Global Voices noticia, em tom de denúncia, que a opinião pública sérvia se manifesta favoravelmente quanto à posição de Kadhafy, na sequência da entrevista que este deu à TVpink quanto à qual também se refere em tom de delação, apresentando-a como propriedade de um membro do partido de Milosevic (o partido subiste perfeitamente legal, esclareça-se e até integrou a coligação governamental). Não obstante a evidente má vontade, procede depois às citações e traduções das opiniões que publica. Com a legitimidade de quem conhece e ama a Sérvia sublinhamos à (simpática) malta da Global Voices que onde quer que haja OTAN os sérvios franzem o nariz. E nós também. Global Voices, ou sectorial voices?
Sunday, March 20, 2011
SALON DU LIVRE
Enquanto o sarcoma húngaro arrasta a França para a mais desgraçada aventura militar de que há memória desde a horrível guerra da Argélia, os parisienses continuam a tratar da sua alma. E o Salon du Livre dá disso conta neste exacto fim de semana com o destaque para os autores do Norte da Europa. entre as iniciativas interessantes esteve a da mesa redonda sobre as traduções da Bíblia que a criminosa inépia e ignorância do papismo transformou em problema maior do Cristianismo a Ocidente, problema que ameaça a própria existência do Cristianismo, porque é difícil chamar cristão a quem viciou os textos e pratica sobre textos viciados (não importa se pela ignorância que se impôs politicamente se por intenção política que disseminou a ignorância). O Salon du Livre é uma das melhores ocasiões para visitar Paris. E desencadear uma guerra quando a população da Capital celebra a cultura e as humanidades não deixa de ser interessante. Interessante também é que a guerra coincidirá com a (magnífica) data de 25 de Março, quando os exércitos populares dos Hussitas venceram pela primeira vez a besta papista contra todas as probabilidades imaginadas. A 25 de Março as bestas do papismo - sejam elas húngaras ou outras, mas sobretudo as húngaras - deviam interromper as operações militares. Sim, dá azar. Mesmo azar.
Elementos relativamente objectivos
Os preocupados italianos (com a possibilidade de verem o território alvejado por misseis líbios) publicam o elenco do equipamento das FFAA Líbias e confessam que a zona de exclusão aérea ocupa apenas metade do território (eles não têm equipamento nem homens para mais). Eis o cenário conhecido. O aspecto da "operação" torna-se com a passagem das horas, mais claro na sua precipitação, desorganização, improviso, amadorismo. Merecem bem a derrota. Consinta Deus que tenham quanto merecem. Vão insistir cobardemente no bombardeamento por mísseis, para "limpar" o território de defesas, a fim de poderem fazer a aviação atacar sem risco. É de supor que as FFAA Líbias não estejam a dormir, sobretudo porque o país tem uma longa história de pressão militar externa. Mas enquanto os homens cães não puserem lá os pés não se pode exteminá-los a não ser em casa. Talvez o que os italianos temem seja boa ideia. Limpar os territórios a norte do mediterraneo de homens cães, para poder atacar sem risco... Será viável? Eventualmente é. Afinal de contas ninguém sabe de que material dispõem as forças de Kadafy.
A SEQUÊNCIA LÍBIA
A UA protesta. Os estados da ALBA protestam. (A Líbia não está internacionalmente isolada). É interessante
esta ONU que exclui dos membros permanentes do Conselho de Segurança
continentes inteiros. África é um deles. A Líbia tem os melhores resultados de
África na educação, na saúde, como na Politica Social de promoção das populações e
dispunha de recursos riquíssimos e bem assim de acesso a vastos meios
financeiros, destacando-se os fundos (pilhados) de 200.000 milhões de dólares
em bancos americanos e europeus (ingenuidade que o Governo Líbio pagará cara).
Intervinha até em apoio de alguns projectos da CIA, como elevar o sarcoma
húngaro à presidência francesa (o que a França não lhe agradece e a Líbia
lamenta, como aliás o próprio Kadafy). Fidel publica um memorandum interessante
sobre mais esta imunda intervenção militar. A Líbia declara-a (com a UA)
alheia à legalidade internacional e violação da Carta. Com toda a razão. A
França e a Inglaterra mergulham numa guerra que não podem pagar, aliviando os
falcões dos USA que estão, nestas matérias, desautorizadíssimos perante a
própria opinião pública. E desta vez a campanha de intoxicação pela imprensa
foi menos intensa, ainda que eventualmente mais cara. Menos eficaz, também. A
TELE SUR mandou a sua própria gente aos locais por impossibilidade de confiança
nas agências internacionais de notícias e realmente as informações que
transmite são muito diferentes. A Liga Árabe deixou-se instrumentalizar por
falta de espaço de recuo diante do cliente principal do seu petróleo.
