Friday, May 14, 2010

DESAGRAVO E SÚPLICA À TEOTOKOS

Liberta-nos, Senhora, dos heresiarcas papistas. E dos sicários papistas e demais pederastas e homicidas. Liberta-nos dos nababos a quem servem e da avidez animalesca dos mignons, das concubinas e meretrizes destes. Liberta-nos, Senhora, dos coniatas e das suas matilhas de homens-hienas. Liberta-nos, Senhora, dos prostituídos com a beca de juízes. Liberta-nos dos ignorantes com a toga de doutos. Liberta-nos dos cobardes com as insígnias de heróis. Liberta-nos dos assaltantes em farda de polícia. Liberta-nos, Senhora, da satanarquia e dos homicidas, burlões e violadores que aí ditam leis. Liberta-nos, Senhora, da cruel e perpétua revindicta das gentes sem alma viril. E de todos os servos no governo do inferno prefigurado que constroem. Possa o chão que pisam rebelar-se contra cada um dos seus passos. Possa o ar que respiram asfixiá-los. Possa a água que bebem desfazer-lhes as entranhas. E sejam batidos pelos ramos das árvores a cuja sombra queiram abrigar-se. Que os ventos os derrubem. Que a chuva os flagele. E o sol os queime. Que as paredes onde se acolhem os prendam. Que a luz do dia os cegue e a noite os aterrorize. E se algum tiver procriado, seja mordido pelas crias que gerou. Abre-nos, Senhora, as portas da tua imensa misericórdia. Preserva-nos, Senhora, fiéis à identidade própria. Reforça-nos na serena intransigência. Cuida dos nossos mestres. E protege todos os que amamos. Dá-nos as palavras que ferem. Restaura-nos com as palavras que curam. Concede-nos a clareza que liberta. Arma-nos com a tua protecção invencível. Guia-nos em combate. E conduz-nos à fortaleza inexpugnável da Paz Nova, para nos libertares dos sons e dos ecos, das imagens e dos tempos de tão repulsivas presenças. Protectora dos Cristãos não desvies de nós o teu olhar. Mantém-nos diante dos olhos a imagem de Deus, fundamento da identidade, liberdade e da dignidade dos homens. E que, na suavidade da Luz sem Crepúsculo, a mansidão viril venha a herdar a terra.

Thursday, May 13, 2010

O preço e a propaganda

A colaboração política entre os pedrastas da Casa Pia e os da colina vaticana quanto à visita do execrando Ratzinger custou à exangue terra 35 milhões de euros por dia. Graças à mobilização massiva de acéfalos assim conseguida, o porta voz do cemitério da colina vaticana já disse que Ratzinger não está nada enfraquecido pela pederastia. Se isto não é de lhes meter a propaganda por um certo sítio acima... Os pederastas locais lucram com isto a imagem em cujos termos aqui nos tugúrios da tugária não se fala em abusos sexuais de crianças. (E realmente está montado um aparelho de dissuasão maciça). Até a ordem dos advogados (organização parasitada pelo papismo e da qual será expulso qualquer advogado que ouse sequer meter-se em tais processos sem compromissos à partida) vai comemorar o "dia de sant'ivo" com uma missinha nos altares do bispo pederasta do Funchal, protector do tristemente célebre padre Frederico a quem - condenado por homicídio de jovem vítima de abuso sexual - foi dada a fuga, portanto bem sucedida e sem recaptura até hoje. Como se sabe, a ilha da Madeira é um destino conhecido do turismo sexual europeu, onde os pederastas se movem com a liberdade de quem se sente em casa.

“Sucessão de Pedro”

Pedro governou a Igreja de Antioquia. Foi Paulo quem mandou a Roma o seu legado. Qual sucessão de Pedro? E porque não haveriam todos os bispos de suceder a todos os apóstolos (nos poderes de ensino e jurisdição)? Porque não haveriam os bispos de ser iguais entre si, como sempre foram e serão?

“Primado de Pedro”

“Petrus, non Petra” dizia Santo Agostinho (Retratações XXI,1). Qual primado?

"Quisquis nihil negat… fellat": Ratzinger e a beleza

O horrível Ratzinger foi falar da “beleza” aos “criadores” oficiais na tugária. (Já o bom velho Pound gritara que trouxeram meretrizes a Eleusis). Um “intelectual”, cacarejaram os capões. “Um intelectual” zumbiram as varejeiras. Conhece-se à repulsiva criatura, com efeito, a inesquecível concepção (intelectual, porventura) da teologia moral do preservativo. E mais aquela semi-ideia de Manuel Paleólogo ser um “medieval” (como se o conceito de Idade média pudesse fazer sentido em Bizâncio). Um bocadinho bronco, o velho traste. Foi falar da “verdade”, imagine-se. E das verdades, pasme-se. (Caraças, diria o clássico). “Profundo”, zurraram os burros. “Cultural”, acrescentaram os moscardos. Ora,fodaz… Como diria um grande sociólogo português. A criatura horrenda, entre criaturas horrendas, exortou a que fizessem das vidas (horrendas) lugar de beleza. "Cagantibus", como sentenciaria Martial se aqui pudesse ter estado. O execrando Ratzinger tentou contaminar o léxico e apropriar-se do Banquete de Platão. Mas como ninguém percebeu nada, a tentativa não teve importância de nenhuma espécie. Nada nesta terra tem qualquer importância, felizmente. Mas ele pode aplicar isso a si mesmo. Os homens respondem ao belo, pelo amor. E ao repugnante, respondem pela aversão. É por isso que tanta gente tão normal não suporta sequer olhar-lhe para as ventas. (Ele ainda não tinha reparado?)... Quanto ao auditório, quisquis nihil negat… fellat , diagnostica (e bem) o precioso Martial. É assim realmente. Não corresponde isso à vossa experiência de “profundidade”, ó oficiais criaturas “criadoras” de entre-tugas? Alguma vez, por algum acaso, vos saiu dos mirrados cornos embolados mais que essa “profundidade” (no essencial)? Por falar em beleza e horror: as freirinhas papistas já deixaram de comer as bananas de lado, para que ninguém pense que estão a pensar naquilo em que não podem deixar de estar pensar em razão desse estúpido preceito de conduta? Já comem as bananas a direito, as estúpidas freirinhas? Como transformaríamos – por exemplo - em lugar de beleza as sórdidas vidas destas criaturinhas (completamente) pervertidas pela porno-moral papista?

Wednesday, May 12, 2010

LUVA DE TOQUE

Novo Blog promissor. Por ora só lhe vimos o título. Aguardemos.

"Somos todos pecadores" 2

A expressão traduz o essencial da defesa da padralhada quanto às imputações públicas (e planetárias) de pederastia e violação de crianças. “Somos todos pecadores”. É francamente ofensivo, isto. Mesmo que sejamos todos pecadores, como provavelmente seremos. Mas "pecado" significa passo em falso, escorregadela. "Crime" é outra coisa. E "crime hediondo", outra coisa ainda. Protecção do crime hediondo é também algo mais que um passo em falso. A frente política comum entre os pederastas do Vaticano, os pederastas da "classe política portuguesa" (como eles gostam de chamar-se) é realmente um detalhe importante nisto. As convergências entre a Opus e as "maçonarias" (à moda da tugária) não são apenas negócio (sempre ilícito). Também são gosto pervertido. E práticas criminosas (a muitos títulos). E apoio recíproco. Não é mau que isso fique claro. Interessante é que a repulsiva criatura tenha no avião dito algumas coisas sobre a pedofilia. Disse que o inimigo da "igreja" está dentro dela. Talvez. Se o inimigo da Igreja de Cristo é a estrutura a que preside o velho asqueroso, (e tem sido assim), estará ele a dizer-nos que sobrou gente honrada naquilo? Talvez sim, também. Porque na Praça do Comércio ele foi mais claro quanto à razão do sofrimento, falando em "filhos rebeldes". Os filhos rebeldes são o inimigo do interior? Os "filhos rebeldes" são os que não aceitam a sodomização própria, nem, apesar de tudo, a violação de crianças?

“SOMOS TODOS PECADORES”- 1

O execrando Ratzinger chegou à tugária. A repulsiva criatura é muito amada. Portanto, encheu-se Lisboa de polícias, que a ocuparam objectivamente. E histericamente. Na eterna histeria de gente rasca. Rasquice de lumpen. Porque é isso a polícia local. Não raros cidadãos foram impedidos de cumprir as tarefas do quotidiano. Alguns tiveram prejuízos com as ruas fechadas e os transportes públicos interrompidos. A multidão desproporcionada de polícias traduz, parece, o temor de que alguém fosse às ventas da repulsiva criatura muito amada. Na Avenida Fontes, em Lisboa, tomou-se por público os cidadãos impedidos de atravessar a rua. E a execranda criatura acenou mesmo às pessoas a quem os polícias impediam de atravessar. Ninguém respondeu. Também ninguém correu o cortejo à pedrada. Indiferença, portanto. No dia 11 ergueram à execranda criatura um altar cómico na Praça do Comércio. Bom sítio. A criatura fez o seu número. Sócrates assistia. Mais o presidente do tribunal constitucional (seja isso o que for). Um decretou o casamento de pessoas do mesmo sexo e o outro declarou-o constitucional. Presente também o presidente do STJ que mandou destruir as escutas das conversas de Sócrates com Vara. E o Gama (Jaime) que descobriu o caminho para fora do processo Casa Pia. E ali estavam todos diante do velho. “Somos todos pecadores”, parecia aquilo significar no gritante absurdo. As criancinhas e adolescentes das escolas papistas, enchiam boa parte daquela coisa. Muito contentes. Feriado. Lanche fora. Tarde de namoro ou engate entre adolescentes. Curtição. Quatro óptimas razões para estarem contentes. Foi a única presença da normalidade entre aquelas trombas de gente velha e repulsiva que, realmente, tem a pederastia escarrada nos focinhos. Seja a da Casa Pia e equivalentes. Seja a da Padralhada. Tremenda aliança.

