Wednesday, February 17, 2010

RATZINGER E A IRLANDA, O PAPISMO E O MUNDO

O execrando Ratzinger reúniu com os seus execrandos bispos irlandeses para “resolver” coisas sobre a execranda conduta da correspondente gente no Eire. Violação de crianças, claro, entre outras violações de direitos da infância. Veio dizer que ali há um problema de fé. Que novidade!... Isso já Montherland o tinha escrito há décadas. Isso já o Santo Patriarca Photius de Constantinopla o tinha notado há mais de mil anos. Quer "restaurar a credibilidade da igreja". Isso porém não parece possível. Entretanto, os bons velhos teutões estão com os nervos em franja ao aperceberem-se que o abuso verificado num colégio de jesuítas de Berlim está longe de ser caso isolado no país. Como sempre nestas coisas, a primeira leva de reacções papistas é a da cretinice mais descabelada e também aqui se não fugiu à regra, tendo o execrando bispo Mixa vindo dizer que isso da “culpa” da pederastia é da “revolução sexual” (vejam-me bem o imbecil) e também – acrescentou - da ressocialização como fim das penas no Direito Penal. Estará ele a falar de si próprio, em alguma medida? Sentia-se mais confortável com a repressão e a fogueira, parece. (A fogueira sempre permitiria queimar as vítimas). O idiota de Tenerife dizia que a culpa é das vítimas, como costumam dizer os violadores. Este acha que a culpa é da liberdade. Tivesse a ICAR conseguido manter as suas fogueirinhas e tudo seria diferente. E diferente seria, não há dúvida nenhuma. À parte isto, de Roma, como de Berlim e de Dublin, elevam-se execrandas declarações de execranda boa-vontade dos papistas. Isso visa, dizem, pagar. Mas não há preço que baste. E a única forma que teriam os execrandos papistas de se mostrarem úteis era extinguirem-se. Porque estes problemas, como sempre o temos dito, ou decorrem de um critério geral de recrutamento, ou decorrem de mecanismos gerais de perversão dos homens pela organização. Num ou noutro caso é a organização que deve ser colocada em posição de não poder repetir o que tem andado a fazer. Isso é questão a tratar pelos tribunais e pela cooperação judiciária internacional, claro. Mas também uma questão de política global. Trinta e cinco mil vítimas na Irlanda, por exemplo, sabendo nós que a maioria das vítimas não falará nunca, é coisa com um impacto social arrasador e provavelmente não apenas num país (a diáspora irlandesa é vasta). E quantas vítimas terá havido na tugária? E por que modo esse número (seguramente desproporcionado) contribuiu para fazer disto a terra de gente execranda que isto inquestionavelmente é?... A imunda organização actual do papismo deve ser extinta. A falência é forma de extinção tão boa como qualquer outra. É preciso extinguir aquilo.

Barroso e Constâncio: orgulho da tugária

A tugária exporta serventuários. Quem diria que a produção de gente abaixo de todas as classificações poderia ser rentável? Depois de Barroso, Constâncio. Na tugária a classe dominante não se incomoda em descer às tarefas de estado, entrega-as a sócios comanditários. O filho do caseiro. O filho do contínuo. O filho do polícia. O filho do gasolineiro. Não há exemplo na Europa de uma tão grande falta de respeito pela dignidade do estado. O filho do Marquês vem à direcção da Direita Espanhola, o senhor d’Estaing e o príncipe Poniatowsky vieram à direita francesa. O herdeiro da coroa imperial da Áustria (ele próprio) veio à direcção da direita alemã. Já o labrego tuga se dispensa disso. Enriquecido pelo esclavagismo tardio do estatuto do indigenato, pela venda de toneladas de feijão pôdre ao exército, ou simplesmente pela decisão política de Salazar que o mandou fazer bancos, o labrego pensa (“honestamente”) que pode “contratar” o governo à sombra do qual viverá. (Nem sequer se importando que surjam outros como ele, como os Loureiros plantados de estaca por Cavaco).E assim a tugária produziu este fenómeno único de àvidos e mediocres sopeiros graduados. O clero papista – sodomizando-os desde a mais tenra infância – enraízou neles uma ideia da humildade, da confidencialidade e da funcional ausência de limites do poder. Os mais republicanos terão suportado, em vez do senhor padre cura, um qualquer venerável com gostos análogos e cara parecida. (É menos repugnante a cara de Ferro Rodrigues que a de Policarpo?)... Sabem obedecer. Jamais saberão mandar, mas sabem matar, constranger e, sobretudo, sabem ignorar. Não se esperaria que tivessem alguma utilidade para alguma outra coisa, ou para mais alguém. Mas ei-la. Os membros do Directório de Estados da Europa não desdenham o emprego destes pobres diabos, imprestáveis para tudo a não ser para isso que os contratam. O Directório de Estados não precisa de dispersar os seus quadros. Nem de se incomodar demais com uma Europa onde o controlo das instituições pode ser telecomandado ou delegado em gente muito obediente. Os subalternos tratarão disso. Vindo até de estados vassalos. Estados falhados. Protectorados potenciais. E só há um estado capaz de integrar tal tipologia com radical perfeição: a tugária. E quem melhor na tugária para supervisionar o sistema financeiro europeu do que o serventuário com as provas de ter falhado em tudo na supervisão do sistema financeiro autóctone?

