Wednesday, May 27, 2009

MOEDA FALSA

ל כֶּסֶף נִמְאָס, קָרְאוּ לָהֶם: כִּי-מָאַס יְהוָה, בָּהֶם. {פ}

(Jer 6,30)

No corridinho das máfias ficámos a saber que o virtuoso Cadilhe – de quem não ouvíamos falar desde o caso Taveira – ganhou duas vezes e meia mais (em dois anos) do que o Oliveira e Costa nos últimos dez. Ficámos também a saber que o Dias Loureiro se movia pelo BPN, ameaçando. E em processo, mentindo. Nada que não esperássemos destas criações de Cavaco. O homem devia mudar de nome para Cavaco Selva. Pai das máfias à moda local. De olhinho baço posto na Califórnia. Isto tem um de dois desenlaces plausiveis. Ou o Oliveira e Costa vai para o Conselho de Estado, ou o Dias Loureiro entra em prisão preventiva. Perguntava este Cavaco, há dias, “que será de Portugal?” É pergunta grande demais. Perguntemo-nos preferencialmente que fazer com tal corja.

Tuesday, May 26, 2009

OS CENTRISTAS E A BONECA INSUFLADA

Algumas boas almas emergem da classe média com uma ideia de boa educação francamente peculiar. Materializa-se na cara de prisão de ventre. Não lhes parece que a naturalidade fique bem. Distinto, distinto, é “cagar sentenças”. São um problema gigantesco para si próprios. Essa história de cada qual ser quem é, aflige-os. Não sabem ser quem são. Quem não atravessa a vida com cara de prisão de ventre, “perdeu o controlo”. E, portanto, Marinho Pinto “perdeu o controlo”. É o centrismo à moda das circunstâncias. Mas há coisas que convém discutir a partir do princípio. Eis o princípio: Marinho Pinto é Bastonário porque é advogado e porque foi eleito. A “Manela” é pivot porque dorme com o chefe. A “Manela” foi feita jornalista numa estação com largos traços de bordel e outros tantos de asilo. Há um “link” evidente entre a circunstância do homem ser chefe e a (pública) exuberância (oficial) da respectiva vida sexual. (Que vergonha). Parece uma novela do bom velho Fiodor Mikhailovitch, isto. Precisará o homem da aprovação do auditório nacional? Da aprovação de todos os outros homens? E pensar que o D. João V se disfarçava antes de ir para o “engate”… Um tal background dificilmente habilitará para porta-voz da Moral e do Direito no “Jornal Nacional” (“nacional” porquê, já agora?)... Em contrário, parecem pronunciar-se a Literatura e a História atestando, há muito tempo, que as “pêgas” são moralistas. Sim. Mas são-no no bordel. Ou em casa. Dali alimentam a Literatura, de resto. Desde Zola, parece. Tudo “por bem”, naturalmente. D. João I irritou-se com essa e - perdendo o controlo, como diria o centrista - espetou com as pêgas num tecto de Sintra, enfiando-lhes o “por bem” no bico, pelos séculos dos séculos. São moralistas, sim. Aliás como outros desviantes. Uma coisa é indesmentível, em todo o caso: Marinho Pinto aceitou ser entrevistado (por assim dizer) naquele cenário. Isso é matéria de decisão sua, evidentemente. Mas tudo melhorará quando as pessoas normais tomarem posições, mais à Berlusconi, talvez, mas infinitamente mais ajustadas às circunstâncias apesar disso. Os entrevistados deviam passar a dizer que a seriedade do que têm a tratar é incompatível com aquilo. E passariam então a ir a outro lado, se o houver. Ou aq parte nenhuma, que também dá. Os entrevistados (quaisquer entrevistados) não podem ser chamados ao eventual facto do Moniz preferir agora dormir com esta e não com qualquer outra. E aqui passaríamos do princípio para os Princípios. E não é “a Manela” a única a quem tal ajustamento de atitude devia opor-se. Quanto ao Mário Crespo e à sua “vinda a terreiro”, ele que se deixe de coisas. Lá porque a criaturinha lhe dava tesão há trinta anos, não temos que aturá-lo, com os efeitos de tais memórias, a vida toda. Mas o Crespo não será completamente um centrista, para estes efeitos. Há apenas algumas memórias que o emocionam. Acontece a todos.

Monday, May 25, 2009

MARINHO PINTO E A BONECA INSUFLADA

Os silicones da "Manela" trepidaram visivelmente. Nem o botox logrou manter-lhe completamente a paralisia facial através da qual logra berrar, como cabra desmamada, para espanto do telespectador médio. A conhecida personagem decidiu, parece, retaliar sobre um (eventual) apoio de Sócrates. Não tendo porém grande formação em Física, o fenómeno, com aquele seu arzinho de boneca insuflável, senão mesmo insuflada, recolheu do bastonário dos advogados – sob assédio das corjas da opus e demais máfias de outros parasitas da corporação -  o peso específico de uma verdade cabalmente demonstrada: a temperatura é a medida da agitação molecular. 

Thursday, May 21, 2009

O DESCARO

Os chefes papistas de Dublin confessam e pedem perdão. Confissão e pedido, parecem-nos mera pornografia. Mas sempre haveria aqui uma pequenina desproporção - muito banalizada - entre o que isto ousa pedir e aquilo que tem sido capaz de dar. Vejam aqui. Quanto ao perdão, entendemos modestamente que o Tribunal Criminal (todos os Estados têm competência para julgar tais factos ) deverá, a seu tempo, pronunciar-se sobre isso. Por nós, advogaremos sempre que ninguém tem legitimidade para perdoar crimes contra a dignidade humana. E que essa estrutura organizacional deve ser julgada criminosa enquanto tal.

PEDOCLASTIA PAPISTA

“Território jurisdicional exclusivo” do papismo (como Portugal e Espanha), a Irlanda pagou um preço elevado pelo apego papista àquelas infelizes terras (Como Portugal e Espanha). Os Irlandeses acabaram de concluir que trinta e cinco mil alunos das instituições papistas, ou assistidas pelo clero papista, devem ser declarados vítimas de maus-tratos. Dois mil deles deixaram em depoimento terem sido objecto de abuso sexual. Há indícios suficientes para que a organização em si própria seja declarada criminosa. O carácter permanente do problema (sessenta anos examinados na Irlanda) e a disseminação planetária deste problema nas estruturas daquela organização alegadamente religiosa (da Austrália ao Canadá passando pela Europa, África e América do Sul) não consentem a nossos olhos que se tome tal coisa como um problema nas estruturas. É um problema dessa estrutura enquanto tal. Traduz um critério de recrutamento. Uma orientação global quanto aos níveis de submissão desejáveis a inculcar. Um treino global dos agentes consubstanciado na respectiva perversão. Tal fenómeno traduz crimes incontáveis contra a dignidade humana. Imputáveis à estrutura organizacional. Deve ser deduzida acusação em conformidade, em todos os lugares da terra e preventivamente presos até julgamento os ministros de tal estrutura, em razão do perigo iminente (e salvo mais agudo olhar evidente) de continuação da actividade criminosa. E a estrutura deve ser extinta. Proibindo-se a designação de "Igreja Católica Apostólica Romana" e proibindo aos respectivos ministros a recomposição da estrutura, sob qualquer forma, independentemente da designação que venham a adoptar ou que pretendam adoptar. Jacobinos: voltem que estão perdoados. As demais jurisdições eclesiásticas cristãs melhor fariam em reponderar o ecumenismo a esta luz. O governo irlandês não tem qualquer legitimidade para garantir a imunidade a condutas que consubstanciam indiciariamente crimes contra a humanidade. "No legal way" para uma tal pretensão. O Direito Internacional comum não é derrogável assim e, de resto, traduz, nestes domínios, modo de revelação da Norma à qual nada pode opor-se. E o cardeal Policarpo deveria, no futuro (com os que se lhe equipararem) emitir as suas disparatadas parvoíces sobre o Islão, apenas a partir do cárcere e com a obrigação expressa de glosar em seguida uma frase execranda do execrando Escrivá (de execranda memória): - "é tão belo ser vítima".

Saturday, May 9, 2009

Manobras de opereta às portas do inferno

A OTAN mantém a sua provocação militar nas fronteiras da Rússia, procurando conservar em urânio empobrecido a múmia de Saakachvili, grande e único monumento da respectiva política para o Cáucaso. Revolução Rosa, diziam eles. Coisa bastante negra, afinal. A Santa Rússia não se ilude quanto ao casus belli. Um óbvio suicídio da OTAN. Oficialmente apresentam-se “em socorro da Geórgia” que os não quer lá. Apresentam-se com a sua clamorosa inépcia militar (foram eles quem rufianizou os rapazes a quem Saakachvili chamava forças armadas, com tal treino os deixando em estado de debandada à frente dos escassos dez mil homens da Divisão Russa que ali foi para resolver o problema e o resolveu). A OTAN traduz-se em exércitos de funcionários, coisas de opereta e propaganda, especializadas no cobarde ataque a populações civis na escora das armas que teoricamente combateriam sem eles e teriam a inteligência que lhes falta. É o que sabem fazer bem. E o que se vê por todo o lado. Conseguem bombardear igrejas, hospitais e embaixadas, como demonstraram na Sérvia. Conseguem deixar tudo contaminado pelo urânio empobrecido. É quanto deles se conhece. E com isso se propõe aquela gente desencadear, em casa alheia, problemas que não conseguirá nunca resolver. A oposição georgiana mantém a exigência do enterro de Saakachvili, em manifestações de rua contínuas. Desde há um mês. A imprensa da UE diz que, hoje, ainda são vinte mil os manifestantes (serão portanto, presumivelmente, dez vezes mais). E as unidades militares que restam parecem à beira do motim. A U.E. oferece-se no papel de lubrificante, como”mediador”. A falida Ucrânia oferecerá à OTAN a existência da revolução laranja, mas corre o risco de perder a Crimeia – presumivelmente sem um tiro disparado por forças externas - e qualquer perspectiva de futuro das actuais fronteiras orientais. Os papistas da Polónia, com a moeda já a valer metade, talvez se candidatem a mais uma desvalorização em metade do que resta, para acabarem de arruinar os bancos que nela investiram (como o BCP). E se a Rússia comprar a Quimonda, passará a deter em permanência o controlo dos tugas na OTAN, porque passará a controlar directamente 5% do pib que estes não podem perder sem perderem a própria viabilidade a curtíssimo prazo. É bastante mais barato e muito mais eficaz que uma guerra. Lá para Outubro veremos melhor o significado disto.