Eventualmente, até, mandarão um contingente militar. A Rússia tornou-se
francamente mais crítica do que o tinha sido. Como a China. E pronuncia-se por um cessar fogo
imediato. A Rússia não tem de proteger o “ocidente” contra si próprio, dos
disparates em que este se arruína, mas deve solidariedade às vítimas. A mesma
lógica assumirá a Alemanha face ao idiota Francês, ou ao cretino Inglês. Os alemães não têm
de os proteger contra si próprios. E talvez não lhes paguem as contas.
A Turquia, ela própria, também não tem obrigações dessas. E tanto bastou para que a OTAN, enquanto tal, não possa intervir. Kadafy proclama que o Norte de África se tornou, inteiro, um campo de
batalha contra projectos de natureza colonial. (Não é só o Norte de África, acrescente-se).
Mas tem razão. Os idiotas dos USA/OTAN aplicam nitidamente uma política de ocupação militar como forma de controlo directo sobre as fontes de matérias primas. Sempre esperando que a vítima pague o esforço correspondente. Tal como na ocupação colonial. Igualzinho. Kadafy tem, portanto, toda a razão. Na Síria, a CIA deu início às movimentações “sociais”. Logo se verá com que
resultado, porque o governo da Síria é um campião no que à tolerância religiosa
e preservação das liberdades comunitárias respeita. Produto acabado da
habilidade diplomática dos nuzaris, com séculos de presença eficaz. É o
primeiro orgulho dos Sírios e talvez o último estado laical a funcionar bem na
região. Não estamos de acordo, em todo o caso, que a situação militar se traduza
numa desgraça necessária para a Líbia. A guerra é em si própria uma desgraça.
Mas a derrota não se obterá por meios aéreos ou bombardeamento por mísseis. Vai
ser necessário ir lá. De carro e a pé. Eles contam que essa infantaria seja constituída pelos "rebeldes". (Estão doidos). E não é de excluir que os próprios
líbios façam aparições em Inglaterra, França e Itália. Aí sim, forçando a OTAN a intervir enquanto tal. Os povos que sustentam a OTAN devem ser confrontados com o perigo que esta representa, porque não assegura por nenhuma forma qualquer paz e garante a guerra por todos os meios. Achamos até que os líbios deviam atacar a norte com a ostentação (possível) das suas fardas, da sua bandeira e dos seus
estandartes de unidade. Actos de guerra sem declaração devem ser objecto de posições claras por parte da potência agredida. Não está excluído, até, que alguns insurgentes contra
Kadafy se demarquem do assalto estrangeiro contra a sua terra e
unam esforços com o rival da véspera pela liberdade e dignidade da sua terra. E
Kadafy fez o que nenhum déspota faria ou poderia fazer: mandou distribuir armas
aos civis para que combatam pela sua terra. Em cada membro da população, os
cães da OTAN devem encontrar um inimigo. Evidente ou dissimulado. Isso
parece-nos dever ser assim. E sem qualquer motivo para que não o seja. Quanto a
Sarkozy, pensamos modestamente que tal criatura deve ser entregue pela nobre
França a Kadafy, para ser julgado por crimes de guerra nos tribunais líbios.
Afinal de contas Kadafy pagou-lhe a campanha e tem todo o direito a pedir contas ao venal húngaro. Quanto a tudo o mais pode bem instalar-se a lógica do “olho por olho”. Se um Hospital foi atingido em Tripoli, como modo de "atingir a moral da rectaguarda", (doutrina que os USA sempre aplicaram) pode bem ser atingido um outro em qualquer país da "coligação".
Eventualmente, uma clínica de “grande luxo” hoteleiro, ou de práticas
usurárias de gestão. O Hospital da Luz e o Hospital dos Lúsíadas são também alvos
possíveis, pela economia de meios, pela exposição óptima e facilidade evidente.
Mas talvez a Clinica Malo esteja simbolicamente mais bem posicionada. Há violências cuja repetição apenas se evita respondendo-lhes à letra. E Kadafy sabe bem que o espera uma morte ignominiosa em caso de derrota ou aprisionamento. Não espanta que esteja disposto a morrer em combate. Como não espanta que esteja disposto a dar aos chefes inimigos a morte que sonham para ele mesmo e foi (para vergonha nossa) a morte de Milosevic, a morte de Ceaucescu, a morte de Sadam. Meros assassinatos, com a encenação grotesca e imperdoável de processo e julgamento. Mas quem quer a guerra não pode pedir metade dela. Kadafy tem duas grandes vantagens: pôde estudar a conduta dos agressores em casos prévios e enfrenta-os em momento de restricção de meios e fraqueza óbvia. Que a bravura dos cavaleiros do deserto brilhe de novo. E a vitória lhes sorria. E que a Justiça, nossa senhora, chame e trate cada bravo pelo seu nome.
