Salazar concebeu a PIDE de forma um bocadinho rustre. E a democracia parlamentar pegou em gente tão frustre quanto aquela e alçou as criaturas a “advogados”. E ele há vários. Há o mafioso do football – sempre preocupado com a “elevação de linguagem”, concebida à imagem da solenidade cómica de um proxeneta - e há o especialista dos “encostos”. O Marcelino é um destes. Algures entre os soldados-comando reformados na barriga de odre de cerveja e a corja dos proxenetas da Grande Loja, sempre se encontra alguém capaz de “dar um encosto”, ou “apertar um pescoço”. Aqui o temos, ao Marcelino, no auge da sua glória, fazendo transbordar a rasquice, como tasqueiro que devia ter sido. Certo, a gravação teria sido - noutras circunstâncias- provavelmente ilícita. Mas a verdade é que ele notou a filamagem e consentiu-a visivelmente (até fez um sorriso para a câmara). Desligado o telemóvel, o Marcelino dá conta de que conhece os detalhes da agressão à qual se reporta. Usa esse conhecimento como ameaça nítida. Diz que a vítima deitou a língua de fora quando lhe apertaram o pescoço... E identifica a vítima como aquele que ali estaria a provocá-lo. Acrescentando que precisa que lhe apertem o pescoço outra vez e pelo mesmo motivo. Porque "continua a provocar". Um primor, isto. E um primor jurídico, bem entendido. Mesmo ilícitas, se ilícitas puderem ser estas imagens, uma vez tornadas públicas, revelam conteúdo de interesse público. O frustre Varela de Matos é advogado jamais punido pelos conselhos de deontologia. É exemplar, portanto. Se houvesse sido punido não poderia ser candidato. (As punições "disciplinares" servem para afastar concorrentes incómodos e obtêm-se, até, porque o membro do colégio disciplinar se sente ofendido com o rival e participa dele, instruindo a queixa, formulando acusação e votando a decisão com os "colegas"... Sim, é exactamente assim). O conteúdo destas imagens tem pois um alcance antropológico e sociológico indesmentível. Vê-se por aqui o que a Ordem protege (e aquilo que serve para proteger). E imagina-se facilmente a moeda de troca paga aos protectores. Não é lícito, por isso, retirar tal fita do domínio público onde se encontra já. E importa caracterizar melhor o candidato à presidência do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados. Diga-se que há quem olhe com esperança para a eventual vitória desta candidatura, porque seria o modo mais prático de acabar tanto com o rustre Conselho Distrital, como com o próprio - e frustre- Varela de Matos. Este antigo electricista de Fernando Teixeira conseguiu a licenciatura numa universidade privada, ao abrigo da tutela de Luís Arouca. E seguiu Arouca até à “universidade independente”. Aí o fizeram, imagine-se, “professor universitário” (licenciado). Porque a independente pagou - segundo arguido em processo criminal conhecido - a campanha da Lista de Rogério Alves, O Marcelino pôde enfim aparecer na Ordem dos Advogados como membro dos júris de agregação. E como conferencista(!)... Advogado, é figura conhecida da Conde de Redondo, artéria que em Lisboa se define pela prostituição de travestis. Andar pela Conde de Redondo, não dá boa reputação a ninguém. No escritório, foi engravidando umas fêmeas escolhidas para o efeito. (Talvez pela ansiedade que o enche por ir todos os dias à Conde de Redondo). Aderiu à prepotência de sargento como critério e modelo. Antigo praça miliciano, nunca acedeu a nenhuma divisa, nem de cabo. Raso. Mas comando. Ficou-lhe por isso a prepotência do sargento como modelo de exercício do poder. E o fascínio da coisa militar. Então, certo dia, rapou no escritório o cabelo à mãe de uma das suas crias – funcionária sua - porque, justamente, essa é a solução para o recruta que fez asneira e a pobre mulher tinha (ou não tinha) feito qualquer coisa, que o labrego decidiu “sancionar” assim. Máquina zero. Sem mais. Sempre fascinado pelos militares, pôs o rapaz, filho da mulher de cabeça rapada, no Colégio Militar. Espera-se que o garoto não tenha ali sido sodomizado. Pobre miúdo. O Marcelino chegou a ser “Grande Porta Gládio” do defunto Fernando Teixeira (o que não é de estranhar, já que o dito Teixeira, para manter o controlo da Loja a encheu com trabalhadores rurais que “iniciou” como “irmãos maçons”). O melhor modo de devolver o sentido das proporções ao Marcelino seria entrevistar o pai dele, ou qualquer familiar (que ele procura esquecer), qualquer pessoa saída dessa gente esforçada que, descida da Beira, vinha encarregar-se dos trabalhos sazonais do Alentejo e por ali se deixou ir ficando. Mas Marcelino já nasceu na orla da coisa. É um filho da Moita. Sempre sensível às questões da Justiça Social (essa justiça tem de ser-lhe feita), participou, por isso, activamente, na ocupação (violenta) de herdades do Alentejo em 1975. Mas também veio a participar na desocupação (violenta) de herdades. Designadamente na de José Núncio. Feitos em bifes os toiros para reprodução e comidos esses bifes, o Marcelino compreendeu que era preciso ir buscar mais carne a outro lado. E com “outra perspectiva das coisas” (como na independente o ensinaram a dizer) veio à desocupação contra os camaradas da ocupação. Tem um gosto pela toirada. E acha-se um matador. O Marcelino Varela de Matos, filho da Moita, é produto dos “ratinhos da beira”, essa gente em apoio de cuja pobreza as “casas da malta” eram deixadas nos caminhos. Está todavia longe de ter tantos méritos quantos os que essa gente necessariamente tem. E talvez por isso se envergonha da gente que lhe deu origem. É um gangster. Evidentemente. A cara de irmão metralha não engana. Sim, quem vê caras vê corações. Podia ter ganho a vida honestamente como taberneiro. Mas queria ser advogado. Eis o resultado. E a personagem. Sim, o Marcelino é perigoso. Sim, o Marcelino é vingativo. E, sim, o Marcelino não tem a menor noção de que haja limites para o que quer que seja. (Até por ter uma confiança ilimitada na confraria da "grande loja"). Votar no Marcelino para a Ordem é, por tudo, uma óptima ideia. E porventura uma condição necessária para o meter na cadeia. Eis um desígnio a que dificilmente poderá obstar, segundo tudo indica, o irrelevante arquitecto do universo do Marcelino.
Tuesday, October 19, 2010
Sunday, October 17, 2010
LEGÍTIMA DEFESA E GUERRA JUSTA
Num Estado de bandidos, importa começar pelo princípio e, por isso, regressar às fontes da reflexão sobre a legitimidade do poder. Um texto avulta sobre todos no património intelectual comum: O Tratado De Civitate Dei é, de todos, o texto mais claro quanto à legitimidade da guerra e do poder. Um estado sem Justiça é um bando de malfeitores, ensina o Bem Aventurado Agostinho (berbere bem cristão e bem romanizado). Há mais a dizer perante as evidências? É preciso mais, para tomar posição?
O ORÇAMENTO: CASO DE LEGÍTIMA DEFESA DA POPULAÇÃO
Entre a falência de bancos que não podem existir e a sobrevivência dos mais desprotegidos, a imunda tugária institucional escolheu a primeira. Entre a falência de bancos que não podem existir e a dignidade da vida de quem trabalha e não quer mais do que educar os filhos, a imunda tugária institucional escolheu a primeira. Agora é a vez da população escolher entre a sua morte, ou a morte da imunda tugária. E isto é exactamente assim: porque as recuperações de crise económica, na tugaria, implicaram até aos anos noventa uma quebra de população de quatro milhões de pessoas, aproximadamente. A perda de quatro milhões de pessoas em 15 anos equivale a uma hecatombe militar. E as contas são simples: o território rondava os onze milhões em 1974 (talvez um pouco mais) e recebeu mais um milhão de retornados no ano seguinte. Em 1990 andava a população nos oito milhões (porventura um pouco mais). E a coisa manteve-se, embora a migração africana e europeia tenha podido mascarar os números. A coisa manteve-se, com a grande excepção da reacção ao discurso "humanitário" de Guterres em 1995. O ano de 1996 teve uma explosão de nascimentos. (As pessoas são sensíveis à esperança). Logo a seguir voltou-se à natalidade negativa. E os garotos nascidos nesse ano estão agora a entrar na adolescência. (Deus os proteja e às suas famílias). Uma nova sangria demográfica e os efeitos são previsíveis. Aceitará a população morrer passivamente?
ORÇAMENTO CONCRETO DE ESTADO-PRIVADO
O partido socialista apresentou o seu orçamento geral de estado em governo minoritário, com uma romagem de pressão dos banqueiros aos demo-social-cristãos do psd. Vinham os banqueiros dizer ao demo que três bancos faliriam se os social cristãos do psd falhassem com a viabilização de tal orçamento. A romagem, parece, tocou-lhes o coração. Todavia a banca não pode continuar a viver tão parasitariamente nestas paragens. tal banca foi construída sobre a usura politicamente viabilizada nos governos Cavaco (cobrava taxas de 30% como remuneração dos seus múltiplos financiamentos), isso bastou para condicionar a economia, porque, evidentemente, eram poucos os que aguentavam sustentar uma tal usura (são poucos os negócios que dão mais de trinta por cento de lucro). A construção e a têxtil - se nada interferisse, sendo certo que tudo interfere - aguentaram esta loucura. Mas a têxtil faliu sob pressão dos preços do fio e da tela vindos da Ásia e com a quebra do dólar. E a têxtil era a única indústria digna do nome nesta infeliz terra (incapaz de desenvolver qualquer outra indústria na exploração do comércio ultramarino e colonial ao qual se dedicou por cinco séculos). Restou a construção que tinha, evidentemente, o problema da descoberta do segredo de construir para a especulação e não para as necessidades de habitação ou sediação de actividades económicas. E lá construíram, desenfreadamente, "grandes empreendimentos", de grande "luxo", em zonas protegidas e desprotegidas. Construíram sobre gessos. Lodos. Sobre areias. E até sobre lixeiras que continuam a produzir metano. Construíram sobre subornos e sobre extorsões. Porque o vereador queria 10% sobre o valor da construção, depois das vicissitudes de aprovação do loteamento que duravam, em regra, sete anos de inferno. Depois ainda era preciso subornar os fiscais e, em último, era preciso pagar os impostos que tudo duplicavam. Pela corrupção e pela usura fiscal, a Banca viu o Estado entregar-lhe como reféns todos os construtores que, paulatinamente, Estado e Banca foram arruinando, selectivamente embora. De caminho, arruinaram a generalidade dos empresários das actividades industriais subsidiárias e deitaram mão à tarefa de centralizar a riqueza em empresas de regime (das rochas ornamentais às sucatas já só existem livres de assédio as empresas de regime como a Mota Engil que não é a única evidentemente). Construtoras do regime usam o Estado (empregando futuros e antigos ministros) para parasitarem outros Estados, como parasitaram este. Estados de África. (Luanda é um escândalo na proliferação cancerosa desta imunda corja, emobra a casta a governar seja sujeito de iniciativa e não objecto dela). Estados da Europa Oriental, também. E a banca local segue-os. (Sempre empregando os seus homens de mão no aparelho, nas fases baixas do respectivo ciclo). Isto dito, a banca local constrói-se sobre o Estado e sobre a corrupção dele. Porque não haveria esta imunda gente de falir, se nem existir teria podido? Mas este orçamento, onde se preservam todos os fornecimentos do Estado como oportunidade intocada de corrupção - e onde grassa a corrupção mais desaustinada na duplicação mais evidente de custos - este orçamento traz o descaro de comunicar aos doentes que vão deixar de poder contar com o Estado. O omeprazol, por exemplo, vai deixar de ter comparticipação e, portanto, quem estiver a convaslescer de hemorragia digestiva que se “desenrasque”. Este orçamento comunica aos pais que isso de dar sumos de fruta aos filhos passa a ter 23% de IVA (sublinha-se que cenoura é fruta na tugária sendo esta estranha classificação uma grande vitória da política externa respectiva). Comunica à metade (privilegiada) da população activa (a que teve até agora um emprego estável) que não pode contar com promoções de carreira e que vai passar a ganhar menos 10% do salário bruto. E até aumenta os impostos para quem está no limiar do salário mínimo, i.e., para quem trabalha mas já não tem dinheiro nem para comer nem para se alojar com independência. E com isto fica a imunda tugária institucional à beira da insurreição popular radicalmente legítima.