Friday, April 30, 2010

POSSIBILIDADES

"Estamos a viver acima das nossas possibilidades", era a grande frase feita que enchia os jornais tugas dos anos oitenta, antes das subvenções europeias chegarem e antes do advento da era Cavaco trazer a multiplicação das máfias e, com isso, a mudança de escala do fenómeno da corrupção. Regressa agora a frase como solução do desespero conservador, quer dizer (no essencial) o desespero das máfias. As máfias são a própria situação política dos tugas. As administrações bancárias e as direcções políticas partidárias deviam estar todas nas cadeias há décadas. Outro tanto ocorre com a judicatura que lhes guarda os segredos e impõe à população todos os silêncios, ao ponto de não se perceber para que serve o raio da Língua que resta e é coisa realmente tão asquerosa como o resto. O clero papista e as seitas que exploram as decepções e as inépcias do papismo também, em boa parte dos casos, deviam ter os dirigentes respectivos bem arrecadados. "Estamos a viver acima das nossas possibilidades". Estamos. temos máfia a mais. As próprias corporações profissionais (como as Ordens) deviam ser dissolvidas na maior parte dos casos e os seus parasitas encarcerados. A máfia gerou a miséria. "Estamos a viver acima das nossas possibilidades". Aparte o que fica dito quanto às máfias não é completamente assim, nem tão simples como isso. Na tugária a situação debitória pública fez-se para enriquecer as máfias e não o país. Isso é mau mas pode ser corrigido facilmente. E completamente. mas nos outros aspectos, os outros estados têm quanto aos recursos e à dívida pública, problemas comuns e grandes. Ora bem, naquilo em que os problemas dos outros podem ter de comum com a crise local da tugária execranda (que é específica), isso significa que todos os países estiveram a viver, como estão e têm que viver acima das respectivas possibilidades. As possibilidades do presente são sempre insuficientes. (Como o eram as da situações de onde partiram há décadas atrás). É o fenómeno da impotência do Estado a que procurou responder-se com a integração económica europeia e com outras integrações económicas. A União Europeia fez-se para que se encontrasse uma resposta apta a gerar o desenvolvimento adequado aos recursos necessários a este projecto do Estado Contemporâneo: Justiça, Paz, Desenvolvimento, Liberdades e Seguranças (que ele há várias seguranças, como há várias liberdades). Se a solução da União Europeia colapsa perante uma confusão financeira, é que o projecto político da integração tem de crescer mais depressa que as exigências. Não é simples. Mas é claro. E sempre assim foi. A eficácia anula-se pela limitação do projecto. Como pelos atrasos do seu desenvolvimento. Designadamente na limitação por opções políticas desajustadas e horizontes às escala delas. O espaço natural do projecto necessário - económico social e político - é a Eurásia. E há aqui muitas coisa para pensar. Com muito pouca gente a pensar. Esse é um aspecto importante da crise (porventura determinante): a astenia intelectual. Até em França há uma crise editorial em Filosofia e nas Ciências Sociais. É preciso acordar. E um abanãozinho assim, um tremor de terra institucional de grau oito é perfeito para dizer que a estupidez tem de ser banida por razões de subsistência. A gentalha da malga e da bolota deve deixar o cenário e regressar aos buracos de onde saiu. Caso contrário são chacinados pelas circunstâncias, mas essa chacina, evidentemente, não é ideia que nos transtorne.

Wednesday, April 28, 2010

NAUFRÁGIO DO ESTADO, MIGRAÇÃO DA BANCA

País de opereta. Estado falhado. Terra de todas as indigências. Lugar horrível de todos os horrores. Aproxima-se enfim a miséria que há-de matar as indigências. A estupidez afinal tem custos letais. A estupidez, portanto, é o novo "subprime". E a estupidez, afinal, não tem aliados. A própria banca tem de ponderar se aceita pagar o preço da sua portugalidade, ou se prefere sediar-se noutro país que tenha destino além do descrédito. A banca vai migrar. Depois de décadas de parasitagem do país, a banca abandona-o. Bravo. Talvez o país pudesse responder - se fosse um país - metendo na cadeia as administrações bancárias e recuperando - por via de processos penais céleres - os milhares de milhões de euros que a corrupção lhe arrancou e se traduzem, afinal, nisto. Depois de trinta anos de despesas duplicadas nos fornecimentos públicos (é um dos aspectos da corrupção) depois de décadas de manipulação grosseira da produção legislativa, depois de décadas de perseguição à liberdade de palavra que propiciou tudo isto, chega enfim o momento da verdade. E eis a verdade: o dinheiro dissipado na corrupção é o preço da subsistência do país. O cretino Sócrates e o cretino Coelho reúnem. Pode a soma de duas criaturas anómalas aproximá-las da normalidade?

Tuesday, April 20, 2010

A TUGÁRIA E AS IGREJAS DE CRISTO

O Santo Padre Daniel I, Patriarca da Roménia, lançou no passado dia 18, em Madrid, a primeira pedra da Catedral Ortodoxa da sua jurisdição. O Concílio da Metrópole Ortodoxa Romena da Europa Ocidental determinou (e bem) sediar na Cidade guardada de Deus de Madrid o Trono Episcopal da Península Ibérica. Como o decidira, também, quanto à jurisdição respectiva, o Santo Patriarcado Ecuménico. Presentes na cerimónia, o Santo Arcebispo de Alba Iulia e os Bispos do Sínodo Metropolitano da Europa Ocidental e o titular da Metrópole, Vladika Iosif. O Santo Padre Policarpos, Metropolita Peninsular do Patriarcado Ecuménico esteve igualmente presente. Na tugária, a Santa Igreja Romena não é reconhecida (como aliás nenhuma outra, porque não há igrejas ortodoxas cuja radicação em Portugal a corja tenha aceite, num alarde despudorado de discriminação religiosa indisfarçável). Em todo o território não há uma única Catedral Ortodoxa de nenhuma jurisdição e nenhuma igreja canónica foi até hoje e em todos os municípios autorizada a construir uma igreja. Devem as Nações Ortodoxas responder em conformidade. Se eles não querem, condenemo-los a que não tenham. E se esta corja não reconhece as Igrejas de Cristo, devem as Igrejas de Cristo ignorar esta corja segundo os preceitos evangélicos que ordenam se sacudam as sandálias no abandono de tal corja. Assim seja. Interessante é que o Príncipe Aga Khan nem sequer aceitou pedir qualquer reconhecimento ao "estado português". Exigiu simplesmente o reconhecimento da personalidade jurídica internacional do seu imanato. Isso foi imediatamente aceite. Os venais sopeiros sabem reconhecer a linguagem de um homem determinante no mundo da alta finança. Tudo o mais ignoram. Ora bem, quem esteja interessado em comprá-los que os compre. As Santas Igrejas de Cristo não compram homens. E menos ainda homens tão desprezíveis como nocivos. Deve a terra que representam ser identificada por essa representação. E assim deve ser tratada. Deve permanecer fora de causa pôr uma Catedral Ortodoxa ao alcance de tão corrompidas criaturas. Para eles o cristianismo é a pedoclastia papista. Ora, mais perto do Cristo estão os ateus. Evidentemente. E por tudo isto também, têm razão os de Valença do Minho ao hastear a Bandeira da Coroa de Espanha.

Monday, April 19, 2010

O SILÊNCIO E A CULPA

Terminou o episódio do despenhamento de Smolensk, num funeral em Cracóvia. Com a recusa pelas forças telúricas do cortejo de chefes de estado. E em Malta, Ratzinger lamentava-se. Exibindo as vergonhas, como os mendigos de Dickens as chagas. Ocorre pensar no que há de interessante e em comum nestes dois eventos. Silêncio culpado em Katyn. Silêncio execrado de todos os agentes do papismo. Silêncio culpado protector dos pedrastas, homicidas, esclavagistas e violadores. Isso relembra-nos a execranda tugária como o lugar de todos os silêncios irmãos de todas as culpas. Sítio da mais imunda jurisprudência atirada à liberdade dos homens. Lugar da mais sórdida repressão da palavra. Terra dos mais sórdidos esbirros judicantes. Juizes-funcionários. Outra dimensão do silêncio culpado. As sórdidas minutas da "jurisprudência-dominante". Este execrando fenómeno está, desde logo, oferecido ao veredicto soberano com os demais crimes. Traduz a existência desta corja judicante, verdadeiramente, o estupor e a estupidez nos quais o silêncio culpado se salda. A estupidez é a indiferença perante a injustiça. O estupor perante a dor alheia. Pecados capitais. Crimes intoleráveis. Doenças mentais da normalidade. Há uma diferença entre estes monstros e todos os outros monstros? Devemos matá-los, ou poupá-los para não sermos iguais a eles? E que dizer, face a tão repulsivas criaturas, quanto à legítima defesa dos homens e das comunidades? De uma coisa temos a certeza: a recusa da dignidade aos homens exclui a possibilidade do perdão. Foi quanto disse um grande homem de coisa muito parecida. Porventura a mesma coisa. Não. Não há a possibilidade do perdão.

