Prossegue, como se fosse a coisa
mais normal deste mundo, o processo contra dois directores de teatro porque uma peça dramatiza (não sabemos se bem se mal, o que de resto é indiferente) a vida
aventurosa da filha de Silva Pais, que escolheu viver e viveu na Cuba de Fidel. Os
arguidos estão a ser perseguidos nos tribunais (!) por terem imputado (ou consentido a imputação) a Silva Pais, “patrão”
da PIDE-DGS, um envolvimento no assassinato de Humerto Delgado, figura estranha
da oposição portuguesa a Salazar que, estranha ou não, não podia ter morrido espancado até à morte pela escumalha da António Maria Cardoso que (tal como a
labregalhada da guarda-fiscal de Sacavém viria a dizer várias décadas depois)
tratou de inventar que o general teria morrido por disparo acidental. O
paralelo das situações serve para mostrar que as imaginações desculpantes se
eternizam e que a escumalha desta laia, tendo embora uns cérebros de galinha em
cabeçorras de burro, lá vai conseguindo aprender estas coisas e reproduzi-las.
Os protestos chovem. Os sobrinhos de Silva Pais que lhe representam o cadáver
prosseguem, em todo o caso. Pretendem a defesa da memória de pessoa falecida. O Fernando Silva Pais era pessoa. Mas a direcção-geral da PIDE era função. Aliás a organização foi declarada criminosa pelo Direito local e talvez não se possa responsabilizar o autor de uma peça de teatro sem vir discutir, também, a declaração juridica daquela organização "policial" como criminosa. Está (não estará?) um bocadinho prejudicada a defesa do bom nome do director geral de uma organização declarada criminosa por texto legal. Estão todos errados, portanto. E tudo errado. Todos os
protestos traduzem uma exigência de absolvição. Mas isso ignora o processo como
ultraje. Como pressão. Como ameaça de um arbítrio selvagem. Ignoram estes
protestos a humilhação da submissão de um autor teatral à escumalha da reinserção social, ignoram os absurdos de se ser interrogado quanto aos factos (estes factos, os da autoria de uma peça de teatro) sem defensor e por assistentes sociais asininas, ignoram o absurdo insultante de tudo (e de todos
os pontos de vista) que se traduz na transferência para debate e decisão
penal de uma tarefa que é da crítica literária. Ora nem Luís XIV consentia já
em tal coisa. E não pode conceder-se ao absolutismo do patego, do labrego, do
lumpen-funcionalismo, o que mesmo o absolutismo régio recusou assumir e conceder. Corneille,
Racine e Moliére não tiveram da Coroa razões de queixa análogas (e morderam
bastante, porque os reis não viram que devesse negar-se no seu século, o que
havia sido concedido aos romanos no tempo de Plauto, ou aos gregos no de
Menandro). A exigência da absolvição é disparatada se o próprio processo é – e nisso
não há dúvida nenhuma - delitual (como se diz em Português). Criminoso, como se diria em Francês. Os protestos são também disparatados porque
insistem na “liberdade de expressão”. Outro disparate quando o que está em
causa é mais intenso e é, no caso, a liberdade de criação. Falar da liberdade de expressão em vez da
liberdade de criação, da liberdade de investigação (também evidente, aqui), ou, até, do imperativo de
consciência (de que não pode abstrair-se), revela que nem os que protestam têm noções claras de quanto está
em causa. E não têm. É livre a criação cultural. É livre a investigação
científica e histórica. E ninguém pode calar a consciência do homem, porque a
consciência do homem é a vontade de Deus, diziam os românticos cheios de razão
nisto como em muitas outras coisas. O processo é ele próprio um delito. Ou um crime. Traduz nítida condução contra Direito, ao menos no plano indiciário. E portanto, desde logo no plano do debate político, os
magistrados que supervisionaram (procurador-coordenador e procurador-director) uma tal acusação e
o magistrado que a tenha subscrito (procurador adjunto), como o juiz que subscreveu
a pronúncia (se a tiver havido), como o juiz (de julgamento) que recebeu a pronúncia (ou a acusação, se não tiver havido pronúncia) e deixou
prosseguir o processo com o despacho (de minuta) no qual seguramente declara que
“não há nulidades e o tribunal é competente”, esses senhores ou senhoras (o
sexo só é relevante nos animais superiores e não nas funções de estado) devem
ser confrontados com a incompatibilidade radical entre a sua actividade
(nociva) e os pressupostos do sistema. O grande drama é que a esquerda que
protesta é igualmente inepta. E nos mesmos termos. E a imbecil direita que ri,
não sabe do que está rindo. Um tal processo traduz a tugária. A choldra. Asquerosa. Traduz também a
inviabilidade radical de, em qualquer nível, poder esperar-se o cumprimento das
tarefas mínimas da independência (ou até da mera autonomia) política, no quadro da
fidelidade mínima aos legados culturais (e jurídicos) que definem a civilização
europeia. Isto não é europeu. Isto não é um país. E parece-nos duvidoso que
isto seja gente. Este é o problema. E este processo é uma das suas
demonstrações. Nem sequer a mais grave, embora tão repugnante como qualquer das
outras. E ainda falta notar estes processos como pretexto de extorsão. A corja ganha com isto e não ganha mal. São as taxas
de justiça. (Mas não apenas as taxas de justiça). Um absurdo destes não pode custar menos de mil euros. Mais cinco
mil se alguém tiver a ingenuidade de imaginar que há tribunal constitucional.
Tudo isto está abaixo de qualquer classificação possível. E as críticas que o
ignorem, estão no mesmo nível.
Sunday, June 26, 2011
Wednesday, June 22, 2011
LUTO DA RÚSSIA
É estranho e comovente o trágico desastre de avião na Karélia - um dos mais belos lugares da terra - nestes dias ali sem noite e na véspera da data do grande luto dos russos, onde se lembra o ataque hitleriano à Santa Terra Russa. 22 de Junho. Neste ano, esta data vem sublinhada pela decisão sábia de tornar públicos os documentos de arquivo sobre o início da 2ª Grande Guerra. E já foi sublinhado que o Governo da URSS estava perfeitamete ao corrente de todos os preparativos militares da invasão e bem assim se sublinhou a insistência do Marechal Jukov na urgência dos preparativos de defesa, insistência à qual Stalin acedeu na véspera da invasão. Não é inútil saber isto. Como não é inútil saber o resto. Temos mais uma razão de gratidão para com o governo russo.
O CENTRO DE ESTUDOS JUDICIÁRIOS: COMPILAÇÃO DE ABERRAÇÕES
Os auditores de justiça copiaram num teste. Como "punição" os directores quiseram atribuir a classificação de dez (a mais baixa nota positiva) a todos. E depois decidiram fazer outro teste, para ver melhor. Mas também aqui está tudo visto. Os auditores de justiça são remunerados. E não ganham mal, para o que fazem. Pede-se-lhes em contrapartida que se preparem para o exercício de funções no Ministério Público ou na Judicatura - embora com as limitações decorrentes da presença dos formadores que são perfeitos atrasados mentais semi-alfabetizados, como se nota pelos acórdãos que trazem as suas repulsivas assinaturas - mas, em todo o caso, pede-se-lhes que estudem e se preparem (embora não fosse indiferente ver exactamente o que "estudam" eles, atenta a desgraçada qualidade dos formadores). Ora há uma turma, um ano, um curso, onde a direcção de estudos detecta que uma percentagem dos auditores copiou pelos outros, que deixaram copiar, sendo certo que nenhum dos auditores solicitou, sponte sua, fosse a realização ou continuação do exame em condições de segurança, fosse a sua repetição. O curso inteiro, por consequência, é indigno de confiança. Aquilo não é uma escola onde os estudantes trabalham para si próprios (estudando), a expensas suas ou dos pais. E portanto resulta estranho que a direcção da instituição seja incapaz de proceder como o exigem as circunstâncias. Ocorre que uma tal verificação traduz radical incompatíbilidade com as funções e uma tal conduta consusbtancia a radical inviabilidade da confiança que neles se depositou, motivo pelo qual, por um motivo ou por outro, os meninos e as meninas, devem repor as retribuições recebidas e devem ir procurar trabalhar - agora honestamente - noutro lado. Isto parece reacção evidente. Parece até a única a tomar. Mas a direcção reage a medo. Timidamente. Hesitantemente. E também isso repugna. Têm medo de quê? Que salte de lá o pai merceeiro ou empreiteiro, a dizer que pagou a entrada da cria no Centro e não concorda com a exclusão? Que salte uma auditora (ou auditor) a dizer que foi admitida sob condição de fornicar com um formador ou examinador? Ou que alguém venha contar a verdadeira história de Isabel Verde?... Na execranda tugária as coisas estão, todas, é bem certo, à medida umas das outras. E portanto - não será?- um antro de delinquentes forma os juízes da tugária. É tão simplesmente isto. E isto vai continuar. Igualzinho. Até um dia. E se à aprovação basta fornicar com o formador não é preciso saber grande coisa a não ser isso que lhes peçam e talvez convenha saber mais exactamente o que é. Um dia o saberemos com a maior exactidão. Isso é seguro. E a memória deste evento basta para suscitar o inquérito a qualquer tempo. Porque o prolongamento dos silêncios e a omissão de conduta decisória devida traduzem ilicitos penalmente e disciplinarmente relevantes, com a demissão da função pública no horizonte sancionatório.Podem ocultar o que quiserem. A viabilidade da reacção futura não fica afectada porque por cada ano de silêncio haverá apenas um ano de conduta continuada. Não há prescrição, nestes termos e nesta perspectiva.
Tuesday, June 21, 2011
FOCINHO DE PORCO, OU TOMADA?
Vulgares anibalidades no palácio imperfeito da Ajuda. Cavaco debitou vulgares anibalidades. Coelho, vulgares
anibalidades. Cristas, a latere, vulgares anibalidades, Mota Soares vulgares
anibalidades a latere. A ideia em cujos termos o Chefe do Estado é o penúltimo
a falar foi outra anibalidade. Tudo bastante ordinário. Comum. Vulgar. Mas a observação
anibalesca em cujos termos o investimento se encontra caído em níveis
inferiores aos de há quinze anos, merece um sublinhado. Porque há quinze anos o
investimento público era quatro vezes inferior ao que poderia ter sido (sem deficit)
se o promotor, patrono e pai de todas as máfias não houvesse consentido a
dissipação de três quartos dos recursos em corrupção por cada quarto investido.
Foi quanto valeu (e custou) a dejecção deste fenómeno na vida pública pela scrofa
papista. Agora “o esforço” (o “grande
projecto”) é compensar essas dissipações ao abrigo do princípio do faz tu força
que eu gemo. A coisa teria graça, se não merecesse o garrote vil. E, não sendo
as coisas assim, dizem eles, com Cavaco, a situação torna-se “irreversível” e “socialmente
insustentável”. O melhor era já meter-lhe a insustentabilidade e a
irreversibilidade por algum sítio acima, ou abaixo. Isso feito, já há minuta
para a enunciação verbal correspondente. Dir-se-á “era inevitável”. Porque convém
tratá-los sempre de acordo com as minutas que trazem a uso. (Hoje ou no
futuro). É uma forma eficaz (diríamos mesmo irreversível) de cortar os
textículos a estes minuteiros. No fundo, é meter-lhes os texticulos pela boca
abaixo, pelos olhos dentro e gritar-lhos às orelhas até que os tímpanos se lhes
rasguem. Há que afogar os asquerosos minuteiros, nas suas asquerosas minutas. Há
que fazê-los sofrer as asquerosas minutas. Disso não se deve prescindir. Quanto
à tomada, parece-nos um vulgaríssimo focinho de porco.
NINGUÉM, COM TODOS
"Com todos (...)" dizia naquele ar misto de professora primária e assistente social dos serviços de reinserção, a nova ministra da justiça. "É assim" que se restrutura "os sector" (sic), acrescentava a criatura. É o raio da minuta, outra vez? Parece. Mas talvez não seja. Governo nenhum e de ninguém, como é o governo-Coelho, tem a gente como primeira necessidade. Toda a gente. Mas ainda assim a coisa não está diagnosticada. Há um outro detalhe. Um governo onde se conjugam as máfias (as polícias entregues à Opus hão de dar um belo resultado, não haja dúvida, talvez só excedido pela entregua dos serviços de informação à casa do sino, mais a medicina legal que é para ficar tudo em casa) um tal governo, exige -e vai exigir- o consentimento das vítimas. É o que esta tóxica criatura está a dizer. Com todos, significa que nem o silêncio se tenciona consentir. Com todos significa, com o comprometimento de todos no abuso de que todos sejam (e vão ser) vítimas. É isto. Não é exactamente uma minuta. É a recomendação dos manuais da scrofa papista que a largou. Este "com todos" vale um manifesto político. No papismo, este manifesto está em vigor desde Jaime II. Não é propriamente uma novidade. "Com todos", não é propriamente uma afirmação democrática. É uma utilização fraudulenta do léxico. Mas daqui a um mês a coisa estará mais clara.