Friday, March 18, 2011
OS TARADOS VÃO ATACAR
Com a abstenção da Rússia, China, Brasil e Alemanha, Os estados instrumentais do Conselho de Segurança viabilizaram o ataque militar à Líbia para salvar os últimos combatentes da "oposição" e entregar-lhes a possibilidade de governarem os destroços e ruínas do país. O ataque concebe-se como aéreo e a Espanha oferece à OTAN as suas bases para lançar esse ataque. A tugária votou favoravelmente. A ideia de terem mais órfãos nos asilos parece ser coisa excitante na república dos pederastas. A Líbia transformar-se-á noutro Iraque, por consequência. Todavia, habituados que estamos à ineficácia dos bombardeamentos da OTAN, é melhor esperar para ver. A Líbia não está desarmada do ponto de vista aéreo, ou anti-aéreo. Também não está desarmada do ponto de vista financeiro. Recordemos que após três meses de bombardeamentos da OTAN na Sérvia, o resultado anunciado oficialmente foi a redução de trinta por cento da capacidade militar sérvia no Kossovo. Não é brilhante. Quanto à idea em cujos termos a força aérea da Líbia bombardeia civis, isso parece surpreedente face à informação em cujos termos os insurrectos eram (apenas) civis armados. O mundo está governado por gente que não combateu em nenhuma guerra e não tem a menor ideia do seu significado prático. É de recear que tenham de o descobrir do pior dos modos. E nós também. Logo se verá o que isto dá.
Thursday, March 17, 2011
MARINHO PINTO E A CORRUPÇÃO
Marinho Pinto, quando fala da corrupção em todos os quadrantes, também inclui a ordem dos advogados papistas e os seus mecanismos de intimidação contra advogados? É que esses constituem objectivo limite à possibilidade de acesso aos tribunais. Há causas que não podem ser apresentadas sob pena de suspensão do advogado que as apresente? Há matérias que não podem ser discutidas sob pena dos advogados deixarem de poder advogar? Há. Quem processar a ordem, ou algum dos membros de qualquer das corjas que nela se acoitam, tem a provavel notícia de encontrar na frente um membro dos "conselhos disciplinares" ou do "conselho superior", cuja simples presença significa "´tás tramado c'a gente". E eles podem "queixar-se" eles próprios e julgar eles mesmos a própria queixa. Não é? Marinho Pinto disse que era assim com ele próprio, ou quase assim. Infelizmente não protestou quanto a mais nenhum caso e essa é a regra para todos. Por nós aquilo acabava amanhã, com a remessa dessa gente toda a prisão preventiva (imprescindível) e congelamento de contas bancárias, aqui e no exterior, enquanto durasse o inquérito. O processo deveria ser qualificado de especial complexidade e o Código deve (em qualquer circunstância) ser alterado para permitir a intervenção de jurados populares em todos os processos. Isso é o que devia acontecer. E com a ajuda de Deus, acontecerá. Em paralelo, a Opus, as "Grandes Lojas ("Regular", "Nacional" e "Legal") , entre outras estruturas, deveriam ser objecto de iniciativas processuais paralelas, com o estudo cuidado das interferências respectivas no aparelho de justiça (os recadinhos, as sugestõezinhas, os apelos, as negociatazinhas, tudo isso passado a pente fino). A federação portuguesa de futebol, também, claro. Tudo isso passa pela ordem dos advogados. (Não há proxeneta nem pederasta cuja protecção lá não tenha cabido, não é assim?)...Ora tudo isso deve morrer como viveu.