O FIM HORRÍVEL AO HORROR SEM FIM
Quanto à tugária e nas análises políticas da construção governamental da miséria, ainda falta um pequeno-grande detalhe. Ensina a crua experiência que não há nesta terra (feita coisa imunda), não há nesta terra miséria que não seja negócio a vários títulos. E um desses negócios é o assistencial. Quase monopolizado pelos cães da corja papista. Era preciso ver quanto ganha essa imunda estrutura com a miséria anunciada. Porque não será pouco. E é preciso estar atento à sonegação de crianças aos pais atingidos pela crise construída, sonegação para comércio (como nas adopções internacionais) ou sonegação para indústria (dos subsídios assistenciais, mas também da prostituição forçada senão mesmo da pornografia infantil) tudo ao abrigo da “protecção de menores” e sob sanção jurisdicional de “tribunais de família” que não são muito diferentes dos da Colômbia de há vinte anos. Isto introduz, evidentemente, o papel (mais instituído que esperado) da judicatura nesta imunda história. A nosso modesto olhar declaramos que a judicatura se fez organização criminosa, gerida numa trama de arbítrios onde nenhum critério existe que se não salde num crime, seja em Direito de Família, seja em Direito Penal, seja na Organização Tutelar de Menores, seja em Direito Penitenciário, seja em Direito Fiscal e Administrativo, seja no direito das execuções e falimentar. Em todas estas áreas lamenta-se constatar que não há um funcionário cuja existência não repousesobre os crimes mais hediondos. Nada deve - ou pode - aqui ser deixado de pé. A sentença está dada. Deram-na eles próprios e a si mesmos: O fim horrível, ao horror sem fim.
RATZINGER CONTRA SEU AMO?
O execrando Ratzinger pronunciou-se contra o "poder anónimo" do capital. Acha-o senhor sem rosto e já fala em termos apocalipticos. Pena não se ter lembrado disso antes da sua gente ter morto Calvi. Antes da sua gente ter mandado Calvi sustentar os "contras" da Nicarágua. Ou até antes do seu imundo homúnculo monsenhor (perdão, delesenhor) Melo ter mandado matar o jovem Max, porque este imaginara um dia que os homens podem viver entre monstros apenas armados com a esperança. Ouve-se o imundo Ratzinger -que insiste em fazer-se ouvir- e apetece matá-lo, coisa que nos reforça imediatamente na condenação firme a que apodreça em vida, assim revelando os contornos reais do seu rosto. Como ocorreu com seu horrendo antecessor e amo, de abominanda memória. Mas que coisa explica esta "iluminada" crítica? A explicação está na descoberta em cujos termos as Igrejas de Cristo têm sobre esta matéria ideias assentes. ("A Terra só tem um Senhor"). Ora a corja de Ratzinger foi ouvi-las a Moscovo. Ratzinger corre atrás dos factos a dizer, em síntese geral e como grunhiria a sua corja na tugária, "a gente é que semos". É assim. Depois exagera. Porque todos os publicitários exageram.
Saturday, October 16, 2010
TUGAS RECUSADOS NO CONSELHO DA EUROPA
Importante a recusa dos três "juristas" apresentados pela imunda tugária em ordem à selecção do magistrado português para integrar o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. A exclusão não poderia ser mais ajustada. Nem os termos em que tal posição se fez pública poderiam ser mais moderados. Tal gente é lixo. O único jurista cuja candidatura poderia mostrar-se atendível haveria de ser aquele que tivesse denunciado a viciação da "tradução" (oficial) da Convenção Europeia dos Direitos do Homem para Língua Portuguesa. Tal viciação, traduzindo atrevimento ultrajante, desvirtua completamente o texto normativo. Traduz, em si mesma, a falta de qualidade dos "juristas" do território. Uma única distinção entre estes é admissível: há os servilmente em silêncio diante de tal barbaridade (os que a notaram) e os que se mantêm bovinamente em silêncio diante de tal barbaridade (porque treinados na sujeição à canga sob a qual nenhum homem normal consegue estar vivo). Uns e outros são gente de merda. Numa terra que vão fazendo à sua Imagem. Emergem "os melhores" do imundo papismo em cujas técnicas de viciação dos textos se mostram bem adestrados. Tudo gentalha. Que também nós recusamos. E - em quanto nos diz respeito - sem distinções. A ideia em cujos termos Pinto de Albuquerque (um factotum em promoção pelo papismo local) seria o mais aceitável, faz rir. As anotações feitas por este idiota (coberto de títulos, como convém) ao código de processo penal do (alegado) ponto de vista da Convenção Europeia e da jurisprudência do Tribunal Europeu são perfeito nojo onde estão bem patentes todos os truques da resistência política local ao Direito. O que este cretino se permitiu dizer a propósito da liberdade de expressão parece saido de época anterior à de Frederico II da Prussia. (O Pinto defende no esgrimido textículo que tratar a aparição de Cavaco nas imediações do escândalo da SLN/BPN atentou contra a honra de Cavaco, sendo certo que se não sabe o que a honra de Cavaco possa ser, embora se saiba o que significa a posição tomada). É como reler o execrando Leão XIII. E nada há de mais contrário aos pressupostos da jurisprudência do Tribunal Europeu. Lixo.
Monday, October 11, 2010
China Despertou?
O sereno império florido do meio foi a Atenas e ali garantiu que investiria nos portos e mais garantiu que compraria títulos de dívida pública grega. Também os comprou espanhóis, irlandeses e, parece – ó aparente imprevidência dos sucessores do Filho do Céu na Cidade Proibida – também os comprou portugueses. Na verdade a taxa de juro é francamente mais compensadora do que comprar os alemães e ainda há – evidentemente – o fundo europeu de garantia. De modo que o império florido do meio vem, sorridente, comprar a Europa com o próprio dinheiro europeu. Bem aventurados os que despertam porque passam a estar acordados. Foi então que os sábios de Oslo quiseram estragar o vasto sorriso dos legados dos sucessores do Filho do Céu na Cidade Proibida. E estragaram. Dando o Nobel da Paz a um chinês que não sorria há muito tempo. Este substrato económico das relações políticas, não pode fazer esquecer o substrato político das relações económicas. Não será assim? Os sucessores do Filho dos Céus na Cidade Proibida devem reponderar as questões. Terem feito notar ao embaixador da Coroa da Noruega que não gostaram da ideia da Academia, resulta cómico. Porque a Coroa não tem e não pode ter nada a ver com tais decisões. Depois de adquirir grande agilidade e algum sentido de humor no plano financeiro, a China deve adquirir a mesma agilidade no plano político. Isto vai dito sem acrimónia. Evidentemente.
Sunday, October 10, 2010
Homens-Rato fora daqui
Os italianos iniciaram a via do insulto aos romenos. Achavam-nos homens-ratos. Queriam-nos (e querem-nos) fora de Itália. O mesmo achou aquele sarcoma magiar em França – os magiares, como se sabe, são basicamente uma fonte de prostituição, pornografia e lama venenosa de chumbo e arsénio, capaz de matar todos os Estados do Danúbio - mas restringiram a coisa, em solo francês, à etnia cigana. Ora ocorre que, melhor reflectindo, a UCD da Suiça achou que homens-rato serão os romenos sim (o que fica impugnado), mas também os italianos e, mais do que isso, tudo quanto lhes “invade” a terra sob o pavilhão da União Europeia. União Europeia? – Homens-rato fora daqui. Não está mal visto. Os xenófobos devem provar o seu próprio veneno. Por consequência, manifestamos a nossa alergia aos exodos construídos pelos franceses (sob comando de um magiar) e aos projectos de limpeza de sangue italianos. Achamos estranho – e letal - que um canalha húngaro ouse sequer desencadear em França um êxodo com fundamento rácico. Mas achamos divertida a campanha da UDC contra os italianos e todos os cidadãos europeus com o mesmo fundamento. Nem percebemos o escândalo dos que desencadearam tais argumentos. Já na tugária, os homens rato parecem ser autóctones. Mas podemos sempre chamar-lhes "estrageiros do interior". E para onde os mandaremos? É que remete-los às que os pariram não parece destino suficientemente longínquo.
Friday, October 8, 2010
C нами Бог!
A Santa Igreja Russa lançará no próximo dia 11 de Outubro o seu canal no You Tube. Aqui ficam os nossos votos de êxito. Preferíamos que o Santo Sínodo tivesse decidido o 12 de Outubro. E a coisa far-se-ia no dia da descoberta da América (ou redescoberta, porque os “vikings” e portanto os russos chegaram lá primeiro que isso, mas os russos sempre tiveram – não foi? - uma dificuldade em perceber para que servia a América e abandonaram o solo da América Russa, venderam o Alaska que “restava” até que a terra menosprezada se tornou de inútil em nociva). O dia espanhol da descoberta da América seria um bom dia. Mas a véspera também não está mal. C нами Бог!
Wednesday, October 6, 2010
INVESTIGAÇÃO CONTRA O CANCRO DE LEONOR BELEZA, POLICARPO, CAVACO E COELHO
No dia quatro de Outubro a Universidade de Salamanca anunciou a comprovação de eficácia de nova terapêutica do cancro da mama – eficaz na sua variante mais agressiva - e o investigador responsável enunciou a sua convicção de que em trinta anos teremos a vitória total sobre estas formas de cancro. É definitivamente alguma coisa. Nunca esquecendo que os espanhóis estiveram na vanguarda deste (sério) combate nos últimos dez anos e com resultados que de tal combate fizeram um percurso exaltante. Ora no dia seguinte vieram os pacóvios tugas. Chamaram a grande e viscosa amiba que sob o nome (imodesto) de Policarpo se apresentou às benzeduras mais o Cavaco e o Coelho. Tinham um novo edifício onde tencionam instalar a investigação futura contra o cancro. À beira Tejo. Perto do pavilhão das descobertas. Dinheiro da fundação Champalimaud. E lá apareceu também uma filha da criatura, outra personagem feliniana, cheia de tiques como não raros doentes mentais. E como os demais doentes mentais presentes. Fizeram a inauguração a cinco de Outubro. Que dizer? Em primeiro lugar que este centro vem marcado pela falta de gosto do costume. E pela falta de senso. Nada a dizer ao arquitecto, todavia. Nem ao presidente da comissão científica, evidentemente. A falta de gosto e senso vem neste ruralismo a cujos olhos nada é preciso saber quando se tem dinheiro para pagar a quem sabe. Quando lhes dá a mania das grandezas são mais ríspidos: não é preciso fazer desde que se possa comprar quem faça. Foi isso que ali se viu. E isto é causa suficiente de fiasco iminente. O fenómeno remete-nos para a segunda parte do problema: é impossivel trabalhar em qualquer organização guiada por tal mentalidade, ali patentíssima. O edifício é engraçado e se-lo-ia mais se não fosse ostensivo em tudo o que ultrapassa o traço do arquitecto. O edifício é engraçado, mas se-lo-ia mais se não comportasse a exposição pública dos doentes na pretendida "transparência" de estruturas. A própria ideia seria interessante, se este arranque em parada e com fanfarra não lembrassse outros arranques em parada que acabaram nuns regressos à sucapa. O simples facto de Champalimaud colocar à frente de um tal projecto da sua Fundação uma criatura como Leonor Beleza parece sarcasmo (um sarcasmo que o caracterizava). É a mulher cuja indiferença pela dôr alheia determinou que o Ministério da Saúde adquirisse lotes de plasma sanguíneo mais baratos (por ninguém lhe poder dar a "certeza absoluta" de que os mais caros não estavam infectados pelo HIV) assim condenando à morte muitos hemofílicos. Safou-se do processo crime, claro. Porque prescreveu. Já o Cónego Melo se safou do julgamento pelo homicídio do Padre Max pela mesma técnica. Cenas tremendas, estas. Com a eterna estupidez em cujos termos o dinheiro compra qualquer coisa e, portanto, também compra qualquer êxito alheio, motivo pelo qual não precisam de prosseguir qualquer êxito próprio. Irão pois onde tiverem de ir e chegarão onde tiverem de chegar. Vaticinamos que chegarão ao sítio do costume. Quanto a "saúde como investimento do sector privado" havemos de falar mais. Mas noutra ocasião.