PUBLICIDADE NÃO CONTRATADA
O licenciado Paulo Macedo, militante da Opus, Director Geral dos Impostos sob cuja direcção se evitou a busca ao seu Banco de origem na "operação furacão", Director Geral dos Impostos que mandava os seus funcionários à missinha, com ele presente, (isso tendo feito porque o Estado é laico), decidiu botar faladura em público no Tribunal de Contas. E a RTP, sempre fiel à sua função ali estava de câmara atenta. E da arenga com "power point" emerge o logotipo do BCP. Deixou de ser uma marca comercial o BCP? Foi já revogada a Lei da Publicidade? Cada um é pior que o outro. Espera-se que ninguém tenha nisto nenhuma dúvida. E da evidência de serem péssimos resulta que a situação não podia ser melhor. Temos em todo o caso a certeza que "a troika" não mandou fazer publicidade não contratada do BCP na RTP. Este desgraçado vai para a Administração Pública da Saúde. Resulta evidente que um imbecil com este alheamento dos critérios mais básicos de actuação só pode "governar" pelo abuso. Seja lá onde for. Faça ele o que fizer. Antes sequer do acto de posse, já a criatura deve indemnização ao Serviço Público de Televisão por determinar a emissão de publicidade não contratada ao banco que o emprega, que o promoveu e para onde tenciona voltar daqui a uns meses (se ainda houver bancos na tugária, o que está longe de ser certo).
TUDO VISTO
A esperança do labrego é a minuta. Desconfiado - Deus saberá porquê - que quanto tem a dizer não pode ser dito, o labrego encontra neste "pronto-a-dizer" um grande conforto. Feliz ou infelizmente acrescenta-lhe sempre aquilo a que a minuta chama "a mais valia", o cunhozinho pessoal que (Deus seja louvado) lhe "lixa" tudo. É o caso de Álvaro Santos Pereira. Genuíno Marcelino. Ministro da Economia. ("Ele há coisas"...). Vinha o pobre rapaz da RTP, solicito, desempenhar a sua tarefa de inventar um "estado de graça", de alimentar expectativas, enfim, de possibilitar à criatura dizer alguma coisa que "coisasse" alguma coisa, com alguma coisa, ou por alguma coisa e ele, pimba. Sem mais. A minuta. A concertação. O emprego. A competividade. Não parecia suficiente. E o rapaz da RTP propiciou então uma concretizaçãozinha. Nestas coisas - o rapaz tem razão - convém sempre largar umas generalidades com papel de particularidades. Perguntou então à criatura que coisas poderiam esperar-se em matéria de emprego. E a particularidade saltou: -"Vai-ça-vêr, vai-ça-vêr". Ora, "carago", como se diz no "nuorte". Está tudo visto. Venha o próximo. Uma palavra para o denodo do rapaz da RTP que, não obstante, logrou noticiar isto como se fosse uma enunciação de prioridades. Eis um homem que não desiste facilmente. O dia da tomada de posse nasceu com uma acentuada comicidade. Mais tarde virá Kavaco com aquela expressão de dor nas mandíbulas que ele sempre exibe quando (por assim dizer) decide falar.
Sunday, June 19, 2011
A CULPA É DO OCTÁVIO?
Se o garoto não tivesse insistido - só porque era mal educado, pacóvio, mesmo, e porque nunca tinha visto nada em tempo útil - se o garoto não tivesse insistido que a opção imperial haveria de ser ocidental e romana, ao invés de ser - naturalmente- oriental e grega, nada disto tinha acontecido. Agora desliza de novo para a ruina o (novo) império do ocidente e de novo emerge a evidência de sempre: o império será oriental e grego porque não pode haver império contra a Grécia e contra o Oriente. A culpa é do Octávio portanto. Mas o Octávio não fez a Opus, nem os legionários de Cristo. Tão pouco fez o BCP. E nem sequer fez a "nunciatura apostólica" (isso foi Mussolini). Nem a embaixada americana (essa parece ter sido de Luis XVI que, coitado, bem podia ter estado quieto e calado). E além do mais, Octávio, parece, pediu à hora da morte o aplauso de fim de peça. Afirmou-se actor. E rompeu a fronteira do seu poente envolvido numa salva de palmas. Sendo certo que no dia seguinte e como todos os dias a alvorada gritou, mais uma vez, sobre o mundo: "ex oriente lux". Já la dizia o outro, (não é?) "Was nützt es dem Menschen, wenn
er Lesen und Schreiben gelernt hat, aber das Denken anderen überläßt?"
Acto Falhado
"España vuelve a la calle" é a chamada de primeira página do jornal nacional-católico ABC para a sequência (impressionante) de reportagem fotográfica. Depois "põe-se na linha" e diz "15M vuelve a la calle". O acto falhado é significativo em si próprio. Se a primeira expressão de um conservador ao olhar o fenómeno é a que se registou, está tudo dito quanto à importância política do fenómeno e quanto ao seu impacto nos sistemas de convicções dos funcionários, dirigentes e demais serventuários da estrutura em queda.Gostamos do ABC por isto. Ele dá (mesmo) o estado de espírito da sua gente. Sem máscaras. E isso é formidável. Os nacional-católicos preparam em Espanha um governo que esperam ter nas próximas legislativas. Não sabemos se há "España" na data das próximas legislativas. Mas se houvesse uma coisa e outra, um eventual governo conservador teria morrido enquanto projecto e seria (será) um nado-morto. Exactamente como o é o governo de parvagal. (Só que os infras de parvagal são "muita estúpidos" e é preciso que lhes expliquem muito devagarinho que já morreram).
CLIMA DE ALARME
Uma rápida passagem de olhos pela imprensa italiana dos últimos dias, revela um clima de aflição diante da possibilidade da insolvência do Estado Grego, que efectivamente já faliu (politicamente falando e essa primeira falência é decisiva). Os gregos não aceitam já nem o partido do governo, nem os da oposição. Impor-se-á uma solução islandesa pela rebelião popular?... Os estados europeus devem compreender o desvio extremo em que incorreram relativamente ao projecto normativo da democracia, mesmo face aos legados institucionais de Roma, a coisa exige medidas drásticas. Na verdade o regime democrático seria aquele onde não é necessário fazer nova revolução, porque seria (e isso deveria tê-la definido) a institucionalização suficiente dos meios de protesto e derrube de qualquer iniquidade sem convulsão social e política. Se a coisa não é assim é porque o sistema cedeu às tentações dos seus oligarcas. E cedeu. Mas há sempre um momento em que importa prestar contas dessas cedências. Esse momento chegou. Chegou em circunstâncias paralelas àquelas em que caiu o regime nesse evento fundador chamado Revolução Francesa. O Estado, último garante de tudo, tinha ele próprio contado com os recursos económicos de uma ilusão. Isso custou tudo, a todos. E não estamos longe disso, nos tempos que correm. A Islândia soube remeter toda essa tralha ao lugar onde ela deve ser analisada e decidida. Fez referendo para saber se se socorriam os bancos ou não e o referendo disse que não. Gestores bancários e Governo foram remetidos a tribunal. E a Islândia iniciou uma via de recuperação económica assinalável, politicamente livre de idiotas e de parasitas. Nos outros lugares, a coisa parece diferente. Tudo indica que as coisas devem ser impostas na rua, sob agressão das forças de segurança, com mortos entre os manifestantes e com os mesmos idiotas, os mesmos partidos e as mesmas máfias a defenderem o que lhes resta do negócio, da posição, do futuro que ainda lhes parece haver. Mas o alarme retira-lhes qualquer lucidez. Investem disparatadamente em forças de segurança cujos membros e comandos se fazem imediatamente e por isso só, réus em processo criminal (porque as forças de segurança são para proteger a comunidade e não para a atacar e o abuso funcional do poder torna-se aqui claríssimo e será tanto mais grave, quanto mais acobertado fôr pelas instâncias da vida judiciária). Investem em guerras externas de natureza colonial e que não podem ganhar. São completamente palermas. E ninguém das pessoas respeitáveis - ninguém de primeira linha - aceitará doravante e facilmente comprometer-se com tais governos. E parvagal as coisas são sempre piores, são sempre mais frágeis, quebram sempre mais facilmente que nos outros lados. É importante que ninguém se comprometa com o governo Coelho, as suas pêgas, as suas ânsias, as suas inépcias e as suas máfias. E importante manter as distâncias relativamente à corja papista cujo património no território deve reverter integralmente para pagamentos indemnizatórios (sendo previsível que não vai chegar para ressarcir metade das barbaridades que tal gentalha andou a fazer e é necessário portanto congelar os fundos que o vaticano tenha no exterior e penhorar as casas que tem em Roma e em todo o lado). A corja pretensamente maçónica deve ser trazida a tribunal do júri popular e aí responder por tudo quanto andou fazendo (e não foi pouco). O estatuto da função pública deve proibir, no futuro, o secretismo de qualquer filiação partidária, confessional ou associativa que não podem deixar de ser declaradas e registadas (que é para se ter uma noção das intrusões possíveis e das incompatibilidades de interesses plausíveis). Talvez não seja necessário proíbir (com exclusão das organizações que venham a ser declaradas criminosas, como é o pausível caso da ICAR e das "Grandes Lojas" à repugnante moda do repugnante lugar) mas é seguramente necessário saber. Não há solução da crise económica, sem a solução política da crise moral. E esta solução política - falhada clamorosamente a resposta instuitucional- deve ser insurreccional. Em todo o lado. E também em parvagal. A cujo território - caso se entenda que deve continuar a existir- deve mudar-se a asquerosa bandeira, o horrendo hino de meio fado e tudo o mais que lembre esta gentalha (talvez se possam até proibir apelidos como "Dias Loureiro", "Teixeira da Cruz" entre outros que igualmente sejam causa de repugnância do comum dos cidadãos). Mas só a Revolução salvará a Europa do Sul.
Friday, June 17, 2011
CASA DO SINO À ITALIANA: PROSSEGUE O DESMANTELAMENTO
A rede envolve intrusões nos serviços secretos e nos serviços de finanças, cumplicidades no universo judiciário, na magistratura judicial e evidentemente nas direcções político-partidárias. Evidentemente. E salta tudo cá para fora. Naturalmente. É um caso importante para seguir com atenção. Nas terras parvaguesas as coisas são mais graves (porque eles são menos hábeis) e cada um deles mete a respectiva scrofa na coisa e depois reforma a scrofa, ou despede-a, e mistura os "mignons", mais os "homens de mão" (alguns deles sem braços), tudo se transformando numa lixarada onde felizmente todos se entreodeiam à excepção dos periodos de grande expectativa (como é o caso da formação do governo-Coelho, um governo deles para todos os efeitos práticos e teóricos, reais e imaginários). Mas estão em todo o lado. Nas polícias. Nas finanças. Nos serviços de informação. Nos tribunais superiores. Na banca. Em todo o lado. Nos jornais também, mas felizmente ninguém os lê. No foot, também. E nas corporações profissionais (lembram-se da corja da universidade independente a pagar a lista da corja do Rogério Alves, de acordo com o grito do Amadeu?)... E em nenhum lado falta dinheiro. Há é ladrões em excesso. Ao lado destes desgraçados ainda há a corja da Opus (convém não esquecer). E de tudo convém tratar a seu tempo. Naturalmente, a crise das estruturas italianas (destas estruturas italianas) gerará a repetição do fenómeno que será o refúgio da coisa (ou do que dela sobrar) na Peninsula Ibérica e sobretudo em parvagal, podendo embora haver um desvio para terras entretanto infectadas como a linda Roménia, a adorável Bulgária e a digna Sérvia (não falando já daquele reino de fantasia e paisagens irreais que é o Montenegro). Mas em todo o lado há gente capaz de os neutralizar em tempo útil. Em parvagal é que não.Pensam eles, pelo menos. (Porque em duas semanas esta gentalha põe-se toda no sítio que lhe é devido, bastando querer pô-la lá).