Sunday, April 11, 2010

A Queda em Smolensk

Lech Kaczynski, papista obstinado, doentiamente autoritário e partidário intransigente da pena de morte, foi recrutado no âmbito da estranha organização engendrada pela CIA e pelo papismo que foi o “solidariedade”. A iniciativa logrou, no entanto, explorar com êxito fulminante as contradições do regime da democracia popular na Polónia. Quando a decepção dos polacos deu a vitória ao partido de Kwasniewski (em 1995) Glemp, cardeal local, amuou a tal ponto que recusou comparecer à cerimónia de tomada de posse. A reacção papista teve então de reformular-se e os irmãos Kaczynski foram eficaz instrumento dessa recuperação, todavia ainda muito longe de lograr os resultados antes obtidos. O papismo regrediu na Polónia. E boa parte dos polacos refugiaram-se nas posições integristas da Fraternidade de S. Pio X, estrutura bastante mais papista que todos os papas (de Roma) juntos. A força do integrismo no Leste terá determinado Ratzinger ao levantamento da excomunhão sobre os seis bispos que sustentam tal posição. Na política externa Lech Kaczynski caracterizou-se pelo alinhamento acrítico com o violento e corrupto aventureirismo de Bush, chegando à oferta do território polaco para instrumento do cerco militar à Rússia. Recorda-se dele, também, a pronta comparência em socorro (inútil) da “revolução rosa” no caso das agressões perpetradas contra os territórios da Alânia Meridional e da Abkásia. Também a exigência de estatuto próprio para a Polónia face ao Tratado de Lisboa sublinhou a sua posição no contexto da UE. O doentio autoritarismo custou-lhe aparentemente a vida. O avião presidencial polaco ignorou as sugestões de aterragem em Minsk ou em Moscovo – feitas em todos os tons – para evitar as péssimas condições atmosféricas em Smolensk. Ninguém imagina sequer que um piloto assumisse ele próprio, sem indicação hierárquica em contrário, os riscos de recusa das orientações da torre de controlo. Quatro vezes se fez à pista o piloto e quatro vezes falhou a aterragem. À quarta vez, embateu nas árvores que o nevoeiro escondia. Não queria favores da Bielorússia ou da Rússia. Tal estupidez custou as vidas de toda a comitiva presidencial. Pereceram o chefe de estado-maior general e os chefes de estado-maior da armada, do exército e da força aérea (e ainda o comandante das forças especiais). O Governo mandou apenas o Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros que também faleceu. Alguns prelados papistas também partiram a dar contas a Cristo. Não é a primeira vez que a estupidez tem tais consequências. E não será talvez a última. O Chefe do Governo da Federação Russa dirigirá pessoalmente o inquérito. Lech Kaczynski deixa uma filha maior e um gémeo idêntico sem descendência. Tinha péssimas relações pessoais com o Chefe do Governo Russo. E vivia uma co-habitação política difícil com o próprio Chefe do Governo da Polónia. A Polónia não morre por isto, como de resto o seu hino o diz. Um hino interessante que radica no Panslavismo onde se tinha consciência nítida (e formulada) que é preferível o chicote russo à liberdade alemã.

Saturday, April 10, 2010

OS PEDERASTAS DO VATICANO E AS SEVÍCIAS SEXUAIS A CRIANÇAS

A terminologia trai e desvirtua. Para pensar correctamente é preciso falar correctamente. Não há nenhuma questão de “pedofilia” na igreja papista. A questão é a da pederastia. Depois, o problema não é simplesmente de “abuso”, porque abusos são muitas outras coisas bem menos graves. O adulto abusa, por exemplo, sempre que consente (não importa agora porquê) que a admiração de um (ou uma) adolescente se transforme em paixão correspondida, ou seja, usada. Rapazes de doze anos apaixonados por trintonas nunca foram raros. E raparigas de doze anos apaixonadas por homens de trinta, também não. A existência frequente de tais fenómenos não significa que os adultos estejam autorizados a usar os adolescentes por isso. Por mais clara que seja a aparente adesão destes. Os menores só poderiam consentir com relevância em tais coisas se a decisão livre destes pudesse bastar em todas as circunstâncias. E não pode (felizmente para eles). O que está em causa não são “abusos”, portanto. Quanto nos tem sido descrito são sevícias. Sevícias sexuais. De clérigos. Sobre crianças. Frequentemente, sevícias de natureza homossexual. (Piora bastante, sim; esse agravamento não é uma discriminação porque traduz intrusão no amadurecimento pessoal e anulação de qualquer liberdade concebível). Mas nem estas são as únicas sevícias. O inquérito irlandês determinou a existência de dezenas de milhares de vítimas dos clérigos de asmodeu, muitas das quais foram submetidas a sevícias sexuais pela padralhada pederasta do papismo, sim. Mas outras foram submetidas a seviciamentos de outras naturezas. A utilização de trabalho escravo infantil, por exemplo, não foi (nem é) coisa rara. A privação da escolaridade também não. Os espancamentos infernais – espancamentos em massa de crianças, por exemplo – eram vulgares. Num asilo papista da imunda tugária ficou seguramente na memória das vítimas (todas com menos de dez anos) aquela solução prática de serem acordadas a meio da noite e encaminhadas para os chuveiros da camarata a fim de aí serem espancadas, à frente umas das outras. Imagine-se o terror. Era “um castigo”. Como se isto pudesse ser assim. E aquilo era um asilo das “irmãzinhas”. Ou seja, de asqueroso sopeirame, pervertidíssimo, apresentado como se de monjas pudesse tratar-se (e isso não era, sequer de longe, o caso). Mas fora daqui – porque aqui estas coisas não se julgarão enquanto houver tugária - a repulsiva sucessora da madre Teresa de Calcutá foi julgada e criminalmente condenada por maus tratos a menores. E bem, evidentemente. (Não cremos que essa repulsiva criatura tenha podido ser muito diferente daquela a quem sucedeu). Hans Kung, teólogo prestigiado, faz notar que alguns casos de pederastia existem em outras igrejas cristãs, mas sublinhando as características de generalidade em contexto papista que fazem desta organização um caso único. Inclina-se para a questão do celibato como hipótese explicativa. E engana-se, seguramente. Desde a contra-reforma que a estética do papismo traduz e induz generalizadamente a perversão sexual… Por outro lado, moralmente falando, há quanto tempo é desaconselhado às fêmeas enlouquecidas da Opus que comam bananas? (Excita a libido, dizem aquelas taradas)... Radica isto apenas na imaginação doentia do repugnante Escrivã? Parece que não. Nos conventos femininos pode-se comer uma banana sem ser cortada às rodelinhas? (Já agora, as cozinheiras que cortam as bananas às rodelinhas têm de se confessar a seguir?)… Corja infinitamente infecta. (Será possível que nem no inferno os queiram?)… Expressão de todos os vícios. Não é só a estética, portanto. A moral é ali um mecanismo de indução das taras, da sua preservação e de sugestão fortíssima de passagem à prática. Isto não tem nada a ver com o celibato. Nem traduz a influência da “liberdade laical” na igreja (relativismo ético e liberdade sexual, que é aquilo de que se queixa aquela escumalha). Nada disso faz sentido. A perversão sexual, aliás, vem a par com outras perversões, como a perversão da concepção de poder na igreja, por exemplo. A perversão da concepção de poder político, também por exemplo. Não é só no plano do relacionamento sexual que o papismo traz a escandalosa perversão da relação entre pessoas. E carece de sentido explicar isso pelo celibato. Sentido faz isto: Quando se olha a imunda tugária deste ponto de vista (“país católico”, dizem eles e parece que com razão) tem-se a noção imediata desta “iética” do vigário, que estes empedernidos vigários pederastas encasquetaram, senão em todos, ao menos na maioria. A começar pelo vazio de convicções, claro. E pela falta de Fé. (O vigário papista é sobretudo um homem sem Deus). E pela falta de conhecimento, porque sem profundas ignorâncias (mesmo escoradas em títulos ribombantes) nada disto seria possível. Neste imundo contexto (horrenda corja!), a frase de Escrivá em cujos termos “é tão belo ser vítima” ressoa com as proporções do crime que (realmente) traduz. Deus, na Sua infinita Misericórdia e no seu amor pelos homens, continuará conduzindo o imundo papismo à integral desocultação do seu significado. Isso bastará. Tais trevas não resistem a nenhuma luz.

Wednesday, April 7, 2010

A NOVIDADE DE VALENÇA DO MINHO

Pensar na reacção dos cidadãos de Valença do Minho pode começar por duas perspectivas. A primeira sublinharia a presença de uma gente que vende a identidade por um prato de lentilhas. Hastear a bandeira espanhola em todos os lugares da cidade “só porque” um município Galego lhes disponibilizou o acesso aos serviços de saúde, “para mais pagos pela segurança social portuguesa”, seria o sublinhado da aparente desproporção a fundar tal crítica. Vendem-se “por um prato de lentilhas”, dir-se-ia. Esta está a ser na “blogosfera” a posição dos vectores de sensibilidade nacionalista. A outra perspectiva sublinharia o elevadíssimo grau de alheamento e falta de afecto, senão aversão, pelas referências políticas, históricas e culturais portuguesas de uma população que foi, outrora, um dos modelos da ostentação do “orgulho de ser português” (em tempos onde, evidentemente, havia motivos para tal orgulho). O canalhal do sistema nem sequer reagiu, tal a surpresa. Se falassem, minimizariam o problema. Mas as duas perspectivas em presença falham na grande novidade que tal atitude popular traduz. E essa é a do despedimento de um Estado. Sem mais. Este é o alcance da atitude dos homens e mulheres de Valença, mesmo que ainda não o tenham visto bem. E esse alcance traduz a novidade da consciência (agora, vivida) de que o Estado resulta de um contrato, que ele próprio não pode quebrar. Os minhotos trazem ao estado esta imagem para ele estranha (nestas latitudes) de que se trata de uma entidade subordinada e não de uma potência subordinante e que no estado-administração a metafísica do “Estado como pessoa moral” é lixo cuja remessa ao caixote respectivo está ao alcance das mãos de qualquer comunidade. Esta é a novidade de Valença do Minho. E a importância dessa novidade no contexto da acefalia local é evidente. A experiência (ou consciência vivida) de que o Estado é solução instrumental contratada entre os cidadãos tem sido o único alicerce estável das democracias, com os conhecidos (e muito diferentes) exemplos da Inglaterra, da Revolução Americana, da Guerra Civil Helvética (onde o papismo foi reconduzido “manu militari” à própria libertação política dos seus fiéis). Valença do Minho pode bem ser o início de grandes coisas. E nenhuma dessas grandes coisas passa pela subsistência política do canalhal no qual se salda o “sistema político português”. Valença é o sinal mais sério da falência política em presença. Porque o semelhante gera o semelhante, a falência económica é mera decorrência. Evidentemente inevitável. Senão mesmo desejável. Viva Valença!

