Wednesday, November 30, 2011

ADVENTO

Ainda o Natal vem longe e já a padralhada papista não fala noutra coisa. Querem as criancinhas. E o presépio. Todos?... Não. Nos confins da Germânia um grupo fiel de devotos clérigos ocupa-se com a espinhosa tarefa de vender uma poderosa editora, pornográfica, da ICAR. Durante trinta anos, a editora serviu fielmente o apostolado papista em prol da profunda comunhão entre as ialmazinhas de que seria imagem, propedeutica, a interpenetração lubrificada dos corpos. Uma iarte. Uma lucrativa iarte. Também em prol da família e da sua estabilidade. Para que se esqueçam os tempos em que os desalmados gajos saíam de casa, sem uma palavra (ou com desculpas que se estava mesmo a ver que eram tretas) e elas, as senhoras piedosas e puras, ficavam chorando sem poderem formar qualquer ideia de quanto houvesse a fazer. Agora sabem. Agora podem combater. Resistir. Guinchando como cabras desmamadas enquanto fazem o que se lhes apresenta nessa acção de apostolado que, mais tarde, apimentará também as noites (solitárias?) do cura confessor a quem incumbe, pela administração do sacramento da reconciliação, a vigilância da ortopraxia papista dessas coisas tão sérias. Toda uma concepção do mundo. Da vida. Do apostolado. Toda uma concepção da economia. Mas, agora, a prosseguir por outros meios, segundo parece. O poderoso instrumento ao serviço da moral e do magistário papistas está em venda e nem nos custa antever a negociação dos preços com os pornógrafos... ele há os artistas em carteira e com exclusivo, ele há os meios, ele há os autores, ele há o eficaz e experiente funcionalismo empresarial. Não pode ser barata a coisa. Coisa que tão bem serviu tão altos propósitos. É o que sempre pensámos. O melhor ainda era prendê-los a todos para se investigar tudo e devidamente. Não há um mês sem que tenhamos que aturar as loucuras da delinquente imaginação pornográfica dos velhos pederastas da colina vaticana. 

HACKTIVISTAS, CHUIS E ANARQUISTAS

É dar-lhes cabo do juízo que lhes resta, que para pouco juízo mais vale nenhum. O hacktivismo estreia-se na tugária com ataques (de nervos) no parlamento, na administração interna e nas finanças. Publicaram os nomes de mais de uma centana de chuis depois de terem sido identificadas umas cinquenta criaturas daquelas a asnear nas manifestações e fora delas. (Incitando a tumultos e estragos e fazendo eles próprios alguns). Não achamos mal, a ideia. Mas, bem, bem, seria publicar os videos das operações de tráfico de armas dos chuis autócotones, mais das execuções dos acordos com os proxenetas do território. Isso seria perfeito.Igualmente perfeito seria publicar na net um vídeo da reunião de loja do Asnes, digo Anes (o observador). Asnes, digo Anes, popularizou-se, sobretudo, por sua filha que - nitidamente - com o clitoris na ponta da língua, censurou certa vez os homens que conhecia de não lograrem um "minete" (sic) técnicamente suficiente a seus olhos. Gente de grande exigência, como se vê. Pois o Asnes, digo Anes, inventa terrores (talvez por ter atingido a fase em que os da Casa do Sino andam com a próstata na boca). Isso irrita. Mesmo sabendo nós que a avidez dos miseráveis se refugia na imaginação, isso irrita. E em consequência os anarquistas ficaram irritados. Quem não ficaria? Publicaram então um comunicado (bem publicado) explicando que um policia partiu a cara por se ter desiquilibrado na ocasião em que prendia, à paisana e sem se identificar, à pancada e sem nenhum motivo, um rapaz alemão que tinha, manifestamente, todos os sinais que faziam suspeitar ser... alemão. (Isto é por via da "extrema exquerda internaxional" que lhes faz impressão, e nós dispensamo-nos de apurar onde é que isso lhes faz a impressão). Era alemão, realmente. Isso constatou o juiz de instrução que libertou o rapaz. Mas ninguém viu em parte nenhuma o pretenso mandato de captura da Interpol que os chuis diziam ter sido emitido contra ele e manifestamente o não foi. Vieram esclarecer estas circunstâncias os do apoio legal dos manifestantes. Fizeram-no em comunicado colectivo, sem menção de qualquer nome, já que a horda dos advogados submete a censóreo exame prévio quaisquer comunicações públicas de defensor quanto a quem haja conveniência em que se cale (e este seria cwertamente o caso). Anda a tugária igual a si própria. Mas nas restrições orçamentais não consta o despedimento de nenhuma fracção dos cento e cinquenta mil inúteis que, em todas as polícias, não servem senão para isto. Servem para provocar problemas. Não resolvendo nunca nenhum. Bem fazem os hacktivistas em mergulhá-los no esterco de que são feitos. Vem esta actuação perfeitamente conforme aos ditames da Razão e da Justiça. Deve-se sempre acreditar mais depressa no delinquente que no polícia. O primeiro, quando fez alguma coisa reprovável, sabe que não a devia ter feito. Mas o segundo acredita que quase tudo lhe é permitido à condição de uma boa versão para a qual, feliz ou infelizmente, nunca lhe chega a língua... Nem sabemos, aliás, se a língua lhes chega para alguma coisa e o melhor, o melhor, ainda era mandar a filha do Asnes, digo Anes, apurar isso. (Sem nada opormos à respectiva aferição pelo "observatório" do pai). Boa parte das coisas servem apenas para o que foram feitas. Em caso de dúvida, nunca é inútil apurar a utilidade eventual seja do que for. Mesmo que isso seja a língua de um polícia.