ANARQUIA MONÁRQUICA CONSTITUCIONALIZÁVEL
Os belgas passaram a barreira de um ano sem governo. Nunca ninguém os
viu tão distendidos. Nunca as coisas funcionaram tão bem. Nunca as
diferentes comunidades se trataram com tanta cerimónia. Nunca a
prepotência foi tão inviável. Se isto continua assim fica realizada a
improvável utopia da arnarquia monárquica. Ensaiemos o que poderia ser
uma constituição de coisa assim: artº 1º não há constituição; artº 2º
ninguém fica incumbido de executar o artº precedente; artº 3º não há
governo, podendo em todo o caso contratar-se uma gente para fazer as
contas e pagá-las; 4º há porém rei, porque é giro, em monarquia católica
porque sempre assim foi, devendo o vaticano estar sob processo judicial
permanente. Perfeito. Isto basta para tornar habitável a horrivel cidade de
Bruxelas. Só falta transferir as montras de pegas velhas do Congo (ali
diante da Gare du Nord) para qualquer residência eclesiástica em Roma
(sugerindo nós a da via della scrofa, por ser a rua com o nome mais
apropriado). E podíamos mandar já para lá o Coelho, também.
ANIBALIDADE CONSUMADA
Num riso alvar em boca sem lábios, o néscio ingeria a hora para que tinha nascido. Consumou-se a anibalidade do governo-Coelho em parvagal. E mais valera que não tivesse nascido. Isso é nítido.
Wednesday, June 15, 2011
ARRESTATO
Ora aqui está o tratamento necessário ao fenómeno. Bisignani da Loggia P4 está no cárcere. Tivémos a P due. Agora temos as P3 e P4. Mas na cadeia há lugar para todas. Não tem nenhum problema. A coisa assegurava "protecção judiciária" (imagine-se) e não cobrava mal por isso. As corjas da Grande Loja da independente que direccionem para aqui as ventas, apesar da tugária estar com algum atraso e de na tugária tudo ser p2, p3 e p4 (embora à portuguesa). Já lá dizia o Nandim de Carualho, grão mestre, que aquilo era uma p2. Mas há mais que p2. Trata-se dos filhos das p, pelos vistos. São muitos, parece. Tantos quantos os da padralhada pederasta e mantêm aliás estranhos negócios entre si, "ad merdae gloriam". Mas qualquer mangueirada resolve a coisa. Na tugária estão em transe porque ganharam as eleições. Mas logo se verá o que ganharam e que coisas hão-de perder.
Monday, June 13, 2011
TRAVADA A DINÂMICA DE VITÓRIA DA DIREITA (QUE HÁ) NA EUROPA DO SUL
Em Itália o bom velho Sílvio perdeu as três consultas referendárias. Nada mal. E a ideia da imunidade do primeiro ministro sempre seria uma tremenda ideia quando estão em causa suspeitas como a prostituição de menores. Ainda que a opção possa não ter sido ditada por ele, ele tem obrigações e não pode, não em casos destes, furtar-se ao debate judicial de tal coisa. Foi justamente o que entendeu o povo italiano. E entendeu muito bem. Falta agora discutir a P2, o Gládio e os tráficos vários que isto envolve. Essa discussão deveria ser judicial. Magistrados para isso, existem lá. (Na imunda tugária ainda é preciso fazê-los). E povo para isso, também há em Itália. Ciau Sílvio, dopo ti parlo.
A OPÇÃO DE CHIRAC
O hexágono discute. Mas discute mal. No "humor" de Chirac não é a senilidade do homem, mas a senilidade da direita conservadora que explica a posição. Esta direita francesa é herdeira da Resistência e do General de Gaule. Viveu e superou grandes perplexidades.Co-existiu, em debate, com grandes vultos do pensamento da sua época. Conhece o valor da liberdade intelectual e aprendeu a respeitá-lo como destinatária das maiores provocações intelectuais e políticas do século anterior. Mas quando esta gente olha o cretino magiar, estremece. Evidentemente. E examinado o espectro político não se vê quem possa representar a liberalidade política que representa este conservadorismo francês. Só o "inimigo" tradicional se parece ainda com eles (deste ponto de vista, cuja importância não é, como bem se vê, negligenciável) . Não é a primeira vez que isso ocorre. Supreendente é que os franceses tenham perdido a capacidade de o perceber. Dizem que é humor. Talvez seja. E sardónico, porventura. Morrem sorrindo, então.(E está muito bem). Mas não morrem de riso. Morrem porque chegou a hora de morrer, para eles e para muitas outras coisas. Vamos ter saudades destes. Já tínhamos, aliás, saudades deles.
PREPARAR A DESGRAÇA
Nisto não pode haver grande novidade. É preciso um sinédrio, onde a reforma legal se pondere no plano dos legados institucionais caracterizadores da civilização, desde as leis contra a usura da velha Roma aos legados do filantropismo do séc. XIX. É precisa uma nova escola que permita a análise consciente da corrupção intelectual e da vacuidade de convicções que a gerou e geriu. É precisa outra forma de comunicação com as massas populares. É precisa outra Igreja, onde a beleza encontre a unidade vivida com a justiça, de modo a que novas comunidades venham dar corpo ao projecto de transfiguração do mundo, ao qual uma nova espiritualidade de velhos mestres conferirá energia (ou seja e à letra, actividade) e dinamismo (i.e. poder). A Igreja é o mais velho, o mais belo e o mais consistente projecto de transfiguração do mundo. Eliminado o execrado papismo que se sumirá na falência (e só o dinheiro o sustenta hoje) a nobreza da Ortodoxia da Fé impor-se-á por si própria, no diálogo natural com as demais religiões (à excepção do papismo, que isso é organização multinacional de pederastas, traficantes e homicidas, cujo primaz confessou já o corte de todos os elos com a Tradição ao deitar fora o uso do título de Patriarca do Ocidente, Patriarcado que, evidentemente, importa restabelecer no contexto de Fé que é o seu). Nada de novo no que há a fazer. Resolvidos organizacionalmente os embriões destas estruturas, o novo exército e a nova judicatura são fáceis de erguer. E as nacionalidades históricas da Península coexistirão em criativa paz, numa Europa tão nova como tal paz, cujo limite oriental é Vladivostok e há-de erguer-se sem estados vassalos, sem povos de servos, banindo o homicidio e a pilhagem como política de estado. Não é dificil que seja assim. Muito embora, evidentemente, os filhos das trevas sejam sempre mais diligentes que os filhos da luz.
RADICALIDADES
Neste fim de semana uma bomba explodiu numa sede galega do PP. Parece excessivamente estúpido pôr bombas em sedes de partidos que se não mostram descredibilizados, bem pelo contrário. Parece portanto tão estúpido que o mais natural é que tenham sido os próprios a fazê-lo (única forma de aqui se encontrar alguma inteligência e alguma utilidade). E isso assim olhado poderia servir não apenas a dinâmica de vitória do PP, mas também se mostra um pretexto magnífico para uma radicalização securitária. Em todo o caso, a Espanha radicaliza-se. Isso é seguro. E o PP mostra-se apto a dispensar qualquer "nacionalismo espanhol", qualuqer direita radicalizada além de si próprio. Organização que envolve a herança material e humana do franquismo, o PP pode conduzir ele próprio ( e ser ele próprio) qualquer radicalização de "direita". Mas além das terras dos cruzados e da cruzada, a Turquia deu uma lição magnífica na confirmação da estratégia política do governo. Foi uma leeição onde todos os grandes partidos subiram. Uma eleição onde ninguém (que ali conte) perdeu fosse o que fosse. A Turquia recupera a sua importância na cena política internacional. E vamos ter mais algumas surpresas nesta matéria. O Kemalismo perde terreno e se não se maleabilizar, quebrar-se-á. Este crescimento de importância da Turquia pode ser um instrumento importante (um catalizador, porventura) do declíneo da "Europa" que ousara imaginar-se "até aos Urais". Se assim for ( e parece ser), ainda bem.
Sunday, June 12, 2011
O DESCALABRO
Os alemães manifestam-se na rua contra o apoio à Grécia. E os gregos manifestam-se contra o aumento da austeridade e as novas medidas. Merkel essa demo-cristã que cresceu comunista - e é portanto mulher cheia de convicções e princípios - veio dizer a público que desta vez ainda se paga aos gregos, mas para a próxima veremos. O governo da Hélade já começou a vender (ao desbarato) património público. E toda a gente diz já que é preciso restruturar a dívida, sendo certo que toda a gente diz que isso seria o reconhecimento da insolvência do Estado e essa insolvência do Estado acarretaria a insolvência dos credores do Estado grego. Mas a execranda tugária entra agora no cenário. E nesta gente, nesta coisa, ninguém percebeu ainda o perigo que transporta. Vai ser a primeira a quebrar. O primeiro ministro nem para chefe de sala de um restaurante serviria. E "a europa" vai pagar caro o sopeiro cujo alçamento consentiu. E arrastará tudo o mais. Sarkozy, enfiado numa guerra de desespero pela água e petróleo da Líbia, quer restabelecer as fronteiras. A Itália começa a querer deixar o Euro (enquanto é tempo). A Alemanha, Inglaterra e França estão ameaçadas directamente pela situação debitória da Europa do Sul, cuja ruína determinaram. A América do Norte perdeu já completamente a viabilidade económica de qualquer nova guerra sua. E perdeu o controlo do "seu hemisfério". Se Kadafy aguentar um ano de guerra, ganha-a. Aumenta portanto o desespero da "política" de homicídio. Querem matá-lo. E à família toda. Mas Kadafy pode bem ser mais sólido que o sarcoma húngaro. E a UE desagrega-se, deixando um ressentimento sem precedentes na Europa oriental. A Sérvia terá quatro estados. E a Rússia reinará como senhora das estradas da vida para a Europa que nada significará mais além da História e algumas patentes industriais. Uma vasta multidão de dirigentes menos que mediocres convencerão os respectivos povos que "é inevitável" a hegemonia asiática. E os homens da tese do "choque das civilizações" revelam-se eficazes. Conseguem milimetricamente provocar tudo o que temem. E perder tudo o que prezam.
Saturday, June 11, 2011
1O DE JUNHO NA TUGÁRIA
A tugária faz festa no dia da grande vitória de Saladino sobre o cruzado leproso Balduíno em Marj Ayun. Para a historiografia militar do papismo a derrota terá ficado a dever-se à histérica conduta do Grão Mestre do Templo que furtou ao leproso a disponibilidade da cavalaria. Na verdade a derrota deve-se ao facto do papismo ser coisa imunda e de ter sido posto no mundo para que os povos possam encontrar facilmente o motivo de rebelião contra o pecado, a doença mental, a dor, a injustiça e a morte. Por isso tem Deus consentido na presença dos execrandos papistas. Os imundos papistas são - servos de satã - uma presença agressiva e corrosiva que os filhos de Deus devem eliminar de suas vidas, das suas terras, de todos os seus horizontes, com excepção do da memória. Pois foi esta feliz data que a tugária escolheu para festa de um poeta interessante que na tugária morreu de miséria e desespero, como aliás tudo o que de interessante tenha vivido neste execrando lugar. O caracter repulsivo do sítio (que o papismo engendrou) está patente no fenómeno do inteiro povo a querer e (boa parte dele) a conseguir fugir de lá. A tal fuga (uma das maiores que a história registou) se chamou "expansão", "descobertas" e até "império português". Embora, na verdade, quanto isso ensina é que a imunda tugária papista só é suportável à distância para quem lá viveu. E disso se tem servido a imunda tugária para sobreviver no seu papismo pedoclasta e imundo (consegue contrapartidas pelo horror que infunde e lucra com a fuga das gentes). Neste 10 de Junho, enquanto celebrávamos a queda e a infelicidade do papista leproso e a liberdade da Terra Santa, alcançada pela graça dada a Saladino, os doentes mentais da tugária reuniram-se em Castelo Branco para falarem da saúde e da cura. Mas a saúde e a cura são simples. Basta atirá-los ao mar (talvez do penhasco de Sagres). Na tugária a liberdade (e a saúde política) está em cada penhasco, em cada ramada de árvore, em cada pedra. (Já Séneca nos tinha dito isso, embora quanto a outros lugares e com outro alcance). Basta estender a mão. Basta decidir.