Tuesday, April 6, 2010

Viva Valença

A população de Valença hasteou a Bandeira da Coroa da Espanha. A rebelião popular tem pois a clara imagem da direcção a seguir e indica o caminho que social e economicamente é o mais óbvio. Também indica que a população vê claramente dissolvidos os laços da solidariedade nacional, dos quais efectivamente não resta qualquer traço na conduta da escumalha que governa, governou ou governaria se tal situação pudesse manter-se e felizmente não pode. Não há Estado contra os seus nacionais. Não há estado contra os cidadãos. E nem sequer adianta qualquer confronto político. Nada disto vale a pena. Valença tem razão. Pouco interessa saber se o encerramento do SAP tem ou não tem alternativa. E nada interessa saber se a coisa se justifica ou não. O que interessa é a gota de água que faz transbordar. E a taça da infâmia transbordou. Hastear a Bandeira da Coroa de Espanha não é gesto reversível, porque uma tal aversão não é reversível. Mas é necessário que uma direcção política da revolta fixe objectivos políticos quanto à generalização do gesto e quanto às suas consequências. É sobretudo necessário que os impostos passem a pagar-se à Coroa de Espanha. Que os negócios sejam sediados em Espanha e que as contribuições à Segurança Social sejam pagas à instituição que verdadeiramente assiste os minhotos (como assiste os demais portugueses que a procurem e os assiste primorosamente, sem nenhum dos imundos tiques asilares com os quais quem tem sido português é insultado todos os dias em todos os "serviços públicos"). Bravo a Valença. É precisa agora a aquisição da Cidadania Espanhola, para que se possa pedir às Justiças da Coroa de Espanha a protecção contra os cães da tugária. E para os perseguir como merecem, como têm de ser perseguidos, à luz do Direito por tribunais dignos desse nome, onde os debates se travem com liberdade e sem retaliações da nova pide sobre os advogados que falam. Retaliações que são o primeiro instrumento de protecção a todas as corrupções. Estúpido, "o governo" anuncia que a Segurança Social penhorará sessenta mil contas bancárias de devedores arrastados para a ruína por um estado entregue a imbecis. Espera-se que as vítimas sigam o exemplo de Valença. Esse é o caminho, como sempre temos dito. Deixar estes cães sós. Deixar isto. Mas nem nos passava pela cabeça que tivéssemos tanta razão e houvesse terras inteiras capazes de passar a fronteira, i.e. capazes de a fazerem recuar. Se for assim, assim há-de ser. Servanda est. Isto sim, é um exemplo. Viva Valença!

Thursday, April 1, 2010

O príncipe von Shönborn

O príncipe von Shönborn, cardeal, (papista porque não há cardeal que o não seja) sucessor do pedoclasta Gröer, e plausível sucessor do execrando Ratzinger na putrefacta cátedra de Roma (se aquilo durar até lá), confessou a pedoclastia e pediu perdão. Algumas vítimas exibiram as chagas d'alma em intervenções cheias de tiques (como Dickens teria sugerido). E depois veio o tique da confissão e o carnaval do pedido de perdão. Voitila usava muito isso. Pedia perdão e as vítimas ficavam imediatamente esbulhadas da causa de dor. Quando se falava nisso alguém dizia logo -"o papa já pediu perdão". Desagradável, a coisa. Ou como, se diz em hebraico, sakana. E, por isso, em verdade vos dizemos: quando ouvirdes um papista a pedir perdão, levai à coronha de vosso revólver a mais pronta mão. As imagens lembram a fidelidade do príncipe à estética papista, aqui actualizada de acordo com uma exibição em museu da sua jurisdição. É iarte, claro. Então não havia de ser?

Acima de toda a suspeita

Um sopro de ridículo vai derretendo a tugária. O Ministro dos negócios estrangeiros da coisa veio dizer da suspensão do cônsul honorário de Munique. Não tinha que dizer nada. Só tinha que suspender, deixando o homem ao alcance das justiças alemãs sem os empecilhos da Convenção de Viena. Por nenhuma forma um estado vassalo poderia afrontar, por qualquer modo, a potência suzerana. Mas a criatura preferiu "justificar". Disse então que um representante do Estado tinha que estar acima de qualquer suspeita. A ideia é toda peculiar. Porque o Estado representado está sob todas as suspeitas. Começando pelos membros da sua direcção política.

Wednesday, March 31, 2010

"Não sei de nada"

"Não sei de nada", diz Barroso. "Não sei de nada", diz Portas. "Não sei de nada", dirá pela certa o almirante. E o advogado da sociedade, mais as outras sociedades dos outros advogados. E o Procurador Geral da República. É como vos dizemos: quando se ouve a expressão "não sei de nada", na tugária, manda a mais elementar prudência que se saque o revólver.

Arrasa?

"Morais Sarmento arrasa Granadeiro", diz o "Expresso on line". Granadeiro está arrasado há muito tempo. A novidade é que é talvez tenha chegado a altura de Morais Sarmento tratar do emprego no negócio do amigo dos pioneses de quem quis falar em público.

Que lhes faremos?

"Prosecutors have already identified more than a dozen suspicious brokerage and consulting agreements related to the submarine deal. According to the investigation files, all of these agreements were designed "to obfuscate the money trails," so as to pass on payments "to decision-makers in the Portuguese government, ministries or navy." Assim disse o Der Spiegel. E assim se percebe que os fabricantes precisem de ganhar na manutenção os lucros que se desvaneceram em subornos e isso explica, claro, que o OGE tenha gasto uns milhões para ter máquinas novinhas que deixaram de funcionar. Ou deixarão em breve. Felizmente o Júdice tem a quinta da lágrimas, o eleven e mais uma ou outra tasca "distinta", com os quais pode repor algumas coisas. E ainda há, é claro, a cota na sociedade de advogados embora essa valha já muito pouco. Percebe-se agora melhor o que andava o Morais Sarmento a fazer na comunicação social. E o que andou Júdice a fazer na ordem dos advogados. Andaram a inviabilizar a crítica, o debate e, em síntese, qualquer liberdade. Precisamente o que se apressaram (com razão) a dizer que o Sócrates andava fazendo, ainda que por modo diverso. Que faremos a tal escumalha tão igual uma à outra? Que lhes faremos quando sabemos (e esse é o caso da Ordem dos Advogados) que perseguem pessoas e as ameaçam com o arbítrio de as deixarem sem poder trabalhar? Que lhes faremos? Que faremos a Júdice, com os helicópteros, os submarinos e a Casa Pia? Que faremos a Alves com o dinheiro da Independente e sem esclarecer as contas da campanha (e as ligações da "sua gente")? Que faremos a Marinho Pinto com a defesa de Sócrates? Como pode aquela coisa continuar a existir? Que "ordem dos advogados é esta que se perfila como inimiga do Direito, instância de agressão à liberdade dos advogados e instrumento da primeira máfia que a compre? Para que serve isto? O que é isto?

A corja outra vez desnudada

Indonésia, Nigéria e Portugal. Três modelos de democracia europeia (não será assim?) e três casos de evidente estado do direito no plano interno. Foram três alvos de negócio da Ferrostaal, aparentemente com subornos bem pagos. Em Portugal, um (entre quatro já notados) escritório de advogados (que por acaso todos sabemos qual é) está indiciado como actor de jogos de pressão no caso dos submarinos. Possa isso esclarecer quanto ao estado da Ordem dos Advogados. Irão eles agora processar o Der Spiegel para deixarem a Europa a rir? E por quanto tempo mais se lhes consentirá o brutal constrangimento da liberdade de expressão no plano da ordem dos advogados como no dos tribunais (nisto mais criminosos que criminais) ?

Tuesday, March 30, 2010

LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA TUGÁRIA

São realmente "muita'stúpidos". Eis o estado do execrando raciocínio "penalista" na execranda tugária: pode-se chamar bandido a um corruptor, desde que seja em "contexto de debate político". Mas não se pode chamar corruptor ao corruptor (sem ser em contexto de debate político), mesmo que o corruptor tenha sido judicialmente condenado enquanto tal e ainda que a sentença não esteja transitada (parece que falta o contexto do debate político, seja isso o que for). O juiz também achou mal que se tenha chamado ao corruptor "criatura ignóbil" (fora do contexto do debate político, presume-se). Mesmo que a criatura seja ignóbil? Os gajos não gostam das expressões de aversão. Acham-nas "juízos" ilícitos. E como se o amor universal pudesse ser tutelado pelo Processo Penal, paf! Sai condenação. São doidos, os imbecis. Pois já nós achamos que todos os raciocínios em presença são raciocínios de criatura ignóbil (chamando agora criatura à função de julgar nestes termos). Talvez a função de julgar nestes termos pudesse voltar ao asilo que a pariu, não? Porque é que José Sá Fernandes estaria em debate político e Ricardo Sá Fernandes não? Porque o debate político para estas cabecinhas tontas exige um estatuto pessoal diferente da mera cidadania. Asilo que os pariu, realmente. São perfeitos oligofrénicos. Ante cujos olhinhos baços importa sobretudo perseguir a notoriedade pública atingida por Ricardo Sá Fernandes. Os gajos da Ordem dos Advogados não ficam evidentemente atrás de tais julgadores. São iguais. João Correia e Aguiar Branco coligaram-se contra Sá Fernandes em "parecer", dizem eles. E os cafres do Conselho de Deontologia de Lisboa largaram acusação em conformidade. (Um conselho de gajos do foot e alguns bêbados, mais umas gajas à escala e saídas de parte nenhuma). O melhor ainda era chamar a a Dona Ezecrácia que os largou no mundo e vestir-lhe uma beca. Ou ir advogar para a Galiza. Esta gentalha é intolerável. E estes procedimentos são impossíveis de aturar. Uma palavra para António Marques defensor do Névoa. Emitiu uma palavras de estima pelo Névoa. Isso também é interessante. Mesmo as criaturas a quem nem a mãe conseguiu amar, podem encontrar um advogado que os entende e estima. É uma função inesperada da advocacia. E faz pelo menos simpatizar com o advogado.