Wednesday, March 16, 2011
QUALIDADE DO ESTADO DE DIREITO
Marinho Pinto falou e nem sequer mal. No dia seguinte àquele em que a Qualidade do Estado de Direito na tugária esteve em debate na Transparency International, em Lisboa, onde Marinho Pinto não esteve e, avaliando pelo discurso de hoje, nem sequer esteve representado ao contrário do que poderia ter suposto. Falou sem insígnias, embora envergando a toga. Não está mal. As insígnias honoríficas de um Estado que a corrupção domina, como ele disse, não podem ser usadas. A toga, sim. Por ser direito pessoal conferido por (e com) um grau universitário, tratando-se de traje cuja dignidade assenta no Decreto de Teodósio e nas Ordenações de Castela. A toga não é devida nem conferida pela república da casa pia e da sociedade lusa de negócios. Descontando os encómios à igreja das abominações explicáveis, porque o tuga médio gostaria que houvese alguma instituição onde asentasse a legitimidade moral e política da regeneração. Mas não há. A degenerescência é insusceptível de remissão. E Marinho Pinto escusa de se preocupar com as dívidas deixadas às gerações futuras ou aos mais novos. Eles só pagam isso se o quiserem, se acharem que o território vale isso... E não vale. Nem o território vale seja o que for, por si mesmo. Já D. João IV quis passar isto aos franceses, fixar o trono nos Açores e reinar sobre o Brasil. Isto não vale um chavo e há muito tempo. A única esperança para quem goste do clima - e também isso já não é o que era - é o Brasil (e eventualmente Angola) transformarem isto num entreposto de negócio com a Europa ocidental. Já se entrevê o Teixeira dos Santos de libré a servir limonadas a simpáticos mestiços em calções que não percebem porque é que o "garçon" é tão lento. O Correia de Campos será trintanário (é pelo menos a nossa sugestão) e o Sócrates, de aspecto mais cuidado, pode ficar na recepção do hotel com o Passos Coelho. Eles que paguem a dívida. A Paula Teixeira da Cruz e demais travestis podem sempre recolher-se à rede de lares das misericórdias, se mais ponderosas razões lhes não determinarem outro destino (coisa infelizmente provável).
IGREJA DA PEDERASTIA E TRIBUNAIS DA CASA PIA
Os papistas não perdem uma. E os "dirigentes" dos poderes de Estado falham todas. Na imensa subserviência viraram-se os parasitas do estado da casa pia para a igreja dos pederastas e puseram-na a celebrar a missinha de abertura do ano judicial. Tem igreja oficial, a "justiça" dos ineptos? Os tribunais da casa pia, no estado da casa pia, rezam na igreja da pederastia? Acabou a laicidade do Estado? Acabou a neutralidade religiosa dos poderes públicos e, designadamente, dos tribunais? Até aqui só a ordem dos advogados ostentava o seu papismo com a missinha de sant'ivo. E mais a tropa fandanga. que também mete umas missas a despropósito. Agora já os tribunais vão rezar pela pele dos que os compõem, à igreja das abominações. Fiquem então claras as coisas. A hierarquia de Roma foi excomungada ipso facto em 1054 e passou bem mais de duas Páscoas sem celebração canónica. Não tem portanto um só sacerdote no seu clero. E as respectivas "ordens" não são reconhecíveis por membros das Igrejas de Cristo (pese embora e infinita liberalidade da Santa Igreja Russa cuja diplomacia eclesiástica recebe tal gente como se em algum lugar da Igreja Triunfante tal gente pudesse caber, prudência que se não discute). Mas do ponto de vista estrictamente canónico e teológico a igreja da pederastia não tem, concebivelmente, nem um sacerdote. E não o terá até que o arrependimento a reconduza à Tradição onde assenta a Sucessão Apostólica. A tugária assume-se como um estado de excomungados. Eis o que simplifica tudo. Assim seja. Os cristãos estão pois proíbidos pelos Santos Cânones de com tal gente manterem quaisquer relações pessoais, ressalvadas as incumbências da diplomacia eclesiástica pela qual e em algum grau a Santa Hierarquia entenda dever proteger o Povo Real..
O PAPA E A LÍBIA
Bem antes dos tremendos acontecimentos que varrem aquele país do Norte de África, o Papa Teodoros II - por ocasião da inauguração do Centro de Estudos Islãmicos - deixou ditas palavras que hoje devem ser lembradas. Disse o Santo Padre e Juiz Universal que a Fé, o Amor e a Paz são os remédios para os homens mergulhados na dor e na ansiedade. Sua Santidade foi, recorde-se, perfeitamente bem recebido, o que atesta suficientemente a clara atitude de respeito do Estado Líbio pela liberdade religiosa. Admite-se que nem todas as liberdades aí tenham sido respeitadas. Mas é de sublinhar o depoimento do Santo Padre quanto ao esforço e empenho dos líbios, e concretamente de Kadafi, no que à assistência humanitária respeita. É uma nota interessante. E não deve deixar de ser sublinhada nas circunstâncias actuais. Aliás o Santo Padre mantém a sua posição on line.
