Friday, April 30, 2010

POSSIBILIDADES

"Estamos a viver acima das nossas possibilidades", era a grande frase feita que enchia os jornais tugas dos anos oitenta, antes das subvenções europeias chegarem e antes do advento da era Cavaco trazer a multiplicação das máfias e, com isso, a mudança de escala do fenómeno da corrupção. Regressa agora a frase como solução do desespero conservador, quer dizer (no essencial) o desespero das máfias. As máfias são a própria situação política dos tugas. As administrações bancárias e as direcções políticas partidárias deviam estar todas nas cadeias há décadas. Outro tanto ocorre com a judicatura que lhes guarda os segredos e impõe à população todos os silêncios, ao ponto de não se perceber para que serve o raio da Língua que resta e é coisa realmente tão asquerosa como o resto. O clero papista e as seitas que exploram as decepções e as inépcias do papismo também, em boa parte dos casos, deviam ter os dirigentes respectivos bem arrecadados. "Estamos a viver acima das nossas possibilidades". Estamos. temos máfia a mais. As próprias corporações profissionais (como as Ordens) deviam ser dissolvidas na maior parte dos casos e os seus parasitas encarcerados. A máfia gerou a miséria. "Estamos a viver acima das nossas possibilidades". Aparte o que fica dito quanto às máfias não é completamente assim, nem tão simples como isso. Na tugária a situação debitória pública fez-se para enriquecer as máfias e não o país. Isso é mau mas pode ser corrigido facilmente. E completamente. mas nos outros aspectos, os outros estados têm quanto aos recursos e à dívida pública, problemas comuns e grandes. Ora bem, naquilo em que os problemas dos outros podem ter de comum com a crise local da tugária execranda (que é específica), isso significa que todos os países estiveram a viver, como estão e têm que viver acima das respectivas possibilidades. As possibilidades do presente são sempre insuficientes. (Como o eram as da situações de onde partiram há décadas atrás). É o fenómeno da impotência do Estado a que procurou responder-se com a integração económica europeia e com outras integrações económicas. A União Europeia fez-se para que se encontrasse uma resposta apta a gerar o desenvolvimento adequado aos recursos necessários a este projecto do Estado Contemporâneo: Justiça, Paz, Desenvolvimento, Liberdades e Seguranças (que ele há várias seguranças, como há várias liberdades). Se a solução da União Europeia colapsa perante uma confusão financeira, é que o projecto político da integração tem de crescer mais depressa que as exigências. Não é simples. Mas é claro. E sempre assim foi. A eficácia anula-se pela limitação do projecto. Como pelos atrasos do seu desenvolvimento. Designadamente na limitação por opções políticas desajustadas e horizontes às escala delas. O espaço natural do projecto necessário - económico social e político - é a Eurásia. E há aqui muitas coisa para pensar. Com muito pouca gente a pensar. Esse é um aspecto importante da crise (porventura determinante): a astenia intelectual. Até em França há uma crise editorial em Filosofia e nas Ciências Sociais. É preciso acordar. E um abanãozinho assim, um tremor de terra institucional de grau oito é perfeito para dizer que a estupidez tem de ser banida por razões de subsistência. A gentalha da malga e da bolota deve deixar o cenário e regressar aos buracos de onde saiu. Caso contrário são chacinados pelas circunstâncias, mas essa chacina, evidentemente, não é ideia que nos transtorne.