Tuesday, October 5, 2010
GLÓRIA RUSSA!
Andre Geim e Konstantin Novoselov, investigadores no exterior e ambos nascidos no Centro do Mundo que a Rússia é, foram premiados com o Nobel da Física pela Real Academia das Ciências de Estocolmo. A grande Pátria Russa está também de parabéns. Estranho (e glorioso) destino colectivo, este. Esta grande terra multisecularmente comprometida com a transfiguração do mundo lá o vai iluminando. Pela Filosofia ou pela Tradição Teológica, pela sabedoria prática ou pela ciência, por caminhos novos ou velhos, pela poesia ou pelo pragamatismo, pela música ou pelo silêncio, pela glória ou pela desgraça, a miraculosa Rússia, a miraculada Rússia que Deus visivelmente tanto ama, lá vai mudando o mundo, directa ou indirectamente. Isso é indesmentível.
Cinco de Outubro: Relembrar Basílio Teles
Um homem olha para este panorama e rememora o programa de Basílio Teles em 1911. Só assim, realmente haveriamos de ir (ou ter ido) a algum lado. Eventualmente e agora isto não vale sequer o esforço. Na República ardia em todos o amor à Pátria. Hoje a aversão de todos a uma terra de merda queima-nos a fogo lento. Não haverá hoje nem o tempo, nem a convicção de que valerá o esforço fazer aqui seja o que for. Mas se valesse a pena tentar alguma coisa, haveria de ser como Balío Teles o viu. Estado de sítio com suspensão dos Direitos Liberdades e Garantias. Encerramento das escolas até à conclusão da reforma respectiva. E restauração da pena de morte. O Teles olhou para os avós desta imunda corja. E sentiu, com vemência, exactamente quanto sentimos hoje. Seria preciso voltar ao início. Isto falhou no despotismo iluminado. É aí que é preciso voltar para tudo refazer. Porventura jamais iríamos (como não temos ido) a parte nenhuma sem uma ditadura pela qual se imponha uma pedagogia do Direito e dos legados civilizacionais comuns. Só com um despotismo, talvez. (Foi assim que os outros fizeram esta parte do caminho). Um despostismo colectivo, porventura, porque não estamos já no séc.XVIII. Um príncipe contemporaneo. (Interessante que a novidade ou contemporaneidade do Príncipe seja tão repetida: de Gama e Castro a Gramsci, não se pode dizer que seja pequeno o leque). Mas o novo estado deveria laicizar, enfim, e varrer de vez os pedrastas, burlões e homicidas papistas e os seus sequazes e eunucos e sicários. Passando alguns pelas armas. E porventura sumariamente. Como não? Interessante que a União Europeia nos imponha a existência como Estado. E como Estado contemporâneo. Estará a União Europeia à altura das exigências que formula? Claro que não. A União pode dar uma grande ajuda, não obstante: acolher os que neste horrendo lugar - contra todas as espectativas e excedendo todas as esperanças razoáveis - conseguiram ou conseguirem, apesar de tudo, educar-se. E manter no território as escolas francesa, alemã, inglesa e espanhola que são a única esperança de educação secundária para quem aqui tenha filhos.
Cinco de Outubro: a República do Papismo
Cinco de Outubro. Centenário de um regime de falhanços múltiplos. Num estado falhado em tudo. A direita – sempre papista e por isso acéfala e incardinada - divide-se entre as necessidades oficiais do Cavaco e o que imagina ser a sua nostalgia monárquica, basicamente salazarista, ou seja, o contrário do que era a monarquia.(Necessidades do Cavaco: há coisas que parecem um palavrão e porventura o serão). A direita é aqui sempre papista porque o papismo a educou para não pensar e aliás, imagina ela, a dispensa de pensar. Muito embora o papismo já não seja o que foi. O papismo aparece hoje com autenticidade e genuínidade únicas. Surgindo como federação de velhos pederastas, homicidas e burlões, crudelíssimos nos projectos, histéricos nas ânsias, desmedidos na avidez – tão própria das regressões de fixação à fase anal, como diria o Dr. Freud - mas que sempre lograram replicar-se e multiplicar-se neste infeliz território abandonado por Deus. Impondo a ignorância. Multiplicando os doentes mentais iguais a si próprios. Fazendo até com que se pareçam com eles os que deveriam ser seus antídotos. Os maçons que aqui ostentam as mesmas trombas disformes – como as de Ferro Rodrigues – e os mesmos gostos fatais. Dizendo as mesmas coisas, ou coisas muito próximas, como Vera Jardim. Organizando as mesmas associações de malfeitores, como a imunda corja da pretensa universidade moderna, ou a da não menos pretensa universidade independente, não falando da lusófona igualzinha às outras duas, mas com mais sorte. É bem certo, todavia, que nesta asquerosa terra – e pelo menos nas Humanidades, disciplinas que gente tão pouco humana suporta pouco - nenhuma universidade há digna desse nome. Nos bancos convergem todos. BCP, BPI, BPN iguaizinhos, no essencial. Terra de merda. Gente de merda. Regime de merda.
Cinco de Outubro: o papismo e o leque partidário
Neste cinco de Outubro olhemos por breves momentos o leque partidário de um estado fiasco. A única posição que ainda vagamente se parece com a austeridade heróica cultivada nos textos morais do conservadorismo papista de antanho – sem correpondência possível na hipócrita licenciosidade moral da paneleirice impossível em que tudo aquilo se salda – a única posição que ainda se parece com essa apregoada virtude é a do velho Partido Comunista, com os seus velhos operários reformados, seguros de si no dever sempre cumprido, porque pagaram as contas, educaram os filhos, subsistem iguais a si próprios e nunca violaram crianças. E a única coisa vagamente assemelhada à direita liberal é o Bloco de Esquerda. No seu horror às armas e à guerra, tão próprio dos pequenos e grandes comerciantes, mais a sua cultivada fidelidade às liberdades individuais, dispensando-se todavia das contas da (genuína) filantropia que os anima endereçando-as ao orçamento geral do estado. (Porventura não leram os seus escassos livros até ao fim e a biblioteca doméstica do Louçã, mostrada das televisões abaixo, parece uma miséria). O mais parecido do que se esperaria de um militante comunista vem da Embaixadora Ana Gomes. Faz lembrar às vezes uma adolescente formada pelo romantismo a quem as estantes dos avós e dos pais deram palavra certeira. Curtimos imenso, quando estamos distraídos, aquela matrona com aparente alma de menina e esganiçada voz da mãmã a dizer evidências irrespondíveis. (A outra voz assim é a da Júlia Pinheiro que parece isenta de inconvenientes e também de cérebro). Porém o vulto da embaixadora Gomes vem ensombrado pelo apoio entusiástico ao PPP (i.e. o presumível pedrasta pedroso, com o seu asqueroso cortejo de pseuantropos ao estilo Adão e Silva). Que mãmã seria capaz de tal coisa? Que adolescente - iluminada pelo entusiasmo do seu assumido papel na redenção do mundo - não fugiria disso a sete pés? Depois temos o papismo. O papismo é “socialista”, porque o papismo tem a posição “social cristã”. Social cristão era o que o imundo Leão XIII (cocainómano de repulsiva memória) achava que o ultramontano devia assumir como designação. Não gostava da expressão “democratas cristãos”. Preferia “sociais cristãos”. E os nacional-católicos ainda hoje lhe fazem a vontade. O papismo é pois “socialista” e “social-democrata”, por isso. É uma contrafacção de marca. Ainda há escasso tempo o Jardim da Madeira (paraíso da pederastia, evidentemente) dizia que é “social-democrata” por via lá da “doutrina social da igreja” e porque é “social cristão” (aquela merda é evidentemente um vómito, como se pode ver pela libertas praestantissimum). Aceitamos a confissão. O atrasado mental... Mas é isso mesmo. É disso que se trata. Depois vem o PP que é o mesmo. Partido Popular eram os partidos do papismo nos anos vinte. Pederastas, claro. E só. Basta aliás olhar para eles. Portanto e do ponto de vista de “os valores” (como os papistas gostavam de repetir) o que a direita papista gostava de poder ter sido (ou de poder ser) está ali no PCP e no Bloco. Falta o resto.
Monday, October 4, 2010
Geert Wilders em tribunal criminal
Nenhum apoio a quanto diz Geert Wilders. Mas todo o apoio à evidentíssima liberdade de ele dizer quanto entenda. Porque essa liberdade é radicalmente correlativa à nossa liberdade de o discutir. Como seria triste e pobre o cristianismo senão tivesse sido temperado pelo fogo da crítica e não continuasse a sê-lo. A nenhuma religião é lícito que se furte ao debate. É rídículo imaginar sequer que a inteligência do Criador possa sentir-se melindrada por quaisquer dúvidas das criaturas. E é radicalmente desproporcionado que um alegado homem de fé, sob pretexto de estar horrorizado com quanto ouve, possa lançar o terror – e até a morte - sobre quem dele divirja. Isto posto, Geert Wilders é um imbecil em quanto diz do Islão. Mas isso está longe de ser um crime. E a cretinice não se persegue com nenhuma polícia política. Nem um magistrado deve revestir tais roupagens. Se isto se consentisse, então as fórmulas da Sagração Episcopal onde o bispo eleito repete ritualmente e assume confessionalmente os anátemas conciliares sobre as heresias, essas fórmulas seriam, também elas, motivo de processo criminal. Isto é impensável. Na imunda tugária, por exemplo, há muito esta preocupação de encontrar "os limites" para a liberdade de expressão. Já a nós nos parece que a preocupação deve ser a oposta: é preciso encontrar os limites para estas intrusões que sempre regressam com outros nomes e sempre com os mesmos efeitos. Com a mesma desmedida. E a mesma estupidez. Os muçulmanos na Europa têm de se habituar à ideia de que, eles próprios, foram civilizados pela Grécia e com ela civilizaram a Europa a partir das bibliotecas de Toledo. Isto não tem recuo. Por mais que na Península Arábica a simpática gente se tenha desabituado de pensar assim. Tenham a paciência de serem fiéis a si próprios. E outro tanto se dirá de nós mesmos.
Sunday, October 3, 2010
NOVIDADES SOBRE PETAIN
Asqueroso exemplo do que pode o servilismo de homem formado em contexto papista. Petain, herói de Verdun, sem que ninguém lho pedisse (a começar pelos franceses) lançou ele próprio a perseguição aos judeus franceses em França. A eterna cobardia política dos papistas dizia que não, que ele tinha protegido os judeus. E sobretudo os judeus franceses. Aparece agora e enfim a prova em contrário. Não protegeu. Quis perseguir e fê-lo sponte sua. Sem que a Alemanha lho pedisse. Mas quanto quis fazer foi travado na asquerosa eficácia pretendida. Dois terços dos judeus sobreviveram à perseguição.«On ne le doit pas à la France mais aux Français, à tous les braves gens qui ont aidé un peu partout les Juifs» diz o advogado M.e Karlsfeld. Pensou mal no que disse, certamente. Não há distinção possível entre a França e os Franceses. Evidentemente. Resta saber se é preciso esquecer ou lembrar isto. E é preciso fazer ambas as coisas. Lembrar para saber evitar a repetição. Esquecer, porque os nomes dos homens que isso fizeram não têm hoje (caso subsistam) o significado político que tiveram então. Lembrar, porque as estruturas organizacionais da ICAR significam exactamente a repetição destas coisas à primeira oportunidade. O Fascismo reportava-se à revolução francesa como modo –pensava ele, ou pelo menos dizia-o - de a continuar. O nacional-socialismo reportava-se à soberania popular que desvirtuava, é certo, numa metafísica fantasmagórica. Mas o nacional catolicismo ainda hoje visa a servidão. Ainda hoje, mais do que vigiar a palavra, mais do que fiscalizar o pensamento, quer policiar os sentimentos. Ainda hoje um ministro que emerge desses sinistros vectores da pederastia papista vem sempre trazer à lei os estigmas de crueldades inúteis e que semeia porque os diverte que ninguém o note. Foi – e é - o caso do execrando Bagão Félix. Foi e é – quase inteiramente - o caso das repugnantes “faculdades de direito” da tugária, coisas realmente imundas pelo criminoso papismo entranhado e onde se produzem todos os canalhas necessários a quaisquer perseguições futuras.