Friday, May 8, 2009

"Bairros Problemáticos", Problema mal pensado

As “entidades oficiais” estão a usar impensadamente e há tempo demais a expressão “bairros problemáticos”. Usam tal expressão o Ministro da Administração Interna, o PGR e o próprio serviço público de televisão. Ocorre porém que uma designação específica e “legitimadora” da denegação de direitos fundamentais a grupos sociais inteiros (e tão bem determinados que até foram colocados em zonas específicas) traduz apenas - e a nossos olhos - situação relevante à Luz do Direito Penal Internacional. Tal expressão é pois um crime. Como a situação que vem expressar.

O Toninho da Bela Vista

Recapitulemos: os “bairros problemáticos” são várias coisas. Umas vezes são bairrros bem desenhados. Mas quando assim é ficam colocados no topo de uma colina íngreme e os transportes públicos não passam por lá. As escolas não estão lá. Não há posto de saúde, ali. E a recolha do lixo não se faz. O único equipamento social que ali existe, às vezes, é uma esquadra de polícia. Na maior parte dos casos nem isso. A população está esmagadoramente desempregada. E é constituída por grupos étnicos entre os quais resulta fácil o conflito. Como a polícia não está ali para tratar da segurança das pessoas daqueles bairros, mas para os ocupar, ou para os atacar, os grupos tratam da sua segurança e, às vezes, armam-se até aos dentes. Não lhes é difícil arranjarem armas, desde que consigam arranjar dinheiro para as pagar. A delinquência que daqui emerge é maioritariamente a do furto, ou roubo. Não há informação relativa aos crimes sexuais. Nem há notícia de homicídios frequentes. Mesmo os afrontamentos armados entre grupos étnicos parecem traduzir dissuasão recíproca. Não foram noticiadas mortes. As mortes são em regra provocadas pela polícia. Foi o que aconteceu ao Toninho da Bela Vista na semana passada. A polícia diz que ele estava a assaltar uma caixa Multibanco. E matou-o. O simples facto da polícia o ter morto, faz-nos duvidar que ele estivesse a assaltar uma caixa multibanco. Se ao “discurso legitimador” não bastasse menos que um “ele estava armado”, a polícia teria provavelmente dito que ele estava armado. Mas o que é mais desagradável é que os agentes enervam-se quando nos bairros alguém se manifesta em homenagem aos rapazes abatidos. E foi o caso. Desta vez dispararam sobre uma manifestação de homenagem ao Toninho. E não disseram que a manifestação estava a assaltar uma caixa multibanco. Não o disseram porque não precisaram, já que desta vez dispararam mas sem matar ninguém.

Thursday, May 7, 2009

A polícia da panascracia

Clemente Lima lá saiu da Inspecção-Geral da Administração Interna, porventura ao abrigo do princípio do “isso não se pode dizer”, em tal caso enunciado pelo Pacheco Pereira. Bem entendido, os chuis respeitam tendencialmente a “estratificação social” manifestada pelo "regime". O filho de Pacheco Pereira ainda não foi alvejado a tiro pela soldadesca da GNR, ou pela escumalha da PSP. Já a mesma sorte não teve Kuku. Mas o novo Inspector-Geral da Administração Interna veio reconhecer mortes a mais e “sem razão nenhuma” (sic). Esta corja, portanto e segundo o Inspector-Geral, dispara a matar sem ser em legítima defesa. Quem gritará agora o “isso não se pode dizer”? E quem gritará, por fim, as coisas por dizer na falta de uma efectiva Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça? Quantos homicidas há na guarda prisional? Quantos violadores há na PJ? Quantas mortes, violações, extorsões, foram cobertas pela primeira lei do regime e que é (como o atesta a "jurisprudência" interminável de tribunais agindo como polícia política, mais o Pacheco Pereira) o princípio do "isso não se pode dizer"? ... Mas Pacheco Pereira veio "testemunhar", há uma semana, que antes do 25 de Abril não se podia escrever que "o governo de Sócrates é mediocre". E agora pode, diz ele. Reagia contra a "direita da blogosfera " e esta parece-lhe "modelo Portas". Mas só aqui se pode escrever que o Pacheco Pereira é parvo. E não há um "modelo Portas". Na verdade, isto é apenas uma panascracia homicida e esta gentalha assemelha-se toda entre si. Desde o cardeal de Lisboa ao Pacheco Pereira (de quem se esperariam diferenças mais significativas). "Modelo Portas" é o regime inteiro. Os outros estão só com acessos de vómito. Ou perto disso.

O LINGUAREJAR DAS BESTAS

O acordo heterográfico vai entrar em vigor. Tudo se tornará mais colorido para o fim da Língua. E embora mais confuso, seguramente mais divertido. A impossibilidade objectiva de distinguir entre “frigida” e “frígida”, entre “cagado” e “cágado” vem juntar-se à incapacidade subjectiva do deputado médio distinguir entre o “mandasse” e o “manda-se”. Ou entre “a vez” e o “vês”. Vem tudo somar-se à asquerosa língua do juiz médio que já dizia “instência” por “instância”, ou “sigilio” por “sigilo”, motivo pelo qual nessa peculiar forma de vida se toma por universal delito tudo quanto da minuta se arrede, porque fora da minuta anda esse homúnculo médio perdido (Deus seja louvado). Ainda bem. O linguarejar da indigência na terra do “isso não se pode dizer” vai enriquecer-se com o inteiro país a deixar de saber escrever. A “questão de fato” vai tornar divertida a demarcação da questão de direito. O direito, aqui, é algo mais ou algo menos que um fato puído. Porventura, está mesmo podre. Abandonado às traças, o Direito abandonou esta terra. Agrada pois que esta gente deixe também de saber como escrever. Dar-lhes cabo da grafia é ideia luminosa. É como arrancar-lhes a Língua. Nem Basílio II de Constantinopla decretaria melhor. E a malta normal que ainda há pode sempre recorrer às formas galegas, enquanto por cá ficar (a parte viva da Gales peninsular ficou evidentemente fora de tais loucuras). Quanto a tudo o mais é deixá-los cair num crioulo que ninguém entenda. Mas tudo fazendo para que ninguém precise de o entender.

Wednesday, May 6, 2009

Tratamento Iraniano da falsidade de um Diploma

A Assembleia da República do tremendo tugastão bem podia aprender com o Parlamento Iraniano. Ali Kordan, ministro do interior, foi demitido pela Assembleia Parlamentar por ousar apresentar um certificado universitário falso, sob invocação da Universidade de Oxford. Oxford reagiu. E nem o Chefe do Estado valeu ao infeliz. (Embora não tenha sido vergastado em público, coisa para a qual ainda nos faltam as explicações). Kordan lá invocou uma “London Oxford University”. Uma (in)dependente de Chelas, está visto, se no Irão houvesse Chelas. Ainda não apareceram o Arouca nem o Verde do lugar, talvez também porque ali não haja disso. Segundo tudo indica, se alguém ali se lembrou de ser Arouca ou Verde, ou até Pinto Verde, morreu certamente com a ideia. Mas o que no Irão não pode haver é um Sócrates. Não sabemos se poderia haver um estupor de uma velha sequer parecida com o estupor da velha. Mas, no mínimo, eles tapar-lhe-iam as ventas, ou parte daquilo. E também isso nos parece conforto apreciável. Concluímos portanto pela nítida superioridade moral e estética do Irão. À beira das eleições do tugastão, devíamos deixar este sublinhado. Sim. Sublinhe-se ainda o genuíno desprezo dos parlamentares iranianos pelos erros de ortografia contidos no pretenso certificado. Em S. Bento, os erros de grafia e sintaxe são regra da existência quotidiana, como bem se sabe. Por tudo, a imprensa do tugastão passou pela coisa fazendo-se desentendida. (Que atrevimento). Mas, também por isso, aqui fica a coisa para a reflexão do Colégio Eleitoral e em prol da abstenção ou do voto de protesto. Só um insensato escolhe entre monstros.

A hipernormalização dos servos

A circunstância da maioria dos patrões portugueses dispor de habilitações escolares inferior à média da demais população activa, significa que a “educação portuguesa” não seria senão uma “formação” para a subalternidade? A “Escola Portuguesa” é uma "escola" da servidão, onde se enraízam medos, aversões, inibições e todas as inépcias? Com o prolongamento da escolaridade obrigatória irá diminuir, mais drasticamente ainda, a capacidade de iniciativa pessoal ou empresarial? Não seria melhor acordar com a Coroa de Espanha, com a República Francesa, com o Reino Unido e com a República Federal da Alemanha (sem excluir a Federação Russa e a Roménia) a expansão das respectivas escolas no território português? Não será essa a única forma (e a mais económica) de propiciar uma educação normal às gerações futuras de portugueses?