Sunday, February 14, 2010

A IMPRENSA E A JUSTIÇA

Granadeiro, mignon do Arcebispo de Évora, alcandorado a alturas com as quais nunca sonhara, sente-se encornado. Saberá reconhecer quanto sente por não ser a primeira vez. E di-lo a rir-se, como os mansos. Tudo conforme. Mas neste alarme da gente (sobretudo de direita) perante a tentativa de controlo da comunicação social pelo primeiro-ministro, há coisas a serem esquecidas. A primeira das quais é que a comunicação social já está sob controle e que, portanto, um tal projecto seria um desalojamento de parte dos controlos actuais. Isso não seria em si próprio nem mais nem menos negativo que a situação presente. Depois era importante ver quais são os mecanismos do actual controlo e isso é fácil, por serem coisas do mais bacoco que há. A concentração de títulos e a titularidade do capital social das respectivas sociedades é alguma coisa, mas definitivamente não é tudo. Também há a “concentração de jornalistas”. Uma escola como a Católica pode dar títulos aos jornalistas “professor universitário” por exemplo e simultaneamente dá-lhes uns cobres a ganhar, propicia-lhes umas exibições e, evidentemente, tem a boa vontade editorial da equipa liderada por eles. A “universidade independente” era um desses casos. A “moderna” tinha-o sido, também. A “universidade católica” nunca deixou de o ser. A “universidade lusófona” vai-o sendo à sua escala. São mecanismos permanentes de distorção. Mas ainda há outros. Que vão da “press list” da embaixada americana, a todas as “press lists” concebíveis. E há o desvirtuamento infinito introduzido pelas agências de publicidade, porque o negócio da “imprensa portuguesa” (compreendendo o audiovisual) não são as notícias, nem a análise, nem a autoridade intelectual - ou a prospectiva - da opinião pessoal, nem sequer a mobilização da opinião pública, que de resto a imprensa simplesmente não mobiliza, ao menos aqui. Um bom trabalho jornalístico seria investigar a corrupção na imprensa (que vai desde a encomenda de silêncios e escândalos à publicidade não autorizada, passando pela concorrência desleal). O negócio da imprensa é a publicidade. Os jornalistas são funcionários que recortam e colam coisas das agências noticiosas e dão eco a um ou outro escândalo emergente das frequentes zangas entre a gente rasca que lhes controla os pontos e os teclados, sempre em risco perante um sistema judiciário que, ainda assim, encontra motivo para perseguir jornalistas e efectivamente os persegue em violação evidente do art. º 46º da CEDH. Mas globalmente, são mais as coisas que a imprensa portuguesa cala do que aquelas das quais pode ou quer falar. O negócio da imprensa é a publicidade, porque o negócio da imprensa é o do sistema político. E por isso a imprensa partilha do seu desprestigio. Como “a justiça”. Todos têm um estigma comum: a escandalosa restrição do léxico, a insuficiência no manejo da Língua, a circunstância de falarem muitas vezes do que não sabem e portanto, nada terem a dizer que mereça ser lido ou ouvido, a não ser às vezes, como anedota (e isto desde o discurso parlamentar, à notícia de jornal, passando pelos acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça). O primeiro-ministro quis fazer alguma coisa disto, ou nisto em quanto respeita à imprensa? Eventualmente sim. Qual é a diferença? Eliminaria uns agentes de outros. Eventualmente sim. As sequelas organizacionais da casa do sino enxofram-se com o Grande Oriente e fazem rebentar em cima da gente deste todos os escândalos que conhecem. E este gostaria de tirar dali os agentes daquelas coisas. Por nós, podem tirar-se uns aos outros de todo o lado. Daqui virá algum progresso se - e apenas se – com isto se conseguir uma redução substancial dos funcionários prostituídos do jornalismo autóctone. Ainda assim há os canalhas do papismo (que não deviam ser esquecidos e vão sobrevivendo a estas periódicas tentativas de razia). A recente questão do Sol tem alguma graça, em todo o caso. Mas só porque José António Saraiva é, nisto, um fenómeno atípico. Seja como for, os melhores em distribuição no território continuam a ser o El Mundo e o El País. As melhores estações de televisão continuam a ser a France 24, a TV5, a BBC e a CNN. E o melhor modo de suprir as lacunas de informação é a Net. E a Liberdade de imprensa em Portugal, como qualquer outra forma de liberdade de palavra, só poderia ser atingida com o estabelecimento de organismos de informação e debate fora das fronteiras. Nem os advogados têm já, ou podem ter, palavra livre nos tribunais.

Friday, February 12, 2010

BELO NÍVEL

A ordem dos advogados da tugária tem gente assim nos conselhos distritais. E nos de deontologia. E de alguma coisa hão-de ser representativos, uma vez que são eleitos. (Deus saberá a troco de quê e com o dinheiro de quem a pagar-lhes as campanhas). Verdadeiros alarves. Umas vezes esquivando-se por cobardia. Outras apostando na violência. Agora imagine-se o que pode fazer um homem normal com gentalha desta como “decisores disciplinares”. Se esta gente tem estatuto de advogado, os homens normais não o podem ter. De certeza.

Ele que pague as próprias contas

A National Secular Society entrou em cruzada contra a visita de Ratzinger ao Reino Unido. O homem pode lá ir, claro, visitar aquela gente que eventualmente o siga. Mas já serem fundos públicos a pagar isso é outra questão. O Reino Unido tem mais que fazer ao dinheiro. “Façam o Papa pagar” é o título da campanha contra a visita programada para Setembro. Vai haver manifestações públicas e seria bom que gentes de toda a Europa fossem lá solidarizar-se com a National Secular Society. O homem que pague as viagens próprias como toda a gente. Há crise, ou não? Mesmo que não houvesse crise, haveria certamente melhor destino para vinte milhões de euros. Ter aquele emplastro ali, já é incómodo. Ter que largar duas dezenas de milhões ainda por cima, é francamente excessivo. É assim mesmo. Apoiado. Ele que pague ou vá a nado.

O SOL, O ALVES, O NASCIMENTO E A JUDITE

O Sol esteve-se nas tintas para a decisão judicial que lhe vedava a publicação do que pretendia publicar. Isso está globalmente certo neste caso. O tribunal não pode atravessar-se nestes domínios e nestes termos, embora possa discutir e decidir, a posteriori, a publicação como conduta lesiva. Não incumbe a um tribunal travar o debate político. Isso é impensável. Mas como eles não pensam, nada do que é impensável os impressiona. Se o tribunal intervém no debate politico, deve ter uma réplica nesse plano. E assim sendo, o Sol reagiu bem. Era agora questão de resistir à tentação das espertezas do Rogério Alves, a sugerir que o Sol não foi notificado. Ele que use essas espertezas no gang que lhe pagou para controlar a Ordem dos Advogados, ainda cheia com a escumalha que ele lá plantou. É preciso estarmos à altura das decisões próprias. Pelo menos isso. O Sol não deveria prescindir da nobreza da posição tomada em favor de um truque pardo, congeminado no cérebro de um animal rastejante. Entretanto, Noronha do Nascimento, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, veio dar uma entrevista à D. Judite – antiga docente da independente- e aquilo foi um doloroso momento de verdade. Mostrou-se homem desprovido de qualquer elevação, de qualquer educação, de qualquer noção do que quer que seja, cheio de trejeitos e tiques de gente rasca, mas, não obstante, cheio de si, sendo certo que é tão pequeno que a mais pequena coisa poderia enche-lo em qualquer circunstância e, portanto, seria escusado enchê-lo com a presidência do STJ. A personagem não tem nada dentro da cabeça. Perguntado quanto à posição da opinião pública relativamente à sua decisão, disse que há coisas que as pessoas com experiência decidem melhor do que as que a não têm. Mas se o argumento da experiência fosse absoluto, teria sido escusada a Revolução Francesa. Ninguém tinha mais experiência de Estado que o Rei e, assim sendo, Noronha do Nascimento estaria então e ainda hoje servindo na gleba, onde porventura se notariam menos a sua grosseria e a sua estupidez. A resposta evidente seria que as tarefas da opinião pública não são as do Supremo Tribunal de Justiça. E não são. Mas a evidência para esta gente é dolorosa. Fogem das evidências com medo de se verem a si próprios. Ficou-se então pela experiência. Um pouco como quem diz que o burro na montanha vê mais que o cavalo na planície. Isso é globalmente verdade, claro. A menos que o burro seja cego. E esse parece ser o caso.