Tuesday, September 28, 2010
(EXCOMUNGADOS) PAPISTAS CHAMADOS À CATEQUESE ORTODOXA
A Santa Igreja de Cristo – animada pela cósmica boa vontade do Santo Patriarca Kiril I (Eis Polá Eti Déspotá!) – decidiu tentar converter os heresiarcas papistas à humanidade dos homens e chamou-os a Moscovo. Para um seminário sobre ética e prática bancária, segundo noticia discretamente a Interfax. O execrando presidente do banco do Vaticano acaba de ser indiciado pelo crime de branqueamento de capitais, acrescente-se. E o Santo Patriarca de Moscovo e todas as Rússias (Mnô Gaya Leta!) determinou-se a explicar aos heresiarcas, segundo tudo indica, que isso não se faz. Os herejes já confirmaram a sua presença. Cremos que os Procuradores Italianos estarão atentíssimos ao curso dos trabalhos. O cintilante Patriarca Kiril I, Bem Amado de Deus e Santíssimo Pai na Fé(possam as suas orações por nós não cessar jamais), faz-nos sorrir às vezes. Supomos que o saberá. E desde que os uniatas melkitas esclareceram que reconheciam Roma, sim, mas a Roma do séc. IV, desde aí que não tínhamos humor eclesiástico de tão grande elevação. Esta santa ideia do Santo Patriarca (Deus o guarde) traz definitivamente um sentido de oportunidade radicalmente ímpar.
Monday, September 20, 2010
PAGA TUS CUENTAS, HAY CRISIS
Ratzinger regressou ao cemitério onde vive com os seus pedrastas. A visita à terra livre de Inglaterra saldou-se pelo maior fiasco desde que o seu execrando antecessor ousou insultar a Terra Santa da Hélade com a sua agoniante presença. Aí os romoi meteram-se em casa, o comércio fechou e as janelas para a rua onde passaria o homem repulsivo tiveram os estores corridos e portadas bem fechadas. O povo heróico não queria olhar as ventas do monstrengo. E não as olhou. O repulsivo velho atravessou ruas completamente desertas e a nenhum rosto do povo que Deus ama pôde atirar a maldição maculante do imundo olhar que era o seu. (Deus seja louvado). Em Londres não foi assim. Mas não esteve mal. Quinze mil pessoas,desde os simpáticos maricões (que assim ficam perdoados) aos pagadores de impostos contrariados pelo facto do estupor do velho ter sido dispensado de pagar as contas que lhe são imputáveis. Quinze mil ingleses na rua. A mandar o velho para o cemitério de onde vinha. Mais os pedrastóforos que o acompanhavam. Mas as esquerdas das Espanhas preparam-se para seguir o exemplo inglês. Isso é bom. Isso é excelente. A igreja dos pederastas deve encontrar pela frente a Espanha liberal, a Espanha republicana, a Espanha decente. Unidas no repúdio ao execrando homúnculo e a tudo quanto significa. Monárquicos Portugueses discutem eventual comparência sob as divisas de "contra Ratzinger", "paga tus cuentas","Ortodoxia, único catolicismo" e "viva la inteligência y la vida, curas pedrastas al paredón". " Não nos parece mal..
Sunday, September 19, 2010
Turcos frustram celebração em Ághia Sofia
A associação de gregos radicados nos USA para o restauro da Grande Basílica de Constantinopla, tinha tudo pronto. E o governo turco fez saber que essa celebração litúrgica (prevista para 17 de Setembro) era "uma provocação". Aquela testa de cro magnon do chefe do governo devia ouvir umas explicações. Perfeito disparate, isto. Só o governo da tugária é tão alérgico à Ortodoxia (nenhuma igreja aqui está radicada ou reconhecida e nenhuma Catedral de nenhuma jurisdição pôde construir-se nesta terra abandonada por Deus, porque a corja papista tem sido bem sucedida nesse boicote mal notado). Pensa o chefe do governo turco que a Turquia é a tugária? Que loucura.
O LÉXICO DE RATZINGER
O exame do léxico de Ratzinger na visita oa Reino Unido é muito interessante. Os crimes “indizíveis” admitidos, traduzem a assunção a correcção do silêncio em torno deles, silêncio com o qual a corja papista protegeu e protege os pederastas não identificados pelos aparelhos de justiça estaduais. Ele continua portanto a manter a mesma linha. São “indizíveis”, tais crimes. Não é para falar deles, portanto. Todavia, toda a imprensa europeia ouviu aquilo como uma confissão. E não é exactamente isso. Paralelamente, em Inglaterra comprometeram-se a informar uma comissão de controlo e vigilância. Vamos vêr se o fazem. Provavelmente, não. E quando Ratzinger se pergunta como foi possível a igreja não se ter apercebido das proporções desta perversão da missão sacerdotal, o que provavelmente está a dizer é que deviam ter sido mais atentos ao risco da acção dos aparelhos estaduais de justiça e à revelação dos factos e da imagem real da ICAR. Portugal é dos poucos lugares onde a estratégia da ICAR resultou em pleno.Até agora. Eles dizem mesmo, “Em Portugal não há” casos de “pedofilia” do clero de pedrastas. “Casos”, realmente não há, porque o caso só surge com o processo.E só a próxima crise política poderá permitir esses processos. Vamos ver muitos casos, sim. Se conseguirmos fazê-los surgir. Mas o léxico de Ratzinger é muito interessante por mais razões. Na verdade esta técnica da gestão do léxico encontramo-la em toda a “direita católica” que é, nisso, igualzinha desde a tugária (que o papismo fez imunda) à Venezuela que se redime dizendo-lhes algumas coisas ainda que não tudo.Igual no Chile, também. E no Brasil. Igual em França e na Polónia. É preciso extirpar esta gestão do léxico e isso faz-se, sublinhando-a quando aparece. É aspecto politicamente crucial da prestidigitação dos pederastas papistas e de qualquer factotum seu.
Saturday, September 18, 2010
PAPISTAS SENTEM-SE HUMILHADOS, DIZ RATZINGER
O execrando Ratzinger prossegue a sua horrível visita ao Reino Unido. Verbaliza sentimentos de "vergonha" e "humilhação", em razão dos crimes "indizíveis" (SIC) que a sua gentalha vem cometendo e continua a cometer. Na Bélgica os papistas temem processos "à americana" (como se isso tivesse sido suficiente nos USA, embora os casos estejam longe de acabarem, mesmo judicialmente falando). Para Ratzinger, portanto, não são os outros que foram as vítimas da humilhação. É a sua corja. E isto é notável. Em Portugal, com a população submetida ao severíssimo constrangimento das retaliações judiciais por um aparelho de justiça assente em pressupostos Nacional-Católicos e que, por isso, persegue a liberdade de palavra desvairadamente (sob invocação das singularidades culturais), não houve ainda qualquer investigação seja ao trabalho escravo de crianças em asilos papistas, seja a esse reflexo de servidão que é a sodomia de menores pela padralhada infecta. Quando pudermos tratar disso, acaba a padralhada no território, porque, evidentemente, quanto veremos será uma explosão (os constrangimentos disparatados acabam sempre em explosões). Neste "católico território" (onde, além dos papistas, só os Ismaelitas têm reconhecimento da sua dignidade como confissão religiosa radicada), o jornal "I" relembra as imundas condutas dos antecessores de Ratzinger e o desvario que representam. Alguns papistas reagiram mal. Sentem-se (imagine-se) perseguidos. Acham que isto é tudo "um exagero". Um pouco como o Morais Leitão achava que a prostituição homossexual das crianças órfãs da Casa Pia se traduzia em "coisas de rapazes". Isto parece significar que eles foram rapazes assim. Ou será que significa outra coisa? Ou significará todas as (piores) coisas? Aguardamos o momento em que tais processos possam começar. E, sim, somos inimigos dos homens-cães do papismo. E achamos que eles merecem a morte, como achamos que Deus, na sua infinita Misericórdia e no seu amor pelos homens, ou entrega os homens cães do papismo à decisão e liberdade dos filhos de Deus, ou se ocupará directamente disso. Tudo ocorrerá em conformidade com a natureza das coisas. Importa saber esperar. Sabiamente o notou - em Encíclica - um sábio e Santo Patriarca de Constantinopla: o papismo é uma heresia e desaparecerá como desapareceram todas as outras. Não sendo de esperar que o aguarde uma "morte serena, sem dores nem vergonhas", nem que "uma sentença favorável lhe seja concedida no temível Tribunal de Cristo".
Friday, September 17, 2010
O ABOMINANDO RATZINGER EM LONDRES
Histórica transigência. A repulsiva figura foi fazer o seu número teatral (sempre de péssimo gosto) à Cidade de Londres perante o horror e repulsa do inglês médio. "It is difficult to understand how this perversion of the priestly mission was possible," disse a criatura quanto à pedrestia do seu repulsivo clero Não é nada dificil entender isso. S. Paulo entendeu isso perfeitamente e, falando de Sodoma, explicou-o tão bem quanto o entendeu. S. João Crisóstomo entendeu isso perfeitamente e também não o explicou mal. As coisas entendem-se porque aqueles fenómenos são coisas de péssima gente. E péssima gente faz péssimas coisas. E continuará a fazê-las enquanto isso lhe for possível. Esta triste ideia dos serviços de informação que insistem em promover o repulsivo Ratzinger e a sua organização de pederastas, deve-se a uma lógica de "frente comum" perante "a crise", sendo certo que entre os factores desencadeantes da crise estão, justamente, frentes comuns que não podem existir, a pretexto de inimigos que nunca existiram. Prendam simplesmente o estupor do velho, levem-no a audiência criminal pública e penhorem os prédios da colina vaticana para pagar às vítimas. É tudo. Isto feito, verão que a frente comum é muito maior do que se imagina.
A Roménia discute a legalização da prostituição
Os nossos irmãos romenos discutem a legalização da prostituição. Vamos dar-lhes uma ajuda. É preciso reconhecer que devemos todos alguma coisa a essa sinistra actividade. Reconhecimento sem as parvoíces de Tomás de Aquino. Comecemos portanto por aí. A história do Ocidente deve à prostituição a primeira liberdade das mulheres: na falta de estatuto profissional, foi a fortuna ocasionalmente atingida nesta actividade que libertou as primeiras mulheres dos jugos da sociedade patriarcal. Também se lhe deve a moda picante, porque as mulheres usam hoje, com naturalidade, coisas que só tais “profissionais” usavam antes. No plano da influência literária, deve-se-lhe ainda outro olhar feminino sobre os homens: a objectividade das prostitutas é sempre inesperada, bastante prática pela quase virilidade e irresistível para os tímidos. E um outro olhar masculino sobre as mulheres, porque tendo todas as prostitutas cérebro, de nenhuma se espera que pense mas pensam. E de nenhuma se esperam sentimentos com elevação e há-os com manifestações assombrosas. Ainda no plano da influência literária, foram (e serão) das poucas mulheres com quem se pôde (ou poderá) falar enquanto o ideário pedagógico aplicado à educação das outras foi (ou for) o da parvoíce. Assinalar-se-á que entre as primeiras mulheres divinizadas pelos homens estão algumas prostitutas (a mulher de Simão o Mago, por exemplo). E há este pequeno detalhe: a história política da Europa não seria a mesma se a imperatriz Teodora não tivesse segurado Justiniano no trono e esta imperatriz começou a sua inesperada carreira num bordel de porto... (Isto não chega para recomendar os bordeis como Escola Superior de Ciências Políticas). Em todo o caso é exagero chamar àquilo profissão. Mais exagero ainda é chamar-lhe “a mais velha profissão do mundo”. Isso não está documentado. A mais velha profissão do mundo é claramente a neuro-cirurgia da qual há pistas seguras de exercício no neolítico, já que não são raros os craneos com sinais de trepanação e sobrevida dos pacientes (é um grande mistério do neolítico, mas é assim). A prostituição deve ter começado com o aparecimento das cidades (e das grandes cidades) porque só a grande cidade traz a massiva e drástica pobreza que é o terreno desta prostituição.
