Friday, September 16, 2011

À PROCURA DE ALVOS


A corja otanasca não pára na sua procura de alvos para o “choque de civilizações”. De forma que o Departamento de Estado dos Estados Falidos da América (sob a batuta inefável da fada Hilária) entoou, em jeito de fado Hilário, a treta da presença esmagadora da Igreja Ortodoxa Russa na Rússia em detrimento de corjas americanas como os calvinistas e as ditas “Testemunhas de Jeová”. As criaturas bem que gostariam de meter as patinhas na Direcção Sinodal, mas felizmente isso não lhes é possível. A CIA não consegue instrumentalizar a santa Igreja russa como conseguiu com a coisa papista. De modo que temem. Ou dizem temer. E achamos bem que temam. Sobretudo enquanto o disserem de forma absolutamente cretina. A Federação russa reagiu bem.

SOBERANIA POPULAR E FIDELIDADE AO DIREITO


Na Santa Hélade, terra do Nomos e do Logos, os bravos rómoi atingiram a fase de um elevado sentido prático da contestação e atacam a lógica usurária onde a encontram. Assim deixaram de pagar portagens. Grupos de cidadãos que amam o Direito ocupam as portagens e abrem ou quebram as barreiras, restabelecendo a liberdade de circulação dos cidadãos no seu país. Enunciam de cara destapada e com a tranquilidade de quem tem razão que há direitos sociais onde não pode tocar-se, que a saúde deve ser gratuita e gratuita a educação, que os caminhos e as estradas devem ser livres. Claro que sim. Mandem lá a polícia intervir contra o Nomos, mandem lá, que logo se vê no que dá.  

Wednesday, September 14, 2011

TUGÁRIA: PARA QUE SERVEM OS TRIBUNAIS?

Os tribunais tugas servem para preencher funções de polícia política?... Intuitivamente, diríamos ter essa sido uma das funções assumidas por eles e com uma tranquilidade que talvez vá sendo tempo de acabar. Para os nacional-católicos (ou sociais cristãos, o que é precisamente o mesmo) o problema não está, portanto, na existência de uma polícia política, no policiamento das consciências e na perseguição das convicções, ou das intervenções em debate político. No tempo de Salazar, atribuíram-se poderes jurisdicionais à PIDE (determinando a demissão de Cavaleiro de Ferreira que tão longe não quis ir). Agora atribuem-se às funções jurisdicionais essencialmente os papéis da PIDE (embora mitigados, para recordar uma palavra de que gostava o salazarismo). A uma intervenção em debate político responde um processo, em vez da réplica em debate? O tribunal avoca - a pedido - qualquer resposta em qualquer discussão? Sim, é exactamente isso. Ainda não apareceu um magistrado suficientemente lúcido que perguntasse às ânsias de delação e revindicta porque haveria um tribunal de responder em debate, onde não pode sequer intervir, substituindo um dos arguentes nesse debate. Por isso, Jardim da Madeira vai processar (criminalmente?) um deputado que argui fraude nas presidenciais e acrescenta, mesmo, que esse deputado já foi condenado no passado… Não consegue responder, o Jardim? Ficou tímido, foi? Aqueles que não percebem a barbaridade que isto significa, em si mesmo e por si só, são exactamente aqueles a quem nada adiantará explicar em nenhuma circunstância. Jardim incluído, é claro. Imediatamente seguido pela judicatura se um tal processo for admitido à tramitação. Plausivelmente, será. Trazem-se as coisas mais disparatadas à pranchada (pressuposta) da minuta decisória. E a anedótica antologia correspondente não teve fim até agora. Mas é preciso dar um fim a isto. 