Wednesday, April 28, 2010

NAUFRÁGIO DO ESTADO, MIGRAÇÃO DA BANCA

País de opereta. Estado falhado. Terra de todas as indigências. Lugar horrível de todos os horrores. Aproxima-se enfim a miséria que há-de matar as indigências. A estupidez afinal tem custos letais. A estupidez, portanto, é o novo "subprime". E a estupidez, afinal, não tem aliados. A própria banca tem de ponderar se aceita pagar o preço da sua portugalidade, ou se prefere sediar-se noutro país que tenha destino além do descrédito. A banca vai migrar. Depois de décadas de parasitagem do país, a banca abandona-o. Bravo. Talvez o país pudesse responder - se fosse um país - metendo na cadeia as administrações bancárias e recuperando - por via de processos penais céleres - os milhares de milhões de euros que a corrupção lhe arrancou e se traduzem, afinal, nisto. Depois de trinta anos de despesas duplicadas nos fornecimentos públicos (é um dos aspectos da corrupção) depois de décadas de manipulação grosseira da produção legislativa, depois de décadas de perseguição à liberdade de palavra que propiciou tudo isto, chega enfim o momento da verdade. E eis a verdade: o dinheiro dissipado na corrupção é o preço da subsistência do país. O cretino Sócrates e o cretino Coelho reúnem. Pode a soma de duas criaturas anómalas aproximá-las da normalidade?

Tuesday, April 20, 2010

A TUGÁRIA E AS IGREJAS DE CRISTO

O Santo Padre Daniel I, Patriarca da Roménia, lançou no passado dia 18, em Madrid, a primeira pedra da Catedral Ortodoxa da sua jurisdição. O Concílio da Metrópole Ortodoxa Romena da Europa Ocidental determinou (e bem) sediar na Cidade guardada de Deus de Madrid o Trono Episcopal da Península Ibérica. Como o decidira, também, quanto à jurisdição respectiva, o Santo Patriarcado Ecuménico. Presentes na cerimónia, o Santo Arcebispo de Alba Iulia e os Bispos do Sínodo Metropolitano da Europa Ocidental e o titular da Metrópole, Vladika Iosif. O Santo Padre Policarpos, Metropolita Peninsular do Patriarcado Ecuménico esteve igualmente presente. Na tugária, a Santa Igreja Romena não é reconhecida (como aliás nenhuma outra, porque não há igrejas ortodoxas cuja radicação em Portugal a corja tenha aceite, num alarde despudorado de discriminação religiosa indisfarçável). Em todo o território não há uma única Catedral Ortodoxa de nenhuma jurisdição e nenhuma igreja canónica foi até hoje e em todos os municípios autorizada a construir uma igreja. Devem as Nações Ortodoxas responder em conformidade. Se eles não querem, condenemo-los a que não tenham. E se esta corja não reconhece as Igrejas de Cristo, devem as Igrejas de Cristo ignorar esta corja segundo os preceitos evangélicos que ordenam se sacudam as sandálias no abandono de tal corja. Assim seja. Interessante é que o Príncipe Aga Khan nem sequer aceitou pedir qualquer reconhecimento ao "estado português". Exigiu simplesmente o reconhecimento da personalidade jurídica internacional do seu imanato. Isso foi imediatamente aceite. Os venais sopeiros sabem reconhecer a linguagem de um homem determinante no mundo da alta finança. Tudo o mais ignoram. Ora bem, quem esteja interessado em comprá-los que os compre. As Santas Igrejas de Cristo não compram homens. E menos ainda homens tão desprezíveis como nocivos. Deve a terra que representam ser identificada por essa representação. E assim deve ser tratada. Deve permanecer fora de causa pôr uma Catedral Ortodoxa ao alcance de tão corrompidas criaturas. Para eles o cristianismo é a pedoclastia papista. Ora, mais perto do Cristo estão os ateus. Evidentemente. E por tudo isto também, têm razão os de Valença do Minho ao hastear a Bandeira da Coroa de Espanha.