SÓCRATES EM PERCURSO CONTRA-PLATÓNICO
Quinze anos de estudo, quinze anos de serviço nas fileiras. Era depois disso que o estudo da Filosofia deveria vir na utopia platónica. Mas o Pinto vai pensar melhor nisso. E mais vale tarde que nunca. Com um pouco de sorte, lá para os setenta estará operacional. É inegável que diante de um anormal como cavaco - que desmaiou quando lhe deram os resultados das eleições que o varriam - o Pinto Sócrates está muito perto da normalidade. E é talvez esse o problema. Eles detestam tudo o que -mesmo remotamente- lhes lembre qualquer normalidade. O Pinto Sócrates levará um dos putos com ele. E faz bem. Deveria aliá ser proibido crescer numa terra de merda. Cesteiro que faz um cento, faz um cesto. A merderie não será nunca diferente de si mesma.
Monday, June 6, 2011
O ASPECTO DAS COISAS
Le Monde mostra hoje, para horror da Europa, o sorriso da boca sem lábios de Passos Coelho (boca de lagarto) e a boca de orca aberta do respectivo contrapeso. Tremendo. Não há dúvida. As coisas que se aturam nesta execranda terra... A eleição foi anunciada por uma carga de polícia no Rossio. Claro. Os próximos seis meses são de brutalidade. Daqui a seis meses não se sabe se há país. À cautela (isto foi programado?) A França pretende pôr termo à livre circulação e restaurar as fronteiras. Os conservadores andam doidos, porque não sabem exactamente o que fazer. Mas a tugária e a África terão de haver-se com um cordão sanitário que lhes veda o acesso à Europa, isso parece certo. E nada disto tem bom aspecto. É até muito parecido com a prefiguração de um colapso institucional. Mas Sarkozy vai cair. Merkel também. Resta ver que outras coisas caírão com eles.
Sunday, June 5, 2011
CONSUMATUM EST
Parvagal preferiu um desgraçado de classe média baixa urbana a um chico esperto de classe alta rural: José Sócrates Pinto de Sousa vai à vida (e parece que a tem). O programa de governo está feito. E é externo. O desgraçado Coelho apresenta-se à posição de feitor. E como todos os desgraçados de classe baixa exercerá as funções com brutalidade que é quanto entende da "aut'ridade". A "direita" que os cerca traz a revanche já expressa nas intervenções de Pires de Lima filho e da enjeitada Paula Teixeira da Cruz. Da Opus à Grande Loja sobram as razões de aumento da promiscuidade, seja no Estado, seja nas corporações profissionais. É interessante que a revanche é sobretudo pessoal. Não perdoam ao Pinto de Sousa a suficiência. A "boa figura". A fluência. (São alérgicos à fluência, porque para eles a fluência traduz o estatuto na estratificação social e a fluência é "deles", para eles e "ilegítima" noutros, senão perigosa) Será um periodo de chumbo. Mas talvez não chegue a anos. Periodo comandado pelo "cabrão de boliqueime" (como bem o designa o blog das mães de bragança). Periodo de infestação dos aparelhos pela corja papista, pela gente oligofrénica das imundas faculdades de direito locais. E, em síntese, não poderiam ser piores as coisas. É de antever o regresso a taxas de mortalidade infantil espantosas. E uma regressão significativa na esperança de vida, porque a direita nunca perdoou o sistema nacional de saúde que olha como um esbulho de oportunidades de negócio seu. Querem que os caminhos de ferro tenham lucros, como todos os transportes públicos e portanto a malta vai passar a andar a pé. Nada deixará de ser pior do que se imagina. E isso não é tão mau como parece. Porque isso empurrará uma terra de poltrões, de castrados, de paneleirice endémica, de indigência intelectual, de papismo (do mais imundo papismo) empurrará esta terra de gente abaixo de qualquer qualificação possível à necessidade imperiosa da revolta. Isso não é mau. É até relativamente interessante. Houve mais de quarenta por cento de abstenção. Essa abstenção parece corresponder a uma radicalização à esquerda, da esquerda que abandonou o Bloco e o PS. O número total da abstenção corresponde à margem de pessoas que aceitam a inclusão das regiões do território sob a tutela directa da coroa espanhola. Isso também não é mau. Aliás já vai ter-se um primeiro ministro que não fala exactamente português.
TUDO NA FORMA HABITUAL
Prosseguem as eleições na tugária infecta. O afluxo às urnas não é grande, nota a imprensa internacional. Mas ainda há quem ali vá exercer (criminosamente?) o seu "poder de anuência". Prestar o seu consentimento de vítima aos canastrões (papistas, por sinal) que conjuram a ruina. Não estão os colégios de pedrastas papistas cheios de crianças ali são postas pelos próprios pais?... Para eles a normalidade é o Coelho e o Pinto Sócrates e a isso chamam "centro "ou "centrão". Só a consumação da ruína libertará esta terra. E só isso permitirá mandar esta gente servir para o Afeganistão, ou para a Líbia. Ou em alternativa (plausivel) teremos ainda a indisposição de os vêr pendurados nos candeeiros ao longo das avenidas como há-de querer a rebelião das exasperações. Ainda teremos, para cúmulo, que aturar tal espectáculo? Eles não serão menos repugnantes mortos do que vivos.
TUDO NA FORMA HABITUAL
O general Mladic compareceu perante o pseudo-julgamento dos inimigos num tribunal insusceptível de reconhecimento. O tribunal que protegeu (e protege) os albaneses do "governo do Kossovo", vendedores de órgãos retirados a prisioneiros sérvios assassinados para tal comércio. Mas enquanto Mladic encarava os algozes mascarados de juízes, o execrando Ratzinger, acabada a campanha da burla de Fátima à qual o papismo dedica o mês de Maio, foi arengar à Croácia. Não se sabe se o execrando velho espera ainda -como diz a burla de Fátima- a conversão da Rússia pelo indigente tuga. Mas parece esperar que o modelo de catolicismo croata venha influenciar a Europa. O modelo de Stepinac. E de Jasenovac. O modelo do comandante de Jasenovac, Fr. Filipovic. Um asqueroso franciscano. (Nunca conhecemos um franciscano que não fosse asqueroso). Mas se os papistas franciscanos são homicidas potenciais, este Filipovic foi efectivamente um genocida. Mas talvez satã leve Ratzinger, ou talvez lho expeça um seminarista sodomizado dos legionários de Cristo. Não se pode olhar para esta corja sem um impulso de vómito. Dá-nos, batuska Bogdan Khmelnitsky, a tua shashka vitoriosa. Empresta-nos o teu ímpeto batuska Simeon Boudyony. Possam os mastins otanascas sumir-se nos infernos de onde vieram. E que nisso se sumam também as impiedades com que insultam o Cristo nos altares onde servem satã.
Friday, June 3, 2011
ASQUEROSO
É completamente falsa a ideia em cujos termos um alarve é alguém a quem falta educação. Não falta educação a ninguém. É impossivel a falta de educação porque o comportamto não tem inverso. Ao alarve não falta educação. Foi é educado para alarve. Por alarves. E isso fica-lhe colado à pele. Integra a identidade pessoal. Pode-se acumular sobre o alarve, ou dentro da respectiva cabeçorra, quanta formação técnica se pretenda. Isso constituírá apenas protecção da e para a alarvidade. Acreditação da alarvidade. Pode-se promover um alarve. Mas isso não corresponde a uma "desalarvização". Haverá então um alarve promovido. E não mais. Não há uma nobilitação. Seja qual for o quadrante. Aqui vem um bom exemplo. É a educação das casernas. Na maior parte das reacções só vem focada a violência inútil e a cobardia intrínsica, a ausência de qualquer regra de confronto viril. E isso é verdade nestas imagens, claro. A outra verdade é que estas imagens tresandam a panasquice de caserna. (Panasquice, sim e não "homossexualidade"). Esta é a imagem de "poder" na baixa classe média autóctone. E até a de normalidade. A "metafísica" das "instituições" cobre isto como (em sentido estricto) um conto de vigário. Pode ser, no estricto caso, um comandante de companhia, de batalhão, ou de regimento. É indiferente o que digam. (Nem devemos ouvi-los). A crua verdade é que, corridos os doze primeiros anos de vida, as características fundamentais estão fixadas. Podem ser enquadradas. Silenciadas. Reprimidas. Disfarçadas. Mas não serão alteradas. A velhice trará mais vileza a esta gente já tão vil. E morrerão como viveram. É simplesmente assim. Importante era impedir qualquer possibilidade de interferência desta gente nas vidas alheias. Isso não é fácil. Mesmo que seja possível. No limite, era olhar-lhes as ventas, ouvir-lhes as vozes, vê-los à mesa e mandá-los regressar ao buraco de onde saíram. (Ou a instituição equivalente). Sem mais. Nós não precisamos de saber mais que isso. E eles sabem tudo o mais que precisam de saber.
ÚLTIMOS DIAS
Prostrai os corpanzis no chão do arrependimento. Vem aí o Coelho. Mas também a Teixeira da Cruz e o Teixeira Pinto e o Teixeira e Melo. Mais a Orca negra do Coelho. E o Sarnento. E a ruína. Mais o Hades. E a padralhada toda. Quanto ocorrerá é que nos explicarão detalhadamente porque "interviu" a polícia tantas vezes à moda da Bela Vista, à moda de Setúbal, à moda de Sacavém. Explicando que é assim que tem de ser, por via da "autridade do Estado". A padralhada dirá que é assim que as coisas são, que não se pode ter o paraíso na terra. Que quem quer construir o paraíso na terra só terá o inferno, motivo pelo qual se sentem aqui (e são) imunes pela sodomização e prostituição de crianças órfãs. E pelo trabalho escravo de crianças. É preciso aceitar o inferno neste mundo para ter depois disso o paraíso, dizem. E há para isso tantas respostas que a cólera dá (e a História das Instituições e do Direito registam): a forca, o impalamento, o fuzilamento, o garrote vil, a morte na fogueira, a lapidação (como o ordena a Lei Divina). E a colera é a revelação primeira dos ditames da Justiça que a reflexão hé-de matizar, se o conseguir, se a deixarem existir. Pois é. Quem não pensa a tempo, terá de pensar fora de tempo nas coisas em que devia ter pensado antes. Para matizar a cólera das vítimas, eles vão exigir o consentimento visível delas. Como o proxeneta faz à meretriz. Como o burlão faz ao burlado. É o discurso das "melhores intenções". Eles querem "ajudar". "Dar a mão". A contrapartida é o "dever" da adesão, Da aprovação. Da cumplicidade clara na desgraça própria. E até irão à "elevação" e ao "amor". Amor e "platónico" dirão mesmo alguns, que assim "darão provas" de eruditos. O amor platónico é uma boa confissão, sim. Nele cabe (se acaso não for isso que aquilo é) a violação de uma indigente por um bêbado. (Eles não são necessariamente fruto disto, podem vir apenas da união que se imaginou útil entre um labrego e uma indigente). E o amor platónico, este amor platónico, é o que resulta desses casos da sexualidade infeliz. É como vos dizemos. Prostrai os corpanzis no chão do arrependimento. E quando se ouvir um "houverão" nas bandas do Coelho, parece-nos justificar-se perfeitamente levar a mão ao revólver. E é preciso ficar de sobreaviso para o que der e vier. Porque não é bom o que vem. Logo depois do Coelho virá a rebelião. (Porque Deus não dorme). Levará mais do que trará, mas pelo menos há-de levar algumas coisas destas. Coisas como a orca, o Coelho e muitos teixos que, como bem se sabe, são tóxicos. Com sorte, alguns Alves ir-se-ão igualmente onde for mister mandá-los. ( Para dar a vénia a Coimbra). Quanto a tudo o mais, alea jacta. Pode-se sempre ir pensando à medida que a desgraça vai chegando. O pânico é uma desorganização de conduta pelo terror. Não existe em quem não se deixar desorganizar.O medo existe, claro. Mas também existe o treino que permite fazer o que há a fazer, apesar do medo.Uma recomendação subsiste integralmente justificada: prostrai os corpanzis no chão do arrependimento. Na terra das bestas, as bestas vão consumar - agora mesmo - umas coisas memoráveis. É preciso recordar que à direita e à esquerda (a direita e a esquerda que merecem ser ouvidas) a solução para o colapso do Estado passa sempre pelo despotismo inteligente (singular ou colectivo). Porque será?... Em alternativa há sempre os anarquistas, claro, e esses duvidam de qualquer inteligência atendível em qualquer Estado. E são tão aristiocraticamente provocatórios na sua democracia de base que é tão diificil ouvi-los, como ignorá-los. Mas porque é que havia de ser fácil, não é?... Em todo o caso, difícil, difícil, é o Coelho. Sem esquecer o Hades. (Bem entendido).