DEMENTES FURIOSOS

WikiLeaks entregou ao KâmsâmâlskaïaPravda a correspondência reveladora dos planos de ataque ao Irão. O destinatário não podia ser melhor. É um jornal propriamente dito. Com vinte e cinco milhões de tiragem diária (esverdeiem de inveja à vontade).  Um jornal, portanto. Ora, nos elementos publicados, a grotesca inviabilidade prática dos raciocínios expendidos é gritante. Como gritante é a intenção de os levar à prática. Os detalhes também não estão certos. A ideia em cujos termos Kadafy é problema resolvido tem ainda de ser demonstrada e a evolução do Egipto, da Tunisia e do Iemen estão longe da conclusão dos respectivos intinerários e nada ali está adquirido, num sentido ou noutro. A ideia de um cerco económico ao Irão é inviável com a América Latina fora de controlo, a África renitente, a China atenta e a Rússia em (sensatíssima) oposição. Isto é portanto uma loucura perfeitamente suicidária. A ideia de um ataque militar ao Irão, também admitida, é o projecto mais radicalmente cretino que poderia formular-se. As duas sovas que os israelitas levaram no Líbano deviam ter ensinado aos USA e a Israel o valor prático do treino militar iraniano. E um acto de guerra sem declaração poderia, tão simplesmente, traduzir-se numa guerra, propriamente dita, com ataques aos territórios de todos os beligerantes por todos os beligerantes (esperamos estar a ser claros) e isso seria o óbvio fim de um mundo. Outro detalhe interessante é que estes planos abstraem dos eleitorados e das eleições nacionais, ou seja, admitem que a loucura de tais projectos seria imune a qualquer pronunciamento eleitoral em contrário e em qualquer país. Ora isso significaria que o mundo já tinha acabado. Esta gente está a precisar, portanto, de processos de interdição por anomalia psíquica que ainda seria a resposta mais adequada do Direito. Uns internamentos compulsivos de urgência também não se revelariam desajustados.

Tuesday, September 13, 2011

ENTREGUE MEMORANDUM CONTRA RATZINGER NO TPI

Já não era sem tempo. Uma associação de vítimas da pedoclastia papista apresentou um memorandum ao Procurador do Tribunal Penal Internacional pedindo a investigação e processo contra Ratzinger por crimes contra a Humanidade. A imprensa refere - de forma evidentemente errónea - ter sido apresentada uma queixa, o que evidentemente não é possível, já que o Tribunal só aceita abertura de processo por iniciativa própria ou por iniciativa de Estados. Não por pessoas individuais ou entidades particulares. Trata-se poortanto de um pedido para que o Procurador ponha em marcha as competências próprias e abra processo. isso é perfeitamente possível, claro, do ponto de vista do Direito. Já do ponto de vista político talvez se não possa dizer o mesmo. A estratégia não será porventura das melhores, atenta a conduta recente do TPI que mal se distingue de um organismo de propaganda de guerra, sendo certo que a OTAN ainda não desencadeou nenhuma operação de protecção da população civil contra os esbirros, sicários e sectários (entre outros excomungados) de Ratzinger. Registamos com simpatia (e o aplauso possível) a iniciativa. Mas do nosso ponto de vista, todos os Estados têm competência para julgar as violações dos Direitos Humanos e, assim sendo, sugeririamos (com insistência) uma queixa em Caracas, ou em Havana, La Paz, ou Manágua.  Também nos parecem bem Moscovo, Minsk (que parece quase perfeita), ou Atenas (que também não estaria mal). Os Estados da União Africana também poderiam tratar disso menos mal e - evidentemente - o Irão (que trataria a coisa perfeitamente, tanto quanto podemos ver). Mas, tudo ponderado, mais vale isso que agora se fez do que nada. Os pedoclastas de Ratzinger devem ser eliminados, à luz do Direito, de qualquer panorama internacional. Como o próprio Ratzinger. Isso é seguramente verdadeiro. Possa Deus na sua infinita Misericórdia e no seu infinito amor pelos homens conceder o sossego que se Lhe pede e afastar de nós essa corja infinitamente repulsiva cuja permissão de existência parecia visar o (alcançado) objectivo divino de nos chamar à rebelião contra a sordidez, a ignorância, a servidão, a vil opressão, a injustiça, a heresia e o massacre de inocentes.