Monday, May 4, 2009

Faculdade de Direito de Lisboa

A (congénita?) imbecilidade que ali se espraia é de tal ordem que no site daquilo se noticia a pendência de assinatura de um protocolo de cooperação com a “Universidade Independente”. Tal antro foi extinto, como se sabe. Era a segunda linha da Moderna. Esperemos que os da Faculdade de Direito de Lisboa não se esqueçam de prevenir quando assinarem tal “protocolo”. Mas fica a natural suspeita dos demais protocolos anunciados terem a consistência deste “projecto pendente”. (Ad cautelam) não seria melhor fechar aquilo, não?

AS VAREJEIRAS E O DIREITO

O funcionário procede à patrimonialização da sua posição na função pública. É coisa conhecida. E há uma versão disso à portuguesa. É outra coisa conhecida. O funcionário faz-se, por isso, empecilho universal para a vida alheia. É outra coisa evidente. Boa parte da chamada corrupção é na verdade crime de extorsão. Atente-se na “corrupção para acto lícito”: alguém paga – sem constrangimentos - o direito que é seu?... Mas o “respeito devido às instituições” traduz-se – no tugastão – em ameaça de condenação penal por “injúria qualificada”, ou “difamação qualificada”, a quem apontar tais evidências. É outra coisa conhecida. O que se vê nessa matéria não se pode dizer. O que se diz não se pode escrever. E o que se escreva nesta matéria não se pode assinar. Tudo se passando como se isto fosse “normal em democracia”. É a “liberdade com responsabilidade”, como diz a igreja papista sem cessar. Mais a mania dos "limites ", como se houvesse outros limites além dos que dão as definições. "Limites", dizem eles. Mas limites pouco aplicados a si próprios, como demonstra sodomização de crianças pelo seu clero. Entre outros, bem sabemos. São “os limites” que se traduzem, como um dia deixou claro Pacheco Pereira, no “princípio” do “isso não se pode dizer”. Não obstante, a “crítica dos factos” tem apontado, aqui e ali, por exemplo, a filha do Almeida Santos, instalada, como larva de varejeira, na estrutura do Estado. Entre outras larvas de outras varejeiras. E as larvas de varejeira têm a função de limpar o cadáver, libertando o esqueleto à observação fácil. Os paleontólogos usam-nas até para isso. As criaturas são sempre repugnantes, mas a sua acção não é necessariamente negativa, se assim for. São, primeiro, um sinal de morte. Depois, uma força que se alimenta da putrefacção assim libertando dela a terra. Mas há sempre disfunções e as moscas transmitem doenças e fazem-se, assim, inimigas da saúde e da vida. Tudo isso é conhecido. E doença de tais moscas é talvez o que aconteceu às Faculdades de Direito. Percorrem-se os corpos docentes e percebe-se a inépcia que as caracteriza. O escândalo da imobilidade e do servilismo sebenteiro. A inércia de cadáveres. Aquilo está cheio de larvas. Canotilho, larva de Canotilho, é assistente. Pinto Monteiro, larva de Pinto Monteiro, é assistente (aliás com mais de uma larva e em mais de um lugar). Castanheira Neves, larva de Castanheira Neves, é assistente. Miranda – larva de Jorge Miranda? – é assistente. Romano Martinez, larva de Soares Martinez, é professor. Mota Pinto, larva de Mota Pinto, é professor (havendo outra larva que é já assistente). “Normal em democracia”, pelos vistos. Os cargos públicos não se herdam no Estado Contemporâneo. Mas isto não tem nada a ver com o Estado Contemporâneo. Pensar que na suavizada Alemanha a malta não pode, sequer, fazer o mestrado e o doutoramento no mesmo sítio… Pensar que se esperava das Faculdades de Direito locais a voz crítica (como de todas as outras, em todos os outros lugares). Mas o que possa ser a voz das larvas está nítido. Pensar no que tais varejeiras possam ter feito aos outros, os intuitivos, os vivos, os inteligentes, os de palavra fácil, ou escrita elegante… Imagine-se a avidez posta na surda perseguição de tais rapazes e raparigas, para diminuir a concorrência às suas larvas. Como haveria aquilo de funcionar? Como pode aquilo viver senão no mais servil silêncio? Como poderia aquilo produzir outra coisa senão os imbecis serventuários que encontramos hoje sob a beca de juízes ou procuradores, ou sob a toga de advogados? Não estão todas as coisas à medida umas das outras?

Saturday, May 2, 2009

CAUSA SIVE RATIO

Em Nanterre, Richard Durn (mestre em Ciências Políticas e licenciado em História) reestruturou a tiro o concelho municipal, logrando o suicídio em pleno interrogatório na brigada da polícia. Há níveis abaixo dos quais não convém fazer viver os outros. Há modos de vida que correspondem a dizer aos outros que as suas vidas nada valem. E eles podem responder com recíproco arbítrio. Em Richard Durn só os anarquistas ousaram o apoio explícito. (No tugastão teriam sido criminalmente perseguidos, por umas gajas sopeirescas travestidas em procuradeiras e umas megeras mascaradas de juízes, brandindo minutas que nada significam a não ser um forte indício de doença mental). Não havia ali arbítrio para os anarquistas. Diziam que enquanto a violência desta gentalha se chamar justiça, a justiça da rebelião chamar-se-á violência. A ideia percebe-se. Mas é o arbítrio, sim. Arbítrio recíproco. Nítido. E tudo ponderado, o arbítrio é sempre fácil. Para todos e não apenas para alguns, como imaginam os imbecis sempre excessivamente numerosos. Uns miúdos completamente estuporados - não é inútil saber como chegaram a tal ponto - têm desatado aos tiros nas escolas respectivas na Alemanha, na Finlândia, na América e também não mataram pouco. "Culpa-se" a facilidade com que puderam aceder às armas. Na verdade, porém, qualquer coisa pode servir de arma a tal determinação. A pólvora não é difícil de fabricar. O gás de consumo doméstico também explode. A electricidade é incendiária. E um automóvel também mata. O mesmo podendo dizer-se de um tijolo. (Nas ruas de Lisboa há uns arrumadores que mordem e às vezes passam o HIV com a mordedura... Não convém deixá-los aproximarem-se demais, não; e afastá-los com as mãos nuas também não é boa ideia). Em Apeldoorn o Sr. Karst S, segurança desempregado, carregou ao volante de um carrito com o aparente intuito de atingir a Família Real Holandesa e matou uns cinco, ferindo uns onze, alguns dos quais morreram entretanto. Estava sem dinheiro. Sem trabalho. E perderia a casa no dia seguinte. Decidiu aparentemente não viver assim. Decidiu também, também aparentemente, morrer matando. E agora? O moralista imbecil teria vindo dizer que “isso não lhe dá o direito”. Claro que não. Mas ele sempre se estaria nas tintas para o moralista. O segundo moralista vem e diz, “o desemprego tem as costas largas”. Terá. Como a crise. Mas a pergunta continua onde estava. Subsiste a provocação anarquista. Um homem ficar sem vida não se chama violência. Mas à retaliação dele, chamam-se coisas a mais para que a razão possa assisti-las. Uma coisa subsiste: a inviabilidade prática de quaisquer medidas de segurança perante tal fenómeno. Essa impossibilidade de resposta útil à raiva daqueles a quem nenhuma resposta útil é dada nunca é um permanente sinal de êxito praticamente assegurado. A esta luz deveriam re-examinar-se algumas práticas institucionais de risco.