A Corja Papista da tugária

O execrando Carlos Azevedo, encarregado local das boas vindas ao execrando Ratzinger, veio hoje vomitar a sua vergonha pelos abusos sexuais de menores que têm sido tornados públicos. "O povo de Deus sabe distinguir", bolsou a criatura nas antenas do serviço público de televisão. Saberá. Mas quem tem de distinguir essas coisas (e tratar delas, já agora) são os tribunais. Saber se conseguem fazê-lo, não é indiferente. E não parece que o consigam. Com os advogados pressionados pelas lojas de proxenetas e traficantes de tudo, mais pelas sacristias da Opus, não falando já de outros fenómenos, é muito duvidoso que algum advogado corra o risco de patrocinar uma tal queixa. E quem correr esse risco, arrisca-se a ser suspenso durante o processo. Mas há também modos de pressão virados contra os juízes. A Juiz Amélia Teixeira, por exemplo, caiu de um sétimo andar (digamos assim) depois de um longo assédio moral que lhe arruinou imerecidamente a reputação profissional (foi óptima jurista e uma excelente presidente de debate livre em audiência). Tal assédio foi maior do que ela poderia suportar. No horizonte da pressão sobre esta excelente juiz estava o defensor do Cónego Melo - o vigário indiciado por assassínio do padre Max - e esse defensor, por acaso, claro, é membro do Conselho Superior da ordem (suprema instância do julgamento disciplinar de advogados, instância que usa o arbítrio como sucedâneo da Lei e o faz com a mais descarada facilidade). Também está nesse conselho o defensor do Pedro Caldeira, autor e co-beneficiário da melhor a mais conseguida burla ("julgada") da história recente. No tribunal superior, Margarida Blasco zelava para que nada acontecesse de especial (para o que até aplicou lei revogada). Isto é o sistema judicial. Mas as Faculdades de Direito não estão muito melhores. (São faculdades com indiciada sucessão hereditária nos corpos docentes, o que evidentemente contraria um bocadinho o esforço doutrinário para a definição do crime de associação criminosa, por exemplo). Imunda tugária. Não? Como podemos nós tratar as bocarras do mostrengo papista em tão sinistras condições? Como podemos nós resolver seja que problema for?

Europa do sul abandona centrismos

A Itália divide-se entre a ruptura com a indigência intelectual da esquerda oficial e o horror à indigência moral da direita que há. Entretanto, os números inclinam-se para a indigência moral em detrimento da intelectual. A Liga do Norte é a grande vencedora. O centro transforma-se em inutilidade. Centro de quê? O centro é determinado pelos extremos. Não se define a si próprio, são os outros quem o define. Em França a coisa é menos clara pela rejeição do sarcoma húngaro que ameaça devorar o legado republicano. Mas o problema é essencialmente o mesmo. Em Espanha a tradição republicana resiste um pouco melhor porque a direita é excessivamente papista e o papismo está perfeitamente ao alcance de uma sentença de qualquer tribunal criminal. A tugária, por seu turno, é uma ficção. Está na antecâmara do estatuto de protectorado. Mas a população que não abandonar o território (como se recomenda vivamente) tem tarefas duras pela frente, no que à defesa da sua vida respeita. Porque a miséria não anula a corrupção, amplia-a. E os que determinaram a miséria serão os primeiros a oferecer-se como capatazes do diretório de estados. E evidentemente, os únicos capazes de lucrarem com a miséria. A miséria é o único grande negócio que conhecem. Nisto como em tudo o mais, a solução não depende das forças locais. Embora não seja indiferente a possibilidade de as reconhecer com facilidade.

Monday, March 29, 2010

VATICANO SOB PRESSÃO

O Vaticano será processado? ora aí estaria uma boa novidade e uma necessária inflexão de rumo. Ratzinger não recebeu a citação pra comparecer num tribunal dos USA em 2005 porque fora eleito papa entretanto e obteve por isso e por aí a declaração de imunidade da Secretaria de Estado. Um erro, é claro. O vaticano não é um estado. A validade da elevação a tal estatuto é a mesma que conferimos hoje à proclamação de Victor Emanuel III como Imperador da Etiópia ou Rei da Albânia e deve-se ao mesmo homem: Mussolini. Mussolini quis a Itália como protectora imperial da ICAR. Isso parecia-lhe bem. Mas os actos de Mussolini são nulos à luz da ordem dos vencedores (dos vencedores italianos) da guerra. O que resta de pé, com clareza, é o acto em razão do qual o rei de Itália determinou que, por amor à igreja, decidira libertar o papa de Roma das agruras do governo temporal. Esse é o último estatuto válido outorgado pelo Estado Italiano relativamente ao papado. Cavour não deixou Garibaldi ocupar militarmente aqueles edifícios (o que ele teria feito com gosto e garbo). Vê-se hoje que tal prudência foi mais imprudente do que parecia. Cavour fez mal. Mas essa abstenção é acto de generosidade e não o reconhecimento de um estatuto (se bem vemos).

Sunday, March 28, 2010

ABRIU A CAÇA AO COELHO

O psd ficou mais igual ao ps, diz o Louçã do bloco. Isso é verdade. Aliás o Coelho vai ser tão corrido como a lebre. E não é uma lebre. O Coelho - talvez o mais cretino dos três cretinos - é o candidato das máfias. Aquele arzinho de proxeneta, mais o paleio de caixeiro viajante, mais o grande nada dentro da cabeça, justificam as baladas que já cantava o repulsivo Moita. Não obstante, o Coelho, tal como Sócrates de Massada da Beira, traduzem a imunda tugária. Mas traduzem mais exactamente o seu colapso. Eles são a tradução do afastamento dos homens e mulheres normais. Afastamento voluntário e involuntário. E traduzem a falta de esperança. A falta de futuro. E a falta de qualquer nível, seja no que for. Gente execranda. Tugária imunda.

Thursday, March 25, 2010

RATZINGER

O execrando Ratzinger ainda estica o pernil. Não deve ser-lhe fácil a comoção da revelação sucessiva de segredos, que entendeu preservar mas deixou de controlar. Possam as circunstâncias ser-lhe pesadas. Agora é a protecção que deu ao monstro predador de 200 crianças surdas (nos USA). A medonha colina vaticana diz que se trata de uma campanha negra contra o repulsivo Ratzinger. Argumento estafado, não?... Em todo o caso é preciso deixar clara a responsabilidade da repelente estrutura organizacional. Desde a contra reforma que uma estética da pederastia é cultivada pela padralhada infame. E já bem antes disso que as mais imundas taras eram circunstância do mais imundo negócio (dito das indulgências). Como exemplo dessa estética apontamos Caravaggio e a obcecação revelada - em radical violação dos cânones - nas pretensas imagens de João Baptista (embora o génio tenha pintado telas bastante mais graves - porque mais significativas - que essas horríveis imagens). Tais imagens - em quadros geniais- documentam a perspectiva da organização que expunha tais obras à veneração dos fiéis. Como documentam uma indução de conduta. Esse problema subsiste. E não pode consentir-se.

DIRECTÓRIO DE ESTADOS FIRMADO EM BRUXELAS

A Zona Euro estabeleceu um acordo para a Grécia que coloca o país ao abrigo do assalto dos especuladores nos mercados internacionais. A europa intervirá se o governo grego não encontrar nos mercados alternativas de financiamento, seja em quantidade, seja em qualidade (ou seja, intervirá se as taxas de juro forem absurdas, por exemplo). Acordado também que o Conselho será doravante o governo económico da Europa e que novas sanções devem ser acordadas (com brevidade). Haverá portanto sanções políticas onde até hoje só havia sanções financeiras. Sarkozy admite o corte (sancionatório) do direito de voto. A execranda tugária – incapaz de quaisquer compromissos e de qualquer disciplina - aproxima-se do seu futuro de mero protectorado. E nada se perderá que não esteja já perdido. A população evoluirá portanto de um quotidiano ditado pelos meros arbitrios dos meros doentes mentais que a parasitam, para um sistema de critérios muito estritos, certamente duros, mas ao menos critérios. É inquestionavelmente um progresso. Assim Deus o permita. Talvez então esta execranda terra deixe de se notabilizar pela escandalosa gravidade (ímpar gravidade) da densidade das doenças mentais entre a população. Uma densidade revelada num simples passeio a pé aos olhos de qualquer homem ou mulher normais em qualquer cidade da tugária (também por isso horrenda).