Thursday, February 11, 2010

A Tugária, as escutas, a censura e os tribunais como polícia política

O Sol foi parado (por providência cautelar) para não continuar a publicar as escutas. Não se sabe ainda se sairá a edição de amanhã. Temos algumas observações a fazer. 1º É uma loucura imaginar que se pode fazer um investimento - com segurança mínima - num órgão de imprensa sediado na tugária. É evidente que a liberdade de imprensa só pode ser assegurada com publicações sediadas fora do território. É, por isso, igualmente evidente que uma tal prática merece ser levada ao Tribunal de Justiça da União Europeia a ver se isto acaba de vez. 2º Não se faz esta gestão de uma coisa destas, o jornal não pode fazer a publicação de tal coisa por episódios a menos que pretenda transformar estes incidentes em propaganda própria (e não é má propaganda, por acaso). 3º O facto de um tribunal fazer uma coisa destas significa que o juiz não faz a menor ideia do que anda a fazer. Na verdade, uma coisa é que o STJ tenha declarado que o produto das escutas era irrelevante para o processo criminal e que, em conformidade, as escutas devessem ser destruídas, no fim do processo, como diz a a lei, se nenhum interesse de peso maior a isso se opuser. 4º E na verdade há interesse maior em oposição. Antes de mais, a fiscalização política da actividade do governo. E depois, a História Política do país. Nem os tribunais são donos da História. Não faltaria mais nada que ser um tribunal a dizer o que as gerações futuras têm, ou não têm, o direito de saber quanto à história política do país. São as gerações futuras quem julga o direito das presentes e não o contrário. 5º No plano do debate político, sempre se dirá que não há nada mais patético que ver o execrando Moniz a bramar pela liberdade de imprensa diante do execrando Sócrates. Convém não perder a noção das proporções. Os monstros podem achar-se preferíveis uns aos outros. Mas nós não temos de escolher entre monstros. Teremos sido claros?

Barroso: excesso de lastro para o Euro

No dia seguinte ao da validação parlamentar da Comissão Europeia – com a vitória dos hipócritas, como gritou Cohn-Bendit - o Euro continuou a cair. Não obstante, Bruxelas anunciou que apoiaria a Grécia. Mas este é um outro problema. Que credibilidade tem a pardacenta gente de Bruxelas face aos mercados? Que podem os investidores esperar de funcionários? Que pode ser o execrando Barroso senão um funcionário?... A Europa precisa de um governo económico, diz-se. Talvez. A existência de um governo económico da Europa, ou da simples consciência dos deveres políticos gerais dos organismos políticos centrais, poderia Não ter sequer permitido a eclosão da crise Grega. Bastaria uma imposição política suficientemente enérgica – no plano das relações internacionais - para dispensar a Grécia de gastar 4% do pib em despesas militares face ao risco permanente que para ela significa a agressividade da Turquia. Cohn-Bendit fê-lo notar e com razão. Mas isso exigiria alguém com dois dedos de testa na Comissão Europeia. Ao invés disso há apenas o chorrilho de banalidades do funcionário Barroso. Um funcionário de merda. Com a merdices de sempre. Uma criatura de décimo plano. Porque nenhum homem de primeiro plano aceita viver a subalternidade que para Barroso é brilho bastante. E o semelhante gera o semelhante. Há coisas que não podem nunca ser melhores do que os homens que as fazem.

A merda do funcionário de merda (que é sempre a mesma)

É a primeira vez desde há muitos anos que se verifica um despejo em França em pleno Inverno. O Abbé Pierre conseguiu provocar, há muitas décadas atrás, uma comoção geral ao anunciar ao país que havia encontrado uma velha, moribunda, na rua, segurando na mão, ainda, enquanto morria de frio, a ordem judicial de despejo. E isso nunca mais voltou a ocorrer desde então. Não há despejos no Inverno. Melhor, não havia. Porque há sempre uma besta de um funcionário capaz de fazer recuar num segundo – por simples conveniência do seu horáriozinho - vários séculos de aquisições da generosidade, ou da simples noção das proporções. Este funcionário é evidentemente um homem banal. E essa banalidade é exactamente o que há de mal nisso e nele. Este monstrozinho não precisa de formação nenhuma. Não é preciso fazê-lo compreender nada. Basta impedi-lo de fazer barbaridades destas. Ele não precisa de formação. Precisa de hierarquia. E convém que o hierarca traga uma chibata de montar na mão. O funcionário (aquela merda de gente) veio dizer, justificando a medida (administrativa), que o edifício estava muito degradado havia anos. Portanto já o estaria na Primavera passada, não? Que coisa os impediu de fazer isto nessa altura? As organizações cívicas e militantes de solidariedade não se lembraram de pedir uma suspensão de eficácia do acto administrativo. E pronto. O funcionário foi dormir para casa. E os miseráveis que se alojavam no pardieiro (havia anos, sim) ficaram no meio de um nevão. Que coisa faremos ao funcionário? Esfregamos-lhe o focinho na neve, para o acordar?

Tuesday, February 9, 2010

RATZINGER CONDENA

Voijtila exigia ainda a obediência a Groer ao horrorizado laicado austríaco. Corria o ano de 1995. Mas os austríacos forçaram a resignação. Foi o inicio da lenta viragem. Ratzinger foi responsável, nesta época, pela instrução geral de silêncio protegendo a pedoclastia na mais repulsiva forma de violação de crianças e trabalho forçado de menores desvalidos privados até de escola. Os mesmos problemas em todo o mundo. Onde há corja papista, estes fenómenos estão enraizados. É o papismo que deixa tal gente em tão deplorável estado, ou o recrutamento desta gente decorre da matriz geral de selecção? Tanto dá. Há dias, a única estrutura que preservava ainda a respeitabilidade foi envolvida num escândalo peculiar. Jesuítas, elite educadora de elites, violavam jovens adolescentes num colégio alemão de elite. Estranhíssimo. Inaudito. Membros da elite alemã violentamente sodomizados desde amais precoce infância, é chocante. Imaginamos os tugas nesses preparos. Com facilidade, aliás. A gente olha-lhes para as caras e, realmente, só pode ser isso. Isso explica muita aliança na tugária desde o humanista Teixeira Gomes ao cardeal Policarpo vão vastas as coincidências de gostos e práticas. E tudo lhes está nas ventas. Escarradinho. Mas isso entre os alemães era inimaginável. Esperemos que a Alemanha trate disso. E que trate disso à alemã. Pois agora, visando a Irlanda o Ratzinger decide “condenar” a pedoclastia e ao invés de assumir isso como característica da estrutura que comanda, vem com a treta em cujos termos “alguns homens” (homens?)... E alguns homens mas em todo o lado do mundo, cobertos por todos os outros homens da estrutura até que a situação se tornou insustentável?... Pois sim velho repugnante, condena, condena, mas os termos da tua condenação caem sobre ti. Os pedoclastas caem, sim. Mas porque haveriam de cair sem ti, criatura repulsiva? E quando falarás tu da imunda tugária e dos horrores que aqui ocorreram e ocorrem com os da tua corja?