IGREJA DE INGLATERRA DEMARCA-SE (OUTRA VEZ) DA MAÇONARIA


Monsenhor Rowan Williams, arcebispo maior da Comunhão Anglicana, formulou as suas distâncias quanto à Maçonaria. Foi lúcido e claro. Critica a assunção maçónica dos USA como “a melhor esperança do mundo”, (que se estende a todo o modelo liberal de estado) o que evidentemente relativizaria a Igreja de Cristo em favor de uma sacralização do Estado, que – não o disse o Arcebispo, mas lembramo-lo nós - não pode ser sacralizado nestes termos (é tão simplesmente assim) e quanto à sua sacralização noutros termos, em quaisquer termos, convém ser prudente. Mas a veneranda figura recusa igualmente (e bem) a condenação em bloco do estado liberal, tal como o tem pretendido o papismo (execrando em tudo e também nisto), entendendo que a aquisição da liberdade religiosa é referência maior, como inquestionavelmente é. O Arcebispo de Cantuária refere-se aqui, apenas, à posição maçónica propriamente dita e não às fantasias (algumas delas perfeitamente homicidas) que pretendem associar-se-lhe e em muitos e infelizes casos o conseguiram e conseguem. Do nosso ponto de vista, esta crítica também deve ser endereçada à Maçonaria porque as suas estruturas têm (em todas as obediências) aceitado ser abrigo de associações pouco menos e pouco mais que mafiosas, alucinadamente sectárias, que objectivamente conspiram (com níveis variáveis de êxito) contra os direitos e liberdades fundamentais que o Estado Liberal logrou instituir. E isso é (visivelmente) problema de todos, por vontade ou impotência das “potências maçónicas” que o têm objectivamente consentido por falta de solução dos problemas próprios, solução que estritamente lhes incumbia. E incumbe. Sob pena de terem de ser os outros a resolver o que nestes problemas se torna (se tornou já e continua tornando, vezes de mais) problema comum. E resolver coisas dessas não é sequer difícil. 

TERROR EM TRIPOLI

Valas comuns com corpos de soldados leais ao governo assassinados,  detenções arbitrárias de funcionários e populares apontados como leais ao governo feitas por bandos armados de assassinos, conflitos de liderança na invenção otanasca que é o CNT. Estas são as marcas da “libertação” feita pelos bombardeamentos e pela largada dos rufias armados na capital, largada viabilizada por unidades de SAS e Legião Estrangeira Francesa. Entretanto uma unidade do Exército Líbio atacou Ras Lanuf prosseguindo até agora os combates e tendo sido confirmada a eliminação neste teatro operacional de uma dezena e meia de rufias armados pela corja otanasca – número relativamente modesto, mas que pode subir nas próximas horas -   enquanto se mantém a forte resistência em Bani Walid, como em Sirte e no restante território da Líbia livre. O ataque a Ras Lanuf parece demonstrar uma (feliz) alteração de táctica do Estado Maior Líbio que assim retoma a iniciativa militar e, no caso de se poder manter, é meio apto a semear a confusão (e a morte, o que não é menos importante, infelizmente) entre a escumalha do ficcionado CNT. Retomar a iniciativa inviabiliza, ainda, com grande eficácia, o cálculo otanasca em cujos termos o património e recursos do país vítima da agressão poderia custear os encargos orçamentais da mesma agressão. Que nenhum repouso e nenhuma certeza sejam concedidas a tal escumalha. Está certíssimo. E coragem não falta, tudo se conjugando, portanto, para que as coisas se passem exactamente assim. Como devem passar-se. Esta foi uma boa notícia. Bendita Telesur que fura, com bravura única, a teia de enganos dos presstitutos.

BOLÍVIA ELEGE PODER JUDICIAL


Na Bolívia corre o processo eleitoral para eleger todos os níveis do aparelho judicial. É de força.  É assim. A oposição (nacional-católicos e bárbaros parecidos) apela histericamente ao boicote. Décadas de minutas mal-sãs, decompadrios e “pressupostos” de estupidez infinita, no quadro da prepotênciaimaginadamente vitalícia, correm bem o risco de ter chegado ao fim. Assim seja. Esta gentil gente da América Latina está a sair muito melhor do que as expectativas. Isto sim, é entusiasmante. O Equador está também a discutir a Reforma Judiciária. E muito bem. Não se pode deixar que a vontade popular expressa nas urnas e na Lei seja permanentemente boicotada pela gentalha estúpida da minuta que permanentemente conspira e “interpreta” sempre contra legem por usar, permanentemente, referências incompatíveis com os pressupostos jusfilosóficos do sistema. Imaginavam-se “intocáveis”. E sê-lo-ão. Mas por se terem tornado os novos párias a quem, em breve, será vedado que pisem sequer a sombra de um homem livre. Como tem de ser. (Devem ser privados de direitos políticos, aliás e em bom rigor). Menor ou não - e parece-nos que menor, sim - o poder judiciário a quem incumbe pronunciar as palavras da Lei e não mais, não pode constituir violação ao principio da limitação do poder no tempo, nem saldar-se numa usurpação administrativa de uma titularidade que não pode deixar de ter a dignidade política da legitimação popular directa. Evidentemente.
 