Tuesday, November 29, 2011

ASSASSINATO AVILTANTE: TARAS DO RITUALISMO OTANASCA

Sucedem-se as análises à barbárie do magnicídio do Raïs de Tripoli, como conduta intencional e especificamente prosseguida. As análises radicam no facto (agora evidente) de já termos visto aquilo muitas vezes. A exposição do cadáver, macerado e aviltado, como troféu, na sequência de uma morte em si própria inumanamente aviltante, foi vista com Guevara, com Lumumba, (e até certo ponto) com Allende, foi vista com Savimbi (também ele castrado, curiosamente) foi vista com Sadam, foi vista em Kadafy e na exposição do filho que, com ele, morreu também assim. A repetição revela um modelo. E o modelo traduz um problema específico. Também já tínhamos visto isto em Cristo. (A inversão do sacríficio de Isac). A intervenção de Deus substitui à criança, um cordeiro. O desígnio de Deus consente a transformação do Deus Incarnado no cordeiro primordial. Mas também já tínhamos visto isto na Inquisição, onde aos condenados se não consentia sequer que mostrassem a cara - mesmo deformada pela longa tortura- que era ocultada num "carocho" que lhes emprestava as feições de monstros. Os militantes islâmicos e os militantes de esquerda marxista (mais os da esquerda liberal e os da esquerda positivista, que também há) reagem (bem) e imediatamente. Este crudelíssimo ritualismo é uma (velha) tara homicida de contextos simbólicos cristãos. Reconhecemos o homicídio. Reconhecemos a tara. Reconhecemos a profanação do simbolismo da Economia Salvífica do Cristianismo. Mas só reconhecemos que a barbárie radica nas taras do Cristianismo Ocidental, entre as quais avultam as difundidas pela besta papista (não excluindo os protestanismos que da besta papista herdaram tantas coisas). Não reconhecemos mais do que isto. Mas compreendemos perfeitamente o horror que entre homens de formação marxista isto suscita. (Compreendemos perfeitamente o horror que isto suscita em qualquer pessoa normal). E compreendemos perfeitamente o franzir de sobrancelhas dos militantes islâmicos. Estas taras são a nova e a velha barbárie. Abrimos a Lei de Moisés. Cabe a tais tarados a morte, a esta luz. Assim Deus o queira.   