A prostituição ilegal tem implicado dez inconvenientes intoleráveis: clandestinidade de toda a actividade; acentuação da degradação moral das mulheres que exercem essa actividade; desenvolvimento de formas delituais de constrangimento de mulheres a coberto da clandestinidade já existente; arbítrio dos funcionários e abertura permanente à corrupção visando pagar, ou fazer pagar, entre outros, o favor dos agentes de polícia; impossibilidade de segurança legal, seja das pessoas, seja dos lugares ou casas; possibilidade de retaliações envolvendo organizações de delinquentes e cumplicidades de agentes corrompidos das forças de segurança e polícia criminal; impossibilidade de cuidados de saúde dirigidos com eficácia às correspondentes situações, seja na profilaxia, seja na terapia; impossibilidade de controlo sanitário; objectivo estímulo fiscal, pela falta de cobrança de impostos; parasitagem do sistema nacional de saúde em utilização por não contribuintes. Mas a prostituição legalizada tem implicado nove inconvenientes intoleráveis: o cadastro profissional das mulheres que exercem essa actividade; maior dificuldade de abandono da actividade; possibilidade de chantagem a partir das bases de dados, mesmo depois de cessada a actividade; necessidade de mencionar a actividade exercida nos dados de identificação pessoal; menção da actividade no cumprimento de obrigações tributárias e nos descontos para a segurança social; exames médicos miscigenizados por sentimento de censura moral ou desprezo (no apoio administrativo e de enfermagem, se não dos médicos); situação moralmente aviltante do Estado que cobre impostos sobre essa actividade (só proxentas lucram com isso); impossibilidade de mecanismo de controlo fiscal e legal que não seja aviltante; necessidade de instituir, ao menos, a contra ordenação para a actividade não declarada, o que, por absurdo, mantém a ilegalidade e mantém os respectivos inconvenientes. É portanto preciso descobrir formas de eliminar os inconvenientes da ilegalidade, sem a condenação aos inconvenientes da legalização até hoje conhecida. É capaz de não ser difícil, mas é preciso pensar nisso. Como boa parte dos problemas, a boa solução depende da boa perspectiva. A ideia em discussão na Roménia está longe de ser aceitável. Mas também não é aceitável continuar sem fazer nada. E para fazer bem alguma coisa é preciso reconhecer que a prostituição é filha da probreza e da falta de liberdade. Convém resistir à ideia de instituir "direitos das prostitutas". São as pessoas que têm direitos e têm-nos porque são pessoas. Do que se trata é de saber em que medida uma situação (como esta, ou outra) obsta à subsistência dos direitos que as pessoas têm. E em que medida obsta ao cumprimento dos seus deveres. Concluída essa primeira tarefa, há que remover esses obstáculos um a um, usando a Lei como instrumento e deixando critérios gerais que permitam afastar, na aplicação prática do texto legal, alguma situação concreta que não tenha podido especificamente detectar-se. Isto dito é preciso tocar no tema na perspectiva da dor moral da nossa impotência diante da pobreza e da falta de liberdade. Talvez assim se consiga melhorar alguma coisa. À imunda tugária - coisa de proxenetas mais que de prostitutas - recomenda-se que nem nisto se toque. O que mais faltava era ter os proxenetas a falar em critérios a adoptar pelo Direito a constituir. A solução universal para os problemas da tugária é a extinção da tugária.
Tuesday, September 14, 2010
A REVISÃO DA CONSTITUIÇÃO
Tudo se vai esclarecendo na tugária. O projecto de revisão constitucional do PSD com as propostas de fim da educação universal e gratuita e o fim dos cuidados de saúde universais e gratuitos, suscita alguns problemas que devem ser bem colocados. O primeiro é o da mentalidade. Homens servis, até aos limites da relevância patológica, são visceralmente inimigos de qualquer liberdade de qualquer homem. E o sobressalto é um instrumento de dominação. A tranquilidade perante a doença, a certeza de que o sistema nacional de saúde tratará qualquer caso com um grau médio de eficácia que explica o prolongamento da esperança de vida dos portugueses, isso é coisa que os “educados” pelos pederastas papistas nunca perdoaram em boa verdade. Parece-lhes mal. Acham uma “desresponsabilização”. Por eles estava bem o país cheio de gente a cair de podre, com portadores de infecções crónicas que, em caso de perigo social, o Estado resolvia pelo isolamento asilar, paralelo ao das prisões. Para eles estava bem o medo da doença a determinar a poupança para o caso de uma doença que pudesse vir. E vinha, porque isso de não comer para ter dinheiro no caso de ficar doente era realmente forma segura de adoecer. Mas para esta corja uma população que não esteja exposta às agruras do “destino”, no que à saúde respeita, é um problema político para eles. A doença, como medo, sobressalto, ocasião de dor exemplar, é importante para a “disciplina” social e a grande medicina é ir a Fátima de rastos (um grande remédio para as artroses, infalível para o reumático e eficaz até nos casos de condiloma anal, parece, um mal que os pederastas papistas devem conhecer bem). Depois, a doença reforça a estratificação social. Porque a classe baixa pode assim voltar a meter nojo. E passa a ter de ser fisicamente mantida à distância pelo perigo de contágio. Não há nada melhor, parece, do que voltar à taxa de mortalidade infantil de 30% para manter “essa gente”, dessa “espécie”, dessa “condição”, nos eixos. Os velhos são peso orçamental excessivo e portanto não se vê que o serviço nacional de saúde deva obstar à “sucessão natural das gerações”. É ” inevitável”, como eles costumam chamar ao que querem. Anima-os a doutrina papista. Chamam-lhe “princípio da subsidiariedade”. Não é por acaso que o rosto desta proposta é o daquele Paulo Teixeira Pinto. Um perfeito anormal, evidentemente. Um moribundo a querer deixar o mundo pior do que o encontrou. Homem promovido pela subserviência e enriquecido pela felonia. Nos termos desta doutrina, o Estado não é o primeiro instrumento de solidariedade da comunidade nacional. É o último. O grande problema nestas coisas é que não pode ser o último se não for o primeiro. E isto vale portanto a anulação. Pode-se ter uma ideia do significado prático desta loucura olhando para o “apoio judiciário”. Só os indigentes o têm e esses raramente vão a juízo. Os outros não podem ir sem enormes inconvenientes práticos. É disto que se trata. E de mais algumas coisas, mas essas ficam para a próxima.
Outro pederasta papista
O execrando Roger Vangheluwe bispo papista parasitando Bruges, abusou sexualmente de um sobrinho durante treze anos. A polícia belga tratou bem os papistas, paralizando-lhes uma sessão da "conferência episcopal", detendo a padralhada presente durante a busca que estenderam até às sepulturas dos presumíveis pederastas defuntos que foram heresiarcas na repulsiva estrutura. Vangheluwe caiu. É preciso que caia a organização. Sublinhe-se que de todo o mundo é possível extrair cinco conclusões: a primeira é que sítio onde não há casos de pederastia papista, é sítio que é integralmente muçulmano, ortodoxo, ou sítio onde não se pode falar da pederastia papista (como é o caso da tugária execranda, lugar de pederastia endémica); a segunda é que estes casos da estrutura papista revelam critérios objectivos de recrutamento, independentes da envolvente social e cultural (eles recrutam e promovem anormais parecidos entre si em todo o mundo); a terceira é que é indiferente saber se é a estrutura que deixa os anormais neste estado ou se eles já entram neste estado; a quarta é que independentemente de tudo os anormais descobertos, quando falam, expressam-se como soezes violadores (a culpa é das vítimas) e às vezes, até, trazem os seus repulsivos discursos ao ataque às liberdades civis (a culpa é das liberdades e, designadamente, da liberdade de autodeterminação sexual). A última conclusão é a mais importante: é lícito e necessário olhar do ponto de vista da legítima defesa das comunidades e das pessoas esta estrutura de parasitagem dos sentimentos religiosos que recruta anormais, os promove às direcções respectivas e lhes protege a impunidade ao longo de décadas (nenhum deles caiu por iniciativa da estrutura que os recrutou e promoveu). Segundo São Paulo na sua Carta aos Romanos eles não são maus porque fazem estas coisas, eles praticam estas abominações porque são gente tremenda e a sanção que a Lei Divina estabelece para eles é clara.
Monday, September 6, 2010
A BÉLGICA DESAGREGA-SE
O processo é interessante. Está a morrer esta fortaleza do papismo mais repulsivo (e não "mais retrógrado", porque todo o papismo é incompatível com os fundamentos e princípios de Ordem Pública). O processo é interessante porque não há "metafisica do estado" que lhes valha. Nem teologia papista do poder que os salve. O estado é um contrato. O estado é instrumental. A ruptura do consenso que levou à sua instituição pode valer, naturalmente, uma denúncia do contrato, uma declaração rescisória com justa casusa, ou mesmo uma declaração resolutória. Estas desagregações recentram sempre o problema. Que o entenda o repulsivo homúnculo institucionalizado da tugária, estado-asilo que nem Dickens imaginou possivel. Morra a Bélgica. Morra a tugária. (Morra sobretudo o pornográfico papismo). Porque lhes sobreviverá sempre a liberdade dos homens e a das comunidades.
Saturday, September 4, 2010
FRANCE 3
Em Março de 2004 a estação France 3 emitiu um debate sobre a pederastia na Europa e dedicou uma hora e meia ao debate da pederastia em Portugal e ao caso Casa Pia. Um agente da CIA deixou claro - nunca é demais relembrá-lo - que pela sua mão tinha passado uma lista de 500 nomes da rede de clientes (daquele bordel de órfãos) com relevância política e económica no território. A TV5 difundiu esse debate que foi visto no território portugês como em todo o mundo. E ninguém se mexeu sequer. Ficou tudo muito caladinho à espera que o tempo passasse. E o idiótico processo Casa Pia prosseguiu ronceiramente até à sentença de hoje onde -ó surpresa- dá por não provado o que toda a gente sabe em todo o mundo. Entende não provado que haja uma rede. Mas vai mais longe, ao criar as condições perfeitas para a sua anulação. Seja por condenar arguidos sem dizer (nem sequer resumidamente) em que provas se fundou, seja por (quando esses fundamentos forem conhecidos) se afigurar muito provável que sejam simplesmente disparatados. A imolação pública dos seis anormais concluir-se-á então por um abrandamento das penas ou pela sua anulação e, ao abrigo do regime de execução de penas, os anormais que à prisão chegarem serão soltos com relativa brevidade. Os juízes serão promovidos pelos preciosos serviços que prestaram à tranquilidade pública e a rede de clientes adaptar-se-á para cevar os seus anómalos apetites de forma mais segura. Alguns clientes, que incógnitos hão-de continuar, até rirão dos receios que tiveram. E com rigor - é triste reconhece-lo - só a CIA conseguirá dizer que coisas haviam de merecer os palermas da oitava vara.
Tuesday, August 31, 2010
ESTAVA ESCRITO
Urosa não nos indignou apenas a nós. Vai daí - e retribuindo o aconchego do projecto educativo para a servidão - alguém lhe foi à cara. E foram-lhe à cara em grupo. Não aprovamos. Ir-lhe à cara está longe de ser suficiente, seja para calar a criatura, seja para a esclarecer. Entendemos a forma de expressão. Mas ele, provavelmente, não. Se isto assim continua, os Chavistas ficam todos à beira da instituição da Igreja Nacional. Seria aliás uma excelente ideia. Se Roma e Urosa amam a servidão, talvez se possa remete-los à gleba que amam. Aliás não se lhes vislumbra nobreza onde quer que seja. Uma das características da nobreza europeia, justamente, é ter promovido a liberdade (que era a única a conhecer) essa liberdade que havia de acolher, no plano político, a liberdade de espírito que nas universidades nascera, assim se fundando a Europa Moderna. É interessante ver os Santos, os Mendes, os Alves, os Vacas, os Relógio, entre outros fenómenos (de entre os quais sempre avultarão os Pires), a baterem-se pelo regresso da servidão da qual a Revolução os libertou, nem sequer há muito tempo. Não nos opomos a que se lhes aplique a servidão pela qual almejam. Mas só para si próprios. Se o Direito os impressiona, excluam-se dele, então, e vejam depois quanto lhes resta. Já nos opomos a que queiram isso para os outros. Alguns outros comungam desta nossa oposição. E por isso Urosa tem, desde Sábado, a cara metida dentro. Logo veremos que outras coisas lhe amolgarão nos tempos que hão-de vir. O homem é, a nossos olhos, irreconhecível como Homem de Deus. Deus é a luz da inteligência. E a estupidez o que será? Da violenta estupidez na cabeça de Urosa, resultou a violenta coisa que veio à cara de Urosa. O semelhante clama pelo semelhante. Mas ele pode sempre - se a tanto não obstar Chavez - fugir para o alojamento eclesiástico da Via della scrofa, em Roma (scrofa significa porca parideira).