Monday, September 12, 2011

BOMBAS QUÍMICAS SOBRE BANI WALID

Frustrada a ofensiva terrestre e frustradas as tentativas de cerco à cidade, genocidas da RAF lançaram ataques aéreos visando especifica e generalizadamente a população civil, tendo começado a usar armas químicas, segundo fontes próximas dos nacionalistas líbios. A agência Mathaba publica este testemunho. É inimaginável que a violação do Direito Internacional e da Resolução do Conselho de Segurança chegue a este ponto. A escumalha otanasca está por conta própria, com o freio nos dentes, e não actua em nome de ninguém, nem em qualquer quadro de legalidade possível ou imaginário. Esta gente tem de ser parada. E - senão sumariamente executada - ao menos perpetuamente encarcerada.

Sunday, September 11, 2011

11 DE SETEMBRO

Num dia 11 de Setembro o último "grande cavaleiro da cristandade" que previamente assassinara o General Comandante em Chefe (porque este entendera que a intervenção das FFAA não pode substituir o processo constitucional de destituição) derrubou, com a preciosa intervenção da CIA, o governo de Salvador Allende. E a Allende são devidas as honras que se prestam a quem soube morrer no seu posto. "Último grande cavaleiro da cristandade" foi como chamou o Voijtila, de execranda memória, ao Pinochet. Espera-se realmente que não haja mais fenómenos daqueles. Voitila foi também um grande amigo de Marcial Maciel de quem também disse muitas coisas interessantes. E este "último grande cavaleiro" além de se revelar um assassino de "bas fond", traste a merecer, em tudo, o fuzilamento de joelhos e de costas, era um ladrão banalíssimo. Apodrecido em vida para conhecer ainda os merecidos efeitos da merecida desonra. Tal como o execrando Voijtila (é interesante) aquela criatura envileceu e degradou-se por modo fisicamente repulsivo (para que a ninguém pudessse deixar de causar nojo)... Agora a CIA tem novas razões para lembrar a data de onze de Setembro. Mas não está completamente claro que razões sejam essas. Ainda ninguém percebeu completamente como é que com dois impactos de dois aviões caem três edifícios. E nem a CIA o explica.(Embora, isso reconhecemos, dar-nos explicações não seja tarefa que integre as atribuições da agência).

DE NOVO O VELHO FAUSTO

O olhar de um russo sobre o Fausto de Goethe ganhou o Leão de Oiro de Veneza. Nada mais evidente. Os russos, aliás, aprenderam bastantes coisas, nos últimos vinte anos, sobre a liberdade e a Graça, como aprenderam muitíssimo sobre os erros de proporção que a ambição inspira e sobre as proporções que a prostituição pode revestir. Já quanto ao amor de uma mulher como estrada de redenção nos parece que na Rússia sempre se soube tudo quanto pode saber-se e desde sempre. Ninguém melhor do que um homem de cultura da Rússia para revisitar, hoje, o Fausto de Goethe. Parabéns a Sukurov.