Monday, November 28, 2011

RESISTÊNCIA LÍBIA

Os nobres combatentes de Warfala resistem em Bani Walid. Enfrentam nova tentativa de conquista da cidade pelos bandoleiros de sustentação otanasca. Deus proteja os combatentes de Warfala. O "chefe do governo" do "CNT" foi alvejado num tiroteio em Tripoli. Há notícia de terem morrido cinco dos acompanhantes, mas nada se confirma quanto ao estado do velho fantoche. A Líbia está submetida a bloqueio total de telecomunicações, compreendendo a "Net". Não há notícias de Saïf al Islam. Mas há a boa notícia em cujos termos o General Kamis al Kadafy está vivo e em combate. Deus o guarde.

O FADUNCHO: MEMÓRIA DE TODOS OS DÉFICITS

Foi inscrita no património cultural comum esta sequência (estiolada) de guinchos, uivos, silvos e roncos de velhas papistas com os esfinteres lassos. As narrativas são antigas e escabrosas: ele é a cornada metida no cavalo ruço, ele são as tranças pretas da vendedeira invejada pelas clientes, ele é a rua do capelão com a criatura a lamber as pedras do chão e que assim continua até a estátua do "senhor dos passos da graça" a mandar parar (e ainda não mandou). "A pessoa" (como diz o tuga médio) "a pessoa" apanha acidentalmente uma daquelas no rádio do carro e fica logo mal disposta para o dia todo. Pois que é "intangível". (Não é intangível de todo, que o digam o cura mais a cantadeira que com ele levou em pequenina e o fininho que esta pariu para o mesmo fado). Qué é belo o lamento das "piquenas" vítimas das grandes taras a sair dos tugúrios sem ar nem luz, dizem. (É o papismo, está visto). Que é património comum, pretendem. Era mesmo o que nos faltava. Se ao menos fosse o vira do Minho, enfim, lá nos conformaríamos. Agora, o faduncho? Haverá na UNESCO alguém que saiba o que está a fazer? 

RESISTÊNCIA SÉRVIA NO KOSOVO

Saturados da ineficácia de um governo refém dos mais sinistros desígnios otanascas, os sérvios do Kosovo requerem a cidadania russa às dezenas de milhares. Isto confirma mitas coisas e designadamente o papel que a Rússia é chamada a assumir pelas populações diante da agressão e ocupação otanasca. Moscovo examina os pedidos. E já em campanha, já se notaram dinheiros da besta americana pretendendo comprar quem esteja à venda na Santa Terra Russa. Putin preveniu da inutilidade de mais esta tentativa. E ninguém negará que é homem de avisos claros. Outra forma de pressão sobre a Rússia vem com a retomada da instalação das batarias de mísseis perto da fronteira Russa. A resposta foi instalar mísseis russos na fronteira, também. E abandonar os tratados de limitação de armas estratégicas. A besta americana está visivelmente a fazer progredir a guerra. Uma guerra para a qual a população americana está longe de dar o seu apoio, acrescente-se. Na circunstância onde o colapso do Euro se anuncia a escassas semanas de distância (nas páginas do Economist) ou para três meses, nas inconfidências do meio irmão de Sarkozy).Mísseis anti-aéreos chegaram à Síria e ao Irão. A resistência civil Sérvia no Kosovo não demorou nada a ler os sinais dos tempos. Aparentemente, o projecto político traduz o lançamento das populações na miséria para libertar "carne para canhão" na Europa Ocidental e América. O grande problema é que populações envelhecidas não dão homens de armas, para mais envilecidas por longos periodos de decomposição moral. Mais fácil - e mais justo- será que se revoltem contra os causadores visíveis da miséria E os armamentos automáticos não são suficientemente automáticos para se baterem por si sós. Nem contra outro exército, nem contra as populações próprias. Isto está mesmo a a acabar.E melhor começar a fazer pequenas provisões de alimentos e começar a trocar por oiro a moeda disponível. A resistência civil sérvia vê as coisas perfeitamente. Parece ser a única gente a vêr claro.Os residentes em território português também deviam pedir a nacionalidade russa, se o fado não lhes toldasse o discernimento.