Sunday, April 26, 2009

Viva a Desgraça

Paz, pão, saúde, habitação, trabalho, educação, liberdade. A este “programa” de há 35 anos, podia juntar-se a “política de verdade” do general Spínola. Comecemos pela verdade. A verdade do Freeport, da Casa Pia, do BPN, do BPP, do BCP. A verdade da escumalha fiscalizadora sempre cúmplice de tudo. São dispensáveis outros comentários. A liberdade, essa conheceu uma mutação importante com o MP e a judicatura a desempenharem funções da polícia política (com gosto evidente dos respectivos agentes) ao abrigo dos pretensos crimes de injúria e difamação (mais as respectivas formas qualificadas) a pretensa “resistência e coacção a funcionário”, mais as pretensas “organizações terroristas” e as “armas proibidas” (onde se incluem a faca de mato do escuteiro, a adaga de caça, a faca de mergulho e o arco de plástico ou fibra mais as flechas do brinquedo, com ventosas e tudo, presume-se). As forças de segurança, desde a PSP à guarda prisional são fonte da criminalidade mais violenta. E um torcionário representa Portugal no Comité Europeu de Prevenção da Tortura. (A PIDE nunca foi tão imaginativa, nem tão ousada). A educação também não está nada mal. Multiplicaram-se fraudes e pretensas licenciaturas que significam coisas tremendas, a começar pela pretensa licenciatura do primeiro-ministro. Os nove anos de escolaridade básica satisfazem-se na presença material em recinto escolar e não carecem de qualquer efectividade de ensino ou aprendizagem, dispensando por consequência as respectivas aferições. Tal solução vai agora estender-se até ao 12º ano. Sessenta por cento da população ferida pela iliteracia é o número que sucede ao antigo (e duro) ferrete de trinta por cento de analfabetismo. Desapareceram os concertos. As óperas. O teatro. Desapareceram os escritores. O sistema inventa “escritores” cujos papéis distribui: há o filho do tareco, o filho do Lucas Pires, a filha do Ivo Cruz. O trabalho descobriu a precariedade radical sobre a qual assenta o crédito bancário que coloca toda a vida sob a ameaça de um jogo de azar. A dignidade do trabalho é a “subordinação jurídica” lida – e aplicada - como nova servidão da gleba. (Mesmo no texto legal: a lei de Marcelo Caetano desenrola-se sem escrever as palavras “subordinado” ou “subordinação” uma única vez, mas o código Félix eriça-se de “superiores” e “subordinados” como se a hierarquia não fosse apanágio do Direito Público, como se pudesse haver sujeição pessoal à luz dos pressupostos do sistema). Habitação, fizeram-se extensos bairros marginalizados do perímetro urbano, onde os serviços de limpeza urbana não vão (não há recolha de lixo, por exemplo) atulhados com população desempregada, misturando grupos étnicos não integrados e em conflito entre si. Perfeito. A outra forma social de acesso à habitação é o crédito bancário. Na saúde, alguns resultados se obtiveram: queda da mortalidade infantil, generalização de cuidados básicos e aumento da esperança de vida. Porque os resultados eram bons, tratou-se rapidamente de gerar a crise do sistema e já não há médicos bastantes, nem enfermeiros, nem técnicos, e a saúde pode voltar a ser negócio, sustentado na “criatividade” da “iniciativa privada”. Quanto ao pão, estamos em plena crise de carência alimentar, envolvendo números impressionantes da baixa classe média sempre em evidente agravamento. A paz, nota-se pouco. Tendo fugido com êxito da guerra em África, as depauperadas forças militares portuguesas mantêm guarnições de combate nos Balcãs, no Afeganistão e onde quer que a OTAN precise de economizar deve responder o Orçamento Geral do Estado da terrinha (entre os de outros estados vassalos, ou para-exíguos). Mesmo a aquisição de equipamento militar se faz em função destas “necessidades” e não das evidências da defesa territorial. Estamos portanto conversados. Há um cheirinho a rebelião popular nas ruas. Villepin alerta formalmente para um “risco de revolução”. Aguardemos. Nada pode ser pior que isto. Nenhuma sarjeta pode vomitar pior escumalha do que esta a transbordar do funcionalismo político-partidário. Só é possível melhorar. Já lá pedia Pessoa a desgraça ou ânsia. Venha a desgraça, mas que seja outra.

Saturday, March 21, 2009

CORTAR OS TEXTÍCULOS AOS MINUTEIROS

A ACED, a Rádio Livre, a Rádio Leonor, os Presos em Luta e a Plataforma Abstencionista coincidem neste texto, bastante grego, como neste objectivo criticamente importante: cortar aos minuteiros os seus (deles) textículos. Contra Ordem subscreve esse objectivo político primeiro: cortar os textículos aos minuteiros. E acrecenta: Já!... Proclamaremos este território libertado quando os textículos do último Pedroso forem pendurados na argola do nariz do último Loureiro (em cavacos). Já batem os últimos minutos no relógio da indigência intelectual.Quando a rua fala assim, tudo está ganho à partida.

Wednesday, February 18, 2009

VIVA A CRISE!

Eis o inferno sobre a terra. Governam este inferno o Partido do Freeport e da Casa Pia. Com a oposição do partido da Moderna e do BPN, conjunturalmente aliado ao partido do caso Portucale. Há, é certo, o Bloco do escândalo de Salvaterra. E os comunistas da discreta corrupção municipal. Nos municípios todas as corrupções são berrantes, excepto a dos comunistas. Mas é tudo inferno. Deve ir tudo para o diabo, por consequência. Depois há os demais ângulos. No sistema judiciário ninguém sabe nada, ao certo, sobre a gestão do Cofre Geral dos Tribunais. E vamos ter grandes surpresas quando soubermos alguma coisa disso. Como em qualquer terra dominada por gangs, o aparelho judiciário persegue a liberdade de palavra dos jornalistas e dos advogados com a eficácia letal de uma polícia política. A jurisprudência é escandalosa. Regressou a publicação clandestina, como Contra Ordem bem demonstra. E parece que as normas europeias do direito da concorrência, da liberdade de estabelecimento e da liberdade de circulação não estão em vigor aqui. A "Ordem dos Advogados Portugueses" é um escândalo de indigência atirada contra a leal concorrência e contra a liberdade de palavra no foro. Chegaram a silenciar comunicações ao seu próprio congresso, por intervenção directa da escumalha da Opus Dei infiltrada na estrutura. Eis um território com mais advogados por número de habitantes na Europa e com mais juízes e com mais funcionários judiciais, também. Para isto. Os aparelhos “educativos” difundem e enraízam a ignorância gastando nisso bastante mais do que a média dos países da OCDE, para a obtenção de resultados espectaculares, i.e. bastante abaixo da média dos países da OCDE. As Faculdades de Direito e de Letras são verdadeiras anedotas. O ensino da Matemática é uma desgraça. O ensino da própria Língua local oferece resultados que são simples vergonha. As Finanças Públicas inventam infracções fiscais para apresentar pretensos burlões à opinião pública que sabe perfeitamente onde estão e quem são os burlões. Ao abrigo de tais práticas os funcionários praticam o saque, puro e simples, sobre elementos da população. E não há nisto - nem pode haver - inocentes. Entre os três pilares de comunhão das soberanias que a União Europeia definiu, não há nenhum domínio onde tal território não deva ser submetido a urgente intervenção da União, seja no plano da gestão directa, seja no plano da observação apertada. O Banco Central Europeu discute já a possibilidade da gestão directa e externa das Finanças Públicas no território português. Certo. E urgente. E evidente. Mas falta igualmente pôr os tribunais sob observação directa e urgente do Conselho da Europa. E quanto ao ensino, o melhor começar a deslocar os estudantes, em massa, para programas de intercâmbio. Com a vinda em massa de professores de outros lugares e a reciclagem com avaliação apertada dos pretensos professores do secundário aqui disponíveis, porque há verdadeiros oligofrénicos a difundir o seu atraso mental, de tal modo que nem o Colégio dos jesuítas se distingue com nitidez da Casa Pia, porque a mentalidade asilar reina em todo o lado. As hierarquias do mais execrando papismo nunca tiveram neste horrendo sítio mais avultado (e artificioso) papel, com os seus cortejos de velhos sodomitas em boa parte pedoclastas e todos crudelíssimos. São a “igreja oficial” num país que não a pode ter. A população anda drogada. É o país com maior consumo de psico-fármacos por habitante. A densidade de doenças mentais é de tal modo intensa que a respectiva observação está ao alcance de um simples passeio a pé em Lisboa. O Sistema de saúde consome recursos exageradíssimos para a eficácia apresentada, muito embora se lhe deva agradecer uma quebra significativa e honrosa da mortalidade infantil e o aumento da esperança de vida da população. Todos os fornecimentos ao Estado se apresentam marcados pela corrupção ou/e pelo desperdício. A melhor solução seria, parece, por tudo, em tudo e para tudo, o governo militar sob estatuto de protectorado. No partido do BPN, de resto, o estupor da velha chegou a advogar a "suspensão" da democracia. Em proveito da sua gente, claro. Mas o Estado de emergência deve ser decretado em favor da vida e não em favor da morte que o estupor da velha representa. (A criatura é um verdadeiro espantalho, como sempre sublinhámos). Nada, mas nada, pode ficar entre os chispes desta gentalha que há-de fazer-se regressar, com urgência, aos buracos de onde emergiu, para que aí aprenda a trabalhar honestamente. Figuras como Santana Lopes e Armando Vara (ou Dias Loureiro, Pedro Caldeira, ou qualquer outro exemplar da mesma espécie) não podem continuar a sequer a ser vistas. Tais criaturas são um insulto em si mesmas e por si sós. Ou se neutraliza e reduz esta gentalha, em bloco e sem distinções, ou esta gentalha gerará, em território europeu e a curto prazo, uma catástrofe humanitária de proporções inimagináveis. A CIA deve tornar pública lista dos 500 clientes do bordel de órfãos da Casa Pia, porque, nisso só, se resolve boa parte do problema político português. Nem vamos ter muito mais tempo, sequer. Com o pib a cair 2,5% por trimestre e nos números oficiais, não há motivo para a Europa subvencionar o que quer que seja sem controlo directo e imediato dos mecanismos de gestão do território.

Wednesday, January 28, 2009

Kiril I de Moscovo e os papistas

Os papistas mostram-se bem informados sobre Kiril I de Moscovo e Todas as Rússias. Trata-se evidentemente de uma personalidade de excepcional fibra moral e clara consistência intelectual. Homem de realismo político imbatível e olhar claro. Homem de palavras claras também. Contra Ordem recorda do Santo Patriarca Kiril o desassombro na afirmação evangélica em cujos termos “a Terra só tem um Senhor”. Reafirmação deixada há anos num seminário sobre Ética e Economia em Moscovo. É um chefe exigente, como todos os que jamais aceitaram minuta alheia em matéria de consciência própria. E mestre paciente. Deus chamou-o muitas vezes – e visivelmente - ao entusiasmo. Mas distingue bem a matéria de princípios e a de opinião. Tem noção clara da vitalidade da Tradição. Propõe-se enriquecer com ela os legados intelectuais do Ocidente e, porventura mesmo, os respectivos corolários políticos, embora não simpatize com a intervenção política directa. Sabe-se representante da Liberdade dos Filhos de Deus. Viveu sempre numa Igreja de Direcção Colegial – durante muitos anos, a única experiência de democracia possível e vivida na URSS e durante muitos séculos a única expressão institucional do regime de assembleia legislativa e colégio executivo – não tendo ilusões quanto aos papistas que conhece bem. Estudou-lhes os teólogos. Soube examinar-lhes a micropsiquia nos homens vulgares e nos dirigentes hiper-normalizados. Quanto aos heresiarcas, não pode ter-lhe escapado a repulsa que geram instintivamente essas grandes amibas de alma sob forma humana, flácidas em tudo e sempre tão diferentes de um homem normal. Sabe-os repulsivos, portanto. Pegajosos, por compensação. Atentará que são ferozes, também. Os papistas conhecem também o Santo Patriarca, pelos vistos. Bem demais, aparentemente. A Igreja Russa fará invulnerável o Santo Patriarca, pelo amor dos filhos na Fé e pela solicitude dos irmãos no Sacerdócio. E aos portugueses deve contar-se um grande segredo: a Rússia converterá Portugal. De todos os pontos de vista, segundo tudo indica. E mais cedo do que se pensa. A versão de Fátima a dizer o contrário é apenas uma fantasia mais.