BANI WALID TRAVA ESCUMALHA OTANASCA

Em Bani Walid tenta-se “legitimar” o “exército” rebelde, com o primeiro ataque de molde a dar-lhe a primeira conquista militar. A ideia está a ser um fiasco. Os rufias da NATO – mesmo com apoio das forças terrestres francesas e inglesas presentes ilegalmente no país, não conseguem sequer cercar a cidade, depois de frustradas todas as tentativas de entrar no perímetro urbano. Desfez-se a “tese” de uma centena de lealistas que manteriam a cidade refém. Os rufias da OTAN foram rejeitados em todas as tentativas de contacto com a população (facto reconhecido pelos presstitutos da France 24). E está já demonstrado que os lealistas combaterão rua a rua e casa a casa. Bani Walid pode ser a demonstração de impotência das "forças no terreno" e a demonstração da inviabilidade da ocupação territorial integral como o descrédito da invenção de “forças” do CNT. À medida que se avança para Sul diminuirá a eficácia e a viabilidade do crime de utilização da força aérea sobre civis, destruíndo, como até agora, as cidades e os hospitais, as escolas e as redes e equipamentos de abastecimento à população. Agora o (largamente intacto?) Exército Líbio pode desgastar a escumalha até à exasperação da opinião pública europeia e americana. Il cavalieri já veio dizer que a posição dele, tudo ponderado, é igualzinha à de Pilatos. Não foi ele quem tomou as decisões e nada podia fazer diante das decisões tomadas por outros. Sirte continua a resistir. Como Sheba e todas as demais cidades. Deus as socorra.

ONZE DE SETEMBRO: ESTADOS FALIDOS DA AMÉRICA

Passam dez anos desde que um atrasado mental arrastou os maiores exércitos do mundo para atoleiros de onde não se libertarão tão cedo, condenando as finanças americanas a cinco décadas de penúria (problema mais deles que nosso). Mesmo assim, uma embriaguês varre ainda os agentes de tal lógica. O sarcoma húngaro do Eliseu ameaça a Argélia e o Irão. Outro imbecil. E ninguém duvidará que da imbecilidade que lhe emplastra o cérebro, hão-de sair aspirações de glória a significar, também elas, o que significam universalmente as aspirações dos idiotas. Dez anos de psicose Ossama justificaram todas as grosserias e todos os crimes.E à beira da insolvência financeira, a indigência intelectual mais absoluta - na condução dos estados falidos da América e Europa - ainda quer fabricar mais inimigos. Resta ver o que lhes dirão os eleitorados. E os levantamentos internos.O que eles fazem, é o que farão. Eis aqui uma perspectiva da curiosa "guerra humanitária" da Líbia, narrada por uma jornalista inglesa independente em trabalho para a Press TV em Tripoli. Esperamos que gostem. Se isto continua assim ainda acabamos todos como voluntários nas fileiras do Exército Líbio, ou atenta a promessa de Sarkozy, no Exército Argelino ou Iraniano.É preciso parar estes cretinos. Definitivamente. 

Saturday, September 10, 2011

BAPTISTA BASTOS E O HERESIARCA PAPISTA

Num jornal de negócios, Baptista Bastos vem enumerar a longa fantasia de um "papismo de oposição", de "esquerda", um papismo humanista, inteligente, atento e culto. Falou dos "católicos progressistas", até. E gosta de Manuel Clemente. Interessante que as estruturas do papismo continuem a reproduzir este velho número com o êxito de sempre. Os públicos são distraídos. Vamos ser claros. Onde Tortolo é verdade, Manuel Clemente é mentira.Onde Escrivá existe, não há personalismo que resista. Onde se canoniza Stepinac, tanto dá que tenha havido um Daniélou como não. (Daniélou há-de relevar na Academia, certamente, mas não no juízo político a produzir sobre a execranda estrutura papista). O papismo é uma hidra. E uma das características dele é que tem sempre a reprodução "interna" do que ocorre fora dele. Mimetizam todas as igrejas orientais e todos os protestantismos. Também mimetizam - desde que convenha - movimentos políticos, posições políticas e atitudes intelectuais. Mas a verdade verdadinha, é o que o execrando Ratzinger foi vomitar a Madrid: aos olhos deles são eles quem deve decidir o que é verdade ou mentira, o que é justo ou injusto, o que é ou não liberdade admissível, ou liberdade excessiva. A realidade da igreja da pederastia não é Manuel Clemente. Manuel Clemente foi um figurante de presença agradável. E é hoje uma personagem com mais utilidades, como o demonstra a emoção de Baptista Bastos. Mas não o olhamos como nada de preservável ou de respeitável. Manuel Martins também nada significou de marcante, objectivamente falando, foi apenas um modo de explorar, em favor da direita, uma insuficiência da política de direita do governo de Mário Soares sob o bloco central. A igreja da pederastia e de Ratzinger é o que é. E será sempre o que é. Nada na igreja da pederastia pode ser mais respeitável do que a igreja da pederastia. Embora uma vez por outra se possa fazer de conta que sim. Sobretudo num jornal de negócios.   