Thursday, June 2, 2011
LEONARD COHEN PREMIADO PELO PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS
Sofreu como quem imagina a dôr. Percorreu a vida cantando paisagens e factos que
se encadeavam como imagens nos sonhos de quem dorme. Amou como se sonhasse o amor. Entre os paradoxos que encontrou,
o homem da tribo de Levi terá talvez descoberto o mestre que compreendeu a dor do
mundo e sobre ela derramou a benção de uma lágrima de compaixão. Deu então a si mesmo o nome do
silêncio e seguiu as estradas do Shakyamuni para a luz. Deus saberá em
quantos redis vivem as suas ovelhas. Mas nós temos a certeza íntima que a
inteligência revelada na inteligibilidade do mundo ensinará ao levita a identidade
própria e nisso lhe revelará o que em nenhuma palavra conhecida pode dizer-se.
Há percursos pessoais com significado universal. É belo que um príncipe ligue
ao seu título a tarefa de apontar alguns deles, pese embora a imodéstia
aparente de atribuir prémios a quem está já além de todos os prémios. Não sabemos
se com tão gratas tarefas o presuntivo Filipe VI se fará aceitar como Rei das Hespanhas.
Mas é verdade que assim atraiu sobre si os olhares dos mais despertos dos
homens. Deus o guarde, seja qual for o veredicto que a História Política do
futuro ditar à Coroa Espanhola.
Wednesday, June 1, 2011
CRISTINE LAGARDE
Atlética (e com alguma graça) Lagarde devolve-nos à reflexão sobre a estranha consistência de alguns humanismos naturistas. Não come carne. Mas devora populações. É um pouco como os judeus ortodoxos. Não caçam animais porque a Torah o proíbe. Só matam animais para comer e só os comem se forem ritualmente mortos. Mas veja-se a facilidade e a crueza com que caçam homens na mais radical dispensa de qualquer rito...
A EUROPA DE MERKEL E LAGARDE
Está sob ataque dos colibacilos da tripa de vaca. Raramente vimos antagonistas tão bem calibrados na consistência recíproca. E os pepinos espanhóis disseminam a infecção. Como são sábios os arcontes que governam tais esferas... Que humor. Cesse tudo o que a literatura antiga canta. Cidades atacadas por ratos, era o que conhecíamos antes. Mas isso, ainda assim, é intensamente dramático. (E há sempre um flautista que tudo salva). Escolheu-se agora uma coisa mais rasteira. Nenhuma narrativa comporta alguém a tocar flauta diante das bactérias... Para que a história fosse perfeita, a sede vacante do FMI deveria preencher-se no quadro de uma diarreia sanguinolenta e severa da vegetariana Cristine Lagarde. O abdómen deve cumprir a sua função de garantia de humanidade. Parece ter sido feito para impedir os homens de se considerarem facilmente deuses. O bom velho Nietzsche bem avisou. E não foi o único.
Tuesday, May 31, 2011
A INGESTÃO
“Eles não podem ingerir na
política portuguesa”, dizia o empregado de Ângelo Correia, Coelho de sua graça.
A imprensa apressa-se a não noticiar. É a política do segredo. Mas eles podem
ingerir na política portuguesa, sim. E estão aliás a ingerir muitíssimo. Mas
esta forma de ingestão que é a de nos porem na frente a rasquice do rapaz de
Massamá, isso não vem do FMI. Isso é história de outras ingestões. Quanto à
confusão entre ingerência e ingestão, apenas ligeiramente mais grave que aquela
outra da aderência e da adesão, traduz tão só que se “houvessem” em Massamá
pessoas aptas à direcção do que quer que fosse (e eventualmente, “haverão”), o
empregado de Ângelo Correia não seria uma delas. Mas tem a força eleitoral que
lhe dá o número dos convencidos que falam português pelo facto (elementar) de
não falarem mais nada (e nem isso, bem entendido). Ora ioda-se, como diria um
popular jurista autóctone.
Houve um tempo em que os Melos, os
Champalimauds, os Espíritos Santos Salgados e Apimentados mandavam contratar
para o desempenho das funções “públicas” (por assim dizer) uns filhos de
feitor, de contínuo, de gasolineiro. Mas tudo se democratiza. No tempo de
Cavaco já se contratava ali uma malta da Cova da Piedade para assentar praça em
Ministro. Atingimos agora (não será?) a exasperação de tensões com esta nefasta
circunstância de até um Ângelo Correia se permitir pôr-nos na frente um
empregado de Massamá para ser incorporado como primeiro-ministro. Era o que nos
faltava. Bem entendido, quase o mesmo poderia dizer-se de Pinto Sócrates. Porém Pinto
Sócrates sobe em crise de decapitação do partido. E o Pinto Sócrates é hilariante em Castelhano, mas vai-se safando em Português. Gostávamos de o ouvir em Francês, mas ele ainda não caiu daí abaixo. (Para galinha sem cabeça, aquilo
excedeu até algumas expectativas). Para os “conservadores”, todavia, a "solução" tem
o sabor de regra. E essa regra não traduz a simples instrumentalização do
Estado. Demonstra um evidente desprezo pela dignidade da causa pública. E
significa a inviabilidade da independência política (e de todas as independências
ou equidistâncias, todas remetidas para o rol das ficções) do ponto de vista da
direita que há (a direita a quem é consentido que se mostre). Preparemo-nos
para hastear a bandeira da Confederação Ibérica. Isto acabou. Acabou,
mesmo. Imagine-se por um instante a massa de um lugar onde o Coelho pudesse ser "a nata", ainda que apenas formalmente...(Porque o Coelho já era a massa de um sítio onde o Sócrates era a nata). Concluído esse exercício, firmem-se as óbvias conclusões.
Monday, May 30, 2011
MUNDO ÁRABE & OUTRAS ONDAS DE CHOQUE
O Iémen prossegue a sua desgraçada rota de guerra civil, (outra vez) com a intervenção directa da Arábia que os sauditas conseguirão manter. Terra de prósperos comerciantes gordos não é terra de soldados. E portanto, aquela gente perdeu qualquer nervo, não tem qualquer experiência militar relevante e começa a assumir papéis para os quais carece de estruturas, de homens, de aptidão (não falando já da lucidez). A intervenção no Bahrain foi uma desgraça com rompantes de histeria perfeitamente escusada e que deixam ressentimentos inesquecíveis. O resultado prático é que todos os reis e principes árabes encontraram subitamente razões de grandes temores. Incluída a própria Arábia da casa de Saud. (Que idiotice pegada). Capões armados até aos dentes, combatem consciências. E até consciências religiosas. Está-se mesmo a ver a probabilidade de êxito... No Egipto, ensaiam (os militares ?) provocações que visam lançar a guerra interconfessional (entre vectores salafitas e os coptas), mas sem grande êxito, embora com vítimas em excesso. Os egipcios voltaram a saír à rua, sublinhando que a vontade popular não é facilmente ignorável. (Isto está lindo). Os projectos otanascas continuam a patinar na Líbia e na Síria. (Como no Iémen e no Bahrain, ainda que de modos diversos). Sem nada recuperarem na Tunísia. Na Europa ocidental, as imprensas calam-se obstinadamente quanto ao exemplo da Islândia. Mas não os manifestantes. Nas Baleares, chamaram Praça da Islândia à Praça de Espanha. Em Madrid não arredam pé. E os franceses juntam-se-lhes em Paris. A Grécia vive um clima pré-insurreccional. A Itália começa a levantar fervura. Os balkans são uma Bomba pronta a deflagrar. A inteira Europa Oriental está pronta a cobrar o preço das suas decepções (mesmo a Polónia, pese embora o esforço de propaganda em contrário). Enquanto isso, umas ainda escassas centenas de jovens portugueses procuram acender a mesma chama no Rossio de Lisboa (e isso provavelmente lograrão, que a persistência não é apenas uma virtude, é uma virtude que funciona bem). Mas nos USA a coisa não está também especialmente estável do ponto de vista social e político. Registam-se manifestações de alcance próximo no Norte da Federação. E em Santiago do Chile já se fala em "Outono Chileno" (por causa da apropriação das águas, sob pretexto de uma rede de barragens). O mal estar é planetário. Uma onda de revoluções pode varrer o planeta a qualquer momento. Deus o permita. Bem necessárias são. Os USA imaginaram há vinte anos um sistema de rebeliões para desestabilizarem a China, e a Rússia. Falhado o projecto, iniciaram-no nas terras de fronteira (Ucrânia, Geórgia, Ásia Central). É agora a vez deles sofrerem as rebeliões. E desta vez as rebeliões não estão a falhar. Parecem até poder passar quase todas ao estádio de revoluções. (E esse estádio está já adquirido em alguns países da América Latina).
VENEZUELA EM BRASA
As estúpidas sanções dos USA contra a Venezuela, traduzem mais um tiro no próprio pé. Tentar dificultar o acesso ao mercado dos fornecimentos da maior reserva de petróleo conhecida, revela-se realmente uma medida brilhante nas actuais circunstâncias. " O império" - como Chavez gosta de lhe chamar - mostra-se conduzido por gente em completo desnorte. Eles nem sabem o que fazem, nem sabem o que fazer. Andam às apalpadelas pelo mundo fora e talvez pudessem encontrar coisas mais fáceis de apalpar. Há - quase seguramente- coisas que possam apalpar-se sem estes desproporcionados dispêndios.
TADIC, SALVARÁ A SÉRVIA?
"Suicida-te para salvar a Sérvia". Esta é a recomendação do Partido Radical a Tadic, frente ao Parlamento de Belgrado. Os radicais reagem contra a entrega do general Mladic ao (eternizado e irreconhecível) tribunal ad hoc (o Conseho de Segurança da ONU não tem competências para erigir tribunais). O recurso do defensor do General entrará hoje no Tribunal Superior. Vamos vêr (sem grande esperança) que papel querem ou podem os magistrados assumir. Nestas coisas, a tendência é comprometer cada vez mais gente, compondo uma máscara "institucional" e deixando, por isso, as instituições esvasiadas de credibilidade e, literalmente, abandonadas pelo Direito do qual a afastam os homens e mulheres que aí aceitam papéis meramente instrumentais de projectos alheios. Pôr o Direito do lado da revolta, não pareceria prudente do ponto de vista da normalidade das coisas. Mas a normalidade é perspectiva que eles não assumem facilmente.
FUJIMORI PREPARA CAMPANHA DE ATAQUE PESSOAL
A cria de Fujimori prepara campanha de segunda volta sustentada na difamação de Humala, numa tentativa de fazer baixar a popularidade ao candidato da independência do Perú. Caso falhe esse recurso, é plausível que a coisa se resolva à moda local. Um golpezito. Evidentemente. Mas para já também o Perú está dividido ao meio. Podia ser melhor, claro. Mas o controlo integral dos USA está já em causa, também ali. Pôr os índios a pagar a água das nascentes das aldeias não foi nada boa ideia. (A ideia é até bastante repulsiva, gente com "coragem" para isso, não pode ser gente normal, mesmo antes de ver os resultados práticos que são - obviamente - a miséria e a morte). Os USA devem começar a reponderação da sua política externa começando por mobilizar para essa tarefa alguns homens e mulheres normais (caso ainda se possa dispor de gente normal nos respectivos aparelhos partidários e estatais, o que se não dá por demonstrado).
SELVAGENS HONDURENHOS COMPELIDOS À CIVILIDADE
Zelaya regressou às Honduras após dois anos de exílio. Disse com simplicidade coisas interessantes, uma das quais é que o exílio, como o degredo são formas de tortura. E acrescentou que, regressado a casa, tiveram que lhe lembrar que estava em casa e não era necessário ter as malas prontas para partir (porque as estava a fazer, segundo os hábitos adquiridos). Outra coisa que lembrou foi o fundamento do golpe de Estado em cujos termos ele Zelaya se tinha unido ao projecto de Caracas para fazer baquear a democracia americana. Como em todos os lugares onde todos os disparates podem usar-se como se fossem fundamentos sérios, o poder dos golpistas perdeu a Língua. Embora ainda tenha as armas. E a vida política hondurenha transformou-se em coisa grotesca. Igualzinha, nisso, à imunda tugária. Mas os hondurenhos têm Zelaya e os tugas não. Resta ver se a política pode ser a continuação da guerra por outros meios, ou se tem mesmo que ser ao contrário. (E isso não é improvável).