Monday, February 8, 2010

CAVACO DE BOLIQUEIME E SÒCRATES DE MASSADA

Chamarás lei à coerção com a qual te impões aos teus inimigos, de molde a que sofram a tua vontade. Chamarás liberdade de informação à actuação dos canais pelos quais exigirás ouvir dos teus inimigos a conformação à tua vontade, sob a forma de dor, ou sujeição. Escreverás até sujeição na lei. Chamarás justiça ao aparelho de serventuários que reputarás sagrado e a quem incumbes da fixação punitiva e definitiva, da imagem dos teus inimigos diante do povo, quanto a quem a pobreza e o crédito asseguram o medo e a submissão, sem necessidade de maior terror. Chamarás imunidade, privilégio ou irresponsabilidade, conforme os casos, ao estatuto dos teus serventuários pelo qual lhes permitirás traficar em prol dos seus apetites e por modo tão repugnante para a moral subsistente que por nenhuma forma lhes passe pela cabeça qualquer vontade pessoal acima das questões próprias dos seus ventres. Às aflições consentirás o apelo a Deus, desde que os sacerdotes sejam pedoclastas e tão sórdidos como quaisquer serventuários teus. Mas organizarás o laicismo em maçonarias que o sejam também de traficantes de tudo. Não consentirás nenhuma normalidade de ânimo em qualquer ponto do teu horizonte político ou pessoal. Falarás apenas de lei, ordem, segurança, estabilidade, crise, retoma, desenvolvimento. E de ti próprio. Isto dito, Satanael calou-se sorrindo diante da perversão obtida. E ali os temos. Cavaco. Sócrates. Portas. Policarpo. E os seus sicários, sequazes e fâmulos. À sua interação chama-se "situação política".

ELEIÇÕES UCRANIANAS

Durante seis anos, a CIA impôs uma crise à Ucrânia sem lograr impor a solução dela. Apoiou-se na minoria de origem polaca da Ucrânia, nas nostalgias do independentismo germanófilo (alinhadamente nazi e oferecido ao oportunismo papista como uniata) bem como nas aspirações autocefalistas dos Ortodoxos dissidentes do Arcebispo Mtzlav (radicado no Canadá com uma comunidade ucraniana brilhante que o Patriarca Ecuménico não desdenhou de receber sob o seu Omofórion). Em reforço pôde ainda usar a decepção do Metropolita Filaret de Kiev, locum tenens do trono patriarcal reduzido ao estado laico e cujo clero, evidentemente, não aceitou tal solução. Os vectores de Mtzlav e Filaret acabaram por, no decesso do primeiro, ponderar a organização comum sob a mitra do segundo, mas a isso obstou Bartolomeu I. Todavia ninguém logrou convencer a maioria do laicado que permaneceu fiel ao Cânone. Foi a mesma história. Não lograram a vitória, mas impuseram o cisma. A pseudo-revolução laranja fez-se destas coisas. E a desorganização que se lhe seguiu teve apenas a (imensa) vantagem de impor uma liberdade de palavra à prova de bala com alguns reflexos (muito) positivos na liberdade de imprensa à qual, evidentemente, não faltou matéria de protesto. A menina das tranças pôde exibir durante seis anos os seus talentos, que de resto virou com razoável eficácia contra o aliado da véspera hoje reduzido ao desprezo dos seus compatriotas. Chegou agora o momento de ser realista. A Ucrânia está partida em duas, mas sempre o esteve. Já no reinado de Catarina II estava partida em duas. No essencial. Stalin não facilitou as coisas, com sua visão dos direitos da vitória, instalando a Ucrânia sobre território historicamente polaco e retirando à Moldávia um braço do delta do Danúbio que também deu à Ucrânia. Essas coisas têm consequências. Mesmo que os greco-católicos sejam tão detestados pelos polacos como pelos outros ucranianos. E são. Revelaram-se um (comparativamente pequeno) vector de resistência ao domínio russo. Mas os ortodoxos são um (comparativamente esmagador) vector de resistência ao domínio polaco e ao uniatismo. Têm um campeão comum: Bogdan Kmelnitsky. A liberdade religiosa da Ortodoxia assentou, contra Sigesmundo Vasa, na bravura indomável dos sabres cossacos. A Ucrânia Oriental não esquece que é russa e, aliás, a primeira Rússia. E mostra-se inamovível. Constante. Clara. Terá desenvolvido entretanto interesses económicos próprios. Porventura mesmo, interesses políticos próprios. Mas nenhum dos seus caminhos pode coincidir com o deplorável carnaval ao qual aquela grande terra foi condenada neste período. A menina das tranças ameaça vir para a rua. Mas para a rua ela já foi. É uma mulher da rua, aliás, e em mais de um sentido, infelizmente. Mas a rua já lhe deu o que tinha a dar. E vice-versa. Agora é o momento da Ucrânia fazer o seu caminho na unidade cultural que é a sua. Com as proximidades naturais. E a força que lograr readquirir. A União Europeia começará a fugir dela como o diabo da cruz. A NATO não vai querer sequer ouvir falar nela. Moscovo tem – entre alguns motivos de lamento- razões para rir a bandeiras despregadas. Era muito interessante ver a terra histórica, onde todas as Rússias se fundaram, integrada na União Europeia. Era uma bela cunha. Sobretudo considerando que o futuro das unidades europeias não pode deixar de ser Eurasiático. Os homens da NATO vão ter de pensar, também eles, noutras formas de emprego. E possa essa reflexão ser mais feliz do que o foi até agora.

Sunday, February 7, 2010

Eleições na Ucrânia

Quebra da moeda em 50% nos últimos dois anos, 10% de inflacção não obstante o congelamento geral dos preços, desabamento do pib cuja quebra foi de 14%, são os resultados obtidos em dois anos de governo da nininha das trancinhas, Ioulia Timochenko, adolescente eterna no limar dos cinquenta anos. Conseguiu, por outro lado, ter algum juízo quanto à crise georgiana e logrou mesmo ser (bem) recebida em Moscovo, capital pela qual mantinha ressentimentos aparentemente evanescentes. Os russos olham a Ucrânia de dois modos: terra mãe, no discurso do Santo Patriarca de Moscovo e todas as Rússias, ou “um país a custo” no realismo atento do Kremlin, mesclado de indulgencia e desdém. Viktor Ianoukovitch apresenta alguns aspectos em comum com a nininha das tranças. Ambos passaram pela cadeia, ela por corrupção em 2001 e ele, bem mais cedo, por uma questão de costumes que usa designar como “erro de juventude”. Nenhum deles tem programa que se veja. Do ponto de vista da segurança jurídica o país vive em regime próximo da tugária, onde a lei se faz para que o teu inimigo a cumpra, ou melhor dizendo, a sofra. Isto é mais interessante do que parece, porque se a boa educação ensina a que nos façamos leves para os outros, não deixam de ser interessantes estes estados de alarves (na tugária eles existem sob a forma vulgar de homens-kavako) onde a lei lhes serve para se fazerem tão pesadamente odiosos quanto o consigam. Enfim... A Timochenko tem sido descrita como completamente destituida de convicções ou escrúpulos, como é frequente nas personalidades fragilizadas senão adoecidas em regimes autoritários. Apresenta-se dotada de inteligência razoável. Parece impossível de aconselhar. E mantém, dizem os diplomatas, uma aptidão para mentir capaz de ruborizar qualquer velho sodomita dos paços do Vaticano. Possa S. Vladimir de Kiev, cuja memória hoje comemoramos, interceder pela dignidade e liberdade do seu povo. As eleições ucranianas terão lugar no Domingo do Filho Pródigo. Sete de Fevereiro. E não há dúvida que a Ucrânia está já a comer com os porcos. É talvez o momento de voltar ao convívio dos seus.