Russia Today
A RT difundiu ontem declarações interessantes de um especialista do nuclear. Disse ele que o único modo dos trabalhadores e técnicos das centrais lidarem psicologicamente com o perigo quotidiano que correm é desvalorizá-lo com frágeis razões de confiança. Entende-se. E também se entende a sequência: essa falsa confiança traduz sempre algum grau de negligência (insusceptível de culpabilização por ser condição da própria viabilidade do trabalho). E o nuclear não dá nunca segunda hipótese. Ora aqui está um elemento importante de reflexão... Na opinião pública a tranquilização é dada pela opacidade e pela dificuldade de informação facilmente acessível. Eis as dolorosas surpresas em toda a sua trágica dimensão. Pobres japoneses. E pobres de nós.
Tuesday, March 15, 2011
MAIS UMA TOLICE
O sarcoma húngaro, ou Sarkozy, recebeu e reconheceu os dirigentes da oposição (armada mas militarmente inepta) da Líbia e reconheceu-a como única representante do estado que desagrega e não consegue tomar. Mas nesta conferência BHL estava presente. E os muçulmanos de França não gostaram nada. O sarcoma húngaro foi imposto à França - noutra péssima ideia - com aquela palermice armada a Villepin (o único com evidente "aplomb" para tais funções). Há quem diga que a ideia foi da CIA. E pode bem ter sido, que em matéria de péssimas ideias, não há melhor que aquela agência. Mas o sarcoma não aceita a remissão dos tecidos. Não quer largar, o húngaro. E estaria com esta palermice a procurar obter o apoio dos israelitas e da comunidade judaica para a sua nova candidatura, procurando, parece, obter das tribos da Cirenaica a promessa do reconhecimento do Estado de Israel. Eis o que reforça evidentemente a legitimidade e a unidade das tribos da Tripolitânia em torno de Khadafi. Que tem resistido tão bem quanto possível. É feio, mas aguenta-se. E com bons motivos. A "legitimidade" da "oposição" parece não ir lá sem uma intervenção militar externa. Mas a União Europeia condiciona isso ao Conselho de Segurança. E a Santa Rússia, voz sensata nestas coisas, já deixou claro que a intervenção militar na Líbia lhe parece inadmissível. E é. As tribos da Cirenaica não vão longe, parece. E a malta da CIA tem que pensar melhor no que faz. Já devia ter aprendido que é simplesmente trágico impor a crise quando se é incapaz de lhe dar solução. Vejam lá se, ao menos agora, olham para onde põem os pés. As idiotices que custam vidas alheias, na terra dos outros, podem implicar vidas próprias e deslocação de tropas, para cúmulo à margem da legalidade internacional. E agora? (Porque é que são tão burrinhos, vocês?... Não se estava mesmo a ver, não?)... Entretanto na Arábia os Shiítas partilham da zanga dos seus irmãos do Bahrain. E no Iémen a coisa não acalma. O Líbano começa a agitar-se no mesmo sentido. Isto está lindo. Não há dúvida. Os USA a pensarem ganhar qualquer coisinha e a arriscarem perder completamente o controlo do que têm. Contra Ordem oferece-se para tratar da política externa americana. As posições caem na mesma (nada consegue aguentar aquilo), mas ninguém se magoa. É a nossa proposta. E parece-nos a única ideia razoável.
DUARTE LIMA
Que é feito do processo da velhinha assassinada, mais dos não sei quantos milhões de euros depositados pelo rapaz de Bragança, mais o casão do Algarve que ele comprou (aparentemente com aquilo), mais o resto?... Perdeu importância local? Porquê? Bem nos parecia que a vida humana não tem no território nenhuma importância. (Já a casa pia nos indicava isso com clareza). E a polícia brasileira? Adormeceu também?
A LEGITIMIDADE PROSCRITA
O regime perdeu legitimidade. Porque a rua revela a mesma unanimidade que mostrou em 25 de Abril de 1974 e no primeiro de Maio desse ano. Porque um estado democrata parasitado por nacional-católicos se esvasiou ideologicamente até ao "não discutimos" e pelo "não discutimos", motivo pelo qual resta gritar. Resta varrê-los a chuto. Resta porventura - para as sensibilidades mais teatrais- passá-los sumariamente pelas armas (sem prejuízo de alguns interrogatórios prévios em julgamento, seja ele popular ou militar). É o que resta. E isso é assim de acordo com o princípio da legítima defesa. Que é legítima defesa da comunidade, ou do que dela resta. Sempre achámos que era melhor abandonar a tugária ao seu destino. Mas o destino passa por isto. Há quem não possa sair.