Sunday, May 29, 2011
O RAPTO DE RATKO MLADIC - O -BRAVO
A aliança otanasca apresenta o assassinato, a tortura, a pilhagem mais despudorada, a devastação mais inumana e as ditaduras mais cruentas, como angélicos
instrumentos seus de paz e desenvolvimento. Nisso se salda quanto diz. E nessa linha comemora o rapto do General Mladic. Demoraram 16 anos a corromper a vida pública na Sérvia
até ser possivel mais este rapto. O rapto de homem debilitado por um avc com consequências severas. Mas temos a certeza que o General morrerá bem,
entregue embora às pardas patas assassinas que operarão no cárcere e no momento
que lhes for oportuno. Morrerá bem, porque viveu bem. Ninguém esperará um debate honesto sobre as guerras impostas aos sérvios, em nenhum dos quadrantes. Esperar
a equidistância de um tal “tribunal” seria tão irrealista como ver discutida a
utilização do urânio empobrecido como crime contra a humanidade (é exactamente o caso). A Rússia exige a objectividade, mas essa é uma posição de princípio que só mais tarde dará os seus frutos. A Rússia também sorri diante das expectativas da Sérvia quanto à entrada na UE. (Ver os sérvios como um estado vassalo da Alemanha é impensável e não seria outro o destino de tal "integração" em espaço que se desarticula). Recordamos que a aliança
otanasca sempre consentiu nos seus territórios a operacionalidade do terrorismo
dos homens de Pavelic até ao final dos anos oitenta. Quanto ao tribunal
otanasca, tribunal de ocasião, tem as gentes habituais nestas coisas, gentes
que dão à linguagem e aos factos o valor que entenderem compatível com o espetáculo
que se voluntariaram para protagonizar. São réus de morte, esses pretensos juízes.
São réus de morte no tribunal de outra vitória. E essa outra vitória já pareceu
mais longínqua. Até lá, todavia, o significado político e prático da
desarticulação violentíssima da Iugoslávia mostra-a a Russia Today nos
monumentos à Vitoria na II Grande Guerra que foram completamente abandonados. Isso
tem o significado prático de mostrar quem venceu nos balkans (por enquanto).
E para quê. É preciso notar que os estados sérvios subsistem – apesar de tudo - os únicos territórios pacificamente multiétnicos na região. “Racismo”,
“limpeza étnica”, extermínio rácico e religioso, são coisas que os sérvios
sofreram, sim. Mas nunca praticaram.
Friday, May 27, 2011
COELHO "INTERVIU"
Facto: “(…) se houvessem cidadãos portugueses que quisessem (…)”. Autor: Coelho. Relevância: a
da merderie. Projecto óbvio: a preservação da merderie como cânone. Conclusão:
ioda-se. Que coisa importa a merderie como projecto e norma?... A doença
mental. É o lugar onde tudo se inverte. A rasquice toma-se por nobreza. O horrendo
por belo. O grosseiro por fino. O ignorante por douto. O alarve por elegante. O repugnante por desejável. E
é injúria privá-los dos sinais do respectivo reconhecimento público. Que eles
querem ser estimados. Admirados. Seguidos. Querem sentir-se amados, senão desejados. Têm quanto a isto uma sensibilidade
extremada. Coisa de panasquice. A inversão fez os invertidos. E invertidos é o
que eles são. Assim interviu o Coelho que assim invadeio as televisões.
Um conservadeiro, está visto. Do partido de Cavaco emerge enfim o continuador
possível e claro. Claramente à escala. Pinto Sócrates, por via das “novas oportunidades”, quis resolver
estas coisas do houvessem. Mas nem era preciso. Na terra das inversões eles adem
falar por gestos e monossílabos. Por isso ninguém sublinhou a alarvidade
notória. Porque não se pode falar do carácter quanto a ninguém. O bom velho Teófrasto é hoje e aqui um tipo de delinquente, daqueles que a reinserção social persegue, para, justamente, reínserir (ao que diz). Porque tudo isto se salda num pretenso juridismo em tudo peculiar. E também por isso se pode dizer que o poder - esse infinitivo - se mostra hoje e em tudo completamente podido. Deu definitivamente o que tinha a dar.
Tuesday, May 24, 2011
"UNIVERSIDADE INDEPENDENTE"
Em qualquer outro lugar da terra este processo seria o processo do regime. A coisa devia ter ido a eito. De Vara a Varela. Ver aquele pobre Joaquim Mota Veiga a prestar declarações, confrange. (Pobre cretino, efectivamente cretino, coitado). Mas a tugária é a Independente. E a Independente é a tugária. O velho Arouca (porém dos Santos) e o seu promissor (também dos Santos) Verde são entes exponenciais da tara na qual a tugária se salda. Uma doença, sim. Mas sob a forma de degenerescência irremediável. E há aquele inenarrável Amadeu (um Marcelino que se imaginava mais bem sucedido). Ficamos-lhe a dever, não obstante, a revelação do pagamento da lista de Rogério Alves para a Ordem dos Advogados. Aquele Joaquim. Aquele Marcelino. Aquele Amadeu. São Varas. Mas o partido do caso portucale, o partido do caso BPN e o partido do caso Free Port são todos partidos da independente. (O partido do caso Salvaterra de Magos parece que desta se safa). E o processo é meio processo, como de costume. Era preciso julgar os tribunais que julgam metades de processos. Não sabemos se será necessário julgar os juízes e procuradores que os compõem (porventura, sim), mas julgar esses tribunais é seguramente necesssário. Em avaliação político-jurídica, porventura. Em Inquérito parlamentar (quando houver Parlamento) e com Lei adequada à prisão preventiva dos recalcitrantes perigosos para a investigação. E já agora o inquérito poderia ir até à gestão das verbas do Cofre Geral dos Tribunais (não são propriamente actos jurisdicionais, aqueles). E os negócios imobiliários em torno do funcionamento do aparelho bem poderiam ser examinados com atenção, também. Como os demais negócios. As metades de processos são negócios? Feitos onde e por quem? E as imunidades funcionais, explicam-se como? Por exemplo, a senhora juiz Pinto de Magalhães (antes Verde) continua a leccionar no CEJ por alma de quem? E que CEJ é aquele?... Um trabalho recente e publicado agrupou umas aberrações jurisprudenciais em Direito Criminal. Nesse trabalho há conclusões severas. E merecidas. Mas três dos relatores daquelas aberrações são formadores do CEJ. Que centro de deformação vem a ser aquele? Eis a tugária. Sim, a independente é a tugária. E a tugária é a independente. E aquilo ali, em Monsanto, é o julgamento de meio processo. Em quanto orçou essa subtracção de metade do processo? Ou foi gratuita? Estão já prestadas as verbas? Foram já trocados os favores? E porque é que arguidos de delito comum são julgados com privilégio de foro? Não é esse o caso da senhora Juiz Pinto de Magalhâes que foi Verde? As execuções por dívidas contra magistrados não tramitam nos tribunais superiores... Porque é que isto tramita assim? É mais fácil para a loja? Ou para a sacristia? Mas é para isso que as lojas e sacristias servem? E são lojas e sacristias de quê? Que gentes e práticas se têm acoitado em tais sombras? Que grande metade de processo anda furtado ao debate em juízo... Mas onde falta o processo é preciso fazê-lo. Evidentemente.
O FUTURO NO ROSSIO
A coelheira laranja está animadíssima com os seus cérebros de galinha. Mal veêm a hora de catalizar a desgraça com mais um governo de excomungados de quinta linha. Propõem-se fazer da miséria um negócio próspero. Ao lado, a grande galinha colectiva e rosa esperneia com a energia das galinhas decapitadas. Nada nota. Mexe apenas. Mexe muito. Os leitões do pp, por via do inflamado papismo, aprestam-se - é a vez deles - a celebrar o casamento homossexual, agora sob a forma de acordo parlamentar e sem nada agradecerem a ninguém. Pedem é dote ao noivo. E o pc, repositório de cromagnons, brama. Brama bem. Alguns cromagnons hão-de ter tido razão algumas vezes. A falta de escrita é que não deixou documentos. E, além disso, o passado é com eles sempre imprevisível. Foi uma coisa que lhes ficou. As louçanettes dançam, mais mal que bem. Garcia Pereira grita e provavelmente não haverá muito mais a fazer. E a malta no Rossio vai discutindo. Malta vinda de todo o lado. E é preciso ir passando pelo Rossio. A tugária afunda. E as eleições serão o lastro desse afundamento. É patético ver o afã com que se degladiam os microcéfalos, disputando o seu lugarzinho visível no cadafalso - real ou simbólico, Deus o saberá - da rebelião tão evidentemente próxima que se lhe sente já o calor. Preparai, cretinos, o julgamento de Hórus. Que o julgamento de Hórus, como dizia um grande príncipe, é o julgamento que o futuro faz. Ora o futuro já está no Rossio. E é pouco provável que fique por ali.
Sunday, May 22, 2011
ESPAÑA SE RADICALIZA
Gracias a Diós. O Movimiento 15 de Mayo não arredou pé. Ignorou as urnas e até hesita em prestar declarações sobre o acto eleitoral ( a TVE não conseguiu declarações deles até agora). No acto, a tendência é o afastamento radicalizado dos nacionalistas Bascos e Catalães, ainda que em Valencia o espanholismo tenha conhecido a estúpida resposta de um reforço da provincionalização españolista que contagia Aragão. O papismo galego voltou a fazer sentir o seu repulsivo peso. Nas áreas tradicionais do êxito espanholista, o PP destrona o PSOE, capitalizando a radicalização do clima pré-insurrecional. A besta neo-franquista propõe-se, pois, a inviável tarefa do regresso ao passado e propõe que a deixem ver-se a braços com a rebelião e a ruina inscrita no projecto da Europa do Norte (com a estúpida Merkel a assegurar que ocorrerá exactamente o que diz temer). Obama olha com preocupação esta Europa do Sul empurrada para a rebelião. E preferiria que os socialistas lograssem manter-se como instrumento de diálogo e cuidados paliativos na miséria que os terapeutas da crise financeira exigem para a pretendida cura com a qual ameaçam matar todos os doentes. Felizmente a estupidez existe. E a rebelião encontrará agora em Espanha, na violência da revanche papista e neo-franquista, (caso a vitória nas autonómicas se confirme nmas legislativas) a ocasião preciosa para o seu êxito mais do que provável. Em termos estrictamente eleitorais a IU está igualmente de parabéns. Os povos de Espanha radicalizam-se. Isso faz surgir a ilusória preponderância dos neo-franquistas. E é uma ilusão que pode ser-lhes fatal. Deus o permita. Em alguns casos de algumas regiões,a frente PSOE e IU pode assegurar a governação regional (Sevilha é um desses casos). Mas o PSOE tem de escolher rapidamente a sua posição no processo de radicalização em curso. "Uma nova etapa política do país", disse já o PP. Não temos dúvidas. Nova será. Muito mais nova do que podem presumivelmente suspeitar.