Friday, February 5, 2010

RETEMPERANTE PERFUME DA DESGRAÇA

O forte e retemperante perfume da desgraça paira sobre a Europa ocidental com os primeiros raios de sol. É o momento de pagar as tolices onde se cantava a inferioridade da Europa do Sul. Os investidores levaram a sério tais tolices e na dúvida quanto à capacidade da Europa do Sul pagar os seus deficits, o euro precipita-se. E a União abana. Porque abana a união monetária, entenda-se. Pensemos por um instante nos efeitos benéficos para os tugas da sua exclusão do espaço euro. A moeda cairia por dez no dia seguinte. E os sindicatos da função pública - por cujas cabeças não passa sequer a solução irlandesa de pôr toda a administração pública a ganhar metade – teriam então a surpresa de descobrir os seus membros a ganhar um décimo do que ganham hoje. Um décimo do que ganhavam ainda na véspera. Os sindicatos têm alguma razão (embora não toda) a ganhar metade anda aqui toda a gente desde sempre. É a usura como lei do lugar. Mas e agora, com a perspectiva de ganhar um décimo da metade?... Agora devia ser – ou nem assim será? - a rebelião. O ideal seria a revolução, mas é duvidoso que tanto cretino tão lasso consiga ir tão longe. De resto eles querem quem os proteja e não propriamente assumir o governo de aspirações comuns. Porque à beira da desgraça os corações se elevam, do discurso de sobranceria relativamente à Grécia, passámos já a ouvir o panegírico de Papandréu. O homem de quem tudo depende. (Que exagerados). Mas é seguramente um homem. E dele não dependerá tudo, embora dependa alguma coisa. (Outras coisas dependem de metades de homem, ou homens-kavako). Nós os gregos sempre achámos que o homem providencial haveria de nascer na Santa Hélade. Notámos o estatuto (ou falta dele) de” pedra desprezada” na construção. Mas também isso nos é familiar. Há uma velha história assim, no legado cultural comum. Talvez Papandréu salve a união monetária. E talvez não. E quem nos dirá quanto sente Papandréu ao olhar o corrupto labrego (papista) da tugária?

Thursday, February 4, 2010

GRÉCIA EM QUASE-TUTELA, TUGÁRIA EM PROTECTORADO?

A Grécia apresentou – com garbo, senão altivez e com clara ambição – o seu plano de recuperação do deficit orçamental. Deixou claro que não precisa de apoio financeiro da UE para a concretização do plano que a Comissão olha como “ambicioso, mas realizável”. Todavia foi colocada mais do que sob observação directa, sob uma quase tutela dos burocratas da União. Há aqui problemas. O primeiro resulta de uma relação turbulenta com a Grécia porque os romoi, os que contam, sempre foram pouco entusiastas relativamente a algumas referências da Europa ocidental e central, a saber: são alérgicos ao papismo e naturalmente avessos ao (vago) antipapismo que representam as obediências maçónicas ainda dignas desse nome (as que não são dignas desse nome traduzem meras máfias). Para eles a Europa ocidental é uma colecção sem interesse de bárbaros e saqueadores. Recebem da Europa ocidental pouca indulgência. E quase nunca estão de acordo seja com o que for. Os burocratas de Bruxelas (nunca houve burocracia inteligente, porque as funções da burocracia não são as da inteligência) ainda não perceberam exactamente com quem se estão a meter. E menos ainda se aperceberam das implicações do que estão a fazer. A Grécia cumprirá o programa. Olhará para os seus irmãos ortodoxos dos Balcãs e seguirá atentamente o chorrilho de desconsiderações e barbaridades às quais são submetidos. A Roménia, a grande Roménia - irmã maior dos países balcânicos - é violentamente insultada, ainda sem reagir. A Sérvia foi alvo do mais criminoso culturicídio de que há memória desde 39-45. A Bulgária, a doce Bulgária, é tratada como lugar de gente intelectualmente menor. Tudo se reúne, portanto, para que os quatro grandes marginalizados passem a agir em conjunto -uma vez que têm evidentemente todos os problemas em comum - e, enfim, entendam que uma frente balcânica comum, porventura mesmo, uma Confederação dos Estados dos Balcãs bem apoiada numa boa relação com os Estados Eslavos e os Estados Árabes, é a única solução para deixar os Estados da Europa Ocidental no seu lugar. (Lugar muito mais pequeno do que imaginam). Em todo o caso, a Grécia, a Roménia, a Bulgária, a Sérvia (como a Macedónia, o Montenegro e a República Serbska) estão muito mais à frente do que se imaginam. E no desfavor de que são alvo, há mais brilho político do que actualmente suspeita quem dirige circunstancialmente essas nações de grandes povos. É um brilho genuína e intensamente europeu. Isento das disfunções do papismo e das reacções que suscitou. Como dos preços de uma e outra coisa. A novidade que se espera na cena europeia, virá provavelmente pelas suas mãos. A Grécia será pois colocada quanto à vida financeira numa quase tutela. Os outros seguir-se-lhe-ão. Mas quanto à imunda tugária - comparativamente falando - é preciso notar que só o estatuto de protectorado pode salvar, nesse território, a pouca gente normal que aí vive ainda e almeja a intervenção externa capaz de pôr fim ao terror do nacional-catolicismo e de o devolver aos esgotos. Porque a metafísica católica do Estado vai sempre dar – nunca repararam? – ao esgoto. O sagrado na sua teologia política serve apenas para proteger de toda a crítica aquilo que eles são e isso que são é inenarrável, embora eles o confessem nas câmaras de horrores em que os seus templos se consubstanciam (para não falar já nas sacristias). Não espantam as taras onde até há uma metafísica da tara, uma moral que cristaliza as taras e uma disciplina de silêncios protectores que visa legitimar todas as censuras e abriga todas as cumplicidades concebíveis. O primeiro problema na tugária é o papismo. É preciso extirpá-lo. Para que a vida volte ao seu curso. E à fidelidade natural ao Projecto Divino da Criação. E para um tal arcaísmo pode bem haver uma solução arcaica. Um despotismo libertador, como no iluminismo? Não há tempo para gerar um tal príncipe. Um regime de protectorado bastará. Uma contenção burocrática do papismo em ordem à redução drástica do seu desproporcionado e dispendioso peso. Com remessa a tribunal criminal das multidões de tarados que delinquiram. Uma barreira burocrática com protecções automatizadas das liberdades civis. Uma perseguição policial da corrupção - talvez com quadros europeus - em ordem à correspondente recuperação de fundos. E, evidentemente, uma Faculdade de Direito propriamente dita, com a remessa para antologias cómicas do que os pretensos juristas locais têm escrevinhado. Escrevinhado, sublinhemos, no mais cretino clima de elogio recíproco e na mais evidente protecção recíproca de todas as inépcias.