Monday, March 14, 2011
CRISE ECOLÓGICA NUCLEAR
O mundo estremece enquanto os idióticos "meios de comunicação social" da tugária se preocupam com a "crise política" doméstica. Todavia o Japão está a braços com um problema de contaminação nuclear e com as consequências económicas da quebra de energia eléctrica, que evidentemente condiciona a vitalidade económica. É mais um motivo de alarme, exigindo que se volte a pensar na solução das centrais nucleares e no perigo que representam. Desde a explosão da central ucraniana que ninguém tinha sido forçado a pensar neste problema e sob uma pressão destas. No caso da Ucrânia, tranquilizaram-se os especialistas com as diferenças de soluções técnicas e regulações de manutenção. Mas agora não há melhores soluções que as japonesas. É preciso voltar a pensar nisto. E é preciso pensar bem. Os idiotas da tugária andavam a ponderar a "opção nuclear". Havia de ser lindo. Imagine-se uma situação destas (Portugal é uma zona sísmica) com as desorganizações assentes nos climas de trabalho que se gerem pelo mobbing (o mobbing, na tugária, integra a gestão de pessoal como seu principal instrumento). É impensável ter uma central nuclear na tugária. Era morte segura - a maior ou menor prazo - da peninsula inteira e de boa parte do Norte de Africa. Estes tarados têm de ser impedidos de agir como se fossem gente normal. E têm de deixar de ser ouvidos nestes termos. Não são gente normal e são indignos de qualquer confiança. Uma central nuclear em território português é ameaça séria a todos os povos circunvizinhos. Sim, pela inépcia. E pela completa ausência de qualquer noção de boas maneiras, de elementar decência, ou das regras da proporcionalidade. Isso gera uma situação de falta de respeito pela vida humana que deixa a vida de qualquer pessoa ao alcance da histeria de qualquer outra, sem defesa praticamente viável mesmo que em teoria seja possivel. (Eles copiar as soluções lagais alheias vão copiando, embora mal, mas aplicar a péssima cópia e a frustre tradução , isso já depende de uma judicatura de sopeiras, de tasqueiros e talhantes, com umas jusflausinas e uns jusalcoviteiros à mistura, mais os filhos de uns e outros que ameaçam herdar os cargos por "concursos " estranhos). A preparação e organização japonesas, que têm sabido evitar e resolver tantas crises, ficaram afundadas na lama. A terceira economia do mundo ameaça um arrefecimento letal. E com um sério problema nuclear entre mãos. Isto é impressionante. Realmente. Os especialistas espanhóis estão em reunião permanente a seguir a crise japonesa. Como os Franceses (que têm mais de cinquenta centrais nucleares). Eis um problema. Não há dúvida.
ANGOLA EM CALMA APARENTE
A situação está calma, uma semana depois do alarme. O preço dessa calma não o conhecemos. E a sequência apenas a adivinhamos. Olhando a Televisão Angolana ficamos com a sensação de que aquela gente se esforço por imitar as gentes da tugária. É caricatural, ao menos a um primeiro olhar. E trágico. Porque os da tugária já são uma caricatura. Ora querer ser e, pior que isso, ser efectivamente a caricatura de uma caricatura não se salda no resultado de uma negação que se nega. A única coisa que ali se afirma é o grotesco. E era bom que tratassem disso enquanto é tempo.
A PARAGEM DOS TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE MERCADORIAS
Os transportadores pararam. Em tres dias as grandes cidades ficarão sem alimentos. Fizeram bem em parar. Porque aquilo de que se queixam corresponde a uma estratégia organizada de centralização de riqueza e apropriação directa dos sectores de negócio. Se a política fiscal os arruína, como os arruina, a eles a a todos, isso significa que um estado criminosamente instrumentalizado os pretende varrer do negócio que é o seu, como já o fez noutros sectores, onde as empresas do regime tomaram conta de sectores inteiros. A Mota Engil tem hoje 90% do mercado interno no ramo da construção e não tardará a passar-se o mesmo com as sucatas. É um estado de máfias. Conduzindo um funcionalismo gigantesco e criminosamente acéfalo que prossegue "a ordem" no ressentimento de cada funcionário que recebe uns mil euros por mês, ressentimento onde se estriba a convicção de que o dinheiro dos comerciantes não pode estar certo. Na imunda estupidez em que vivem, aceitam portanto destruir o tecido empresarial e fazem-no com gosto, com disposição "combatente", até. Mas os transportadores pararam, antes que os parem por outros motivos. Porque hhaveriam eles de se deixarem estrangular evitando generosamente a penúria de alimentos no território?... Estranho é que tenham cedido a primeira vez. Possam agora não transigir. Vai ser muito dificil, sim. É muito dificil viver num estado gerido pelas máfias, com "dirigentes políticos" que são meros indigentes, sem estatuto profissional - sequer - e a precisarem do emprego de quem os comanda i.e. daqueles a quem servem. E servem, claro, quem quer que lhes possa pagar, pague, ou prometa fazê-lo.