TUDO SE CONJUGA PARA A REVOLUÇÃO TUGA
É o fim de um equilibrio conjuntural no plano internacional. Em Portugal quando isso acontece, cai sempre o regime. Mas as rebeliões populares árabes, as propriamente ditas, demonstraram a viabilidade da revolta. E, mais, a necessidade da Revolução. O regime não tem aqui a maturidade institucional da velha Roma, onde as revoltas podiam selar-se com o êxito de uma Lei votada no Forum e imposta ao Senado. Nem em Espanha nem na tugária imunda esta imunda gente dos regimes de negreiros de brancos conseguirá alguma vez qualquer credibilidade que só a honorabilidade daria. E isso é coisa que no sistema espanhol subiste ainda (nas organizações republicanas da Catalunha e do País Basco, por exemplo) mas na tugária nada sobra. Debalde o PC se esforça por canalizar em seu favor o descontentamento, usando na rua os sindicatos. Não chega, embora chegue para irritar. Os pedidos do PC à polícia para ataque aos anarquistas, por exemplo, não apenas fazem vomitar, mas dão uma ideia clara do que querem os dinossauros do PC. Querem a vidinha. Essa vidinha onde, como metódicos funcionários, os gerontes do PC querem gerir os problemas maas jamais resolvê-los, não vá dar-se o caso de ficarem sem emprego e reforma. Mas é o que vai ocorrer. "O povo unido não precisa de partido". A burguesia vermelha, vai perder os empregos. Não por serem comunistas, mas por serem isso que são, seja isso o que for. Os protestos de Madrid vão extremar-se. E os de Lisboa vão tornar-se massivos. A corja tuga não tem o sangue frio dos espanhóis e é plausível que ataque barbaramente a rua. Isso demarcará os campos. Confirmará a justeza da posição militante. (Que dispensa essas confirmações, mas a coisa serve sempre de cimento). Tudo agora está em saber se a multidão logrará transformar a revolta em revolução. Para isso a rua deveria revelar uma direcção política. E isso é muito provável com a quantidade de técnicos marginalizados, com a quantidade de "inconformistas" marginalizados não custa nada imaginar que entre os manifestantes estarão muitos titulares dos mais altos graus universitários. Isso é um bom início. Juristas, sociólogos, economistas, historadores, conhecemo-los já. Resta ver se têm o grau de dureza suficiente para quebrar o papismo em política, quebrar o cavaquismo, fazer debandar os coelhos e trazer o Pinto de Massada da Beira ao banco dos Réus de um tribunal popular. É preciso desmontar a estrutura judiciária e trazer os seus membros a tribunal de jurados. É preciso um inquérito urgente às corporações que asseguram a deslealdade na concorrência das profissões liberais, assegurando a inviabilidade de qualquer exercício liberal. É preciso fazê-lo com dureza. Dureza fulminante. Porque é que o execrando Vara ganha o correspondente a treze catedráticos em fim de carreira (ele que se limitou a comprar uma pseudo licenciatura à "maçonaria" da independente)?... Isto é contrato nulo. Como todos os contratos congéneres. (A imoralidade do objecto fere de nulidade os contratos) . Importa obter a devolução integral dessas verbas. E é preciso não perder o objectivo da recuperação dos duzentos mil milhões de euros que se sumiram nos alforges da corrupção. Sem exigir a morte de ninguém. (Salvas as exigências da legitima defesa). Dias Loureiro voltará à mercearia de seu honrado pai. Se vive ou morre, isso depende do sistema vascular que tenha. Mas viver à custa dos negros brancos da Europa, isso nunca mais. Vamos ver em breve o que pode acontecer. E até onde se pode ir. A conjuntura internacional é favorável (porque se a Europa do Norte quer subjugar a Europa do Sul e os Balkãs pode perfeitamente perder uma coisa e outra e integrar-se, vencida e perdida, na Europa cujo limite é Vladivostok. Não se pode deixar os negreiros entrar na nova era. Isso é determinante. Nenhuma experiência que essa corja invoque é relevante. Eles que usem essa experiência nas mercearias dos pais. Mas sem roubar nos pesos, desta vez." Do sul ao norte, vamos matar a morte".
Thursday, May 19, 2011
SODOPAPISTAS SEM FUSA
A idiotia papista prossegue a tese em cujos termos "a culpa" pelo asqueroso insulto à liberdade e dignidade do ser humano -consubstanciado nos seus hábitos de sodomitas e pederastas- essa "culpa" é da liberdade. A "revolução sexual" dos anos sessenta e setenta teria deixado aquela padralhada sodomita muito confusa, dizem eles. Não é verdade. Não há aqui -nem pode alguma vez ter havido- fusa nenhuma. E foi o papismo que deixou a padralhada sem fusa. É inutil - e absolutamente idiótico- virem dizer-nos que a liberdade dos outros deixou a padralhada confusa. Alérgica, isso sim. Isso é evidente. Confusa, não. A única liberdade aqui nociva foi a do asqueroso Marcial Maciel, herói do sodo-papismo e de Voijtila a quem pagava. A única liberdade aqui nociva é a dos pederastas papistas. Não fecharão as bocarras, esses monstros? Insistem em deixar-nos à beira do vómito. Insistem em lembrar-nos que existem. Ainda hoje o heresiarca papista de Portalegre recebe na casa de Castelo Branco (que há-de ser pertença das vítimas da pederastia e maus tratos pela padralhada) a corja dos advogados papistas e a sua horda. Havemos de responder-lhes. E talvez não falte muito. O critério geral está fixado e foi formulado por um conhecido jurista português: ioda-se o pederasta papista. E ioda-se sem nenhuma piedade. Nós não temos legitimidade para perdoar.
Wednesday, May 18, 2011
SEGURANÇA PÚBLICA EM PATAS DE GENTALHA
As bestas da polícia no seu melhor. Em causa estavam uns garotos (nem sequer muitos) anarquistas de Setúbal que se manifestavam no primeiro de Maio. Olhe-se bem para as bestas da polícia. Para o desalinho. A rasquice. A desordem. Aquilo são hooligans. Lumpen. Disparam sobre os miúdos sem o menor motivo. Ferem-nos. Prendem-nos sem se perceber porquê. O Estado deve explicar isso em processo fora das fronteiras. Mas que gentalha vem a ser esta?... Isto é um perigo iminente para a segurança pública. Tudo está aqui: a histeria da rasquice, a disparatada fúria de gentalha em descontrolo nervoso, o avanço em horda, sem qualquer formação, método, ou critério, a indiscernibilidade do comando, ou de qualquer hierarquia, o uso absolutamente abusivo dos disparos... Enfim, só vendo.
SÍRIA REDUZ CAMPO À CONSPIRAÇÃO AMERICANA
A amnistia promulgada deu o resultado de mais de oito mil apresentações voluntárias às autoridades de gente que participara nas acções de desestabilização. Essas acções têm em regra participações reduzidas em número e portanto não andaremos longe do fim da viabilidade política da tentativa. O nucleo duro do "médio oriente alargado" não cede. Alguns jornalistas árabes foram afastados por recusa de participação na intoxicação desinformativa anti-síria. A contra-revolução segue a bom ritmo na Tunisia, no Egipto e no Iemén. Kadafy continua a resistir. Supõe-se que o "ocidente" deixará de poder contar com o dinheiro e o petróleo Líbios, depois da pilhagem de duzentos mil milhões de dólares dos fundos soberanos ingénuamente investidos no ocidente (e alvo de apropriação para que o ocidente se pague das armas e homens que fornece à guerra civil eternizada). Mas é pouco provável que "os rebeldes" aguentem muito mais, como é improvável que a China e a Rússia tolerem durante muito mais tempo esta cruenta barbaridade abusiva em tudo e fora de qualquer quadro de legalidade internacional. A mobilização do TPI é outra comédia. Nem a Líbia assinou o tratado. Nem vimos os judeus do último domingo a serem chamados ao banco dos réus... A instrumentalização da justiça deixará evidentemente tudo em crise. E já não sobra muito. Embora nesta crise as fontes alternativas de informação se tenham fortalecido e prestigiado muitíssimo. E também nisso os USA perderam. Mas que belíssimo (e dispendiosíssimo) chorrilho de asneiras... A fada Hilária devia ser posta na cela do Strauss Khan. Não?
TUGÁRIA COM FIM À VISTA
Deus o permita. À medida que as eleições se aproximam mais parece que a coisa não se safa de todo. Isso é óptimo. Não votar é evidentemente a posição que sempre recomendamos às vítimas aprisionadas na tugária. Isso mantemos. Mas se querem mesmo, mesmo votar, o ideal seria que não houvesse nenhuma maioria e se encontrassem no parlamento uns trinta ou quarenta deputados do PCTP-MRPP. Assim a coisa animava um bocadinho. E seria viável o livro negro do aparelho judiciário (é um insulto chamar "justiça" àquilo). Como seria viável um inquérito parlamentar às distorções que a corja papista introduziu no aparelho de Estado. E viável ainda ir buscar o dinheiro em falta nos cofres públicos aos alçapões da corrupção onde se sumiu. Isso podia ser interessante. Do ponto de vista da política externa muitas coisas se tornariam possíveis. E do ponto de vista da política interna o Júdice ia voltar a andar de "mini", o Dias Loureiro voltaria à mercearia do pai e o Almeida Santos explicaria quando e para quê usou os alçapões mandados fazer no seu escritório da Elias Garcia. Mesmo que a tugária deixe de existir, estes objectivos de reordenamento não devem ser objecto de transigência.E se a Lei falha -e falha- temos sempre o Velho Testamento. Lojas da opus, sacristias pseudo-maçónicas , ordens profissionais do futebol, clubes de papistas, tudo cheio de marcelinos e dias e loureiros e gomes e teixeiras e alves, isso é tudo para ponderar judicialmente, com muitas execuções no horizonte decisório. E por expressa imposição da Lei Divina.
Tuesday, May 17, 2011
A DESGRAÇA
Há muito tempo que caír em desgraça não oferecia um tal espetáculo, tão intensamente degradante no plano pessoal. O caso Strauss-Khan dá bem a imagem da fragilidade dos que se imaginam fortes por servirem um poderoso senhor. Na verdade o poderoso senhor é bastante inclemente. E quem o serve é meramente instrumental (q.e.d.). Bendito seja Deus que fez o Chavez.
Sunday, May 15, 2011
Strauss-Khan de braguilha aberta ?
Não sabemos exactamente como é que se pode ser "forçada" ao felatio. Mas foi o que a criada de hotel disse. E o homem foi logo preso (a imunidade não funcionou). E declarou-se "não culpado". Agora não se sabe ainda se o deixam ir para casa, mas parece quase certo que às presidenciais francesas não irá. A CIA abate bem as suas criações. Num estalar de dedos a criatura fabricada - já de imaginação solta e julgando existir por si própria - desaparece num alçapão de sordidez. Pôr - ou, pior,- forçar a sopeira a fazer um felatio é grave?... Inquestionavelmente, sim. Só a sodomização violenta de menores desprotegidos (e a sua prostituição forçada) merece indulgência nos tempos que correm. Haja em vista a tugária execranda onde a procuradeira que deu sumiço à primeira denúncia contra Carlos Cruz em Cascais é hoje a representante do MP na comissão nacional de protecção de menores e jovens. Bela protecção, não? É a procuradora Peralta.Um fenómeno. Portanto, pôr uma sopeira de Hotel com a boca colada à braguilha é péssimo. Não se percebe é qual foi o meio de constangimento. E, como meio de defesa, não haveria a dentada? Que coisa terá dado ao Khan esse excesso de confiança? Mistério. Em todo o caso, a França perdeu a principal esperança terapêutica contra o sarkoma húngaro. E por uma técnica conhecida. Quem lhe deu a dentada não foi a sopeira. Foi Sarkozy. (Que gentinha tão primáriazinha, tão estupidazinha). Diante disto fica-se é com dúvidas do que terá ocorrido com a "negociação" em torno do "socorro" a Portugal. Agora, Sócrates pode sempre alegar o mesmo que a criadita do Sofitel de Nova Iorque. A tugária dos pederastas solidariza-se imediatamente... Irá fazê-lo?
Sunday, May 8, 2011
O HOMEM QUE MORREU TRES VEZES
O sheik Ossama -homem a quem a cunhada Carmén, bastante ocidentalizada, definiu como homem muito afável e de presença doce- estava em hemodiálise desde 2001 e não são raras as referências de imprensa dessa época a tal facto. Terá morrido pouco depois da demolição das torres gémeas das agências de notação financeira (e que abrigavam outras organizações de crápulas, momentaneamente desorganizadas). Além disto, Benazir disse em 2007 que Ossama já tinha sido assassinado. Agora, confirma-se que os USA estão a usar a Al kaeda na Líbia (como Kadafy vinha dizendo, cheio de razão). E portanto a organização (ou parte dela) torna-se suspeita por bons motivos. E Ossama era um rebelde, oprtunamente usado e, oportunamente eliminado. Mas ninguém sabe quando. Ninguém sabe como. O que se sabe é que este desvario de fim de império é bem típico de todas as decadências. E como em todas as decadências o desvario pensa-se como instrumento de domínio. Estão todos malucos. E conviria que não arrastassem muita gente na sua (deles) morte (Mas nem isso é de esperar). As lideranças laicais entre os árabes estão em risco iminente. E as revoluções democráticas, também.