Tuesday, January 27, 2009

PATRIARCA ELEITO

Eleito aos 27 de Janeiro de 2009. Sucessor de S. Kiril, S. Job e S. Tikon, "Cinge a tua espada ó bravo, caminha na glória e na majestade, cavalga pela causa da Verdade da Piedade e da Justiça, maneja o arco porque ele faz temível a tua dextra" Por Kiril I, Pai na Fé, Bem Amado de Deus, Patriarca de Moscovo e Todas as Rússias, Kyrie Eleyson! Mnô Gaya Leta!

Sunday, January 18, 2009

Legal Anomia

É preciso reflectir sobre a anomia trazida à Lei. O caso dos tugas é claramente marcado por disfunções próprias: a semi-alfabetização e os seus semi-doutores, o provincianismo como refúgio da alarvidade, as suas ambiguidades de sentimentos face a tudo o que seja "internacional" e lhes parece tão desejável como temível, enfim... Uma compilação de desgraças e inépcias com relativo interesse sociológico. Mas há outra dimensão da legal anomia. E essa tem sido objecto da reflecção de Jean-Claude Paye. Tais escritos bem podem ser trazidos à reflexão sobre as "coisas tugas". Assim sempre se deixam um pouco mais apavoradas as apalhaçadas "forças de segurança". E porventura também os juizes que - globalmente - em tudo lhes correspondem e em todos os escalões da hierarquia dos tribunais. Pensar que em Itália o Falcone foi assassinado pela máfia e estas criaturas declaram-se "sem condições de segurança" porque um homem procedeu à auto-mutilação de um dedo diante de uma rapariguinha judicante. Estes pavores são apenas má consciência. Estas invocações de segurança, são a conjuração da desgraça que os libertará. Porque não há segurança contra a desgraça que eles são. Não há segurança contra a desgraça que eles semeiam. Não há segurança contra a desgraça que eles vão colher. Mas há dimensões mais graves desta anomia. E é preciso examiná-las.

Os capões e a revolta

As “forças de segurança” são responsáveis pelos crimes mais cruentos no território dos tugas. Desde a decapitação de Sacavém até ao assassinato de Kuku, passando pelo rapaz a quem a PSP disparou uma bala pelo recto acima, em Évora, não acabam as histórias, sempre disfarçadas pelo aparelho judiciário. Sempre ocorrendo em clima – e tem sido assim quase sempre – onde o homem comum (na verdade, o lunpen) tende a pensar que “as coisas são assim mesmo”, que o poder é a possibilidade de fazer mal a alguém sem resposta possível. Até há quem diga que “é assim que deve ser”. E de facto tem sido. O recrutamento da judicatura no lunpen ao longo de três décadas (as sociografias do CEJ são evidentes) dá como resultado, não apenas uma amálgama de textos “jurisprudenciais” que poderiam alimentar qualquer antologia cómica, mas também uma magistratura de gente feroz com os fracos e fragilíssima com os fortes. Em tribunais insusceptíveis de independência. Ocasionalmente alarmam-se os capões quando as vítimas se soerguem. Quinhentos garotos da periferia de Lisboa manifestaram-se contra o homicídio de cinco dos deles pelas ”forças de segurança”(o último dos quais foi Kuku, uma rapaz de 14 anos). Logo os capões se agitam com a “extrema-esquerda internacional”. E o “perigo da revolta”. Multiplicaram-se os mails provocatórios – em retaliação - dirigidos aos membros das direcções de associações de direitos humanos: “andas a ser comido por um preto?”, perguntava um deles… Os capões trazem as cabecinhas cheias com a sodomia que lhes enche a existência e lhes foi ministrada como referência de cordura pelo papismo, desde pequeninos, segundo tudo indica. A tudo os miúdos afro-portugueses da periferia responderam bem: “Diário de Notícias, diário da polícia”, “macacos albinos”, “antes eras homem, agora és um polícia”. “Polícia bovina”. “Polícia racista, assassinos”. E deixaram um compromisso: “isto não pára aqui”. Contra Ordem notou uma bela faixa da ACED: “Matem a Morte!”… Nada disto foi reportado pela imprensa dos capões. Evidentemente. Felizmente ninguém lê aquilo a não ser a industria da publicidade que a alimenta e é o único negócio de tal imprensa.

FAZ O TESTE

Conhece-te a ti mesmo. Ninguém fica naturalmente no estado em que está o estupor da velha. Faz o teste.

Wednesday, January 14, 2009

Metropolita Sawas de Varsóvia

Os papistas dos manos Kaczynski e o seu Rzeczpospolita (não confundir com o Dr. Theodore John Kaczynski, plausivelmente membro da mesma família) prosseguem a suicidária campanha de caça aos “colaboracionistas” com o regime pró-soviético, vinte anos depois da queda do muro de Berlim. Lograram vitimar e obtiveram a resignação do próprio primaz papista naquelas terras. E como último dos últimos “trunfos” disparam hoje sobre o Santo Metropolita Sawa, presidente do Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa da Polónia. Bispo Castrense enquanto Arcebispo de Bialystok, com a patente de General do Exército, ao Santo Metropolita não faltará, pela certa, troca de correspondência oficial com o Estado, sob todos os governos, em favor da sua Igreja e do seu clero. Interpelado, o Santo Metropolita não se esquiva. Não foi colaboração com o sentido que essa palavra tem hoje, diz. Os papistas têm velhas razões de ressentimento relativamente à Igreja Ortodoxa da Polónia desde os tempos em que a Igreja acolheu o “movimento ortodoxo português” integrando o Santo Metropolita Gabriel de Lisboa no Sínodo da Igreja Ortodoxa da Polónia e bem assim os Bispos do Brasil que foram fruto da missionação do Metropolita Gabriel. O sector português desse (belo) momento da Igreja subsiste hoje em crise (Mário Ribeiro – pretenso sucessor do Metropolita Gabriel - foi excomungado com o seu grupelho de indecorosa conduta). Mas as dioceses do Brasil subsistem intocadas sob a jurisdição do Santo Sínodo da Polónia. Os papistas sempre consideraram a solicitude pastoral da Igreja Ortodoxa da Polónia uma “intrusão” na sua esfera territorial “exclusiva”. O Santo Metropolita Sawa tem actualmente setenta anos. Mnô gaya leta! (Na foto: a Catedral de Santo Alexandre Nevski, em Varsóvia, o maior templo ortodoxo alguma vez construído, e destruído como "monumento da ocupação imperial russa", consumada, recorde-se, pela compra - simples - da venal nobreza polaca por Catarina II).

Tuesday, January 13, 2009

"Sociedade Perfeitíssima"

A irrepreensível moral e a fidelidade católica do novo comandante da guarda Suiça. Daniel Anrig foi assinalado pela Amnistia Internacional por tratamento brutal de migrantes, como chefe de polícia. E há até uma tomada de posição judicial que não infirma o registo da Amnistia Internacional. Se isto não é a “sociedade perfeitíssima”, que outra coisa poderia ser a “sociedade perfeitíssima”?

Ratzinger: humanidade das soluções, doçura do magistério

O homem está preocupado com a rebelião dos místicos e visionários. Não gosta de cultos desobedientes. Ratzinger publicou instruções aos ordinários para fazerem passar pelo crivo da psiquiatria qualquer homem ou mulher que se apresente a testemunhar, ou a alegar, qualquer comunicação sobrenatural com a Virgem Maria ou com Cristo. Cuidado com a enunciação das certezas íntimas, a partir de agora. Devem também passar pelo crivo de um exorcista. Mas não se sabe se o exorcista pode passar pelo crivo dos psiquiatras e vice-versa e, isso sim, seria interessante. Supõe-se que nada obstará agora a que se pegue na maior parte dos piedosos textos papistas para os passar ao crivo da psiquiatria. Não falando já dos místicos do séc. XVI (como João da Cruz e Teresa de Ávila) e não falando também em Fátima. A "arte sacra" do Séc. XVIII, com a sua panóplia de laudas ao sadismo, as suas multidões de homens perfurados por setas e flagelados, também poderá passar ao crivo da psiquiatria? Não se vê que coisa haja de objectar-se. Felizmente. E o "é tão belo ser vítima" do repulsivo Escrivá, também pode passar ao crivo da psiquiatria. Aliás já devia ter passado. Sobreviverá o papismo a Ratzinger? Permita Deus que não. Em todo o caso, ficamos a saber que a solução mais plausível para qualquer dissidência mística é agora - outra vez - o provável internamento psiquiátrico compulsivo. A solução não é nova, claro. E não foi sequer inventada na União Soviética. Ezra Pound não teve destino diverso e também não foi o primeiro, mas dizem-nos que foi por humanidade, foi para não terem de fuzilar um grande escritor por traição. É sempre por humanidade, evidentemente.

cardeal Laghi

Pio Laghi morreu. Foi tarde. Mas mais vale tarde que nunca, Deus seja louvado. Trata-se do “núncio apostólico” que apoiou os voos da morte na Argentina. Deus lhe perdoe, porque nós não temos o direito de o fazer. Dirigia a congregação para a educação católica. Tudo se conjuga. Todas as coisas estão à medida umas das outras. As mães da praça de Maio tinham assinalado a criatura e o seu nefasto papel. Ratzinger chorou o desaparecido. Foi legado da paz. Nada mais humano, a tais olhos e se bem vemos, que atirar ao mar, pela porta de um avião fora, qualquer miúdo de vinte anos encharcado em valium. A paz está no embotamento, se bem percebemos. Ainda hoje ficamos petrificados diante de tal humanidade no tratamento do inimigo inventado. É questão de educação, parece. Bush expressou estima pela criatura. Não se esperaria menos do presidente de Abu Graíb e Guantánamo. Queira Deus Clemente e Misericordioso consentir no desaparecimento breve dos demais monstros equivalentes.