IMAGENS DE ANTHONY BLOOM
Depois de termos encontrado "on line" a presença de Eugraph Kovalevsky, procurámos outra grande figura de entre os seus contemporâneos que foi (é) o Metropolita Anthony. Médico e herói da resistência em França, este imigrado percorreu meio mundo - e às vezes a pé - para vir da Pérsia (onde seu pai era embaixador do Tzar junto do Trono do Pavão) a Paris. Ali se fez homem e ali travou os primeiros combates (em sentido estrito). Sempre fiel ao Patriarcado de Moscovo não obstante a evidente origem tzarista, o Metropolita Anthony foi Exarca do Patriarcado para a Europa Ocidental. Durante esse periodo também ele se interessou pela Ortodoxia Ocidental (i.e. pelas Igrejas da Igreja indivisa, igrejas anteriores ao cisma e ao esmagamento papista) também ele esteve atento aos seus legados. Há até uma fotografia (ou várias) do Metropolita a celebrar ritos ocidentais reconstituídos pela investigação histórica. Nestas imagens vemo-lo amadurecido e sereno. Ainda não era o ancião luminoso que alguns de nós tiveram o privilégio de conhecer. Como Jean de Saint-Denis a "técnica da oração" mereceu a sua melhor pedagogia. Mas aqui vemo-lo a falar sobre a dôr. A leitura das expressões fisionómicas do Metropolita e do jornalista revela um diálogo paralelo e não menos interessante. Recomendamos que depois de ouvir o Metropolita se leia o escrito que Jünger dedicou ao mesmo tema. "Sobre a dôr" tem uma edição catalã e fácil de encontrar. Não é descnecessário ver o que falta a uma e a outra abordagem. Descontando evidentemente o peso da formação política e militar de Jünger que não deve ser esquecido nessa leitura... Não deixando de ser seguro que a um jovem imigrado russo dos anos vinte e trinta não faltou seguramente a proximidade com o testemunho militar de oficiais cuja presença não poderia nunca ter sido indiferente (a começar por Anton Ivanovitch Denikin). A própria experiência do Metropolita na Segunda Guerra também não pode ser indiferente ao que diz sobre a dôr. E o que diz é notável. Não sabemos mesmo se alguma vez o Santo Metropolita terá dito alguma coisa que não fosse notável, (mas esse já é outro tema). A notabilidade desta geração projecta a uma dimensão sobre-humana a presença do Metropolita Sérgio, homem habitado pela mais fascinante genialidade profética e que consegue - com a naturalidade de um Grande Pedagogo - agregar e conduzir grandes poetas, evidentes cientistas e extraordinários teólogos, chamando-os à disciplina demonstrada com indescritível sedução, sem nada ocultar da sua própria fascinação perante a manifestação do Espírito que lhes iluminava as inteligências excepcionais e os guiava nos seus excepcionais destinos. Se as estas gerações incumbir dar um passo que seja além dos caminhos que aqueles abriram - e parece ser essa uma incumbência natural - isso é um motivo de grande preocupação. Parecem inultrapassáveis. E todavia incumbe-nos ir mais além. É preciso portanto começar a subir a montanha. As coisas serão mais fáceis se subirmos simplesmente. "Sobe e não penses nisso", dizia Nietzsche, (completamente alérgico ao que conhecia destes universos). Mas é ir subindo, sim. Sem pensar no significado teórico de tal coisa.
Monday, August 30, 2010
EUGRAPH KOVALEVSKY
Descobrimos imagens muito interessantes para quem se interessa por estas coisas. Trazem-nos a voz e a presença de Eugraph Kovalevsky (bispo Jean de Saint-Denis, sagrado sob a presidência de S. João Maximovitch, Bispo de S. Francisco da Igreja Russa Fora das Fronteiras). Eugraph Kovalevsky era um homem admirável e admirado. Teólogo de vivacidade única, liturgista, historiador da Igreja e – porque não dizê-lo? - Chefe de Escola, senão de Igreja como lhe chamou Justino, Santo Patriarca da Roménia. A seu lado esteve seu irmão Máximo Kovalevsky, também ele uma presença notável, daquelas que iluminam um século. Lossky disse de Máximo que era (como compositor) o maior vulto da música sacra do Séc. XX. Estamos de acordo. Os franceses que permaneceram fieis ao cânone ainda celebram com os seus cânticos no seio da Santa Metrópole Romena da Europa Ocidental e Meridional. Ao lado de Eugraph esteve também Vladimir Lossky. Como Ouspensky. E juntos fizeram grandes coisas. Grandes coisas pelas quais foram admirados. Grandes coisas que uma grande inquietação de grandes almas animava. Essa inquietação afastou muitos outros. Jean de Saint-Denis caminhava depressa demais e isso era incompatível com a prudência necessária a vários Chefes de Igreja que quiseram apoiá-lo, sem todavia o conseguirem acompanhar. Para desgosto deles e nosso. O Eminentíssimo e Beatíssimo Arcebispo Jean de Saint-Denis nasceu para os céus (para usar a expressão ortodoxa) como Bispo Canónico do Patriarcado da Roménia. Já o seu sucessor não logrou permanecer em horizonte canónico. Embora não raros clérigos tenham permanecido fiéis ao Patriarcado Romeno. E, por tudo isto, estas grandes coisas foram e são grandes coisas mas devem ser concluídas e esperam o seu continuador. É difícil o equilíbrio entre o amor à beleza e os limites do cânone. E nem sempre a beleza, a justiça e a bondade iluminam os canonistas, por bons homens que sejam. Mas é uma emoção encontrar as imagens de Monsenhor Jean de Saint-Denis que, como todas as chamas muito vivas, se extinguiu cedo demais. E posto que não conseguimos acompanhar-te nos dias da tua presença entre nós, Pai e Bispo João, acompanha-nos tu agora e guia-nos o olhar. http://www.dailymotion.com/video/x73akx_eugraph-kovalesky-a-la-television-s_webcam
Início do ano lectivo
O Ano lectivo da tugária está prestes a começar. As editoras colhem já os frutos da sua capacidade de sedução dos professores do secundário para a adopção de manuais escolares. Num país que não lê, o livro escolar é a salvação das editoras. A negociata é de tal ordem importante que as editoras espanholas já entraram nele. Por piores que sejam os manuais, eles são adoptados com autonomia, escola a escola. As editoras seduzem os professores com técnicas próximas às dos delegados de propaganda médica face aos clínicos do serviço nacional de saúde. Devia haver uma agência de acreditação para os manuais escolares. Mas não há gente de confiança para estabelecer qualquer agência de acreditação. Vigora o princípio em cujos termos os funcionários patrimonializam quaisquer competências que se lhes entreguem sempre que o puderem fazer. Uma desgraça. Boa parte das famílias está, em fim de férias, a contar os tostões para gastar uns 250 euros em material escolar para cada criança. Num país onde o salário mínimo não atinge os 500 euros disponíveis. Para ensino público universal e gratuito isto é um absurdo gritante. E boa parte desse esforço destina-se a remunerar a corrupção. Como de costume. Como em todos os quadrantes. Maldito seja o estado das máfias.
Sunday, August 29, 2010
O Canalha Urosa e a "Educação Católica"
Com as fogueiras da inquisição na ialma, o canalha Urosa - papista de Caracas e papista do carago - vomitou uma nota (pastoral-clandestina?) que foi parar ao endereço errado. E assim foi, pela Graça de Deus, O Clemente. O canalha Urosa entende que a educação dos favorecidos e desfavorecidos deve ser segregada, já que os primeiros devem ser educados para o "exercício das suas responsabilidades" (na gestão privada e altos cargos da administração pública) e os segundos devem ser educados para o "respeito pela autoridade, o devotamento e a modéstia". Os cães do papismo deveriam encarregar-se de ambas as vertentes. E temem que o Estado lhe vede tais intentos através de um daqueles benditos rompantes do imprevisível Coronel Chavez. (Benditos rompantes que tão divertidas surpresas nos têm dado). Anda toda a gente desde o séc. XVI a promover a educação como instrumenhto da liberdade pessoal e política e propõe-se este canalha usar a sua deseducação como condicionamento em favor da desigualdade. (E da desigualdade política, entenda-se bem). Possa Deus, na sua Infinita Misericórdia, ajudar o Estado Venezuelano a anular tão sinistros propósitos da padralhada pedrasta. E assim consigam os demais estados a varrer tais propósitos dos cenários nacionais respectivos. O canalha Urosa - homem sem palavra como qualquer membro da asquerosa hierarquia papista - apressou-se a desmentir o escrito no qual, todavia, estão bem patentes o estilo repulsivo, os objectivos práticos evidentemente prosseguidos e o tom das lenga- lengas habituais. Assim se expressam. E isto é para levar a sério. Porque é exactamente isso que fazem, quando podem. Agradecemos o aviso aos bons meninos do Golias. E quanto a tudo, como diz o salmista, "que o pecado desapareça da terra e seja exterminada a iniquidade".
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SIDA MENTAL
Os críticos dizem o mesmo que os situacionistas. Dizem o que diziam há 25 anos. "Estamos a viver acima das nossas possibilidades". Calaram esse discurso enquanto vieram as subvenções europeias. Ali ninguém lhes ouviu um só protesto contra a burla e a corrupção em torno dessas subvenções. Mas agora retomaram o tema. "Estamos a viver acima das nossas possibilidades". Nem é verdade. Estamos a viver acima das forças próprias. Isso sim. Como toda a gente, aliás. Por isso talvez admitem até, os situacionistas e os críticos, a perda da independência (a alienação dos poderes do Estado) e o controlo directo do orçamento geral do estado, como coisa "inevitável". Não acham isso coisa lesiva, desde que sejam eles os cabos cipaios. Mas, sobretudo, repetem-se, repetem-se, repetem-se. Uma ou outra vez, porém, acrescentam alguma coisa de pessoal. Foi o que aconteceu no último programa do Crespo e do fóssil Carreira. Fossile vem de fodere, significa o escavado, portanto; ou, como diz a fórmula corrente, o fodido. Ora o fóssil Carreira disse uma coisa interessante, com a M.F. Mónica e o próprio Crespo. Cantaram todos que uma pessoa normal não aguenta estar nas bancadas do Parlamento. São animais empalhados, aqueles tipos. Porque a regra é a do silêncio. Um deputado não consegue falar. É estritamente instrumental o seu papel. Apenas lhe sendo consentido que vote e de acordo com a disciplina lá do coiso. Lá do dono. Isso é interessante. Por isso o combate à corrupção é gizado pelo Ricardo Rodrigues e pelo Fernando Negrão, imagine-se, com um longo desfile de atrasados mentais das faculdades de direito locais onde os atrasados mentais se formatam. Teve até relativo interesse ver o Vera Jardim a presdidir às sessões em comissão, ele que é simultaneamente membro da administração de um bando, digo banco, e deveria, por isso, estar em situação de incompatibilidade. Mas a ordem é o silêncio. A estabilidade é o silêncio. A paz é o silêncio. Os tribunais criminais bem o dizem numa jurisprudência de atrasados mentais atirada contra a liberdade de palavra, onde é licito duvidar até que o juizes conheçam o léxico que julgam. Os próprios advogados podem cruzar minutas, mas falar em juizo é coisa punível. O anormal Júdice arregimentou os gastrópodes trazidos aos colégios "disciplinares". (Foi buscá-los aos foot boys e aos bordeis e só por isso haveria de ser julgado por um colectivo de antigos sodomizados da Casa Pia). Como trataremos disto? Os criticos não dizem. Mas é simples. Se a estrutura assenta no silêncio, falemos. Falemos até os fazer guinchar. Com um pouco de sorte havemos de julgar os que na sua infinita boçalidade quiseram conter nestes termos a vida alheia. Havemos de os compelir ao guincho até que que as cordas lhes rebentem.