Friday, September 9, 2011

INTERESSANTE

A França lançou um imposto sobre as laranjadas e a Coca Cola levou a mal. Quer retaliar. Diz que não pode ser. E lá apareceu uma parlamentar a sublinhar que a Coca Cola não tem competência para determinar a política de saúde pública (desencorajar pelo preço o consumo do açúcar) ou para se pronunciar ("soberanamente") sobre a política fiscal francesa. A observação não está mal feita. Ocorre porém que qualquer macro merceeiro, nos tempos que correm, se sente no direito de imaginar que o Estado deve servir-lhe os interesses próprios. E até obedecer-lhe. Porque será?

NEM À TERCEIRA

Com descontraída solenidade, Obama anunciou o "choque eléctrico" de mais de quatrocentos mil milhões de dólares como estímulo ao relançamento da economia americana, sustentado na taxação (assentida) das grandes fortunas. "Os mercados" (hoje de manhã) reagiram como os republicanos. Não aplaudiram.

POLÍCIA BRASILEIRA

A Polícia Brasileira acordou, enfim. Diz que Duarte Lima esteve onde dizia não ter estado e que no carro, afinal usado por ele na fatídica data, havia vestígios de pólvora por disparo de arma de fogo. E desapareceu um tapete do carro, que, de resto, foi lavado antes de ser devolvido ao locador. A isto se chama fortes indícios. Não há dúvida. Era melhor prender a criatura, não vá dar-se o caso de morrer mais alguém, ou ele próprio (lá por via das forças tenebrosas com que andou visivelmente metido – senão como é que notava a respectiva existência? - e agora diz que o estão a perseguir, como eventualmente estarão e permita Deus que sim). É tempo deste tenebroso caso encetar a via da sua solução. E não parece em bom rigor que a questão sucessória de Tomé Feteira esteja encerrada com a morte da companheira (e secretária). A união de facto tem aqui direitos no plano sucessório. E o Estado é o sucessor dos que não têm sucessor (parecendo ser esse o caso da companheira assassinada de Feteira).

Thursday, September 8, 2011

ALOCUÇÃO DE KADAFY

O Guia da Revolução voltou hoje a dirigir-se aos Líbios. Convém não esquecer que a maior parte do território e algumas zonas do litoral continuam sob controlo do Exército Líbio, muito embora a propaganda dos pretensos jornalistas de guerra pretenda fazer esquecer essa realidade. Aqui fica a referência. 

GRÉCIA SOB ASSÉDIO DA USURA

A inépcia impotente está a consentir no plano internacional o que em todos os estados da União Europeia seria tratado como crime de usura. Tudo se passa como se "os mercados" pudessem funcionar em claro delito, apto a fazer perigar imediatamente a subsistência de um povo inteiro, de um estado soberano e de um projecto político inter-estatal... Sessenta e quatro por cento de juros conduziria à condenação criminal qualquer idiota que a tanto se atrevesse dentro das fronteiras de qualquer estado. É preciso acordar, meninos. É preciso acordar.