Monday, April 19, 2010

O SILÊNCIO E A CULPA

Terminou o episódio do despenhamento de Smolensk, num funeral em Cracóvia. Com a recusa pelas forças telúricas do cortejo de chefes de estado. E em Malta, Ratzinger lamentava-se. Exibindo as vergonhas, como os mendigos de Dickens as chagas. Ocorre pensar no que há de interessante e em comum nestes dois eventos. Silêncio culpado em Katyn. Silêncio execrado de todos os agentes do papismo. Silêncio culpado protector dos pedrastas, homicidas, esclavagistas e violadores. Isso relembra-nos a execranda tugária como o lugar de todos os silêncios irmãos de todas as culpas. Sítio da mais imunda jurisprudência atirada à liberdade dos homens. Lugar da mais sórdida repressão da palavra. Terra dos mais sórdidos esbirros judicantes. Juizes-funcionários. Outra dimensão do silêncio culpado. As sórdidas minutas da "jurisprudência-dominante". Este execrando fenómeno está, desde logo, oferecido ao veredicto soberano com os demais crimes. Traduz a existência desta corja judicante, verdadeiramente, o estupor e a estupidez nos quais o silêncio culpado se salda. A estupidez é a indiferença perante a injustiça. O estupor perante a dor alheia. Pecados capitais. Crimes intoleráveis. Doenças mentais da normalidade. Há uma diferença entre estes monstros e todos os outros monstros? Devemos matá-los, ou poupá-los para não sermos iguais a eles? E que dizer, face a tão repulsivas criaturas, quanto à legítima defesa dos homens e das comunidades? De uma coisa temos a certeza: a recusa da dignidade aos homens exclui a possibilidade do perdão. Foi quanto disse um grande homem de coisa muito parecida. Porventura a mesma coisa. Não. Não há a possibilidade do perdão.

Sunday, April 11, 2010

A Queda em Smolensk

Lech Kaczynski, papista obstinado, doentiamente autoritário e partidário intransigente da pena de morte, foi recrutado no âmbito da estranha organização engendrada pela CIA e pelo papismo que foi o “solidariedade”. A iniciativa logrou, no entanto, explorar com êxito fulminante as contradições do regime da democracia popular na Polónia. Quando a decepção dos polacos deu a vitória ao partido de Kwasniewski (em 1995) Glemp, cardeal local, amuou a tal ponto que recusou comparecer à cerimónia de tomada de posse. A reacção papista teve então de reformular-se e os irmãos Kaczynski foram eficaz instrumento dessa recuperação, todavia ainda muito longe de lograr os resultados antes obtidos. O papismo regrediu na Polónia. E boa parte dos polacos refugiaram-se nas posições integristas da Fraternidade de S. Pio X, estrutura bastante mais papista que todos os papas (de Roma) juntos. A força do integrismo no Leste terá determinado Ratzinger ao levantamento da excomunhão sobre os seis bispos que sustentam tal posição. Na política externa Lech Kaczynski caracterizou-se pelo alinhamento acrítico com o violento e corrupto aventureirismo de Bush, chegando à oferta do território polaco para instrumento do cerco militar à Rússia. Recorda-se dele, também, a pronta comparência em socorro (inútil) da “revolução rosa” no caso das agressões perpetradas contra os territórios da Alânia Meridional e da Abkásia. Também a exigência de estatuto próprio para a Polónia face ao Tratado de Lisboa sublinhou a sua posição no contexto da UE. O doentio autoritarismo custou-lhe aparentemente a vida. O avião presidencial polaco ignorou as sugestões de aterragem em Minsk ou em Moscovo – feitas em todos os tons – para evitar as péssimas condições atmosféricas em Smolensk. Ninguém imagina sequer que um piloto assumisse ele próprio, sem indicação hierárquica em contrário, os riscos de recusa das orientações da torre de controlo. Quatro vezes se fez à pista o piloto e quatro vezes falhou a aterragem. À quarta vez, embateu nas árvores que o nevoeiro escondia. Não queria favores da Bielorússia ou da Rússia. Tal estupidez custou as vidas de toda a comitiva presidencial. Pereceram o chefe de estado-maior general e os chefes de estado-maior da armada, do exército e da força aérea (e ainda o comandante das forças especiais). O Governo mandou apenas o Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros que também faleceu. Alguns prelados papistas também partiram a dar contas a Cristo. Não é a primeira vez que a estupidez tem tais consequências. E não será talvez a última. O Chefe do Governo da Federação Russa dirigirá pessoalmente o inquérito. Lech Kaczynski deixa uma filha maior e um gémeo idêntico sem descendência. Tinha péssimas relações pessoais com o Chefe do Governo Russo. E vivia uma co-habitação política difícil com o próprio Chefe do Governo da Polónia. A Polónia não morre por isto, como de resto o seu hino o diz. Um hino interessante que radica no Panslavismo onde se tinha consciência nítida (e formulada) que é preferível o chicote russo à liberdade alemã.