Saturday, August 28, 2010
Atenção a quem sobreviver
Duarte Lima diz que os cinco milhões de euros transferidos para conta dele pela assassinada secretária do Feteira eram honorários. Agora nunca saberemos se o seriam ou não. Embora tenha havido uma vaga vitória num processo em Portugal. Júdice diz, por seu turno, que por ter havido vitória anterior - em sentido oposto e no Brasil - os honorários aí pagos à sua gente pela filha de Feteira e cabeça de casal (como se diz na tugária) "são transparentes". A aparição de Júdice torna isto numa coisa realmente inquietante. Sabendo-se como se sabe tratar-se de homem sem escrúpulos de qualquer espécie. Duarte Lima grita que se sente na mira de forças tenebrosas. Mas recusa dizer quem são as forças tenebrosas às quais alude. São todos parvos. E pensam que somos todos parvos. A morte da pobre mulher que viveu com Feteira e foi sua secretária dá bem o modelo de conflito patrocinado pelas "grandes sociedades de advogados" à moda da tugária, como dá o modo de patrocínio e a evolução dele. Tal como em todos os demais casos - isso é patente - o direito é um detalhe e os tribunais são mero pretexto. Nenhum processo chega ao seu termo natural (em última análise, porque uma das partes é assassinada e todos somos assassináveis). O direito é pretexto para assaltar o património alheio sob a epígrafe da "cobrança de honorários", entre outras epígrafes possíveis. Quanto a tudo o mais nem é preciso estudar Direito ou, menos ainda, saber Direito. Basta saber pressionar a decisão. Comprar a decisão. Ou, ao mais pequeno contratempo, basta assassinar ou mandar assassinar o opositor. Impossivel saber de que negócios é capaz esta imunda corja. Duarte Lima está em pânico. Regista-se. Ele há-de conhecer bem a gente com quem tem andado metido. Já agora, que se porte como um homem. (O pânico é alarme nervoso cuja utilidade se esgota escassos segundos depois). Por nós, podem todos matar-se uns aos outros. Conviria em todo o caso examinar atentamente quem sobreviver. Porque a segurança comum exige que não haja sobreviventes. A ideia em cujos termos um dissidio se pode conduzir nestes termos e com êxito pessoal - seja ele de quem for- é conclusão que nenhuma Ordem Pública tolera. É razoável esperar que se matem uns aos outros. É uma decisão conforme à economia. Mas não pode ser tolerada a liberdade de qualquer eventual vencedor ou sobrevivente, nem dos que, com ele, possam lucrar ou ter lucrado com isso.
Tuesday, August 24, 2010
Simplicidade
Enfim a objectividade. Para que serve um veículo de uso pessoal? Para afixar o estatuto. Para engatar umas gajas, sobretudo nas terras onde, entre gentes de merda, a inteligência não é um instrumento de sedução. Nem um índice de êxito. Antes se mostrando um sintoma de graves problemas, mais ou menos próximos. Em terras onde o êxito é a subalternidade bem colocada, o veículo serve para o engate. As megeras são-lhe sensíveis. E quando essas megeras usam um veículo, isso corresponde a uma afixação do preço actual. Os veículos servem para compensar a crua ausência de imensas coisas, que continuam e continuarão a faltar. Aos homens sem família, o veículo serve para afixar a prosperidade da solidão. Como quaisquer outros adereços caros. Há até, também por isso, uma publicidade especificamente dirigida aos homossexuais. Um gajo com coisas caras demais deve sempre ser suspeito de paneleirices, além da costumada suspeita das trafulhices. A sobriedade é um atributo da virilidade e da decência. Como o menosprezo pelas "regras" dos snobs é atributo dos últimos aristocratas que restam. E assim é também com o impulso de vómito ante o normativismo parolo (porque quererá a filha da porteira ser jurista, senão mesmo juiz?). Aristocratas são os homens livres que há. E saber ser dono do que se tem não é pequena qualidade. Mas prossigamos. Servem pois para imensas coisas, os carros e motas, além daquilo para que deveriam servir. Mas eis enfim a objectividade. A simplicidade. A evidência. A limpeza. O preço acertado. A utilidade clara. A solução vem do oriente, isso dá jeito a um ocidente desorientado. É solução barata e isso dará jeito a uma Europa do sul que perdeu o norte. A malta está desorientada, desnorteada e de cabeça perdida. Mas o norte e o oriente estão lá. Não há prazo fixo para os redescobrir. Já repor no lugar as cabeças perdidas parece sempre urgente. Ainda que algumas devam rolar por exigência da natureza das coisas e "as coisas são o que são e serão o que tiverem de ser". (Já lá dizia o Óscar que cruamente o verificou).
Monday, August 23, 2010
O sarcoma húngaro e a mordidela papista
O governo do sarcoma magiar em França iniciou uma deportação em massa de ciganos da Roménia e Bulgária. Toda a gente ficou com os cabelos em pé. E o ministro do interior do sarcoma magiar veio dizer que a criminalidade dos cidadãos romenos tinha aumentado em Paris. Isso parecia-lhe bastante para tornar as questões menos rácicas. Mas não foi. Ratzinger juntou-se ao coro. É preciso acolher a "legítima diversidade" dos homens. Imagine-se. Há portanto uma diversidade legítima e uma diversidade ilegítima? Parece que sim. A diversidade ilegítima deve ser a daqueles rapazes e raparigas que a Junta Militar Argentina deitava dos aviões abaixo depois de os enxarcar em calmantes. Monsenhor Tortolo chegou a dizer que isso era trabalho de Deus. O oportunismo destes velhos perversos não terá fim?
Saturday, August 21, 2010
Rapaces dos foot boys e outros contos
O treinador da selecção nacional de futebol da tugária foi disciplinarmente suspenso -no inicio de uma fase de selecção de novo campeonato - por ter dito uns palavrões aos controladores anti-"doping". No futebol da tugária o palavrão é usado em substituição da pontuação. Corresponde a uma pausa de respiração. De facto, o tuga médio (repugnante fenómeno) constrói habitualmente as suas frases assim: "fui ao jardim da celeste, fodas, giroflégiroflá, caralho". Tuga médio ele próprio o imundo instrutor (dessa merda de processo) não falará certamente de modo diverso. Coisa mais engraçada é que o treinador ou seleccionador não era entendido pelos jogadores (ele fez város esforços de reflexão própria e isso há-de ter-lhe matizado a linguagem). Misturará ele os níveis? dirá em Ontologia -por exemplo- o ser, fodas, é (caralho)?... É pouco provável. O mais natural é que o instrutor de merda (de um processo de merda) tenha querido mandar para o caralho qualquer brilho, seja de quem for. E nisso não estará só. Porque têm os homens cães da tugária almas de sapo? Porque disparam eles sobre tudo o que brilha? E porque são eles tão violentos nisso?... Aparentemente cresceram com os senhores priores a saltarem-lhes para cima. Sendo certo que os senhores priores (sobretudo na tugária) fazem questão de dizer que em casa dos pais das crianças os abusos são iguais,ou piores. Os homens cães do papismo, como se sabe, são exímios na difamação das suas vítimas. Será isto que explica o ódio a todo o brilho, a perseguição destemperada de qualquer opinião, queixa ou desabafo? Pensamos honestamente que sim. Estas perseguições - qualquer que seja o lugar onde as encontramos - são de tal modo apanascadas, traduzem uma tal paneleirice, que só poderiam (em bom rigor) ser movidas por quem cresceu a ser sodomizado (pelo imundo cura e por mais sabe Deus quem), sempre pensando que falar é pecado. Falar é pecado. E não só falar disso. É provavelmente disto que se trata. E parece que isto "é transversal à sociedade portuguesa" (como diz a fórmula de minuta a uso). O gajo do Grande Oriente pensa e faz o mesmo que o bispo de leiria. Ou o acusadeiro dos foot boys. Carlos Queiroz, coitado, deve encontrar modo de os mandar simplesmente levar no cú (para falar uma linguagem que imediatamente entendam). Vamos dizer-vos o que pensamos do quadro normativo: estes processos traduzem o abandono de qualquer referência jurídica atendível. São conduzidos por gente que está, simplesmente, fora de qualquer quadro de Direito Humano. Abandonado o Direito Humano, resta a rebelião. E uma das respostas da rebelião pode bem ser (e tem sido) o Direito Divino. E à luz dos textos revelados da Lei Divina cabe a esta escumalha apenas a morte por lapidação, se bem vemos. Certo, há a objecção do Cristo que exige a isenção de culpas para atirar a primeira pedra. Mas não há-de ser difícil, mesmo cercados por tão imunda gente, encontrar alguém que nunca violou nem quis violar uma criança. Quem não calou nem quis calar nada a tal respeito ou a respeito de coisas próximas. Não há-de ser difícil encontrar quem atire a primeira pedra, portanto. Mas se acaso não restarem sequer dez justos, ainda assim é com a morte que responde a Lei Divina. A cólera que sentimos diante desses labregos de merda, paneleirões até à medula, crudelíssimos nos seus ódios à normalidade dos homens, a cólera que sentimos diante de tal corja, em tudo imunda, é a expressão primeira de valores éticos fundamentais. É preciso acreditar nessa cólera. Respeitar essa cólera. Ser fiel a essa cólera. E é preciso segui-la. Já perceberam porque é que esses paneleirões (sodomizados pelo clero papista desde a mais tenra infância e promovidos por isso) se assustam diante de qualquer expressão de simples impaciência? Eles sabem o que lhes cabe, o que deve caber-lhes e o que é mister que recebam. Entre os rapaces dos foot boys, ou em qualquer outro domínio da caricatural actividade nesta terra que todos os dias fazem, em todos os quadrantes, repulsivamente imunda.
Friday, August 13, 2010
Duarte Lima
Invenção dos papistas da "universidade catolica" é suspeito de um crime odioso. Diz que reagirá judicialmente contra quem atente contra a dignidade dele. Registado. Qual dignidade?
Thursday, August 12, 2010
A ideia que eles têm
A ideia que eles têm de si próprios é excelente. Pouco importa que estejam convictos que 5/3 é mais que 2/3. Ou que digam na jurisprudencia do supremo que "análogo é o idêntico". Eles são sábios a seus próprios olhos. Deve ser mesmo o único aparelho judiciário que perfilha tão claramente a isostenia. E portanto estas nódoas classificam bem as nódoas. O juízes portugueses tiveram classificação de bom e muito bom. É a ideia que eles têm. Nós achamos que seria mais conforme à misericórdia mandá-los para a enchada ou para a estiva. Mas tudo depende da ideia que se tem. Eles têm esta certeza sobre si próprios. Acham-se bons e muito bons. Diríamos que são óptimas nódoas. E só nesta medida aceitamos tal resultado.