Friday, March 19, 2010

Taksin é um monstro

Quartim Graça e Miguel Castelo Branco insurgem-se contra o tratamento da movimentação dos" taksinistas" no Sião. A gente simpatiza com o Quartim Graça. E com o Miguel Castelo Branco. E eles acham que os gajos de esquerda são os broncos de sempre. Realmente, dizer menos que isso é impossível. O Pedro e o Miguel acham que eles estão a ver tudo de pernas para o ar. É pelo menos o que costuma acontecer. (Não nos demos ao trabalho de verificar). Costuma ser assim, ao menos na tugária. À ideia de tugária o Pedro e o Miguel opõem que “aqui não se diz mal de Portugal”. (“Aqui”, quer dizer, “lá”, bem entendido, porque aqui - propriamente falando - faz-se habitualmente isso mesmo porque se diz o que se vê e não há nada de bom para ver ou dizer). Os gajos de esquerda são uns broncos. A gente olha para eles e apetece chamar o Pinochet da tumba. Mas depois olha-se para o Pinochet e o único antídoto é a nostalgia do Stalin. É terrível, isto. Não nos dispersemos, porém. Estão a ver tudo de pernas para o ar, os gajos de esquerda. Como de costume. Já lá dizia o Timi, patrão local do Pravda, "com uma esquerda destas está tudo lixado". E não está?... É assim que eles são. Isto é tão certo como o Pravda ser uma das provas da existência de Deus. São assim. Mas talvez nem todos. Taksin é um monstro. Por menos que se simpatize com o despotismo asiático (terminologia de Montesquieu) mitigado (como diziam os programas salazaristas de Filosofia no secundário). Taksin é um monstro. (A gente repete, que a malta de esquerda à moda do lugar gosta das repetições, sobretudo de frases curtas). Taksin é um monstro. O Miguel Castelo Branco comove-se com os alunos ajoelhados aos pés do professores, com os professores fardados e com patentes militares, com a veneração da imagem do Rei divinizado... Nós somos um tudo nada mais prosaicos. Achamos que o trono do Sião não tem sido seguramente ocupado por deuses. E se usássemos farda teríamos de ser nós a desenhá-la (parece que o Adolfo fez exactamente isso, mas houve outros que fizeram o mesmo, a começar pelos Reis do Sião). E só usaríamos farda num exército nosso. (Ideia que não é completamente ficcional). Não são deuses, os Reis do Sião. Todavia, a subsistência do Sião é igualzinha a um milagre. Nem o Eça ia contra. E não nos surpreende nada que os tailandeses assim o pensem. Ou assim sintam, mesmo que não o pensem. Têm certamente muitas e excelentes razões para estar gratos à Família Real. O modo como o expressam, ainda que seja o deles e ainda que não tenhamos nada com isso (e realmente não temos nada com isso), provoca calafrios. (Apesar de não termos nada com isso). Mas sim, a coisa vista de perto pode ser menos má do que parece. Não obstante, parece péssima. Disso não há dúvida. Bem entendido, o Rei é um gentil ancião. E assim tudo se facilita, seguramente. Não é propriamente o Kavako. E está longe de ser o D. Duarte. O Kavako, como se sabe, é o mais importante argumento em favor da Monarquia. Com um Príncipe no trono, não há risco de haver um Kavako na Chefia do Estado. Ou um Eanes. Ou qualquer fenómeno análogo. E o D. Duarte é o mais importante argumento em favor da República. Olha-se e fica-se logo hesitante. Ouve-se aquela gentil entidade por dois minutos e perdem-se as dúvidas todas. Quando se ouve a D. Isabel, então é de fugir logo para o colo do António Reis. (De onde convém arrancar mal ali se chegue). Para nós, bastou o Fernando Teixeira no casamento. Com o complemento ideal do Paulo Teixeira Pinto no Conselho. (Sem um Teixeira o Duque deve sentir-se perdido). Independentemente de tudo e no que respeita ao Sião - é perfeitamente seguro - têm razão o Castelo Branco e o Quartim Graça. Taksin é um monstro. Vamos repetir ainda uma vez. Taksin é um monstro.

Thursday, March 18, 2010

LUÍS FILIPE CARVALHO E A "ORDEM DOS ADVOGADOS"

A Ordem dos Advogados deve ser extinta. Deve ser instituído um Conselho Superior da Advocacia integrado por juristas (porventura com um constitucionalista, se houver... Porque os mais visíveis que se apresentam como constitucionalistas são gente estranha) mas por outros homens de cultura, também. Associações locais de advogados devem assegurar a representação e defesa do corpo profissional, porventura uma por distrito judicial se apenas uma se conseguir que haja. Caso não seja possível unir, haverá as que houver. A verdade é que a Ordem dos Advogados é um antro onde gente medíocre e até muito medíocre se promove indecentemente, onde essa gentalha persegue os independentes. E persegue com eficácia. Repare-se que esta gentalha logrou o desaparecimento puro e simples de advogados independentes de todas as antenas de televisão: nunca mais Garcia Pereira foi ouvido, por exemplo, ou João Nabais, ou quem quer que seja. Só eles. Pinto de Abreu. O Alves. E o Luís Filipe Carvalho. Uma indecência. Tresandando a corrupção. Carvalho - como o Alves - é um mero licenciado em cuja sociedade de advogados o Alves procurou e obteve emprego. Chegou a pensar-se que o Carvalho poderia vir a ser alguma coisa. Foi assistente. Publicou umas anotações. Mas além de minutas não tem mais nada a dizer. José Maria Martins acha-o sem escrúpulos e publicou isso mesmo. E muitos escrúpulos não pode ter, realmente. É homem apegado a estes protagonismos vazios de quem quer falar sem ter grande coisa a dizer. Não será o único, claro. Mas os outros não querem ser bastonários. Trará consigo a PIDE do Alves (a gentalha dos Conselhos de Deontologia, verdadeiras nódoas a quem, quando puder apurar-se o que têm andado a fazer, o cárcere não deixará de acolher). Trará consigo isso. E o seu curriculum de coisas por concluir. Mais a memória de horríveis coisas concluídas. É realmente preciso acabar com aquela porcaria. Ou, em alternativa, é preciso que aquela porcaria acabe consigo própria. A Ordem dos Advogados é lugar de ataque aos interesses legítimos dos advogados. Instrumento de perseguição. De concorrência deslealíssima. De emprego de indigentes largados às canelas de homens e mulheres de bem. O Carvalho é lixo, evidentemente. E aquilo tudo também. É interessante que o homem diga ter-se licenciado em 1990 apontando para a sua inscrição na Ordem o ano de 1990: não fez estágio? Nem isso?

Tuesday, March 16, 2010

Partido "Social Democrata"

Acabou o congresso da megera e dos três cretinos. Foi o congresso da dor de corno. Clarísima manifestação da sordidez daquelas cabeçorras. Da aflitiva estupidez que os anima. E do estado das relações recíprocas. Os níveis de ódio que por ali grassam justificam todas as esperanças. (Talvez Deus consinta que se matem uns aos outros, solução sobre todas preferível). Foi interessante ver as três facções em presença aprovando a instituição de retaliação estatutária pidesca sobre qualquer crítica ao líder futuro. Mas com a discordância dos chefes das três facções que se propõem para líderes. Qualquer destes cretinos está bem talhado para a tarefa, não há dúvida. Gostámos sobretudo da veemência nas discordâncias face ao que as suas gentes tinham acabado de aprovar. Onde teriam eles os cornos postos quando a discussão e a votação correram?... Hilariante. Gostámos também da reacção do Partido Socialista. Manifestação igualmente clara do intenso moralismo das rameiras. Pensar que esta gajada - realmente imunda - se propõe dirigir "o país" e para mais guiando-o através dos escolhos da crise. O naufrágio é certo. Haja esperança.

O pus da fístula

O “procurador geral” da inquisição subsistente reconhece a existência de três mil sacerdotes-pederastas (é a expressão exacta) detectados nos últimos oito anos. É só o que há, parece dizer o mostrengo. Isso o diz para que se saiba que não há transigência da igreja quanto a tal fenómeno. Todavia não os entregaram às polícias e isso é transigência que baste. O porta voz do Vaticano vem dizer que a “pedofilia” é um problema na igreja como o é na sociedade. Isso não é verdade. Um pederasta vulgar é um tarado. Fora dos contextos papistas não é um modelo. Não tem incumbências de pedagogia moral. Não preside nesses termos a uma comunidade. E sobretudo, não difunde a tara cristalizada pela moral, como o execrando papismo o fez ao longo de séculos (haja em vista a estatuária execranda do “S. Sebastião”). A obcecação pretensamente moral do papismo pelo sexo é bem o reflexo das práticas clandestinas que se tem consentido a si próprio. A repulsiva encíclica que o execrando Ratzinger vem anunciando promete ser mais um monumento desta moral pornográfica, protecção primeira de todas estas taras. Alicerce de todos estes crimes. A “defesa” do Vaticano traduz uma propaganda repugnante. O pus de uma fístula. Isso é tudo o que lhes sai da boca. E das patas.

Sunday, March 14, 2010

Jean Ferrat

Morreu Jean Ferrat. Ascendência russa. Bom homem e fiel aos seus. Amava a terra onde vivia E a bravura de quem lhe salvou a vida foi a lição de filosofia política que nunca esqueceu. L’Huma presta-lhe homenagem. Nós registamo-la.

Eleições Regionais Francesas

Abstenção “record”. Esquerda em vitória clara. Radicais de esquerda revigorados atingem os 9,5% eventualmente adicionáveis aos 30% do PS. (Uma ressurreição). Europe Ecologie ficou nos 12,5 %. FN nos 12%. (Outro ressurgimento). O primeiro aspecto é o do esmagamento dos centrismos. Permanece por esclarecer o significado político da abstenção.

Monday, March 8, 2010

Revisão

Uma vez que o Diário de Notícias entende que o ingresso de Rogério Alves na ABBC é notícia (?!) decidimos verificar. Parecia apenas publicidade ilícita. E concluímos que é notícia, sim. É a nona cara de atrasado mental que ali faltava. Não significa, coitados, que eles não tenham eventualmente pago a publicidade ilícita. Significa apenas que hoje (como teria ocorrido nos anos trinta, ainda que por motivos diversos) teriam tudo a ganhar se não mostrassem aquelas caras em público. Daqui se deduz que esta gente (designação provisória) não detesta apenas os que se expressam com suficiência (designadamente por não confundirem tendencioso e tendencial, ascensão e ascendência, adesão e aderência). Não pode também deixar de ser avessa a quem tenha cara de gente normal. É definitivamente preciso impedir esta gente de multiplicar a anormalidade. É preciso ver aquelas caras. Verdadeiras caraças.