Saturday, April 10, 2010

OS PEDERASTAS DO VATICANO E AS SEVÍCIAS SEXUAIS A CRIANÇAS

A terminologia trai e desvirtua. Para pensar correctamente é preciso falar correctamente. Não há nenhuma questão de “pedofilia” na igreja papista. A questão é a da pederastia. Depois, o problema não é simplesmente de “abuso”, porque abusos são muitas outras coisas bem menos graves. O adulto abusa, por exemplo, sempre que consente (não importa agora porquê) que a admiração de um (ou uma) adolescente se transforme em paixão correspondida, ou seja, usada. Rapazes de doze anos apaixonados por trintonas nunca foram raros. E raparigas de doze anos apaixonadas por homens de trinta, também não. A existência frequente de tais fenómenos não significa que os adultos estejam autorizados a usar os adolescentes por isso. Por mais clara que seja a aparente adesão destes. Os menores só poderiam consentir com relevância em tais coisas se a decisão livre destes pudesse bastar em todas as circunstâncias. E não pode (felizmente para eles). O que está em causa não são “abusos”, portanto. Quanto nos tem sido descrito são sevícias. Sevícias sexuais. De clérigos. Sobre crianças. Frequentemente, sevícias de natureza homossexual. (Piora bastante, sim; esse agravamento não é uma discriminação porque traduz intrusão no amadurecimento pessoal e anulação de qualquer liberdade concebível). Mas nem estas são as únicas sevícias. O inquérito irlandês determinou a existência de dezenas de milhares de vítimas dos clérigos de asmodeu, muitas das quais foram submetidas a sevícias sexuais pela padralhada pederasta do papismo, sim. Mas outras foram submetidas a seviciamentos de outras naturezas. A utilização de trabalho escravo infantil, por exemplo, não foi (nem é) coisa rara. A privação da escolaridade também não. Os espancamentos infernais – espancamentos em massa de crianças, por exemplo – eram vulgares. Num asilo papista da imunda tugária ficou seguramente na memória das vítimas (todas com menos de dez anos) aquela solução prática de serem acordadas a meio da noite e encaminhadas para os chuveiros da camarata a fim de aí serem espancadas, à frente umas das outras. Imagine-se o terror. Era “um castigo”. Como se isto pudesse ser assim. E aquilo era um asilo das “irmãzinhas”. Ou seja, de asqueroso sopeirame, pervertidíssimo, apresentado como se de monjas pudesse tratar-se (e isso não era, sequer de longe, o caso). Mas fora daqui – porque aqui estas coisas não se julgarão enquanto houver tugária - a repulsiva sucessora da madre Teresa de Calcutá foi julgada e criminalmente condenada por maus tratos a menores. E bem, evidentemente. (Não cremos que essa repulsiva criatura tenha podido ser muito diferente daquela a quem sucedeu). Hans Kung, teólogo prestigiado, faz notar que alguns casos de pederastia existem em outras igrejas cristãs, mas sublinhando as características de generalidade em contexto papista que fazem desta organização um caso único. Inclina-se para a questão do celibato como hipótese explicativa. E engana-se, seguramente. Desde a contra-reforma que a estética do papismo traduz e induz generalizadamente a perversão sexual… Por outro lado, moralmente falando, há quanto tempo é desaconselhado às fêmeas enlouquecidas da Opus que comam bananas? (Excita a libido, dizem aquelas taradas)... Radica isto apenas na imaginação doentia do repugnante Escrivã? Parece que não. Nos conventos femininos pode-se comer uma banana sem ser cortada às rodelinhas? (Já agora, as cozinheiras que cortam as bananas às rodelinhas têm de se confessar a seguir?)… Corja infinitamente infecta. (Será possível que nem no inferno os queiram?)… Expressão de todos os vícios. Não é só a estética, portanto. A moral é ali um mecanismo de indução das taras, da sua preservação e de sugestão fortíssima de passagem à prática. Isto não tem nada a ver com o celibato. Nem traduz a influência da “liberdade laical” na igreja (relativismo ético e liberdade sexual, que é aquilo de que se queixa aquela escumalha). Nada disso faz sentido. A perversão sexual, aliás, vem a par com outras perversões, como a perversão da concepção de poder na igreja, por exemplo. A perversão da concepção de poder político, também por exemplo. Não é só no plano do relacionamento sexual que o papismo traz a escandalosa perversão da relação entre pessoas. E carece de sentido explicar isso pelo celibato. Sentido faz isto: Quando se olha a imunda tugária deste ponto de vista (“país católico”, dizem eles e parece que com razão) tem-se a noção imediata desta “iética” do vigário, que estes empedernidos vigários pederastas encasquetaram, senão em todos, ao menos na maioria. A começar pelo vazio de convicções, claro. E pela falta de Fé. (O vigário papista é sobretudo um homem sem Deus). E pela falta de conhecimento, porque sem profundas ignorâncias (mesmo escoradas em títulos ribombantes) nada disto seria possível. Neste imundo contexto (horrenda corja!), a frase de Escrivá em cujos termos “é tão belo ser vítima” ressoa com as proporções do crime que (realmente) traduz. Deus, na Sua infinita Misericórdia e no seu amor pelos homens, continuará conduzindo o imundo papismo à integral desocultação do seu significado. Isso bastará. Tais trevas não resistem a nenhuma luz.