Wednesday, August 11, 2010
A ordem, o cartel e a libertação
Tres pessoas operadas aos olhos no Algarve contraíram infecções que as conduziram à cegueira. O oftalmologista era holandês. A clínica é privada. O impacto da noticia deve-se a vários factores. O primeiro é apenas a necessidade de divulgar a desgraça para que os demais infelizes se sintam menos desgraçados. Mas outros aspectos da coisa têm relevância um pouco maior. A clínica privada apresenta a busca do lucro comercial em tensão com a natureza da medicina. Tal como o sistema público de assistência apresenta em tensão com a natureza da medicina o espírito do funcionalismo. Um médico não pode ser, nem um comerciante nem um funcionário. Nem pode estar condicionado (com a amplitude revelada pela vida quotidiana) pelos pressupostos de funcionamento destas duas soluções em alternativa. Elas trazem incompatibilidades propiciadoras do erro clínico (entre outros problemas). E o erro persegue-se como se fosse crime negligente ou doloso, motivo pelo qual o erro é dificilmente corrigido. Porque quem o comete quer escapar à perseguição criminal do azar que teve e nem sequer se sente criminoso. Aliás o crime começa, moralmente falando e mais exactamente, na tentativa de escapar e essa pode conduzir a situações mais complicadas do ponto de vista penal. Outro problema começa na discussão judicial disto. As vítimas entregaram o caso a uma "grande sociedade de advogados". (Seria interessante apurar como é que ali foram conduzidas). E aparecem logo na televisão as ventas do "representante da ordem dos advogados" no Conselho Superior da Magistratura. Parece evidente, todavia, que isto não pode ser. Parece óbvio que o membro de um organismo com poderes disciplinares sobre os magistrados judiciais de primeira instância, não pode advogar diante deles. Mas assim tem acontecido. A reacção necessária está mais que vista. É preciso que os assim processados contratem alguém com poderes jurisdicionais sobre este advogado. E esse será um membro do conselho superior da ordem. E também isto não pode ser. A Ordem não pode ser um cartel para anular a igualdade das partes em processo judicial. Mas é. É exactamente isso que aquela porcaria é. E para isso serve. Não tendo aliás outra utilidade. E também por isso é preciso destruir o Estado ao qual aquela porcaria é útil. E meter na cadeia os gerentes do cartel ou os seus cúmplices. Isto não é mais do que uma forma de corrupção. E neste contexto não só é inútil discutir direito, como a vida de qualquer pessoas que queira discutir ou ver protegidos os direitos fundamentais pode ver-se muito complicada (por esta imunda corja, evidentemente). A imunda corja retalia. Com a crueldade dos eunucos. Há outro drama nisto: é que levá-los à cadeia exigiria uma rebelião vitoriosa. E uma rebelião vitoriosa não teria o tempo senão de os passar sumariamente pelas armas. Se tal rebelião puder existir, não deve haver hesitações nestas matérias. É preciso pensar antes. E a dificuldade do problema é a seguinte: Eliminar um destes monstrengos é libertar mil vidas. É licito hesitar?
Sunday, August 8, 2010
ELEIÇÕES NA ORDEM DOS ADVOGADOS
As máfias e contra-máfias organizam e desorganizam listas para manter ou renegociar as respectivas posições no controlo da ordem dos advogados - um dos pilares da corrupção da tugária, porque permite retaliar sobre qualquer advogado que pretenda reagir contra qualque arbítrio, mesmo em patrocínio alheio. O aparelho fez já milhares de vítimas entre os advogados que, punidos por "violação do dever de urbanidade" por terem chamado nulo a um acto, ou por terem reagido a qualquer tentativa de intrusão da corporação, ficaram vitaliciamente na condição de sub-advogados. O cartel não aceita que ninguém possa ser aleito com razões de queixa contra os seus membros. Nenhum advogado punido com censura pode ser eleito para o que quer que seja. Os advogados, portanto, não conseguem reagir aos grémios e carteis das máfias colocadas por Júdice e Rogério Alves (i.e. pela Opus e pela "Grande Loja") na sua própria corporação. E as máfias "podem" participar, instruir e decidir os "processos disciplinares" contra quem quer que se lhes oponha e eliminar pura e simplesmente qualquer opositor em qualquer conflito ou tensão, ou ainda, a pretexto disso, explorar qualquer advogado até à ruína, com multas de dezenas de milhares de euros. Mas há formas seguras de reagir. Não há motivo para que os advogados não retaliem. Há "proxys" gratuitos a permitir com toda a segurança que uma navegação eficazmente anónima. E isso permite travar todos os combates e proceder a todas as denúncias (e publicar todas as fotografias). Esses homens-cães devem ver devolvido o terror que semeiam. É preciso que os agentes da protecção da pederastia e de todas as corrupções ali colocados na Ordem dos Advogados sejam identificados em público, para poderem ser vigiados por outros olhos. Pode-se perfeitamente fazer um blog para centralizar e tratar a informação (garantindo o anonimato das fontes) e proceder à denúncia pública e público inventário do que têm feito estes bandos de canalhas. (Há matéria para os atirar para a cadeia por muitos anos, assim houvesse aparelho judiciário). Este combate é imprescindível, porque agora eles até já participam nos júris de ingresso dos candidatos à magistratura (coisa impensável, mas evidente e oficialmente publicada). Nada disto pode deixar de piorar. E é (nitidamente) preciso evoluir para uma lógica de legítima defesa colectiva. Ora de entre os instrumentos disponíveis para garantir a ciorculação da informação livre, está o freegate (solução da Dynaweb... evidentemente apareceram inúmeras outras designações idênticas que são provavelmente armadilhas puras e simples). Nós usamos o free gate. É seguríssimo. completamente gratuito. É preciso que este uso se generalize. E é preciso começar a fazer o que deve ser feito. Sem transigências. Sem medos. E com toda a segurança.
Chamas no Douro
Terrível. Os viticultores durienses já não sabem como protestar. O estado empurra-os para a ruína. (Como a toda a gente). Coincidentemente o Douro estrá em chamas. Alguns dos agricultores acreditam mais - parece- nos subsidios de catástrofe do que nos resultados da colocação das suas produções no mercado. Há incêndios que rebentam com seis pontos de ignição simultâneos. Índício que não engana. A nós todavia, parecer-nos-ia mais eficaz largar o fogo a qualquer outra coisa. E -evidentemente- hastear a bandeira espanhola, modo infinitamente mais prático de largar o fogo a tudo.
"CIDADANIA PORTUGUESA"
A cidadania portuguesa corresponde substancialmente à servidão sobreviva e cabe-lhe bem -para dizer o mínimo - o que o Corpus Iuris diz da escravatura : "é um legado do Direito das Gentes, porém contrário à natureza". É preciso ser fiel à natureza. Não se pode melhorar isto. Seria indecente sequer tentar melhorar isto. Importa pois acabar com isto. O estado é inimigo das populações que devia servir. E nisso está a sentença que lhe cabe. Não há atenuantes. Não há meia vida. E é preciso salvar as populações.
Thursday, August 5, 2010
A JUS-ESCUMALHA E O GUERRILHEIRO
A ACED (associação contra a exclusão e pelo desenvolvimento) surpreende com a publicação de textos de outros. Desta vez publicou outra intervenção do advogado José Preto agora dirigida ao Congresso da Ordem dos Advogados de 2005. A corporação eliminou qualquer referência a esta intervenção, todavia a mais consistente do Congresso, se bem conseguimos ver. É a explicitação diagnóstica da jus-escumalha. Tal como o protesto contra a quebra da neutralidade religiosa da Ordem dos Advogados que faz uma missinha de Sant'ivo. Protesto publicado no mesmo site. A ACED fez bem em cortar o silêncio sobre este texto. Como sobre os outros. Mesmo que interveniente recuse publicar o que quer que seja - por iniciativa sua, pelo menos e se bem percebemos - na terrinha. Compreende-se perfeitamente. E também se compreende o papel "novo" da nova censura. A dos cães da Opus. E a dos pseudo maçons do futebol e da pederastia. Convém ler este texto. É a jus-escumalha retratada em todo o seu esplendor. Imaginou a escumalha que tal texto poderia ocultar-se? São realmente estúpidos.
A JUS-ESCUMALHA
Tugária. Uma e outra vez tudo se repete. A imunda corja judiciária acoitou no MP - nos abrandamentos da intervenção hierárquica do MP - todas as máfias, segundo tudo indica. E tudo explode a todo o momento. Evidentemente. Desde logo por se tratar de escumalha. E entre escumalha todas as cumplicidades estalam em qualquer altura e transformam-se em conflitos irredutíveis. Felizmente. É claro. Esses conflitos têm sempre o mesmo modelo. Por ser a mesma gente. Com os mesmos problemas e as mesmas ânsias. Tudo é mais ou menos o mesmo que a crise da Independente. Mais ou menos o mesmo que a crise do BCP. O aparelho judiciário, como o aparelho de polícia fiscal (a famigerada inspecção tributária), estão no centro de um grande projecto político. Trata-se do branqueamento da actuação da máfia na direcção política do estado e esta ordenou uma reconversão de estratégia. Trata-se de varrer do mercado os operadores económicos, sob a imputação de terem funcionado tão mal como os obrigaram a funcionar. O caso das sucatas é um óptimo exemplo de impunidade e fraude na direcção de empresas de capitais públicos. Tendo gerado fluxos de prosperidade da qual se apropriaram as máfias. Os metais eram tratados como se fossem lixo, não eram inventariados sendo formalmente removidos como lixo, mas pagos por quem os removia ao preço do dia na bolsa e sem sombra de factura ou recibo. O dinheiro tirado à Fazenda Nacional está nos bolsos da corrupção partidátia. Mas inviabilizado este procedimento por exigência do direito comunitário (todas as sucatas têm agora de ser declaradas à Agência Portuguesa do Âmbiente), a corja resolve o problema perseguindo e eliminando os operadores que alguma vez entraram em contacto com tal fenómeno, perseguindo-os por "fraude fiscal", assim libertando a área de negócio para as "empresas do regime" que dela se apropriam com a facilidade de quem tem terreno vago. Remunerarão, porventura, esse grande serviço. E no mínimo garantem empregos futuros para quem não tem sequer estatuto profissional, como é o caso dos instrumentais de S. Bento. Mas nas outras áreas de negócio não é o panorama muito melhor e o exame dos fiascos do IAPMEI nos pretensos processos de conciliação (extrajudicial) revelarão que as coisas são mais ou menos as mesmas em todo o lado. Empurrar para a falência quem quer que ocupe terreno próprio em qualquer actividade económica. Esse é o objectivo. Perfeitamente prosseguido e atingido. Naturalmente que desde a concorrencia desleal, até à extorsão todos os interesses vão tomando as suas posições junto do aparelho judiciário. E os instrumentais não podem nunca ser tão instrumentais como isso. Domesticadas as defesas processuais através da repressão dos advogados independentes (de que se tem encarregado a corja da Ordem respectiva), assegurou-se que os processos não serão combatidos, mas negociados algures. As vítimas são pois "defendidas" pelo inimigo. Ora os instrumentais querem também disto alguma coisa. Mesmo que apenas intuam o que estão a fazer sem o perceberem bem. Querem alguma coisa. Uma retribuição funcional extraordinária para uma utilização funcional extraordinária dos poderes processuais. E aqui está. São um bando de cretinos. Igual a qualquer outro bando de cretinos. E fazem exigências de cretinos, porque nem sabem bem o que querer, nem sabem exactamente o que os estão levando a fazer. Que Deus os prive de qualquer protecção. E viva a crise. Mas nesta crise demonstra-se que a autofagia do estado, esta espécie de Sida da política tuga, fez inviável a indepedência nacional. E as massas populares têm disso uma clara intuição. Ou não se tivesse hasteado a bandeira da Coroa de Espanha em Valença. O único perigo para as populações é esta espécie de veleiro desgovernado, verdadeiro navio fantasma, apenas tripulado por ratos e que abalroa qualquer coisa antes de se desfazer nos rochedos quando os encontrar. Esta terra tornou-se um perigo, nem sequer a prazo, para a estabilidade política europeia. E não é perigo pequeno. A jus-escumalha é o olho do furacão. Mas as orlas, com os pederastas papistas (homens-cães) e os seus eternos projectos de grotesca política, com os coniatas (homens-hienas) e seu desvirtuamento de tudo, estes, não podem ser a resposta para coisa nenhuma. A resposta à crise está no seu desenlace. É preciso que todos os aparelhos soçobrem. O manifesto do 28 de Maio não é adaptável. Não há "entre os escobros da Nação em ruinas" nenhuma instituição com legitimidade natural para qualquer posição pretensamente salvadora. Porque nada sobrou é importante nada ficcionar aqui. Importando não esquecer o dinheiro que foi objecto de apropriação ilícita. Ele é quase integralmente recuperável. E basta à superação da crise económica e financeira local. Pode pagar a intervenção militar externa. E resolver os demais problemas. Portugal nunca teve déficit. O déficit chama-se corrupção.
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