Wednesday, February 3, 2010

MINISTROS COMPADREANDO

Pode a corja do governo juntar-se com jornalistas num restaurante e falar em alta voz de um qualquer cidadão – que identificam - como se a vida quotidiana desse cidadão fosse um problema? Pode isto ser assim? Na tugária tudo pode ser assim. É um pouco como os desembargadeiros no restaurante a discutirem em voz alta processos pendentes da (sua) decisão, ou a falarem mal dos colegas ausentes. Também não pode ser assim. Mas é. A primeira pergunta, a mais espontânea, visaria saber a que esgoto foram buscar tal escumalha. De que buraco saiu isto? É evidente que qualquer cidadão identificadamente discutido nestes termos por ministros tugas se sente fundadamente em risco. Igualmente evidente que se trata de risco tuga, trazendo, portanto e por isso, o grotesco à mistura. A partir daqui, tudo depende da posição pessoal da vítima face ao grotesco. Numa primeira hipótese, o grotesco é olhado como produto da fantasia de um péssimo gosto e então pega-se numa folha de papel e escreve-se ao ministro beirão dizendo-lhe, à moda da Beira, que para a próxima se lhe enche a bocarra de caralhetes para que, no futuro, a recordação do incidente o ajude a pensar no que diz, antes de dizer. Outra hipótese, igualmente plausível, é o cidadão assustar-se com os monstros. É legítimo ter medo dos monstros. Sobretudo na terra deles. Terceira possibilidade é o homem contar a história tal como a conheceu, tal como lha contaram. Foi o que fez Mário Crespo. E o Jornal de Notícias não deixou. E o Director de Informação da SIC até veio dizer que a história não era bem assim. Mas saber como foi a história é irrelevante. É inútil dizer que os ministros não disseram exactamente quanto foi relatado. Relevante é que deviam ter as matracas no saco quanto a tais questões, sobretudo insistindo eles, como insistem, que isto ainda não chegou à Madeira. E que fazem os ministros em alegre promiscuidade com jornalistas (embora não com o jornalista visado) a grasnar quanto a tais coisas? Isto ninguém ainda o esclareceu. E o Mário Crespo não conseguiu publicar a história. Embora toda a gente a conheça já. Que fazer?... Há uma reacção para qual estamos sempre a tempo. É editar um jornal em português distribuindo-o a partir da Galiza. Ou de Badajoz. Ou de Huelva. Ou passar a escrever num jornal espanhol. Isso parece fácil. E de Espanha, num jornal em português, pode-se dizer aos ministros que à próxima lhes encheremos as bocarras de caralhetes (que assim o beirão entende) para que, no futuro, a recordação do incidente os ajude a pensar no que dizem, antes de o dizerem. E a corja dos desembargadeiros poderá então discutir o que quiser, onde quiser, que isto não discutirá de certeza a não ser no estatuto de inculpados num Tribunal da Coroa de Espanha.

Sunday, January 24, 2010

IRENEU, PATRIARCA DOS SÉRVIOS, GUARDIÃO DO TRONO DO PATRIARCADO DE PEC

Que o trono de Lázar, Tsar Serbski, permaneça firme nos corações dos seus cavaleiros e a poesia de Stefan Lazarovic ao alcance de todos os olhares. "Cinge a tua espada ó bravo, caminha na glória e na majestade, cavalga pela causa da verdade da piedade e da justiça, maneja o arco porque ele faz temível a tua dextra", eternamente agora e sempre e pelos séculos dos séculos, amén! "O Senhor colocou sobre a tua cabeça uma coroa de pedras preciosas, tu pediste-lhe a vida e Ele te dará lonjura de dias". Kyrie Eleíson! Mnô Gaya Leta!

Sunday, January 10, 2010

Liberdade, Liberdade...

Os países da Europa meridional, infectados pelo papismo, estão sempre divididos a meio nas questões fundamentais. França, Espanha, Itália andam nisto sempre em sobressalto. A Roménia está disto salva porque nunca foi papista. (Já a tugária é todo um outro fenómeno e não é propriamente um país, é um asilo licencioso, um hospício de internados em sobredosagem de psicofármacos, simultaneamente um bordel e uma cadeia com um pouco mais de 90 mil Km2, ilhas incluídas). Os latinos amam a liberdade e batem-se por ela, mas não sabem ser-lhe fiéis, dizia Hertzen, horrorizado diante das propostas de um velho amigo e combatente francês. Assim parece ser, realmente. De Espanha chegam más notícias para a liberdade de imprensa. Um juiz de Castela achou que podia retroceder 40 anos e produziu uma sentença grotesca, violentíssima, violadora de toda a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. No El País respondem-lhe com o ânimo combatente da velha Espanha republicana. E bem. Uma tal criatura judicante deveria ser afastada de quaisquer funções de natureza pública por se mostrar homem radicalmente inidóneo como todos os que se lhe assemelhem). Uma tal sentença traduz bem o desvario dos funcionários administrativos formados numa concepção nacional-católica do estado. Germina-lhes sempre na ialmazinha uma fúria imensa ante a liberdade alheia. Como diante de qualquer normalidade alheia. Encontram estes homúncula pela frente, em Espanha, homens com a autoridade moral do Cebrián que lhes recusa qualquer respeito e nisso faz muito bem (mesmo ao preço de invocar, sob irritação, a sua autoridade de académico, que deveria dar por demonstrada porque o está). Um juiz nesta figura e nestas matérias é (por ora) uma excepção em Espanha. Mas na tugária é a regra quanto à atitude, embora lhes falte muitas vezes a coragem para afrontar os "grandes nomes" diante de quem aplicam - só por isso, pelo estatuto do arguido- as exigências do Direito quanto à liberdade de expressão. Quanto a outros problemas os lamentos públicos parecem significar que nem o Direito aplicam. É em todo o caso imprescindível ler o texto de Cebrián. Aqui está. Em Espanha, a Hierarquia dos Tribunais anulará isto. (Na tugária isto seria mantido, se não agravado). E o El País, como bem se demonstra, não é apenas um dos jornais mais lidos em Portugal. É porventura o único com o qual se pode contar.