Sunday, March 13, 2011
A LÍBIA
"O regime de Khadafi perdeu a legitimidade". Imaginemos por um instante que sim. Porque motivo a teriam ganho as tribos da Cireneica no que às da Tripolitânia respeita?... Khadafi perdeu a legitimidade? Talvez. Mas é o único vector em confronto que corresponde visivelmente a um projecto de Estado. O resto é a pulverização do território (que não é pequeno). A sequênncia da crise Líbia é um disparate pegado no plano da política externa de influência americana. Como de costume.
GERAÇÃO CONTRA ORDEM
Na patética posse do patético Cavaco, notámos as domesticidades, designadamente aquela da velha (que em tudo lhe corresponde) armando ao maternalismo e acariciando a criatura com o chispe grosso, em público, como se a criatura fosse uma criança. E como se a criança se tivesse portado comovedoramente bem para as suas limitações. Uma única nota nos merece aquela patética infelicidade: o problema da política portuguesa, desde Salazar, foi a domesticidade extrema a que nenhuma dignidade de Estado resiste, ou pode resistir. Com Cavaco há nítida evolução. Passámos a ter a caricatura da domesticidade. Terrível. Caricatural, também, foi o discurso. Aquela peregrina ideia de dizer " não se conformem" é extraordinária. Fez apelo ao inconformismo da "sociedade civil", imagine-se. Isso demonstra, claro, que a criatura não tem ideia do que seja a sociedade civil. E estranho seria se a tivesse. Evidentemente. A criatura jamais leu Kant. Como aliás boa parte das bestas que falam, na tugária, em "sociedade civil". Ouviram a coisa algures. Soou-lhes bem e vai de asnear, que assim como assim ninguém nota nada. É cómico. E dramático. Não se sabe se deve acordar-se a criatura à tapona, se ensinar a criatura. (Este é o cerne do drama). Que grande besta. O prócere do regime da Casa Pia quer inconformismo? O libertador e interlocutor de todas as máfias quer inconformismo? O factotum dos pedrastas papistas quer inconformismo? Não pode saber o valor do léxico que usa, esta desgraçada personagem. Inconformismo traduz o facto de mais de 53% se terem abstido nas presidenciais. O regime de Cavaco perdeu a legitimidade. Ora, nem de propósito, contra as bestas desta desgraçada personagem, mais as das outras personagens desgraçadas, sairam à rua os da geração contra ordem. À rasca. Claro. Porque "à rasca " quer dizer aos gritos. Não gritaram ainda grande coisa, os manifestantes. Mas o primeiro teste está passado. Logo vieram as bestas dizer que isso era a resposta ao "apelo" de Cavaco. Algumas das bestas, designadamente as juvenis, vieram colar-se à manifestação. O desgraçado da juventude cavaquista, por exemplo... Adoram colar-se. Foi coisa que o papismo os ensinou a fazer e eles fazem sempre. Quando alguma coisa dá para o torto lá vêm os desgraçados a dizer que "também estiveram". Que "sempre disseram". A´s vezes resulta. Outras não. Já Ceaucescu se imaginava apoiado pela multidão que o vaiava. (A própria multidão eventualmente o imaginaria, que ali ninguém convocava manifestações que não fossem do partido e todavia. a coisa deu mesmo para o torto). Cavaco não representa sequer metade da metade do colégio eleitoral. E a geração contra ordem é quem não está e não pode estar, nem quer estar, com esta gentalha. O que acontecerá a esta gentalha é outra coisa. Mas a menor das coisas. O destino desta gentalha deve ser-nos tão indiferente, como o nosso destino foi indiferente à gentalha. E esta escumalha deve ser deixada em situação de não fazer mal a mais ninguém. Seja a nova era a idade onde as pesoas normais possam falar normalmente. Sem os textículos do "incontornável" e "sustentado" atraso mental que o execrando papismo enraízou nas minutas, formulários e sebentas. Em todo o caso, o primeiro teste está passado. Os mecanismos funcionam. Agora é aumentar a pressão.As lojas da Opus, as capelas pretensamente maçónicas e as sacristias-bordeis, mais os sinédrios do futebol com magistrados e as procuradorias e ordens e supremos de toda as naturezas - e nisto se federaram todos os mecanismos de corrupção - deve ter um fim compatível. com a natureza das coisas Tudo isso já iniciou a descida para o contentor de lixo. Supremos, só de frango (para quem goste). Viva a crise. Nem vale dizer que os manifestantes reivindicavam "apenas" a possibilidade de viver normalmente. A impossibilidade da população viver normalmente é a demonstração da inviabilidade política. Nada a criticar, portanto. Está muito bem. O resto virá por si. E a recuperação de metade - bastaria apenas metade - das verbas sumidas pela corrupção nestes últimos trinta anos basta para resolver todos os problemas, compreendendo os do alojamento carcerário perpétuo da escumalha de cujo varrimento se trata. As verbas sumidas pela corrupção e pela inépcia (que diante dela ajoelhou na mais vil cobardia ) significam que teria sido possível duplicar o investimento público ao longo deste tempo e sem déficit. Esse foi e é o preço da corrupção neste território. O fim adivinhado tem de ser, em tudo, conforme à natureza das coisas e, portanto, essa conformidade é exigível também quanto ao modo.