Saturday, May 7, 2011
ESTRANGULAMENTO DA TUGÁRIA
O programa de asfixia em todos os seus detalhes. Leia. Ria. Arrepie-se. Nada estava ao abrigo das máfias. Nada está hoje a salvo de qualquer precariedade. Nem as máfias. A única prosperidade consentida é a da reforma inferior a 1500 euros. Regabofe das empresas de capitais públicos vai acabar.A malta vai começar a andar a pé, que os transportes públicos vão voltar a ser apanágio da classe média. E os funcionários públicos vão para a rua ao ritmo de oito mil por ano ( e isso é pouco). Presume-se, em todo o caso, que os investimentos nas forças de repressão e segurança não caírão. Mas nem assim isto vai safar-se. Quem puder saír que saia. O território vai acabar com um cordão "sanitário" à volta. Os tribunais serão apanágio das empresas e da classe alta. (Marinho Pinto, aliás, mal almoçou em casa do "bispo" de preocupado que estava. Apelou ao "combate" e à "mobilização", dos "advogados"como se alguma coisa nesta terra valesse tal trabalho e como se aqui houvesse advogados.) Mas o regresso à tapona como prática sapiencial tem pelo menos a vantagem de virilizar os costumes. A justiça privada e os pactos de protecção recíproca, farão maravilhas também aqui. Quem tenha problemas pendentes deve processar já, a menos que se opte por processar o estado deste território mas noutro país (que ainda é o mais recomendável). A população está a dividir-se entre a angústia quanto ao seu futuro imediato e a alegria do fim da tugária. Deve primar a alegria. (A nossos olhos).
Últimas (?)
Últimas (?) ondas de choque (só noticiosas) sobre o homicidio do Sheik Ossama. O reconhecimento da morte pela Al kaeda faz abandonar a suspeita em torno da veracidade da ocorrência, a menos que se prolongue a suspeita e se faça incidir a desconfiança sobre a própria organização. Em todo o caso, o mundo está cheio de gente atenta.
Tuesday, May 3, 2011
MORTE PARDA, DEBATE VIVO
A Santa Igreja Russa não aderiu à alegria e comemorações de quem celebra o homicídio do Sheik Ossama. Foi a única
posição razoável que ouvimos até agora. Não obstante, A Press TV de Teerão
colocou on line uma entrevista de Benazir Bhutto (insusceptível de alteração post mortem) e onde esta afirmou
que Ossama Bin Laden já tinha sido assassinado em 2007. (Não nos parece impossível que Benazir se tenha lembrado disso agora, impossível seria dar agora aquela entrevista). Bem nos parecia que a “fotografia”
do “cadáver” (de quem?) tinha a barba mais escura do que as últimas fotografias
conhecidas e reconhecidas do Sheik Ossama. Poderia o Sheik Ossama ter descoberto a
fonte do rejuvenescimento? E teria também podido ressuscitar entre 2007 e 2011?
Porque se livraram os americanos do cadáver? Querem que se passe a chamar àquela
região do Índico, o mar de Ossama? (Por nós, é já... Mar de Ossama, parece perfeitamente bem). Que faríamos nós sem estes magníficos iranianos? Ora aqui está um belíssimo elemento de informação. Quem foi que os americanos mataram agora?
PARVAGAL E O COELHO LÍDER
Na parte a sul do Minho e em território que foi o da pequena Gales do ocidente peninsular, floresce a panascracia papista. E a "conferência episcopal" da panascracia papista veio fazer o seu número com o Ortiga a falar de transparência e mais da "iética", por via da cura de "ialmas". Sempre naquele engasganço permanente do tímido cretino a botar discurso. E vai de casamento homossexual. E vai de adopção por homossexuais. E coisas assim, que eles preferem as práticas clandestinas, isso sempre dá negócio e chantagem e a excitação da transgressão. Compreende-se que a panascracia seja alérgica à palavra (desde logo, à palavra de Deus, mas também às dos homens, porque aquele pseudantropos é o ente exponencial da dificuldade em dizer o que quer que seja e certamente levará muito a mal que alguém diga simplesmente - com a naturalidade que Deus quis na palavra dos homens - o que tem para dizer). Lá grasnou, não obstante. E nós aqui lhe respondemos, como o faria qualquer minhoto bem educado de outras eras: - na anilha!... E por falar em anilha, ocorre-nos naturalmente o Coelho. Desde Roger Rabit que não havia fenómeno assim. Pois o Coelho tem e não tem programa, segundo diz. Diz que o há, mas estará suspenso. E o haverá, depois do Fundo Europeu, mais o FMI dizerem o que acham. E assim se queda o Coelho Líder. Vamos então começar pelo princípio: O PSD - salvo seja - não existe. É uma ficção como o líder Coelho. Os "sociais democratas", como dizem, são sociais cristãos, como o Jardim deixou claro. Alguém devia tratar mais exactamente da genuinidade das designações político-partidárias, porque carece em absoluto de sentido que sociais cristãos se reivindiquem sociais-democratas. Isso é apenas uma forma de burlar o eleitorado e, evidentemente, tem reflexos graves na legitimação do sistema, porque ninguém sabe se os votos naquela gente são votos no PP, ou se são votos no PS. Resta agora ver o que são os sociais cristãos. Para a malta menos advertida, tratar-se-ia de alguma coisa que rondaria um cristianismo socializante. Pois não é nada disso. É Leão XIII e ele não gostava nada (sequer) da palavra democracia, motivo pelo qual, ante a designação que o incomodava de "democrata cristão", contrapôs a recomendação de "Social Cristão" (assim não havia compromissos institucionais com uma forma de estado ou de governo excessivamente específicas). Há quem pense, por isso, também, que o papismo politicamente organizado é incompatível com os pressupostos jus filosóficos do sistema, ou seja, que deveria opor-se-lhe uma excepção de ordem pública e proíbir aquela coisa. Têm razão os que assim pensam. Mas a vacuidade intelectual dos "partidos cristãos" à moda do vaticano, só tem paralelo na imensa (e intensa) desonestidade e, assim, sem nada na cabeça mas com todas as voracidades na "ialma", tudo abocanham, escorados na ignorância que durante séculos bem dissemirnaram. Aparecem então "social democratas", porque são "social cristãos". Basicamente, eles são a vacuidade. E chamar-se-ão como lhes aprouver, como lhes parecer necessário, ou útil, ou "interessante". A nós parece-nos interessante chamar-lhes outras coisas... Que a seu tempo ordenaremos usem por designação. E estão por ora bem figurados naquele Coelho Líder. O líder que não há, de coisa que pode ter qualquer nome (e não pode ter nenhum), que tem e não tem programa dependendo das circunstâncias, prefigurando (e, a um tempo, cultivando a memória) de um Estado onde a lei só pode ser simples arbitrio seu (donde, arbítrio muitíssimo bacoco), porque, evidentemente, a falta de programa traduz apenas a radical ausência de significado do que quer que digam. E isso aliás começa pela identidade própria, porque não sabem dizer quem são nem ao que vêm e não são sociais democratas, nem alguma vez foram fosse o que fosse. Seria aliás muito interessante perguntar àquele bando de cabotinos - origem de todas as máfias - qual foi o último livro que leram e interrogá-los sobre esse livro, porque evidentemente não lêm nada há uns trinta anos (nos casos em que aprenderam a lêr). Nada sabem de coisa nenhuma e a política é para eles qualquer coisa de muito parecido a uma revista do Jacques Rodrigues (sendo certo que este vende melhor que eles). Não notam a semalhança entre o Rebelo de Sousa e a defunta Vera Lagoa? ... O nível não é o mesmo? E também não se percebe porque é que só agora uma imprensa de atrasados mentais repara no retardamento mental de tudo isto. Têm razão os finlandeses. Parvagal deve abandonar-se à sua sorte. Tudo em Parvagal é azar e acaso. É inutil olhar esta gente como se algum laivo de normalidade ali tivesse sobrevivido. E o PS não está muito melhor. Nem a gente é completamente outra, embora no PS se encontre mais facilmente a alta classe média (para quem é deselegante reparar no que os outros comem, o que já é alguma coisa) e o PSD seja (como berrantemente é) um partido de baixa classe média. Isso o demonstram o Coelho Líder e a sua orca.
Monday, May 2, 2011
OS CANALHAS MORREM MATANDO
Sórdido fim de semana, este. A escumalha otanasca, exibe a sua capacidade de insistir no homicídio como prática política e monta "operações militares" para assassinar dois homens. Num caso terá sido bem sucedida. Noutro, a escumalha teve apenas de comemorar o homicídio de crianças netas de Kadafy e do sexto filho do chefe líbio. No caso do Sheik Ossama terão sido bem sucedidos, parece. E o próprio Chefe do Estado dos USA veio assumir o homicídio como êxito seu. Um negro bem aculturado, não? Verdadeiro criado. Um "preto de casa". Por algum motivo sempre nos pareceu que não há grande diferença entre a colonização do mundo e a colonização da América. É a "política" do saque e do extermínio. Recorrendo ao homicídio sempre que disso é caso. Todavia, nem o saque nem o extermínio foram tão bem sucedidos no mundo como o foram no "seu" (deles) território. E o homicídio não deu nunca grandes resultados. No caso de Fidel, bastante vivo, graças a Deus, morreu primeiro o presidente (papista) que ordenara o assassinato. E morreu assassinado. Nos casos de Allende e dos generais Prats e Schneider, o assassino morreu coberto da ignomínia que lhe cabia. E não foi caso único. No caso do Sheik Ossama - flor acre da rebeldia, com fruto amargo - fizeram agora descer à terra fértil das almas a semente do martírio de um bravo. E as primeiras folhas despontam já. A escumalha das chancelarias de Islamabad não sai de casa, tremendo de pavor. E fazem bem. O pavor dos cobardes assenta-lhes perfeitamente. Para culminar o fim de semana de horror, a imunda escumalha papista desafia o mundo "beatificando" o Voitila de execranda memória. Insistem em fazer do Reino dos Céus um lugar pessimamente frequentado. Felizmente a decisão não é deles. Felizmente eles nem sacerdotes são e portanto a realidade sacramental não existe pura e simplesmente naquela corja. Voitila não é beato. Nem Escrivá é santo. Como não o são o execrando Domingos Guzmán, ou o infame Aloísio Stepinac, ou o odioso Kotsilovsky. Corja imunda a cujos restos mortais não deveria consentir-se sequer que conspurcassem, mais ainda, a terra que sofreu as suas tremendas vidas. Pois lá divulgaram a manifestação folclórica da "beatificação" do protector do padre Maciel, primeiro entre os demais "padres Macieis",fundador dos "legionários de Cristo", que sodomizava os seus seminaristas e, tendo casado sob identidade falsa, violou os próprios filhos desse pretenso casamento. O seu patrono era Voitila. Que muito o honrou. E também patrocinou Pinochet. Como a junta argentina, toda cheia de bons católicos a começar pelo canalha Tortolo que, estranhamente, ainda não canonizaram. E entre os resultados políticos do domínio de Voitila, conseguiu-se o feito extraordinário de extinguir o "pensamento católico" do qual não sobrou nem um vulto, nem um sucessor, quedando apenas uns tristes comentadores, ou nem isso. Serpentes que chegam ao topo da montanha rastejando e jamais voando. Extinguiu o "pensamento católico" com mais eficácia do que o teria feito qualquer adversário político do papismo. E nem isso nos compraz. O pensamento esquecido e proíbido nunca nos alegra. Às teses responde-se. (Agradecendo o bom debate, porque ele nos manterá afinados). Pois, segundo o sórdido velho Ratzinger, teria este monstruoso Voitila sido glorificado por Deus. O decrépito, sórdido e perversíssimo Voitila. Pôdre em vida. O chefe de uma "igreja" de sodomitas e violadores de crianças, seria pois um santo papista. É a nata que têm. E seguramente há a massa que lhe corresponda. (Olhai, como bom exemplo, a tugária que isto dejectou e em tudo merece a erradicação). Sinistro fim de semana, este. Dá bem a medida da dimensão moral dos poderes que se desmoronam. E felizmente desmoronam-se. A América Latina e a Ásia continuam a crescer. A Rússia continua a ser a estrada do mundo e a Peninsula Ibérica continua a ser a ponte entre o mundo latino americano que emerge e o centro do mundo que a Eurásia abriga. Está a morrer o mundo dos canalhas. Deus seja louvado.Vai morrer matando. Mas vai morrer. Chavez exigiu o fim destes terrores. E exigiu-o com toda a razão. A inutilidade destes terrores é apenas um sublinhado da sua infâmia. E não vale o preço. Nem para os infames.
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