Friday, November 25, 2011

GREVE GERAL E OUTRAS COISAS

A maior manifestação de mal-estar do último meio século no território. E nem por isso um êxito. Uma preocupaçãozinha de não ser menos que os gregos, que os italianos, ou os tunisinos. Sinal, portanto, de uma inferioridade esmagadora. Entretanto, mais uma agência de notação chama lixo ao pretenso crédito do território. Está certo, claro. O pib não está sequer em queda, mas em despenhamento. A liberalidade de antigos agentes políticos que fazem um manifesto acompanhando a Greve Geral é vulgar sinal de preocupação com a integridade física e política própria. Um oportunismo, como qualquer outro. Uma tentativa de dizer que também disseram. Também estiveram. Como se isso servisse para alguma coisa. Esperanças. Onde só o abandono de todas as esperanças poderia salvar. Procuras de compromisso, onde só as rupturas de todos os compromissos desses poderiam adiantar alguma coisa. A benemérita troika cobra 650 milhões de euros em taxas remuneratórias. E a sórdida corja papista está a salivar com os duzentos milhões destinados às emergências sociais, esperando que boa parte disso lhe vá parar às patas. A miséria alheia é um bom negócio. Sempe o foi, infelizmente. E as repartições de finanças atacadas com tentativa de incêndio, não nos parece coisa que vá parar por aí. Não é natural que o odioso seja odiado?

DE OLHOS LIMPOS

Limpar o olhar é um cuidado importante consigo próprio, correlativo ao cuidado da limpeza de alma. Cuidados criticamente importantes quando se vive em lugar tão sórdido como a tugária, lugar de todas as máfias, alfobre de todas as perversões, onde a concentração de imbecis por Km quadrado ultrapassa todos os limites do suportável. Ora, da Santa Rússia chegam-nos imagens de uma admirável beleza litúrgica. As da celebração na qual, coincidindo com o aniversário do Santo Patriarca Kiril I, se transferiu para a Catedral do Cristo Salvador uma reliquia da Teotokos. Sublinhamos a paramentação do Patriarca aos 39' e a comemoração dos Primazes da Igreja Universal. De sublinhar ainda a presença do Primaz Polaco e o dos Países Checo e Eslovaco, do Patriarca  Elias II (já com preocupantes sinais de saúde frágil) e do Arcebispo representante do Patriarca da Antioquia junto da Cátedra Patriarcal de Moscovo. Magnífico.

Wednesday, November 23, 2011

TEMORES E TREMORES

O Presidente Putin apresentou as formulações destinadas ao debate eleitoral e- evidentemente- estas colocam a Rússia onde a Rússia está: no centro do mundo. Apresentam a Rússia como a Rússia quer e sempre quis ver-se: como um catalizador da transfiguração do mundo. Compreendem a Rússia como ela é: uma grande terra de grandes gentes que mudaram a face do mundo várias vezes e voltarão a fazê-lo. Numa União Europeia em desagregação, as concepções apresentadas oferecem, de bom grado, uma (grande) alternativa a quatro países membros da UE e a Comunidade Eurasiática estende-se, nesta concepção, até ao amigo Viet. Que arrepio numa "europa ocidental" chefiada por funcionários menores, alçados por gente venal nas intrigas de corredor. "Cheira a mofo" diz a corja cujas perfumarias não disfarçam já o cheiro à putrefacção dos cadáveres. Eles nada viram a tempo. (A progressão mental deles é táctil e mesmo assim com um evidente embotamento). fazem agora de conta que cheiram. Mas nem isso.     