A luta continua

O destino da Ucrânia segundo Bush (credo!), não corresponde ao pretendido aggiornamento mais “europeísta” (Deus nos valha!). Os russos também têm uma perspectiva da coisa, é certo. Mas nenhuma das ideias parece corresponder à naturalidade do que os ucranianos têm a contar. E isto tem de ter um fim. As criaturas do bloco Timochenko vieram hoje defender o título póstumo de herói a Bandera (um colaborador com o invasor alemão que para ali levou escumalha como Krasnov) e, acrescentam, para defender o ucraniano como única língua oficial. Isto deveria ter, em princípio, a resposta de sempre.

Sunday, March 7, 2010

Grande Notícia!

Paralelamente à visita do Presidente Medvedev a França, O Santo e jovem Metropolita Hilárion fez a sua primeira visita a França com o belo véu branco (novinho em folha). Eis Polá eti Despotá! Mnô Gaya Leta!

O JUMENTO

O ditado popular em cujos termos as vozes de burro não chegam aos céus, traduz um país profundamente descristianizado. O jumento foi na verdade a montada preferida pelo Divino Mestre na entrada em Jerusalém. E revelou-se um sábio. Atapetadas as ruas com folhas de palma foi o burro quem pisou esse tapete e nem por isso se convenceu que aquilo era feito para honra sua. Caminhou pois entre aclamações. Com a serenidade de quem levava - e levou - o Cordeiro ao Altar do Holocausto. O zurrar dos burros é pois e seguramente ouvido nos céus. Fez bem o funcionário das Finanças em escolher o jumento para instrumento da sua liberdade de palavra. Não foi, como bem se vê, o primeiro a fazê-lo. E o estupor da Opus que decidiu persegui-lo (Paulo Macedo) fez evidentemente o mal que lhe foi metido na massa do sangue pela pedoclastia papista que o gerou, promoveu e projectou. Mas essa perseguição foi inútil. A Google não deu o IP. E pronto. A Google fez o bem que lhe está na estrutura identitária. Arquivado o processo, procedeu-se na tugária às indagações próprias dos serviços de inteligência (um tanto doméstica, um tanto bacoca, mas sempre intensamente sórdida). O Jumento foi traído por alguém próximo, por violação de um mail e a gentalha jornalística tratou isso como se fora um escândalo. O pobre autor ficou a vomitar. Mas esta gentalha não tem vergonha nenhuma. Já tínhamos uma "imprensa" que era um boletim oficioso da polícia. Uma imprensa onde há um conjunto de moços de fretes do Ministério Público, às ordens para qualquer violação do segredo de justiça que ali se pretenda. Uma imprensa onde há um conjunto de moços de fretes disponíveis para estarem às ordens de qualquer coisa (em bom rigor). Ainda não tínhamos percebido que havia uma imprensa com delatores virados contra a liberdade de palavra. Sabíamos que havia várias polícias políticas. Mas ainda não sabíamos que isso era possível. Este acréscimo de conhecimento agradecemos ao jumento. Esperando que a gentalha que a tal delação política procedeu não volte a ter quem lhe compre aquele jornal. Aquilo não pode ser mais do que é. E isso que é não merece um tostão, ou um segundo. Parabéns ao jumento. Ad moltos annos!

Plano (muíto) inclinado

Aqui fica o Video. O que esta gente diz, do ponto de vista pedagógico, arrepia. Parecem "chuis" a falar da "aut'ridade". Mas tudo se clarificou quando uma das bestas largou a "ascendência" onde queria dizer "ascensão". Tudo se explica. Sempre é um "chui" de giro, afinal. Coberto de títulos inúteis, é claro. Parecendo até que o doutoramento precedeu a alfabetização. Ó doutor, olha que só sabemos o que sabemos dizer. Sabias isso?... E nós a criticar tão duramente o "pivot" médio das televisões que troca "aderência" por "adesão"... Perante isto, diz o Cavaco que o Português é falado por 250 milhões. Talvez seja. Tudo é possível. Mas esta gente só diz que fala Português por não conseguir falar outra coisa. Isso é evidente. Em síntese: se o que esta gente pensa sobre a educação pudesse ter algum valimento, esta gente não poderia apresentar-se em tal estado.

A Best’Alves

O "direito é hoje mais exigente, tendenciosamente mais especializado e complexo" (Rogério Alves dixit). A besta não distingue “tendencial” e “tendencioso”. Habitualmente anda agarradinho às fórmulas da Lei positivada que vomita à cadência de uma máquina de costura. Mas se lhe cortam esses textículos, o minuteiro aparece assim. Porque é assim que ele é. É realmente imprescindível cortar os textículos aos minuteiros. E – in casu- devolvê-lo de textículos cortados à Opus que o pariu. Não espanta que metade do empenho que esta gente põe na restrição e perseguição à liberdade de palavra dos outros seja simples aversão a quem consegue expressar-se com suficiência, a quem tenha uma educação literária regular. Nem espanta que tal gente espontaneamente se sinta solidária com as limitações de todas as bestas e as defendam de toda a crítica.

O DOUTOR GROTESCO

Cavaco fez rir a Catalunha apresentando Portugal como “país forte” no La Vanguardia. Acrescentou que a Língua Portuguesa é falada por 250 milhões de pessoas. Disse que falar da integração política em Espanha é “perda de tempo”. Contraditoriamente colou-se a Espanha para dizer que comparar Portugal e Espanha com a Grécia é coisa de “ má fé”. Lembrou-se ainda – também contraditoriamente - de felicitar a Catalunha por ser “líder” nas relações económicas da Espanha com este território ocidental da Península. E se falar da integração política é “perda de tempo”do ponto de vista dele, já 40% do eleitorado português é favorável à ideia e a integração prossegue do ponto de vista económico e social (os minhotos trabalham na Galiza, aproveitando trabalhos ocasionais e os beirões em Castela, os algarvios na Andaluzia). Talvez não adiante falar disso por estar em curso inelutável. O modo como as coisas correm traduz a desintegração do território ocidental com integrações região a região. Só os reféns da armadilha da costa ocidental se encontram aí presos à miséria que a crise acentua. (Falta de pescas e quebra de procura do turismo cujos equipamentos e serviços são de péssima qualidade). “Portugal é forte” mas, também contraditoriamente, é economicamente subsidiário da vitalidade económica espanhola ou da falta dela – sendo a Espanha primeiro parceiro económico, deste “país forte” ao qual faltam parceiros económicos – com a liderança regional da Catalunha nestas relações. Quanto à Língua, Moçambique integra a comunidade dos países de Língua Inglesa, A Guiné integra a comunidade de Língua Francesa e o Brasil fala uma Língua que definitivamente é a sua. De resto a “Língua Portuguesa” é coisa reduzida ao léxico das minutas administrativas, que uma jurisprudência de atrasados mentais impõe ao jornalismo e a todas as demais formas de expressão. Quanto resta de tal Língua parece lastro indesejável. Nem em Portugal se fala Português. E o mais natural é que tão indesejável Língua residual leve sempre consigo as amputações que serve para expressar, assim difundindo as insuficiências como infecção ou estigma. Quanto à comparação com a Grécia, quando futuramente o frustre Cavaco falar da Grécia devem os Gregos exigir-lhe que se levante. A Grécia é terra com Estado digno do nome. Com exército digno do nome. Com homens dignos do nome. E “Portugal já deixou de existir” como disse o bom velho Napoleão. Quanto resta é a tugária. Em nítido abuso saldado na contrafacção de marca. Esta gentalha não pode ser portuguesa e se eles o fossem, mais ninguém poderia sê-lo, ou mesmo tê-lo sido. Cavaco foi a Barcelona e a Andorra. Em Andorra tratou – imagine-se – da possibilidade do estabelecimento de um Banco Português. Ninguém perguntou qual. Ninguém perguntou porque motivo um Chefe do Estado se intromete com este alcance no domínio da concorrência comercial. Não recordamos que o parlamento tenha autorizado a viagem para tal coisa. Ninguém perguntou qual é o banco privilegiado. Ninguém perguntou que contrapartidas esperará Cavaco. Também ninguém perguntou porque motivo a imprensa da tugária não disse uma palavra sobre isso. Perguntamos nós. E viva a Google sem a qual ninguém poderia fazer perguntas destas. Viva a Google sem cujo auxílio não poderíamos dizer que isto nos deixa à beira do vómito todos os dias.

PORTUGAL E GRÉCIA

Há êxitos de Papandreou no plano externo. De França obteve a disponibilidade para o apoio à “garantia europeia”. Merkel compromete-se com a ponderação de uma imposição politica (de travão? paragem?) aos especuladores capaz de lhes vedar a canibalização do Estado Grego. A Rússia oferece a manifestação de boa vontade esperada de uma velha simpatia e negociações satisfatórias quanto aos novos gazeodutos. Dos amigos árabes vem o anúncio de um investimento significativo do Abu Dabi na construção naval grega (e a indústria naval é a mais importante do país). Os USA - a Grécia é um campeão do anti-americanismo – acrescentarão pela certa alguma coisa a esta teia de apoios à política de verdade que Papandreou decidiu empreender. Recorda-se que foi iniciativa política sua a revelação da fraude no tratamento dos números (responsabilidade do governo anterior) que ocultava a real proporção do deficit. Esta iniciativa traduziu-se no enorme desafio que o governo tem pela frente e traduzirá no futuro próximo a indesculpabilidade da manutenção dos truques de dissimulação da fraude em Portugal. Portugal não pode deixar de estoirar. A Grécia pode recuperar. A subalternidade política portuguesa, o servilismo no plano externo, acompanhado da imprestabilidade tuga para o que quer que seja – Açores à parte - deixam o país completamente desarmado no que respeita aos recursos politicamente mobilizáveis no plano externo ou interno. Merkel fez notar a necessidade de modernização do estado administração, onde os funcionários patrimonializam os limites à liberdade de empreender, convertendo as proibições em corrupção. Isso vai acabar, portanto. Em Portugal não acabará jamais. À Grécia foi sugerido que vendesse algumas ilhas para pagar a crise. E a esse insulto, o governo reagiu bem. Na tugária eles estarão dispostos a vender a própria mãe, não sendo todavia certo que alguém pretenda comprá-la. (Todavia a corja papista pode estar interessada em comprar-lhes os filhos). Comparar Portugal à Grécia é realmente má-fé. Bem entendido, os dissentimentos crescem rapidamente entre o helenos e a situação é politicamente explosiva, muito embora o Chefe do Governo Grego tenha, por ora, apoio eleitoral inequívoco e suficiente, mantendo bom apoio na opinião pública, nunca tendo estado em causa a sua credibilidade pessoal aos olhos da sua gente. (Nem teve de comprar a licenciatura depois do quarenta na independente, nem foi promovido pela pedoclastia papista). Na Grécia, a juventude universitária não adere em parte significativa nem ao presente, nem ao projecto. Pode portanto exponenciar a contestação operária de rua e ultrapassar o PASOK. A Grécia tem alternativas políticas no plano global como no regional. Em Portugal a juventude universitária está com os olhos na gamela, vive na mais óbvia indigência intelectual e moral e é globalmente incapaz do que quer que seja. A única alternativa regional à tugária é dissolução na Península Ibérica. E essa alternativa asseguraria, por si, vida mais digna e mais livre à infeliz população