Wednesday, April 7, 2010

A NOVIDADE DE VALENÇA DO MINHO

Pensar na reacção dos cidadãos de Valença do Minho pode começar por duas perspectivas. A primeira sublinharia a presença de uma gente que vende a identidade por um prato de lentilhas. Hastear a bandeira espanhola em todos os lugares da cidade “só porque” um município Galego lhes disponibilizou o acesso aos serviços de saúde, “para mais pagos pela segurança social portuguesa”, seria o sublinhado da aparente desproporção a fundar tal crítica. Vendem-se “por um prato de lentilhas”, dir-se-ia. Esta está a ser na “blogosfera” a posição dos vectores de sensibilidade nacionalista. A outra perspectiva sublinharia o elevadíssimo grau de alheamento e falta de afecto, senão aversão, pelas referências políticas, históricas e culturais portuguesas de uma população que foi, outrora, um dos modelos da ostentação do “orgulho de ser português” (em tempos onde, evidentemente, havia motivos para tal orgulho). O canalhal do sistema nem sequer reagiu, tal a surpresa. Se falassem, minimizariam o problema. Mas as duas perspectivas em presença falham na grande novidade que tal atitude popular traduz. E essa é a do despedimento de um Estado. Sem mais. Este é o alcance da atitude dos homens e mulheres de Valença, mesmo que ainda não o tenham visto bem. E esse alcance traduz a novidade da consciência (agora, vivida) de que o Estado resulta de um contrato, que ele próprio não pode quebrar. Os minhotos trazem ao estado esta imagem para ele estranha (nestas latitudes) de que se trata de uma entidade subordinada e não de uma potência subordinante e que no estado-administração a metafísica do “Estado como pessoa moral” é lixo cuja remessa ao caixote respectivo está ao alcance das mãos de qualquer comunidade. Esta é a novidade de Valença do Minho. E a importância dessa novidade no contexto da acefalia local é evidente. A experiência (ou consciência vivida) de que o Estado é solução instrumental contratada entre os cidadãos tem sido o único alicerce estável das democracias, com os conhecidos (e muito diferentes) exemplos da Inglaterra, da Revolução Americana, da Guerra Civil Helvética (onde o papismo foi reconduzido “manu militari” à própria libertação política dos seus fiéis). Valença do Minho pode bem ser o início de grandes coisas. E nenhuma dessas grandes coisas passa pela subsistência política do canalhal no qual se salda o “sistema político português”. Valença é o sinal mais sério da falência política em presença. Porque o semelhante gera o semelhante, a falência económica é mera decorrência. Evidentemente inevitável. Senão mesmo desejável. Viva Valença!