Tuesday, November 22, 2011

A PRESSÃO SOBRE O MÉDIO ORIENTE

Enquanto nova rebelião popular desce às ruas das nossas cidades do Cairo e Alexandria exigindo o fim do regime militar, a pressão sobe também nos emiratos, no Iémen e na Tunísia. Porventura mesmo em Marrocos a pressão subirá, porque a coroa está no limiar do grande teste às suas reformas nas próximas eleições, onde a vitória islamita se anuncia de modo mais ou menos evidente. (Logo veremos em que posição fica o monarca). Enquanto isto corre, corre en sentido inverso a pressão sobre o Irão e sobre a Síria. Sobre a Rússia até. O Irão testou publicamente (e com grande satisfação) os novos misseis russos de defesa anti-aérea. E a besta americana veio enunciar ameaças de sanções económicas contra quem colaborar com o Irão (!)... Descaramento não lhes falta. Talvez se a Rússia atirar aos mercados, pelo valor real, os titulos de divida americana esse bando de bestas possa ficar no seu lugar, não?... Ou se cortar o gás à Alemanha. O problçema destes cretinos é que não têm ideia das proporções e ainda não terão percebido completamente qual é o seui lugar no novo mundo. E esse lugar é o de uma periferia sem brilho nem glória. Sem função útil e com um passivo que lhe resulta do passado de pilhagem desenfreada cujos danos devem ser pagos. Enquanto não percebe o seu papel no mundo, o "eixo atlântico" aumenta a pressão sobre o Irão e sobre a Síria. Nesta pressão, a Coroa Jordana está a fazer um jogo perigoso. É bem certo que a Casa Hachmita sempre se olhou como a legítima soberana da Síria, Palestina, Iraque e Arábia (e com óptimos motivos). Mas os melhores objectivos podem perder-se em maus passos. Pacientemente, a Rússia faz notar que a pacificação Síria é imprescindível e declara inaceitáveis as sanções contra o Irão. Por via das dúvidas, sem nenhum toque de clarins, vasos de guerra russos chegam ao largo da costa Síria (onde são muito bem vindos). A escumalha otanasca ainda não percebeu completamente o problema: desde o afogamento dos teutões diante de Aleksander Iaroslavich que a Rússia não tem inimigos. E manda a prudência não tentar descobrir porquê. Quanto à zona europeia do "eixo atlântico", se o objectivo for deixar o salário médio atingir o nível de um dólar por dia, este - e precisamente este - é o caminho adequado a tal objectivo.

RESISTÊNCIA LÍBIA: EXEMPLO DE BRAVURA

Nada se alterou no terreno. Eis o mapa da Líbia de hoje.Nenhuma área sob o pretenso controlo do CNT está ao abrigo das acções de resistência. Em nenhuma dessas áreas é possivel restabelecer a exploração ou o comércio internacional como o pretendiam os gangsters otanascas. No passado dia 20 de Novembro Saïf al Islam foi capturado e conduzido a Zenten. Nesse mesmo dia o Exército Líbio passou pelas armas três coroneis e um major colaboracionistas, ao abrigo das disposições da disciplina militar que punem com a execução sumária a traição em teatro de guerra. Em Zenten, como imediata resposta à captura do dignitário da Resistência Líbia, o Exército Líbio capturou oito homúncula que eventualmente julgará e passará pelas armas. A escumalha do "cnt"de Zenten manifesta discordâncias com a escumalha do "cnt" de Tripoli parecendo de esperar que Saïf al Islam seja assassinado pela escumalha, ou libertado pela Resistência. As probabilidades parecem-nos iguais. Mesmo que caia assassinado como os seus heróicos irmãos e seu pai, a resistência contará com mais este exemplo de dignidade radical diante da morte e de intransigência heróica diante do perigo. Os heróis de Warfala, o heróico Exército Líbio e os nobilíssimos Tuaregs não têm nenhum motivo para hesitações diante do longo período de combate que se abriu diante deles. Do lado do "cnt" novos confrontos internos se desenham com tomadas de posição no terreno "militar". Os que se matarem entre si, naturalmente, não terão de ser executados pela Resistência. Como é evidente.