ENTREVISTA DO SANTO BISPO NESTOR

O Santo Bispo Nestor da Diocese Russa da Europa Ocidental (Patriarcado de Moscovo) acedeu a uma entrevista ondeexpõe as circunstâncias actuais da Ortodoxia Russa a Ocidente, na perspectivado Patriarcado de Moscovo. Nas intervenções de imprensa vindas de quem tem responsabilidades no plano da diplomacia eclesiástica, reconhecemos em regra quanto protegem naquilo que se diz e em quanto se omite. Foi o caso. As relações da Santa Igreja Russa com o papismo não são as mesmas em todos os países da Europa Ocidental, deixou expresso o Santo Hierarca. Mas são globalmente menos más do que se esperaria…  Vladika Nestor tem o especial cuidado de nada hostilizar, nada reivindicar e (quase) tudo agradecer. Deixa todavia expresso um propósito que o põe em choque directo e frontal com o papismo deste território: a construção de igrejas para as suas comunidades. Aqui, se as coisas pudessem manter-se como se têm mantido, os resultados desse propósito seriam nulos. As comunidades ortodoxas são mantidas na mais estrita dependência dos heresiarcas papistas do lugar, que incessantemente intrigam para obterem a inviabilidade (até agora mantida) da construção de Igrejas Ortodoxas seja de que comunidade for. E alojam as comunidades locais em pequenos templos (todos repulsivamente feios e abarrotando na imagética doentia a que chamam “arte sacra”) onde seja evidente que os fiéis ortodoxos não caibam. A cada Páscoa, ou Natal, lá tem de se lhes voltar a pedir o imenso favor de encontrar um sítio onde os russos e os romenos – no mínimo estes - possam caber). O papismo evita cuidadosamente a imagem de grandes igrejas ortodoxas cheias, com as grandes igrejas do papismo completamente vazias. E se convida permanentemente os sacerdotes ortodoxos a fazerem de figurantes nas coisas papistas, é para dizerem ao laicado deles que “é tudo a mesma coisa” assim evitando curiosidades mais acentuadas. Por outro lado, não desdenham a parasitagem do laicado ortodoxo que atraem (através dos mecanismos assistenciais aos migrantes) a celebrações greco-católicas enganosa e convenientemente chamadas “ortodoxas”, para os fotografarem e mandarem as fotografias de propaganda para a Europa Oriental. É difícil maior sordidez. Ou mais descarada instrumentalização. O Santo Bispo não o disse. Isso entendemos. Mas dizemo-lo nós, que também entendemos o significado dos silêncios da Santa Hierarquia. Outra questão é a do laicismo e a da laicização. A Ortodoxia suportou o impacto brutal da aversão profundíssima (e justificadíssima) da opinião política ocidental ao papismo. Suportou-o por influência do pensamento ocidental nas correntes revolucionárias da Europa Oriental. Essa influência foi mal pensada pelos revolucionários russos, romenos, sérvios, búlgaros, albaneses, ucranianos, georgianos, gregos, até. Mal pensada, porque não há paralelo possível entre o papel odioso do papismo a Ocidente (e que o Ocidente rejeita e abandona por mil modos) e o papel da Ortodoxia onde quer que seja. Hoje, tendo o papismo mais retrógrado imaginado que soou a hora de atacar as liberdades e direitos fundamentais (designadamente os da liberdade de pensamento, de consciência, de ensino, de aprendizagem, de publicação, de criação e expressão, de associação e de intervenção política) suportará – em clara dispersão de recursos e forças – o recrudescimento das justificadas aversões que, em nome dos princípios de Ordem Pública, acabarão (é quanto recomendamos) por declarar o papismo incompatível com a Ordem Jurídica das sociedades ocidentais (e orientais). A Igreja dos franquistas, salazaristas e petainistas, a igreja de Stepinac, Pavelic e Kotsilovski, a igreja de Escrivá, Marcincus e Marcial Maciel e Tortolo (o papismo é substancialmente isso com um pouco mais – mas muito pouco - de outras coisas) jamais será coisa diversa do que é. E isso não é suportável nem pelas pessoas normais, nem pela tutela jurídica dos direitos das pessoas normais. A diplomacia eclesiástica da Ortodoxia tem de integrar esta problemática na reflexão sobre a sua intervenção pública, tanto a Ocidente como a Oriente. Se não o fizer sobrecarrega o laicado que quer proteger, porque passa para o laicado as tarefas das demarcações necessárias. Isso não assustará nenhum leigo. (Sempre houve opinião pública teológica nas Igrejas de Cristo e sempre houve intervenção teológica laical, em polémica ou em proclamação). Essas tarefas podem ser desempenhadas pelo laicado, claro que sim. Mas (ao menos daqui) pareceria boa ideia que os Santos Hierarcas conversassem, entre si, um pouco mais sobre tal tema.

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