Saturday, January 9, 2010

O RESPEITO DEVIDO ÀS INSTITUIÇÕES

A mais eficiente e duradoura das polícias políticas foi a inquisição. Espantosa realização onde convergem todas as taras do papismo. Foi, como todas as realizações do género, obra entregue à escumalha. Só a escumalha vive na vacuidade moral necessária a tais tarefas. Por isso saíram os inquisidores das horrendas corjas das ordens mendicantes. Uns, eram pardacentos homens de Boaventura – carrasco dos companheiros de Francisco de Assis – ousando chamar-se franciscanos. Juntou-se-lhes a repulsiva gentalha de Domingos Guzmán. Ou o inverso. Funcionava a coisa nessas eras um pouco como hoje, na tugária. Recrutam-se os juízes entre as filhas das porteiras para obter efeitos parecidos. E esses efeitos aí estão. Os processos eram ensejos de saque. (Ainda o são na tugária, isto não está muito diferente como o atesta a criminosa “jurisprudência” em uso local, na qual se certifica a perseguição de qualquer protesto a pretexto da “honra” ferida qual seja a de um polícia torcionário, por exemplo, para não falar já na “honra” dos proxenetas de órfãos da Casa Pia, ou a dos seus clientes). Tais corjas assassinaram, evidentemente, gente a mais. Como sempre ocorre. Roubaram todavia mais do que assassinaram. Também isso continua vulgar. E inibiram mais do que roubaram. Ainda hoje assim é. Os assassinatos (menos frequentes), como a tortura (de emprego banal), serviam bem o terror entre as patas inquisitoriais e, à luz das infinitas possibilidades do horror, as vítimas do roubo talvez até se sentissem quase afortunadas. Tudo servia a conformação e o silêncio, mesmo diante do clima de denúncia generalizada. O medo do pensamento próprio foi fruto comum colhido por esta gentalha. Como o medo de falar. E a imagem correspectiva do poder (político, disciplinar, familiar). Espécies enraízadas na tugária, capazes ainda de eliminarem todos os frutos da terra. E ninguém podia travar a inquisição. Ninguém? Em boa verdade havia, nessas eras, uma brecha: os jesuítas. Os jesuítas podiam – pela absolvição em confissão ordinária, mas com eficácia plena em processo - arrancar qualquer suspeito de protestantismo, ou de leituras proíbidas, às patas da escumalha inquisidora e às minutas sórdidas da franciscalhada e fenómenos afins. Era o escudo possível consentido à nobreza e à inteligência. Bem entendido, sempre seria necessário aceitar tal intervenção, senão pedi-la. Uma espécie de capitulação cordialmente recebida. Porém tal coisa não é evidente nos parâmetros de conduta de um aristocrata. O medo da morte é natural. Mas mostrá-lo é aviltante. E deixar-se condicionar ou determinar por era (e é) inqualificável. Mas, resolvido esse conflito moral, pronunciada a fórmula absolutória pelo padre da Companhia, estavam salvas a vida e a fazenda da vítima. E a escumalha inquisidora não podia tocar todos. Não nos bispos, por exemplo. O processo inquisitorial contra um bispo tinha de ser conduzido por jesuítas. As polícias políticas posteriores esqueceram este detalhe. Tem que haver modo fácil e descentralizado de fazer parar estas escumalhas. Caso contrário a estrutura organizacional do poder corre perigo pela acumulação de inimigos inteligentes cuja força acabará por atingir o próprio centro do sistema e não apenas as periferias. Dá jeito poder continuar a dizer “não se pode generalizar”, sem ter de sacrificar nenhum dos esbirros e sem deixar ao alcance inelutável destes qualquer homem que valha mais que eles, aos próprios olhos de quem comandar. É mesmo útil consentir que a generosidade exista. Quando isso não queira conceder-se, é pelo menos necessário que alguma coisa funcione com imagem de generosidade (e mesmo a imagem tem de produzir efeitos críveis). É o mínimo. Ora nada disso está presente hoje na imunda tugária, ou país institucional. As polícias políticas montadas designadamente na Ordem dos Advogados, mas também no Conselho Superior da Magistratura, dão conta da resposta histórica à discordância de Cavaleiro de Ferreira. Este discordava da concessão de poderes jurisdicionais à PIDE e demitiu-se. Os proxenetas de órfãos licenciaram os seus “pides” em “direito” e largaram-nos como “magistrados” ou julgadeiros “disciplinares” de advogados. José Maria Martins protestava em 2006 contra um execrando homúnculo o “advogado Manuel Sebastião” e chamava-lhe “pide” no seu blog. (Também chamou três vezes porco a alguém e o três vezes chamado porco corre o risco de ser recordado apenas por lhe terem chamado aquilo). Na verdade o “advogado Manuel Sebastião” é coisa nenhuma. Vem com as ventas engelhadas em focinho de lagarto, sem lábios, coroando a presença enfezada onde se atestam as dez gerações de sífilis, alcoolismo e raquitismo que o antecederam. E onde se traduz e acolhe a ânsia que lhe provoca qualquer normalidade de qualquer ser humano. Traz a ausência de apelidos dos que foram abandonados na roda dos expostos. E a forma mentis do asilo na ialma. Foi engajado – certamente muitas vezes – e trazido a tão torpe função pela Vera Adão e Silva, em lista-pêga, ou paga, segundo um membro do gang, pelo gang da independente (vaga agremiação pretensamente maçónica, sem que nenhum maçon lhes tenha partido as ventas). Zelava esta Vera por um jovem Adão e Silva à data medrando em baixo de Paulo Pedroso quando este andava - erguido nas nádegas e por causa delas, segundo tudo indica - nas pastas ministeriais. Quem sobe a levar no rabo, desce a levar no focinho. É a regra imutável que a sociologia das organizações não desmentirá jamais. Pedroso ainda não levou no focinho. O jovem Adão e Silva ainda não levou no focinho. (Não deitem foguetes antes de tempo)... A Vera vigiava. O gang da Independente vigiava. A rede de clientes dos proxenetas da Casa Pia, vigiava. Eis então a pide dos proxenetas de órfãos, com um Alves a capitanear. Estatuto novo a escorá-los. Um gang (só um?) a pagá-los e os desgraçados de sempre a servi-los. Semi-alfabetizados e sem controle mínimo do léxico que usam e às vezes nem da grafia. Pode ser um qualquer "advogado Luís Martins" saído da Bichieira, sem nada que o distinga senão isso, mas irritante como o colibacilo. Ou um Manuel Sebastião. Vulgar paramécia. Ou Luís P. Relógio, outro desses fenómenos. (Cara repugnante como a imagem de um condiloma). A este, disse-lhe o pai, (como publicamente referiu), que ele ia estudar para aldrabão. E se lho disse o próprio pai, que havemos nós de acrescentar?... Têm todos em comum isso de viverem como tropeços e andarem aos caídos. Vítimas?... Há-as certamente. Havemos de os interrogar sobre as vítimas. Depois seguirão o destino que lhes cabe. Pobre Alves da Opus. Cretino incapaz de honestidade. E que estranhas alianças, se as palavras significassem ainda alguma coisa. Hábitos contra natura podem alicerçar tudo, não é assim? Como poderia a Opus não ser coisa dos Alves, traduzindo e partilhando a destinação desses Alves? Eis no que se traduz a prática chamada Direito na tugária: uma verborreia de minuteiro cuspindo textículos ao serviço de gangs que paguem. Com o empenho das Escolas onde não há teses. Como poderia haver teses em Faculdades de Direito onde quanto se escreve deve ser legitimado "ex autoritate" pela citação de quem não pode ter autoridade nenhuma?... E direito de mentecaptos é coisa que não pode haver. Mentecapto é necessariamente quem elabora grossos volumes de recortes sob forma de citação, por não ousar sequer o uso de uma preposição sem invocar a autoridade no uso anterior. Belo noviciado para quem deve perseguir a liberdade alheia. Tudo com umas missinhas à mistura. Porque não há eficaz prostituição de crianças órfãs sem umas bençãos em Loja de proxenetas papistas. Interrogá-los é imprescindível, sim. A todos. Depois disso, os infernos que levem quanto é seu. Sem prejuízo - evidentemente- de quanto determine a cósmica soberania do Altíssimo no que respeita à ἀποκατάστασις.