Friday, November 18, 2011

AGITAÇÃO

Centenas de presos em Nova Iorque. O desemprego nos USA, crescendo em terra que não pode ter desemprego. As ruas em brasa de Atenas e Roma. (Atenas celebra o levantamento estudantil contra o regime dos coroneis). A contestação popular árabe prosseguindo os seus rumos nos despotatos do golfo e médio oriente.A repressão das massas incontíveis de estudantes em Santiago do Chile e Valparaíso. É nítida a radicalização do divórcio entre a "democracia representativa" e os seus pressupostos. Como nítido é o divórcio entre o que resta do sistema parlamentar e os eleitorados. A isto somam-se os riscos financeiros em que a China se descobre, a teimosia iraniana e a firmeza de Hassad na Síria. Junta-se a tudo uma África inquieta (com óptimos motivos). Não falta animação ao panorama internacional. Há quem deseje que as coisas voltem a ser como eram. Mas nada voltará alguma vez a ser igual ao que foi. Isso parece claro. E nada ficará como está. Em frente disto, temos o sangue frio russo diante de todas as crises,  a "vaca infornicável" (como dizia il cavalieri), o sarcoma húngaro e o seu gingão, o bronzeado Obama com a histérica Hilária. Para onde pode isto cair, não se sabe. Mas que vai caír é de uma evidência gritante.

ENGRAXADOR DESPEDIDO

Duarte Lima, detido, vai a caminho da audição pelo juiz de instrução Carlos Alexandre. É defendido pelo (nada mau) advogado de piquete aos papistas da Casa do Sino (advogado que já defendeu e safou - sem arguir a inimputabilidade - o mitómano Sousa Lara, "maçon e devoto ultramontano", no escândalo da "universidade moderna"). É preciso ir sacrificando uns anormais para que os demais anormais não percam, primeiro, a noção das proporções e, depois, para que as coisas possam continuar mais ou menos na mesma. Foi-se o Duarte Lima ao cavaco que o pariu. A coisa não tem nenhuma importância. Quando se mandarão os cavacos à fábrica de serradura?... É indiferente. São coisas lá entre eles e seus amos. Do nosso ponto de vista, não há distinções úteis aqui. A nosso olhos deve operar a unidade de destino da escumalha. Lumpen-conservadores, lumpen parlamentares, lumpen juristas, lumpen maçonarias, pederastia papista, são realidades a remeter às estações de tratamento de esgotos. Nada do que lhes aconteça no percurso pode contar seja para o que for. Em breve virá a retaliação e mais uns socialistas serão presos. Para compensar estas revelações do coração do cavaquismo. Eles irão tratando uns dos outros. E ainda bem. Algum tempo se ganhará com isso.

A ORDEM DE DUARTE LIMA E PENEDOS FILHO

A horda alegadamente advogante terminou o seu congresso em pega de caras à ministra da justiça. Que é cunhada de João Correia, gritou o bastonário, enchendo de familiares um ministério que não conseguiria gerir sem isso. Talvez seja assim. Mas o mais natural é que não consiga sustentar a família sem o ministério. Essa costuma ser a regra. Grita o bastonário que o ministério da justiça está nas mãos de uma sociedade de advogados. É possível, mas isto, mais mãos menos mãos, não faz crescer nem decrescer o escândalo da inépcia. Depois o bastonário "outrogrita" contra as máfias dos tribunais arbitrais. Tem razão. Sobretudo no que diz respeito ao "centro de arbitragem" da propria horda. É a tugária, em síntese, que carece de extinção. Quanto à ideia de um congresso de advogados - e portanto lugar de formulação conclusiva quanto aos factos e às insuficiências do direito constituído - isso, nem por sombras ocorreu. Uma inútil reunião de merdosos. Ocupados com as coisinhas da merda de que são feitos. Sim, é a tugária, em síntese, que carece de extinção.

