
Sunday, June 15, 2008
De Reykjavik a Владивосток

Hamid Karzai
Hamid Karzai é uma figura mais simpática do que o papel que tem desempenhado. Poderia ser um homem de Estado, se ali houvesse tal coisa. Poderia ter dado um óptimo primeiro-ministro do Rei, mas o Rei recusou o papel de fantoche das forças de ocupação. (É frequente os reis terem algum respeito pelos seus povos). Karzai deve estar fatigado por ser presidente de uma ficção. E fez uma coisa estranha: ameaçou o Paquistão com a violação de fronteiras pelo “seu” exército (o “exército do Afeganistão”), como retaliação pelo santuário que o território tribal do Paquistão tem oferecido aos talibã. É difícil imaginar maior tolice. Primeiro porque naquele território mandam realmente os que lá estão. O exército do Paquistão só lá tem entrado no enquadramento de operações de vastas proporções mas de duração restrita e objectivos limitados. Karzai imagina, parece, poder fazer mais do que isso. Adiantará lembrar-lhe que perderá o que tem, sem ganhar o que quer? O território da FATA (Federally Administered Tribal Areas), como o nome o indica, tem um estranho estatuto, porque, como a história o ensina, logrou resistir a poderes mais significativos do que a ficção à qual preside Karzai. A imprensa dos países comprometidos na ocupação não deu até agora nenhuma importância ao que promete ser um verdadeiro desaire. Felizmente, a Al Jazeera existe. (Como tudo era diferente sem este admirável Emir). Agora Karzai ou cumpre, ou não cumpre. Em qualquer dos casos, Karzai mudou de fase. E a História desta ocupação militar também. EN ESPAÑA y PORTUGAL

Friday, June 13, 2008
CHEFE DA IGREJA CATÓLICA VISITA O VATICANO


Thursday, June 12, 2008
ADIAMENTO PRAGMÁTICO
Wednesday, June 11, 2008
Os "especialistas": crise em agravamento

Os “especialistas” puseram-se a pensar. E pretendem que a paralisação dos industriais e trabalhadores dos transportes rodoviários, não traduzindo embora “tecnicamente” um “lockout”, corresponderia materialmente a este (!?) e portanto “poderia” (!?) caber na proibição constitucional desta conduta. É comovente o esforço que ocasionalmente fazem para pensar, embora em regra o façam pelos piores motivos. Mas quando estes infelizes se põem a pensar, dá nisto. Querem uma desculpa para a intervenção violenta (policial, designadamente) mas não sabem qual haja de ser. Embora também se não veja que utilidade teria a intervenção violenta. Contra ordem não vê exactamente como haveria de forçar-se (materialmente falando) alguém a por em circulação os seus veículos de transporte. Podem arranjar-se soluções várias (desde a requisição, até à tipificação de novos ilícitos penais), mas mandar uma força de polícia forçar alguém a mandar conduzir os camiões, ou a conduzi-los… É, à partida, um fiasco grotesco. Aliás as cadeias já estão sobrelotadas. Vão prendê-los nos estádios, ou nas praças de toiros? De resto, há um detalhe elementar chamado liberdade contratual. Ninguém é obrigado a contratar. Nem nos transportes. É difícil resolver esta coisa, sim. Evidentemente não é impossível (esta coisa podia até nem ter começado). Mas Contra Ordem não tem responsabilidades formativas da corja. E fica-se a observar. Por ora. AQUECIMENTO


