Wednesday, September 7, 2011

GUERRA DA LÍBIA

O "Conselho Nacional de Transição", essa frustre invenção otanasca, não se arrisca a ir para Tripoli e, depois de dizer mil vezes que se mudaria para a capital, vem agora rever a posição. Irá quando as coisas estiverem pacificadas. Portanto, não estão pacificadas. São ratos, realmente. Há neles uma nítida fibra de serventuários do ocupante. Vulgaríssimo sopeirame, está mais que visto. E aflitivamente doméstico. Já o ocupante militarmente evanescente, sempre a fugir aos incómodos da ocupação efectiva, também não parece ter logrado grandes resultados. Entrado o sétimo mês de campanha, com dezenas de milhares de operações aéreas que tudo pulverizaram, não dominam ainda completamente o litoral e nada têm no interior - a superfície territorial da Líbia tem o dobro do tamanho da Península Ibérica - e os caças, a partir do Mediterrâneo, dificilmente chegarão (armados) à fronteira com o Chade (a menos que seja para ficarem lá, porque não teriam autonomia para regressar). Cantaram vitória com a tomada do que elegeram como simbolo ou troféu (as ruínas da residência de Kadafy em Tripoli). E não querem combater no interior. Os serventuários da OTAN eternizam agora negociações "com as tribos" (quais tribos?) e prorrogam prazos de rendição (para não combaterem, porque nunca combateram) e não mostraram ainda um único general do Exército Líbio que se tenha rendido, ou tenha caído prisioneiro. As instalações da indústria petrolífera permanecerão inoperacionais por muito tempo e a cobardia otanasca concebe a ideia de delegar a ocupação territorial às tropas das monarquias do Golfo... Há-de ser certamente um bom exercício para elas. (Os comandantes conseguem viver sem ar condicionado? vão levar as trezentas cocumbinas para a frente de combate? Já começaram a fazer dieta?)... Também ponderam a intervenção ocupante da Turquia, mas os resultados de uma tal ideia - Deus seja louvado! - poderiam ser completamente imprevistos. (Sempre a improvisar, como bem se vê, eles não fazem a menor ideia do que fazer). Contudo, as facções do "CNT" não aguentam o impasse durante muito mais tempo sem agravamento radical das tensões entre si. Na maior parte daquelas animalescas ventas não cabe uma centelha de inteligência, mesmo animal, e a guerra que "combateram" não tem sido propriamente combatida por eles (basicamente e até agora, dispararam umas armas nos intervalos de bombardeamentos aéreos, contra alvos invisíveis ou inexistentes, para os presstitutos conseguirem filmá-los. E enquanto esperam sem saber exactamente o quê, dedicam-se a assassinar negros - a Líbia tinha um milhão de migrantes africanos - mimetizando a conduta de "polícia". Os reconhecimentos internacionais continuam restringidos aos estados vassalos da suzerania otanasca, com uma excepção. A China não reconhece. E se a Rússia ousou comprometer-se com um reconhecimento arrancado a ferros (sob pena de perda do investimento feito) é porque aguarda o momento para responder adequadamente ao constrangimento sofrido... (Os banksters estão bem instalados na Rússia, mas os russos ainda não deixaram de ter Estado, cujos dirigentes ainda raciocinam como homens de Estado e como chefes de exércitos). Entretanto, Aisha Kadafy (Tenente General do Exército Líbio com doutoramento em Direito Internacional) dirigiu uma mensagem aos Líbios e ao mundo. Nessa mensagem volta a não desiludir. Deus a proteja, que todos os outros farão - de certeza - tudo o que puderem para a proteger. Entende que é filha de um herói. (Também nós pensamos exactamente isso). E a única forma de responder ao horror é exactamente esta. Nada ceder. Em nada. Linda menina. E formidável pai.      

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