O cefalópode humano e a "nacionalidade" do cão

Orgulho dos orgulhos. Expectativa das expectativas. Um homem cefalópode da Madeira é distinguido pela FIFA. O foot boy da Madeira faz o delírio do tuga-médio. Aquela simbiose única entre pés e cabeça, que faz a desgraça da legislatura, a desgraça da judicatura, a desgraça do ensino, a desgraça da política de cultura, a desgraça da economia, que faz a desgraça de todas as empresas e todos os empreendimentos, a desgraça da língua (também), isso, de onde só sai a desgraça, o homem cefalópode, o tuga-médio, (imediatamente contemporâneo), foi afinal distinguido. O raciocínio como um coice. O riso alvar. O quase nada em quase tudo, alçado à distinção. Glória, dizem. Um pouco como se gritassem “ganhámos!”…Outra glória parece ser a possibilidade das filhas do Obama terem um cão de água português. Vem o autóctone pivot-médio, sorridente, babar-se dos microfones abaixo, feliz como o pai do cachorro. Plausivelmente as garotas de Obama terão um cão branquinho e não este. Um presidente preto não deve ter cães pretos. Os homens da imagem vão dizer-lhe isso. Mas a possibilidade das miúdas do Obama virem a ter aquele bicho trepidante de pelo preto – com piada, por acaso - deixa o tuga-médio em delírio. E o jornalista médio autóctone dirige o coro dos comprazimentos. Verdadeira crise aguda. Comprazimento dos loucos. Mais uma distinção, parecem dizer-nos. Honra-se com pouco, o tuga-médio… Porque se envergonha dificilmente.

Sunday, January 11, 2009

CASA PIA

Não pensou mal a Rainha. A Casa Pia não era um asilo, mas lugar onde o trono assumia a paternidade e a educação dos que não tinham nem pai nem mestre. Desvios de conduta sexual terá havido sempre. No contexto do execrando papismo isso seria (e será) sempre fatal como o destino. Mas a Casa Pia tinha um Colégio em Edimburgo porque aqueles que quisessem estudar Medicina deveriam poder faze-lo (e puderam) na Escola Médica mais prestigiada daquele tempo. E tinha um Colégio em Roma para que aqueles que quisessem estudar Belas Artes pudessem fazê-lo no lugar mais prestigiado para tal estudo. E havia um Colégio na Dinamarca para propiciar aos que quisessem ser cirurgiões o estudo na Escola Cirúrgica mais prestigiada da época. Não é obrigatório olhar sempre para o sórdido. A Casa Pia também foi isto. Mas foi-o em contexto papista, claro, e portanto, desde logo, foi tal projecto cercado pela sordidez. Transformada em asilo com uns vagos trabalhos oficinais e a plausibilidade de frequentar o secundário, a Casa Pia foi, como o foram nesta basbacânia papista os demais mecanismos asilares de menores, um lugar de prostituição infantil – induzida ou forçada – homossexual ou heterossexual. Com o advento da “democracia” parlamentar, o conflito entre facções haveria de fazer rebentar o escândalo, mais cedo ou mais tarde. Controladamente ou sem controlo. A CIA sempre manteve o fenómeno sob observação e tem, como anunciou um dos seus agentes, uma lista de 500 nomes politicamente relevantes, ou financeiramente significativos, que são membros da rede de clientes. Foi em Março de 2004 na France 3. A TV5 repetiu-o diante do mundo inteiro. Mas o escândalo foi construído e controlado. O Ministério Público escolheu cinco criaturas para arguidos. E acusou – ou não acusou - por “abuso sexual de menores”, figura que permite a prescrição (mas isto não é mero abuso sexual, é crime contra a dignidade humana previsto na Lei Penal Internacional e insusceptível de prescrição). A defesa dos imputados, age como agiria a defesa de qualquer "pêga" se ainda houvesse crime de adultério. Vem dizer-nos, falhada a tese do sósia, que há talões de auto-estrada a comprovar (dez anos depois) que, naquele dia, aquele homem (por assim dizer) não podia estar ali. Mas quem guarda um talão portagem de auto-estrada por dez anos? E para quê? Por outro lado, um talão de auto-estrada demonstra apenas que alguém passou por ali naquele dia, não demonstra que haja sido aquele homem. Outro tanto se dirá da utilização dos cartões de Multibanco (significa apenas que alguém fez naquele dia e em outro lugar, um levantamento com isso e não que tenha sido aquela concreta criatura a fazê-lo), mas que pessoa normal guardaria a documentação de tal movimento por dez anos? E para quê? Um processo grotesco. Num aparelho judiciário grotesco. De um país grotesco. Restam todavia muitos detalhes. O caso Pedroso é um exemplo. Parecia a coisa decorrer da queda dos graves: quem se eleva só por "levar no rabo", cai necessariamente a "levar no focinho." Uma Lei Geral da Física, em síntese. Parecia fácil. Natural. Compreensível. Mas não… Uns capões de rabo fremente, deram-lhe um balão de ar quente. Ei-lo a pairar no parlamento. Com chama de metano a arder, imagina-se. E um silêncio absoluto por via do “respeito devido às instituições”. Eis pois o que são instituições por cá. O recto de Pedroso. O ânus de Pedroso e, evidentemente, a cicatriz de Pedroso a substituir o sinal que poderia permitir o reconhecimento pelas vítimas. Eis as "instituições portuguesas". E a medida do respeito que lhes é devido. Eis o processo Casa Pia. E o valor da Dignidade Humana nestas terras. Tal como Pedroso estes arguidos deviam ter sido absolvidos, diz um dos defensores. A verdade é que este processo é lixo. Entre lixo. De lixo.

Friday, January 9, 2009

Gaza! Gaza! Gaza!

“Israel” diz que o Hamas lhe lança mísseis. Vivam os “mísseis”! Viva o Hamas! “Israel” diz que o Hamas representa a Pérsia na região. Viva a Pérsia! “Israel” diz que luta em autodefesa. Viva o ataque! Vieram mais “mísseis” do Líbano. Viva o Líbano! E viva Chavez que expulsou o embaixador “israelita”! “Israel” diz que é a presença do ocidente na região. Viva o oriente! “Israel” diz que controla a América. Viva a Venezuela!... Viva tudo o que se proponha pôr fim à degradante porcaria que o domínio israelita da Palestina tem significado.

Thursday, January 8, 2009

O PARTIDO DA CASA DO SINO

Gonçalo Amaral co-arguido com os indiciados torcionários do caso Leonor Cipriano, candidato autárquico do PSD. Também Negrão, antigo director da PJ, que preveniu os da Moderna da realização das buscas, foi alçado a deputado e ministro do PSD. Não se percebe, bem entendido, que interesses pode ter a Casa do Sino – entretanto pulverizada, mas ainda operante - no desaparecimento de crianças, ou na protecção de indiciários torcionários. Contra Ordem notou que os da Casa do Sino nunca abandonaram Gonçalo Amaral. Moita Flores é bem o exemplo vivo. Não o abandonaram no Caso Joana, nem no caso Maddie. E sabemos da Casa do Sino o que é preciso saber. O partido da Casa do Sino, partido do BPN e do BPP, de Dias Loureiro e Santana Lopes, partido de Valentim Loureiro, significa o que está à vista. O partido da Casa do Sino e o partido da Casa Pia são, ambos, partidos da (felizmente defunta) Independente. Partidos de todos os capões. São partidos de Lúcifer. Que faremos com tais corjas? Que destino merecem? Que veredicto se há-de dar-lhes?...

Sunday, September 28, 2008

O declínio

É oficial. Não há distância entre Obama e McCain. Ambos são insultuosamente estúpidos ante a Rússia. A ideia de Obama em cujos termos a Rússia deve retirar da Alânia meridional e da Abkházia é de uma imbecilidade sem nome. Não obstante há ainda uma diferença. A debilitação dos USA seria muito mais rápida com McCain. Isso pouparia trabalho. Mas em nenhum dos casos - e segundo tudo indica - temos homem capaz de conduzir a uma recuperação dos USA. Em escassos anos, não obstante, a população latino-americana será a maioria demográfica naqueles territórios. Talvez alguma novidade venha daí.