Sunday, January 3, 2010

PTP-Loucâ: a "alternativa monárquica"

Falemos ainda da frustre tugária. Paulo Teixeira Pinto processou Francisco Louçã. Não gostou do comentário a uma iniciativa folclórica e a seus olhos monárquica. Também não gostou de ver e ouvir que o BCP derrapara sob o seu comando. (Coisa aliás evidentíssima). Quer respeitinho. Não se percebe é porquê. Entenderá que o merece por ter sido um sopeiro da Opus? Ou por ter traído os homens da confraria que o promoveram? Ou dar-se-á o caso de, vindo ao seio da “nobreza”, se sentir enfim (sem conceder) reconhecido por gente de “bom berço”?... Mas Paulo Teixeira Pinto tem pelo menos este motivo de fé que é o facto desta frustre terra, amputada à imagem das gentes frustres que o promoveram, permanecer – na Lei como na prática – orgulhosamente indiferente à Convenção Europeia dos Direitos do Homem, cujo texto aliás foi viciado na própria tradução oficial. PTP, todavia, engana-se num detalhe. Um tal esquema contra Direito serve apenas a protecção dos “dignitários” do sistema. E Louçã integra o sistema. PTP já não. A prepotência que aos do sistema se consente, como se direito pessoal fosse, não lhe será agora concedida. Isto tem um outro significado. Duarte de Bragança rodeia-se de cretinos. Ultramontanos que são personagens cómicas. E chegámos a ver, colados a ele, alegados maçons de um proxenetismo de opereta ainda não escrita ("a sórdida viúva eufórica", seria talvez um bom título). Nem surpreenderia que alguns fossem simultaneamente da Opus e de uma das muitas corjas locais pelas quais se dispersou a casa do sino. Talvez sob a toxicidade de tais influências, Duarte de Bragança atacou em público o único Nobel da Literatura da Língua Portuguesa, chamando-lhe – atente-se bem - senil. (Se assim fosse, mais valeria a senilidade de Saramago que a existência de tal detractor). Reclama-se Duque de Bragança e talvez isso fosse escusado (porque é polémico). Também se reclama herdeiro do trono e também isso não está isento de polémica. (Poderia o Rei D. Manuel II assumir as competências do Parlamento? Está ao alcance do Rei, que recusa regressar ao trono por via militar, alterar a Lei da sucessão? Estão publicados ou são publicáveis os pactos de Paris e Dover? De que forma se materializou o Acto de submissão dos Príncipes da Casa de D. Miguel? Foi recebido e aceite pelo Rei D. Manuel II? Se sim, porque legou o Rei os bens da Casa de Bragança ao Povo Português, ao invés de testar em favor do sucessor reconhecido? Eis algumas perguntas que poderiam não ser feitas se o príncipe não parecesse um fantoche ao alcance da Opus e das várias “Grandes Lojas”, entre outros cretinos pelos quais insiste em ser rodeado e que seria fastidioso enumerar aqui). Tendo podido dispor de uma geração notável como a de Gonçalo Ribeiro Telles, Henrique Barrilaro Ruas e João Camossa Saldanha, substituiu essa geração por umas degenerescências pardas, cujas ventas nenhum fidalgo deixaria de tratar com a ponta da chibata de montar. E em cujos lombos nenhum republicano de novecentos deixaria de partir todas as bengalas. Os filhos de tal príncipe são visivelmente deseducados, num processo de cretinização evidente e chocante. Pobres garotos. Chegam a ser referidos folcloricamente pelas iniciais de “SAR” na própria escola que frequentam, como se isso pudesse ter utilidade, ou sentido, no plano dos princípios (tudo inquinando completamente na relação dos garotos com os outros, deixando perplexos mesmo os que têm simpatias monárquicas). Tudo tremendo. Tudo frustre. Porém todas as crianças nascem génios, salvas as circunstâncias congénitas ou genéticas em contrário. Toda a cretinice, feita de inibições e aversões inculcadas, é adquirida. Não pode ser diferente com os príncipes da Casa de Bragança. Os garotinhos nasceram tão brilhantes como quaisquer outros. E logo havia de lhes acontecer isto... Todavia Duarte de Bragança tinha tudo para que tudo desse certo. É claramente o primeiro nobre. (Mas o significado social disso depende apenas de si mesmo). E não há outro que possa representar razoavelmente a Casa, porque nenhum dos outros pretensos pretendentes (outra ridicularia) poderia alguma vez apresentar-se, sequer, como Infante de Portugal. (Mas a relevância prática – social e política - de tal circunstância, só o mérito próprio a pode impor). Que posição tomar, se acaso for necessário tomá-la? Esta: ao príncipe Duarte de Bragança e aos seus sucessores, reconhecemos, como aos demais portugueses (que disso estão objectivamente e subjectivamente privados, aliás contra Direito) oito liberdades com os direitos inerentes - a de pensamento, a de palavra (e demais formas de expressão), a de acção política e cívica, a de trabalho, a de circulação, comércio, indústria e propriedade (em medida compatível com a dignidade nobiliárquica pretendida). Aguardamos que pelo exercício de tais direitos, o príncipe possa encontrar o caminho da respeitabilidade intelectual e política que de todo em todo lhe faltam ainda (por motivos estritamente imputáveis a si próprio). Quanto ao título, diremos que na terra dos títulos – terra de megalómanos e de homens e mulheres servis - as pessoas normais deviam dispensar o respectivo uso. Com presidentes de tudo em todas as esquinas, com “dótores” em todos os cantos, o que mais falta, realmente, é ter um duque em cada cunhal. Ou um marquês por aduela perdida. Há coisas a que as pessoas normais devem poupar-se. O próprio "Botas" não usava condecorações e estava bastante longe de ser uma pessoa normal. Afinal de contas, os títulos só adquirem importância transcendente para quem não tem o que eles significam. É preferível a dignidade reconhecida sem títulos usados, do que títulos usados sem reconhecimento público da respeitabilidade que os sustente. É um pouco a história da licenciatura com a data de um Domingo no diploma. O que explicar tal diploma, explica o resto. Quanto ao processo PTP-Louçã , trata-se do processo de um serventuário (PTP) contra um nobre (Louçã). No mínimo dos mínimos, o grau de Doutor confere as honras de conde palatino. Tal processo visa neutralizar as liberdades naturais, como é hábito infeliz e por ora impune. O serventuário deveria levar aqui uma lição que não pudesse esquecer. E o príncipe que o acolhe deveria rever a composição do seu conselho. Não porque vá a algum lado, com conselho ou sem conselho, mas porque lhe incumbe proceder como se fosse, por mais adversas que as circunstâncias sejam (e são).