Tuesday, April 6, 2010

Viva Valença

A população de Valença hasteou a Bandeira da Coroa da Espanha. A rebelião popular tem pois a clara imagem da direcção a seguir e indica o caminho que social e economicamente é o mais óbvio. Também indica que a população vê claramente dissolvidos os laços da solidariedade nacional, dos quais efectivamente não resta qualquer traço na conduta da escumalha que governa, governou ou governaria se tal situação pudesse manter-se e felizmente não pode. Não há Estado contra os seus nacionais. Não há estado contra os cidadãos. E nem sequer adianta qualquer confronto político. Nada disto vale a pena. Valença tem razão. Pouco interessa saber se o encerramento do SAP tem ou não tem alternativa. E nada interessa saber se a coisa se justifica ou não. O que interessa é a gota de água que faz transbordar. E a taça da infâmia transbordou. Hastear a Bandeira da Coroa de Espanha não é gesto reversível, porque uma tal aversão não é reversível. Mas é necessário que uma direcção política da revolta fixe objectivos políticos quanto à generalização do gesto e quanto às suas consequências. É sobretudo necessário que os impostos passem a pagar-se à Coroa de Espanha. Que os negócios sejam sediados em Espanha e que as contribuições à Segurança Social sejam pagas à instituição que verdadeiramente assiste os minhotos (como assiste os demais portugueses que a procurem e os assiste primorosamente, sem nenhum dos imundos tiques asilares com os quais quem tem sido português é insultado todos os dias em todos os "serviços públicos"). Bravo a Valença. É precisa agora a aquisição da Cidadania Espanhola, para que se possa pedir às Justiças da Coroa de Espanha a protecção contra os cães da tugária. E para os perseguir como merecem, como têm de ser perseguidos, à luz do Direito por tribunais dignos desse nome, onde os debates se travem com liberdade e sem retaliações da nova pide sobre os advogados que falam. Retaliações que são o primeiro instrumento de protecção a todas as corrupções. Estúpido, "o governo" anuncia que a Segurança Social penhorará sessenta mil contas bancárias de devedores arrastados para a ruína por um estado entregue a imbecis. Espera-se que as vítimas sigam o exemplo de Valença. Esse é o caminho, como sempre temos dito. Deixar estes cães sós. Deixar isto. Mas nem nos passava pela cabeça que tivéssemos tanta razão e houvesse terras inteiras capazes de passar a fronteira, i.e. capazes de a fazerem recuar. Se for assim, assim há-de ser. Servanda est. Isto sim, é um exemplo. Viva Valença!

Thursday, April 1, 2010

O príncipe von Shönborn

O príncipe von Shönborn, cardeal, (papista porque não há cardeal que o não seja) sucessor do pedoclasta Gröer, e plausível sucessor do execrando Ratzinger na putrefacta cátedra de Roma (se aquilo durar até lá), confessou a pedoclastia e pediu perdão. Algumas vítimas exibiram as chagas d'alma em intervenções cheias de tiques (como Dickens teria sugerido). E depois veio o tique da confissão e o carnaval do pedido de perdão. Voitila usava muito isso. Pedia perdão e as vítimas ficavam imediatamente esbulhadas da causa de dor. Quando se falava nisso alguém dizia logo -"o papa já pediu perdão". Desagradável, a coisa. Ou como, se diz em hebraico, sakana. E, por isso, em verdade vos dizemos: quando ouvirdes um papista a pedir perdão, levai à coronha de vosso revólver a mais pronta mão. As imagens lembram a fidelidade do príncipe à estética papista, aqui actualizada de acordo com uma exibição em museu da sua jurisdição. É iarte, claro. Então não havia de ser?

Acima de toda a suspeita

Um sopro de ridículo vai derretendo a tugária. O Ministro dos negócios estrangeiros da coisa veio dizer da suspensão do cônsul honorário de Munique. Não tinha que dizer nada. Só tinha que suspender, deixando o homem ao alcance das justiças alemãs sem os empecilhos da Convenção de Viena. Por nenhuma forma um estado vassalo poderia afrontar, por qualquer modo, a potência suzerana. Mas a criatura preferiu "justificar". Disse então que um representante do Estado tinha que estar acima de qualquer suspeita. A ideia é toda peculiar. Porque o Estado representado está sob todas as suspeitas. Começando pelos membros da sua direcção política.

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