No território respira-se a acidez das situações pré-insurreccionais. E grande parte da explicação radica na conduta dos imbecis na direcção política do Estado. Se os pescadores fazem greve, logo um imbecil do governo se apressa a dizer que isso não terá relevância nenhuma. (É portanto preciso ser mais radical). Uma central sindical põe duzentas mil pessoas na rua e logo uma concertação de idiotas determina a ausência de notícia decente de tal evento (!), apesar de não haver memória de tais coisas desde o verão quente de 1975. Os empresários de camionagem e os camionistas recusam os abastecimentos e o aeroporto de Lisboa tem de ser abastecido sob escolta (!) enquanto, dois dias depois, o sistema de distribuição alimentar anuncia a iminência da ruptura de stocks (evidentemente, porque as reservas alimentares das cidades do território só aguentam três dias). Perante isto, os atrasados mentais do governo tratam a coisa como mera perturbação da ordem pública. (Obviamente, nenhuma das oposições com expressão parlamentar teria feito outra coisa). Ordem pública… Realmente houve já uma vítima da cobardia, porque um camionista decidiu não parar e passou por cima de um grevista e fê-lo, aos olhos de Contra Ordem, com a surda crueldade dos eunucos – coisa normal em satanarquia – que se apressa a gritar, na conhecida alternância da satisfação e medo, ter feito aquilo por “acidente”. Houve mais três feridos, por análogos acidentes. (A greve dos camionistas ameaça ter a mesma proporção de baixas que a guerra do Iraque). Mas o sistema de ensino também está à beira da ruptura. Como o sistema hospitalar e de saúde. A justiça está desorganizada para não funcionar e, alias, destruturada pela resistência gritante ao Direito Internacional dos Direitos do Homem. (O aparelho judicial é mero instrumento em condições de ferir qualquer homem em protesto quando isso possa ser conveniente e, portanto, também por aqui se exigindo o motim, única forma de tomar a palavra perante a recusa e perseguição da discussão). Todos os pequenos comerciantes são vítimas da ferocidade do fisco que lhes penhora arbitrariamente contas bancárias e estabelecimentos, ao ponto de ameaçar a regularidade da vida económica. As pseudo-oposições têm conexões de interesses e de família com o governo, motivo pelo qual o PS protege o líder da extrema direita parlamentar e este é irmão de um dos dirigentes da extrema esquerda parlamentar, enquanto os filhos dos velhotes do PS vão casando com as filhas dos velhotes do PSD e vice-versa, sendo uns e outros “instalados” em serviços públicos escandalosamente remunerados, depois de já os pais terem acumulado reformas de montante disparatadamente elevado. Os próprios hierarcas da Igreja dos pedómanos papistas (até estes) levantam a voz esganiçada mimetizando o protesto, não vá dar-se o caso de lhes virem a perguntar se protestaram. Muitas revoluções houve que começaram por muito menos. Não espanta que o território vá assumindo as cores de uma situação pré -insurreccional. Espanta que tenha demorado tanto. Os palermas contam com a conjunção de actividades circenses, para distrair "a plebe". Rock in Rio, Europeu de Futebol, “Santos Populares”, Jogos Olímpicos. Isso distrairá alguma coisa, pelos menos para aqueles cuja subsistência não esteja em risco imediato. Nunca será suficiente para salvar este verão. Aliás, a receita velha ensina “panem et circenses”. Só o circo, nunca chegou. Em nenhum momento. E também os protestos de rua têm efeito multiplicador. E a inteligência disponível manifesta-se em consonância. Sunday, June 1, 2008
PARVAGAL EM TEMPO DE VÉSPERAS

Saturday, May 31, 2008
LAS ESCUCHAS EN ESPAÑA

Wednesday, May 28, 2008
A NATO EM TREINOS
Monday, May 26, 2008
OUTRA EUROPA
Wednesday, May 21, 2008
PARVAGAL NEWS