Saturday, March 6, 2010

Georg Ratzinger

O irmão do Sumo Pontífice da colina vaticana será presumivelmente chamado a depor em Tribunal Criminal alemão quanto aos abusos sexuais cometidos sobre os meninos do coro que dirigiu desde 1964. Já anunciou na imprensa que “não sabe nada”. Isso “é normal”. Eles nunca sabem nada. Aliás o cardeal Ratzinger tinha até proíbido que soubessem alguma coisa. Felizmente a Alemanha não é dominada pelo papismo. A polícia alemã não é propriamente a polícia da tugária. Os tribunais alemães não têm as fraquezas dos tugas. E a opinião pública alemã está realmente desgostada com estas cenas a que não está habituada e às quais não quer habituar-se.

A execranda história do (“reverendo”) Marcial Maciel, tarado sexual, pedoclasta incestuoso, distinguido por Voitila

"Legião" era nome seu. (Como isto faz sentido). Fazia-se passar por agente da CIA – e talvez o fosse - junto da adolescente que engravidou. A CIA ainda não veio defender o seu bom nome nesta questão. O monstro violou os próprios filhos rapazes que querem persegui-lo além túmulo e fazem bem. Abusou da marca da Shell. É o fundador da “Legião de Cristo” (salvo seja). “Filho bem amado” do execrando Voitila, criatura muito dada a fenómenos de fé com esta natureza e naturezas próximas. “Não tenham medo” dizia a criatura - de execranda memória - rodeada de monstros destes. Bem entendido, a repulsiva gentalha da colina vaticana anuncia ter aberto um inquérito. Para quê? E “os legionários” pedem perdão, depois de longos anos de cumplicidade (e o diabo saberá que mais). Por nós mantemos que este testemunho do terror que tem sido - e permanece sendo - esta corja da colina vaticana, deve ser objecto de acção internacional conjugada em ordem ao arresto preventivo de todos os seus bens - em todo o mundo - e à salvaguarda do que tiver eventual interesse histórico ou processual. Quanto à corja, propriamente dita, deve ser objecto de investigação criminal urgente, país a país, em situação de prisão preventiva (cuja necessidade se nos afigura evidente face à perigosidade da organização). Independentemente do que venha a decidir fazer-lhes quem tiver a rude incumbência de julgar tão repulsiva corja, é-nos muito dificil suportar o peso da sordidez desta execranda escumalha, que todos os dias – numa provocação constante e violentamente ostensiva - somos forçados a suportar. Não importa que na tugária se tenda a ocultar - cada vez mais, felizmente - aquela tremenda cara de amiba que é a do cardeal Policarpo (em favor da cara do “bispo do porto” que se assemelha muito à de um homem normal). Mas a verdade é que todas as caras daquela gente trazem sempre o estigma disto. São sempre o sinal disto. Presentificam permanentemente isto. E a pura verdade é que temos o direito (sagrado) de fazermos com que esta escumalha nos saia da frente. E de vez.

Thursday, March 4, 2010

Costumada asneira

Afinal o dia não nos negou a costumada dose de asneiras na tugária. Moura Guedes foi dizer ao parlamento - com o imenso esforço de quem parece ter o lábio superior paralisado pela toxina botolímica - que o plebeu Sócrates de Massada da Beira terá conseguido mobilizar o Rei de Espanha para a perseguir a ela (!)... Só faltava dizer-nos que foi a Santiago montada no Duque de Lugo. Mas, não obstante, terá sido uma obscura criatura da PJ de Setúbal quem se sentiu muito ofendida e foi ou vai apresentar participação criminal. Se assim pudessem ser as coisas, um tribunal criminal interferiria com o exercício dos poderes de cognição do legislativo por iniciativa do primeiro sopeiro que sentisse a "ionrra" metida dentro. Não faltaria mais nada que quando alguém responde a uma comissão parlamentar pudesse ser perseguido pela arraia da polícia... Se assim for é caso de vigorosa arrochada. E se uma funcionária de polícia perdeu a tal ponto a noção das proporções e da importância relativa das coisas, talvez possa ir esfregar escadas. Mais o director respectivo. O sopeirame anda realmente em estado de grande exaltação. Uns estalos nas ventas talvez pudessem produzir o resultado calmante que a ordem pública exige. (Que faríamos nós sem a Google a proteger-nos a liberdade de palavra?)

Wednesday, March 3, 2010

Hoje

Está tudo como ontem. A ETA deve estar tratando de se recompor dos últimos golpes. Os talibãs devem estar a preparar as mortes da semana nos diversos sectores de combate. No Iraque, ontem um atentado fez alguns mortos e centenas de feridos mas as tropas dos USA passaram para a retaguarda (até que os descalabro as obrigue a regressar ao papel anterior). A Rússia prepara-se para assistir o Chile onde os saques de quem não tem nada para comer se sucedem e são controlados pelo exército cujo comando preferiria -não?- que as pessoas morressem de inanição por modo mais pacífico. Em paralelo os russos comprazem-se com os frutos do êxito em França. E a França está agradada por poder ter sido lugar de um êxito russo. Está tudo igual a ontem. A Grécia sorri diante da reformulação da posição alemã (agora pronta para apoiar o que for preciso). O galinheiro de S. Bento tem as mesmas criaturas e cacarejam como sempre. A imprensa espanhola discute a ETA e Zapatero faz o que pode para relançar o emprego. A primeira página do Telegraph nunca nos pareceu tão doméstica. Notícia, hoje, é que os ursinhos brancos nascidos há três meses no zoo de Moscovo saíram pela primeira vez. Isso lembra-nos que a vida vai seguindo o seu curso natural sempre que o consegue.

Tuesday, March 2, 2010

Nada de Novo

Nada de alarmante nas novidades de hoje. Medvedev está em França e consuma-se o projecto da aquisição do porta-helicópteros Mistral. É interessante que a Rússia compre material de guerra a um estado da OTAN. No Uruguai prossegue o declínio do império americano com a tomada de posse do velho e tranquilo guerrilheiro como Chefe do Estado no depauperado Uruguai. Na Colômbia o serventuário Uribe anda excitado com as notícias geradas (em parte por si próprio) e em cujos termos haveria – com a cooperação Venezuelana – uma conjugação de esforços entre as FARC e a ETA, coisa à qual o Presidente Chavez já reagiu oficialmente, a rir da “realíssima Audiência Nacional” (sic). A tugária continua a chafurdar na lama da Madeira, como se na Madeira tivesse havido nos últimos trinta anos alguma coisa além de lama. Chafurda também noutras lamas. E os números oficiais continuam a não disfarçar o desemprego que cresce, prometendo sempre a convulsão que tarda. Mário Soares publica uma crónica onde alinha, como sempre, meia dúzia de lugares comuns. O Conselho Superior do MP vai reunir e já se noticiou quanto decidirá. (Mais uma deliberação que antes de o ser já o era). A Interpol parece ter localizado um perigoso bloguista do Ministério das Finanças da tugária, assim se confirmando a existência de uma importante polícia política capaz de níveis de eficácia já inquietantes. Com Interpol ou sem Interpol, continuaremos a tratar a corja a tiro de Blog. (Pensavam que nos metiam medo, os pequeninos). E acabaram os jogos de Vancouver. Com o Canadá em merecida alegria e a Rússia a ser cruelmente confrontada com a quebra evidente que o desinvestimento no desporto e no ensino geraram. E os dirigentes do estado sublinharam bem que tinham percebido o problema. Antes assim. Felizes os estados cujos dirigentes percebem os problemas. Era bom viver num estado assim. Nada havendo de alarmante nas novidades de hoje, há que bater no papismo. Ora bem, no mês passado, Ratzinger atirou-se às novas proibições de discriminação dos trabalhistas ingleses. E o “motivo” do protesto é que receia que essas leis possam obrigar as estruturas papistas a contratarem homossexuais (!) a coisa tem alguma graça porque não são raros os países onde se pensa que o “sacerdócio” do papismo é uma opção de vida muito própria dos homossexuais.

Monday, March 1, 2010

Ianoukovitch

Ergueu na Rada a clava de Ataman Cossaco. Reduziu em metade o salário do Presidente da República e assinou os três primeiros decretos. O primeiro, de combate à pobreza. Outro sobre o relançamento da economia. E um terceiro de combate à corrupção. O combate à corrupção pode ser perdido, caso se fique pela punição como objectivo. Tal combate deve ser integrado pelo escopo claro da recuperação dos fundos quanto aos ilicitos já verificados e pelo objectivo político da segurança do estado quanto aos ilicitos a verificar, porque essa história de andarem a CIA e o papismo a comprar pessoas e a financiar iniciativas de alcance político chama-se, no plano do direito interno e muito exactamente, corrupção.