Thursday, March 3, 2011
ANGOLA ESTREMECE ?
Os parasitas tugas estão horrorizados. Assustados. E os papistas em Angola – ali como em qualquer lugar, sempre ao
lado de quem lhes paga e sempre ao lado do que mais rentável for -
tomaram posição hostil à manifestação convocada contra o MPLA. Que pode ter uma
igreja, qualquer igreja, a ver com manifestações, ou contra-manifestações,
desta natureza? O MPLA, por seu turno, vai manifestar-se a favor de si próprio
dois dias antes da manifestação anunciada pelos opositores. É desonrroso receber um tal apoio. Até porque ele credibiliza imediatamente qualquer oposição. Um tal regime em crise (se deixar que a crise se instale) será devorado pelos próprios apoios que imaginava ter. E só lhe restarão os apoios dispensáveis. Mesmo que isto fosse uma brincadeira, já deixou de o ser. Está condenado à prudência (e deve respeitar a condenação) o regime de José Eduardo dos Santos.
Wednesday, March 2, 2011
LEVANTAMENTOS LÍBIOS E PETRÓLEO
Ostentando o seu profundo
desprezo pelos insurgentes, Khadafi terá
apesar de tudo (segundo seu filho Safir el Islam) ordenado que se não
disparasse sobre a multidão. Com subvenções familiares de 300 euros mensais, em
caso de necessidade, a população de Tripoli vive sossegadamente estes dias e o ordinário
papista do lugar faz uma curiosa crónica da crise. A CIA lança-se visivelmente ao
assalto da Líbia. Mas Khadafi combaterá e morrerá como um beduíno, na opinião
do (aparentemente compassivo) ordinário papista em Tripoli. Aparentemente, os
ocidentalistas líbios compactuam com um futuro próximo parecido com o presente
do Iraque, do Afeganistão ou do Paquistão. (Sendo certo que os USA "só querem" o petróleo que até aqui têm tido e agora não se sabe se continuarãio a ter). Os radicais muçulmanos conduzem-se
de molde a que o futuro próximo se assemelhasse ao presente da Somália. Esta é
a perspectiva dos próximos da Khadafi que, sim, tem gente do seu lado. Khadafi
continua a ser um chefe e a “revolução” contra ele saldar-se-á, apenas e a
manter-se, numa guerra civil. E que revolução seria? Quem no plano da política
social fez ou pode fazer mais pelos líbios do que Khadafi? Qual é o projecto
político dos levantamentos? É uma revolução ou uma “jacquerie”? Certo, Khadafi
é feio. Mas para que nos serviria um Khadafi bonito? Sim, Khadafi é imprevisível.
Mas porque haveria ele de ser previsível? Khadafi é violento?... Depende. Os modelo de líderes pacíficos são os
de Cheney, Bush e Rumsfeld ? Aqui não estamos a falar de Ben Ali. Nem de
Mubarak. E ainda bem. Entretanto há quem
pense que as novas e canhestras manobras americanas se saldarão a curto prazo
num aumento do petróleo para 150 dólares o barril. A previsão está longe de ser
fantasista. E o reforço que isso traduziria nas posições de Chavez e da Rússia (para
só pensar em duas posições interessantes no contexto internacional) seria
fabuloso. O aumento de peso económico dos regimes instáveis de África e a
afirmação internacional do Brasil cresceriam exponencialmente. Em todo o caso
seria a decadência americana a acentuar-se. E uma nova vaga de crise financeira
e económica. É impossível que eles não vejam isso. Mas tudo se passa como se o
não vissem. A tugária, neste contexto, pode preparar-se para viver da venda de
soldados baratos. Mas deve ter cuidado no modo como os negoceia. Também na
tugária pode haver imprevistos (assim o consinta Deus, o Clemente). E é bem
natural que os haja.
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