Tuesday, May 20, 2008
Nasr Hamed Abou-Zeid
Monday, May 19, 2008
HRISTOS A ÎNVIAT!
Mons Iosif Pop, Metropolita Romeno da Europa Ocidental - que visita o território Português durante esta semana - presidirá à sagração e entronização do novo Bispo Romeno de Espanha e Portugal no próximo dia 25 em Madrid.
Mons. Timotei é o primeiro Bispo Romeno sagrado para o território, que todavia teve três bispos locais (portugueses) sagrados (e excomungados) pela Santa Igreja da Polónia de cuja metrópole ibero-americana só subsistem, hoje, o Brasil e a memória de Gabriel de Lisboa que, tendo abandonado este mundo como Bispo Canónico, foi o primeiro a liderar o regresso destas terras à Ortodoxia.
Também o Patriarcado Ecuménico sagrou já para a Península Ibérica o Bispo Policarpos cuja Cátedra pontifical está em Madrid. E em Madrid ficará o novo Bispo Romeno. Nem a Igreja Romena, nem qualquer outra Igreja Ortodoxa conseguiu até hoje construir um só templo em Lisboa, não obstante a persistência dos esforços. Se o país não quer, não tenha: governem os Bispos Ortodoxos a partir de Madrid. Subsista Lisboa como pequena cidade de província, até nisto.
ХРИСТОС ВОСКРЕСЕ!
A Santa Igreja Russa entronizou aos 18 de Maio o Primeiro Hierarca da Jurisdição de Fora das Fronteiras. O Santo Metropolita Hilárion de Sidney sucede assim ao Santo Metropolita Lauro obreiro da restauração da unidade da Igreja Russa.
Mnô Gaya Leta!
GREGOS, CLARO!
DIREITOS HUMANOS EM PORTUGAL
A ACED presidida pelo Prof. Doutor António Pedro Dores (professor de Sociologia e destacado militante dos Direitos Humanos em Portugal) publicou recentemente elementos documentais importantes.
O primeiro, no plano dos factos, dá conta de indícios suficientes de tortura de João Cipriano e Leonor Cipriano (familiares da Joana, criança desaparecida no Algarve e cujo rapto parece objectivamente protegido pela extorsão de confissão de homicídio sob tortura, pelos mesmos polícias que pretenderam hostilizar o casal MacCann e são arguidos em processo criminal por tortura e cumplicidade com a tortura). Marcos Aragão Correia e José Preto investigaram o caso e formalizaram relatório.
O segundo reporta-se ao tratamento dado a António Pedro Dores em razão das denúncias sobre a situação prisional e vem bem trabalhado na contestação criminal assinada por José Preto. O terceiro, reporta-se ao silêncio em torno da conferência de imprensa da ACED em Lagos (Algarve), tendo sido o tema da tortura ignorado pela imprensa portuguesa (só a TVE se interessou pelas questões de princípio).
Portugal, olhado do ponto de vista da prática institucional e da mentalidade dominante, está fora do espaço europeu de civilização.
Wednesday, May 14, 2008
Tadic negoceia

Monday, May 12, 2008
NOVA CRISE SÉRVIA

Pode impor-se a prostituição do Estado a um país, contra a maioria do seu povo?... Ainda que as vitórias tácticas possam representar derrotas estratégicas, a resposta provisória é afirmativa. Pode.
Tadic já declarou que Kostunica “nunca mais” será primeiro-ministro. Correu entretanto a demitir os altos quadros da Segurança Interna por temer pela própria vida, segundo tudo indica.
Quanto à vitalidade intelectual dos Sérvios, o Teatro Nacional de Belgrado mantém a sua presença de excepcional intensidade. Belgrado é uma das cidades mais inteligentes da Europa. E o Teatro Nacional levou agora à cena “A neurose Sexual dos nossos pais” de Lukas Barfuss, jovem autor. Um suíço nascido em
Simic, um poeta sérvio da América foi recentemente distinguido e é citado pela Santa Igreja Sérvia, em palavras que também hoje ecoam de modo estranho: “At least one crucified on every corner./The eyes of a mystic, a madman, murderer./They know it's truly for nothing,/The eyes do./ All the martyr's sufferings/On parade. Exalted mother of us all/Tending her bundles on the sidewalk, Speaking to each as if it were a holy child...”
O Semanário Sérvio, interessante presença editorial dos Sérvios em Espanha, publica a completa informação sobre as votações, cujos resultados são ainda provisórios.