Regressões a Sudoeste

A França recua a caminho do séc. de Francisco I. Desde 22 de Agosto pode registar-se, em todas as Gálias, um nado-morto independentemente da fase do seu desenvolvimento (“sans condition de poids ou de durée de grossesse”). O pessoal está aos saltos. Ou em estado de choque. Isso implica o reconhecimento da personalidade jurídica ao embrião, dizem. Bom, implica pelo menos uma acentuação dos absurdos do estatuto jurídico do embrião humano. No tempo de Francisco I as mulheres registavam a gravidez e presumia-se o homicídio se a criança viesse a morrer sem esse registo e privada de baptismo. As feministas estão aos gritos. E estar aos gritos é estar à rasca. Por algum motivo, a rascoeira feminista sempre nos fez lembrar a acção católica do outro lado do espelho. Felizmente, só berram alternadamente. Eventualmente, se as puséssemos a berrar ao mesmo tempo obteríamos um nível de toxicidade capaz de curar a França do seu sarcoma húngaro. E por falar nisto, escassas semanas depois de Sarkozy largar a peçonha papista nas feridas que vai abrindo (com a repulsiva visita de Ratzinger), nada ficou visivelmente mais grave. As gentes do cardeal vinte e três continuam como sempre: a pedir dinheiro. Dizem que não podem viver sem donativos (mas porque é que hão-de viver?) ... E não têm gente, dizem, embora isso não seja completamente verdade (80% do "clero" tem mais de sessenta anos e a coisa é grave porque ainda há 20% com menos de sessenta anos... Como é isto possível?)... Os Latinos (como os bárbaros do sudoeste gostam de se chamar) não sabem ser fiéis à liberdade. Amam-na como todos os homens. Combatem por ela. Mas nunca lhe são fiéis. Olhando a execranda figura de Ratzinger ao lado do horrendo magiar Sarkozy e diante da notícia da "personalização" do embrião humano não pudémos deixar de nos lembrar disto. Balkãs à parte, metade dos colégios eleitorais da Europa do Sul são sensíveis aos fáscio-papistas. Mas haja esperança. Todas as crises são libertadoras.

Thursday, September 25, 2008

A DESGRAÇADA GEÓRGIA

A Geórgia não tem subsistido senão como estado vassalo desde o século XVIII. Aí, temendo o Turco, pediu a protecção do Trono Russo. Acedeu ao estatuto de República Soviética a cuja União deu o homem a quem o actual governo georgiano chama criminoso: Stalin. Após a dissolução da URSS, tem a Geórgia hesitado ante a possibilidade de se prostrar aos pés de novo suzerano. Comprados alguns notáveis locais, de (artificiosa) e recentíssima fabricação, logrou a CIA a sua Revolução Rosa, que vem andando de decepção em decepção, até ao descalabro de 8 de Agosto. Depois da humilhante redução às devidas proporções e da devolução ao lugar natural dos rufias armados (que, por distracção, usavam os nomes de “Exército”, “Guarda Nacional”, “Forças Armadas da Geórgia”) os serventuários locais da OTAN (que olha agora outra direcção) retomam as provocações. E Decidiram fazer um “Museu da Ocupação Russa”, depois de terem feito um “Museu da Ocupação Soviética”. Mesquinharias grosseiras de rufias. A Geórgia é hoje completamente dispensável em tudo. E não consegue subsistir, em nenhum domínio, por si só. O triste papel que os seus dirigentes espectrais lhe reservavam é hoje inviável. Os seus “militares” são imprestáveis. E à aproximação do Inverno os georgianos só podem ter três certezas: A Santa Igreja Russa não abandonará a Igreja irmã da Geórgia, nem a Rússia abandonará os seus cidadãos muçulmanos da Abkházia. E a terceira: a Geórgia não será admitida na OTAN. O resto será uma desgraça. Mas não se sabe ainda que formas essa desgraça tomará.

Golden Parachutes

A patroa dos patrões em França propõe medidas tendentes à anulação dos “golden parachutes” (para nós a expressão envolve tudo, tanto os acordos de reforma-chapelada com tempos de serviço ridículos, como as “indemnizações” de montante disparatado no fim de curtos mandatos de gestão) em ordem à “moralização” do capitalismo. Propõe, se bem vemos, que isso opere para o futuro e por consenso a gerar no âmbito dos países do G8. A coisa parece mais simpática do que a vemos. Porque, das duas uma: ou os “golden parachutes” traduzem negócios cujo objecto é contrário à moral, ou não. Se não, as moralizações têm de procurar outras vias. Se sim, tais negócios (os concretizados, como os projectados) são nulos e devem ser declarados como tal, erradicando-se, por consequência, quaisquer efeitos que hajam produzido ou viriam a produzir. Porque a imoralidade reconhecida se reporta, necessariamente, a exigências concretas, permanentes e socialmente consensuais. Não pode corresponder a um arrependimento de poltrões assustadiços perante as consequências desproporcionadas de práticas que são objectivamente (ainda que indiciariamente) criminosas. Já lá dizia o bom velho Óscar: “as coisas são o que são e serão o que tiverem de ser”. A imoralidade em causa está consensualmente presente, mesmo na palavra dos Chefes de Escola. “As Mentiras da Economia” de Galbraith trazem testemunho onde nenhuma dúvida é admissível. E mesmo as últimas formulações de Milton Friedman reconhecem o Estado de Direito como referência fundamental da vida económica e trazem a correcção às formulações anteriores, onde tal condição essencial não está presente. O consenso é pois evidente e há muito tempo. Nenhum problema quanto à nulidade, portanto. (Independentemente de declaração). Nem é preciso construir consensos já construídos.

Tuesday, September 23, 2008

Diletantismo

Mário Soares pensa sobre a crise económica no DN de hoje. Contra Ordem vai dar uma voltinha ao espeto: a ideia segundo a qual as “nacionalizações” americanas traduzem realidade em cujos termos se privatizam os lucros e se nacionalizam os prejuízos, é uma fórmula do “L’Humanité”. ("Socialiser les pertes et privatiser les profits", subscrita por Dominique Plihon, ou "les « nationalisations » opérées ne consistent qu’en socialisations des pertes bancaires", com a assinatura de Yves Dimicoli). Não está mal a fórmula. É pelo menos uma óptima provocação para debate. (Nós não estamos ainda convencidos da inelutável justeza da fórmula). Mas Mário Soares já tem idade para fazer correctamente citações. Afinal de contas, não há paternidade mais orgulhosa do que a paternidade das ideias (como aliás dizia alguém cujo nome não nos ocorre agora). Este é o problema do tugastão: um sítio que não está mal concebido pelo Altíssimo, mas onde quase tudo é tuga. Até isto. Felizmente os gregos inventaram a palavra "porra" e nós acrescentámos-lhe um ponto de exclamação. Que diríamos nós sem isso, não é?

Saturday, September 20, 2008

Relatório CIPE

Um dos mais claros instrumentos de ingerência dos USA no mundo publicou o seu relatório de Agosto. Aqui fica, por desfastio.

A crise no Egipto

Enquanto o Egipto treme diante do efeito dominó da crise financeira, a taxa de inflação ultrapassou os 25%. Foi a mais alta desde a segunda guerra mundial. Não obstante, Boutros-Ghali (que tem sido o responsável pela "reparação" da Economia Egípcia) parece estar de volta à cena internacional.

Corrida ao Oiro vista do Chile

Com um "record" de subida, mas apesar de tudo mais barato (ainda) que em Março último, o oiro apresenta previsões de subida para quase o dobro. Previsões são previsões, claro. Esta anotação não é uma recomendação. A imprensa financeira do Chile trata o tema como aqui se deixa.

Do sistema de catástrofe à catástrofe do sistema

A análise (muito interessante) de um marxista. Acabou - se alguma vez tiver existido e ele acha que não - a convergência dos economistas com o belicismo nos USA. As derrotas (ou os atascamentos) militares geraram a crise e os vectores da direcção política fraccionam-se e pressionam-se reciprocamente, sem possibilidade de restauração rápida de qualquer eficácia dos mecanismos de formação da vontade do Estado. Os USA esgotaram-se e esgotaram vários dos seus estados vassalos. Ao lado, insistimos nós neste detalhe: os chefes de escola dos conservadores estão calados. E os comentadores andam em círculo. É este um efeito da doutrina negociada? É uma hesitação dos doutrinadores de encomenda? Tudo é possivel. Mas as universidades cheias de lacaios, têm, também, muita dificuldade em mover-se. As publicações controladas não conseguirão nunca ser lugar de debate livre. Décadas de promoções pelo servilismo, têm sempre o seu preço quando é precisa gente com um mínimo de autonomia. E não se pode pensar sem isso. Em todo o caso, o "pragamatismo" dos conservadores desacompanhados de qualquer reflexão doutrinária - todos o sabemos - perde rapidamente o norte. Não precisavam de pensar porque contratavam quem pensasse... mas com os contratos incumpridos e sem nenhuma conclusão disponível... O resultado é o de sempre. São asnos sem arreata. Todas as quedas de regime (caso não se tenha notado) se fazem neste clima de vacuidade intelectual.

E Agora?

Agora... É preciso confrontar a situação económica dos USA com as suas posições militares no mundo e os seu projectos políticos para o mundo. E ler bem os fracassos clamorosos das conspirações na Venezuela e na Bolívia. Os bloqueios da "revoluções" laranja e rosa. O atolamento dos exércitos da Ásia Central, no Médio Oriente e, até, na Europa. Confronto feito, as estúpidas ameaças americanas à Rússia adquirem neste contexto colorações especialmente grotescas.

Crise ou mudança?

