas presidenciais são uma verificação dos efeitos políticos da decepção política e económica e podem ser um modelo de estudo abarcando os demais países da Europa Oriental. Felizmente a corja da "opus tugae" (BCP) foi excluída da Banca Comerciala Romana (na sequência de um escândalo de corrupção, claro). Se assim não tivesse sido, as coisas estariam pela certa muito piores.