Enquanto o Governo Russo manda os especuladores para casa (nos seus mercados), a China não autoriza os seus capitais a saírem em socorro da americrise. Para os russos mais vale pará-los que pagá-los. Para os chineses, não há motivo para precipitações. É “deixá-los poisar” e depois logo se vê. Até agora e desde 2007, os fundos de Singapura, China e Golfo averbam perdas contidas e ganhos consideráveis. Os orientes (que ele há vários) emergem da crise com uma dupla faceta, primeiro como grandes travões financeiros a uma recessão mundial, depois, como detentores evidentes de 60% das riquezas do mundo. Esta não é portanto uma crise como as outras. Talvez não seja sequer uma crise, mas uma mudança. Porque traz alterações estruturais associadas no plano da liderança do mundo. Se estamos a ver bem, a Europa deve respeitar a Geografia e perceber-se (enfim) como Eurásia. Os ocidentes (também há vários) devem conhecer a breve trecho uma… perestroika. (Do pior ou do melhor modo, é indiferente). Evidentemente, o tugastão não existe. Nem como projecto. A terra da casa pia governada por um “engenheiro” da independente, à mistura com a padralhada papista, mais a reabilitação dos Pedrosos por via de uma cicatriz, isso não releva sequer como bordel. A espada de Guemaiel está a erguer-se.

Friday, September 19, 2008

O lado de lá do espelho

A Santa Rússia anda zangada com os seus mercados de capitais. Suspendeu-lhes a actividade. Depois deixou reabrir e, numa hora, os índices saltaram (para cima) mais de 17%. O Governo voltou a mandar os especuladores para casa. E suspendeu aquilo, outra vez. É confortável saber que há governo. E que a parasitagem da Rússia não será fácil.

Capitalismo de Estado

À queda do capitalismo de estado de fachada socialista, parece seguir-se a queda do capitalismo de estado de fachada liberal. Caem do mesmo modo, no essencial. Sem convicções. Nem inteligência. Entre ressentimentos. Impotentes. Mas há quem venha dizer que a devastação, longe de ser crise, é catástrofe metodicamente preparada. E explorada. A devastação é uma quebra da resistência política nos mercados, desde o Chile de Pinochet ao Iraque de Bush, passando pela Rússia de Ieltsin. Até um tsunami permite erradicar os pescadores da orla marítima para vender os terrenos em favor de empreendimentos balneares. Não negaremos a apetência pela catástrofe. Nem a avidez que perde e faz perder a noção das proporções. Mas o semelhante gera o semelhante. A catástrofe gerará a catástrofe, com um “senão”: a crise é criativa. E um detalhe: esta crise apanha os conservadores doutrinariamente desarmados. Apanha os socialistas doutrinariamente desarmados. Só a tradição universitária radicada nas humanidades responde ainda. No Direito, como na Economia e Ética. Veremos então o que isto dará. Entretanto, divirtamo-nos ante a imagem dos USA e um sector empresarial de capitais públicos inesperadamente relevante. Divina ironia. Nenhuma análise político economica pode merecer o crédito da maturidade se não focar especificamente este detalhe.

Thursday, September 11, 2008

Portugal-Dinamarca

Os simpáticos Dinamarqueses chegam e cantam “temos uma linda terra, de costas verdes, cercada pelo mar”. Os tugas respondem com a Portuguesa gritando a plenos pulmões “contra os canhões, marchar marchar”. Desajustado. É normal que os outros fiquem um tanto agastados. Irrita isto de chamarem canhões – indiscriminadamente e sempre - aos membros da equipa adversária e em todos os jogos de futebol. Sempre esperámos que alguém perguntasse, alguma vez, no fim do desafinado coro: -“desculpem, mas a quem é que estão a chamar canhões, mais exactamente?”… Não obstante, uma vez que lhes chamaram canhões, os Dinamarqueses dispararam. E ganharam o jogo. Outro disparate, parecido, é aquela dos Italianos. Chegam os Finlandeses (por hipótese) e cantam “Amamos-te querida pátria nascida do mar”. Os italianos respondem “marchemos para a morte, a Itália chamou”. A reacção mais natural seria retorquir -“assim não jogamos”. Não estamos propriamente no jogo de bola dos Maias. Por isso aliás se entende mal tanto nervosismo. Se, ao menos, o chefe da equipa vencida fosse degolado no campo ainda se perceberia a extrema tensão. Assim não se entende. Dizer palavrões à passagem de um árbitro, parece aceitável. Descer ao campo e bater no árbitro, ainda parece compreensível. (Os pretensiosos que querem julgar devem estar sempre preparados para o risco da coisa). Mas aqui se esgota a aceitabilidade. Os hinos guerreiros no desporto estão deslocados. Muito mais razoável é a Espanha cujos jogadores, orgulhosamente, ouvindo a Marcha Real, cantam - a plenos pulmões e urbanamente - “tralálá”... Mas o mais adequado ainda era fazer hinos para as diversas federações, com belas letras sobre meniscos rachados e chuteiras cortantes. Ou cantando a invencibilidade das cabeças que marcam golos habitadas pela força de um coice de mula, ou ainda chorando os guarda-redes em picadinho, podendo até incluir-se um “não há árbitro que vos valha”. Isso estaria bem. Isto é um exagero.

Tuesday, September 2, 2008

Paz Fria: o descongelamento da guerra

A estratégia anti russa é uma estratégia de cerco – de Vladivostok ao Cáucaso, do Báltico à Ásia Central. Não têm obtido grandes resultados em função da gigantesca mobilização de meios, designadamente militares, como os necessários para a instalação e manutenção de vinte grandes bases norte-americanas de cerco. Sendo certo que durante o período Bush os USA abriram novas sediações militares, subindo o número de instalações militares americanas a 730, espalhadas por cinquenta países. Nisto se saldou o “fim da guerra-fria”. Visivelmente trata-se do descongelamento da guerra. "Paz Fria" escreve (num bastante agressivo artigo) o Der Spiegel. Chame-se-lhe como se quiser. Entre tugas, Adriano Moreira lembra hoje o projecto de "libertação" da Europa até aos Urais. E o primeiro a pensar assim na divisão da Rússia, (o primeiro a sonhar assim a derrota da Rússia) foi... Hitler. Todavia, a eficácia militar dos russos, a firmeza da nova Direcção Política Russa, o visivelmente unânime apoio popular às posições tomadas, deixam os "ocidentais" decepcionados (consigo próprios, bem entendido). Enraivecidos, até. E não conseguem sequer pensar. Ninguém formula uma perspectiva de Estado , sequer. Schröder dá razão aos russos. Merkel confessa a sua admiração - se não mesmo o seu impossível amor- pela Rússia. Estão todos os ingredientes da guerra em presença. Até este. (A irracionalidade, sim). E neste âmbito ocorre a tentativa (igualmente obstinada e igualmente impossível) de eliminar o último travão: a capacidade nuclear assegurada da destruição total recíproca. A Rússia mantém essa capacidade. Enquanto a mantiver, não pode ser subalternizada, isolada, ou atacada em campo aberto. Certo, subsistem possíveis ataques de outro tipo. Mas para algumas técnicas já ensaiadas, o tempo parece ter-se esgotado. Revoluções laranja, rosa, azul-celeste ou verde-alface, podem talvez justificar a apropriação (ilícita, claro) de fundos estatais norte-americanos, mas o tempo de eficácia de tais técnicas esgotou-se. Chavez já sobreviveu ao emprego simultâneo da técnica chilena e da revolução laranja. Resta a velhíssima (e tristíssima) ideia de fazer a guerra em casa alheia. Isso poderá continuar a usar-se. Embora não com exércitos de opereta que uma simples divisão desbarata em três dias, desarmando completamente a respectiva república das bananas. É essencial verificar se o estado vassalo tem homens de armas aptos a suportar a provocação militar desejada, antes de a encomendar. Com treino americano, dificilmente haverá qualquer aptidão militar. Basta observar o que se passa em todo o lado perto das bases americanas (perda de soberania, deficit democrático, esgotamento económico, despovoamento, impacto ambiental desproporcionado, crime impune - compreendendo crimes sexuais e a prostituição - problemas de saúde por contaminação). E os cinquenta países onde tais fenómenos se impõem - umas setecentas e trinta vezes, todos os dias - ao abrigo da "aliança", são, diz a retórica oficial, "amigos". Claro que se os americanos não o dissessem, ninguém o notaria. Qualquer treino dirigido por tão má gente é certamente e apenas guiado pelo princípio universal em cujos termos o semelhante gera o semelhante. Gente desta sabe destruir e matar. Mas isso não pode ser difícil. Alguns animais conseguem fazê-lo perfeitamente, embora e em regra tenham motivos visíveis para o fazer. Combater é, porém, outra coisa. E estar pronto para o combate é coisa muito diversa. Das mãos de tal gente sai qualquer Abu Graíb. Qualquer Guantánamo. Qualquer quarteirão de bordeis. Qualquer bombardeamento aéreo de populações civis (na Sérvia bombardearam até os altares da Páscoa - com os votos de Páscoa feliz escritos nas bombas - como bombardearam hospitais, uma igreja do séc. IV e, mesmo, a Embaixada da China). Está por demonstrar que consigam fazer alguma coisa mais do que isto. Está até por demonstrar que haja muitos oficiais europeus capazes de continuarem a conduzir-se como se não desprezassem mortalmente tal corja e a direcção política que lhe corresponda. (E este é também um factor quanto ao qual não será inútil estar atento).

Monday, September 1, 2008

Perfil de Sarkozy

Quase divertido. Podia fazer-se o de Durão Barroso. Mas o homem é tão instrumental que não vale o trabalho.