Thursday, November 17, 2011

ELEIÇÕES EM ESPANHA

Aproxima-se a data do desaire. Outra vez assente na inconstância do amor castelhano à liberdade. Amam a liberdade, os de Castela e da Andaluzia. Mas são incapazes de ser fiéis ao que quer que amem. É o que acontece aos povos longamente infantilizados na exposição sem defesas à baixeza papista. A malta não cresce. Envelhece antes de poder crescer. O saudável anti-clericalismo trouxe ao léxico do combate político a palavra  "superstição" que atira ao papismo. Nem tanto. Não há superstição no papismo. Porque nada ali é (ou pode ser) "super". Se fosse "infrastição", concordaríamos. Porque tudo ali é infra.O panorama polítco europeu e os problemas espanhóis vão portanto complicar-se escusadamente. Mas, enfim, há males que surgem por bem. Logo se vê.  

Wednesday, November 16, 2011

OS ESFORÇOS DE DESAGREGAÇÃO DA SÍRIA

Prosseguem as maléficas e estúpidas tentativas de cerco e difamação ao regime Sírio, mantendo-se a Santa Rússia na sensatez da sua política externa, secundada pelo bom senso dos herdeiros e zeladores dos interesses do Império Florido do Meio. Neste interessante braço de ferro, entre os que querem estabelecer o inferno nas terras que foram berço de todas as civilizações e os sensatos que prefeririam que não houvesse inferno em nenhum lugar, salienta-se, pelo seu carácter grotesco, a cinzenta Liga Árabe. Há qualquer coisa incomensuravelmente errada neste estranho facto de um sindicato de déspotas exigir tão energicamente a democracia na Síria. O que está a ocorrer na Síria - por obnubilação da inteligência dos dirigentes sunitas- é o lançamento de uma guerra religiosa entre facções radicalizadas (e bastante arcaízantes) do sunismo e os "hereges" nusaris que conseguiram garantir até hoje uma co-existência religiosa perfeitamente pacífica entre todas as confissões e todas as Escolas, do Islão e do Cristianismo, promovendo uma larga ocidentalização do estilo de vida de importante percentagem da população, sem consentir, embora, o desafio insuportável aos pressupostos morais dos outros. Se a estupidez que norteia a CIA lograr a desagregação da Síria, ninguém sabe como travar as ondas de choque. E a Turquia que sonha o regresso à preponderância naquela região, como noutras, melhor faria em ser mais prudente. Apesar de tudo houve uma emancipação árabe que foi militar e anti turca. (Com suporte europeu). Não seria mau se Ankara não esquecesse completamente esse detalhe. Quando se alinha entre inimigos nem sempre se consegue que esses se combatam só entre eles. De resto, a prática institucional mais parecida com a (histórica e sábia) tolerância religiosa turca é justamente a dos nusaris na Síria. Os cristãos estão-lhes gratos. A Síria tem sido um bom guardião da Cátedra de Pedro que é o patriarcado de Antioquia. Os chiitas não têm grandes reclamações a formular. Os drusos têm vivido em paz. Os ocidentalizados têm vivido em sossego. E os nusaris têm mantido brilhantemente o equilíbrio que tem sido condição da co-existência de todos. Aflige pensar que a bela terra Síria, guardiã de tantas referências de significado universal, pode ser condenada ao nível de violência da Líbia ou do infeliz Iraque. Se assim for, é preciso combater. Outra vez e tantas vezes quantas as necessárias. Mas inquieta esta facilidade que alguns têm em levar a morte e a discórida assassina à terra dos outros sem que ninguém lhes retribua isso. Viabilizar a possibilidade de uma retaliação significativa é visivelmente uma condição de paz. É precisa a dissuasão para preservar a paz. Até porque "o ocidente" está a ser conduzido por gente que não sabe o preço da guerra por experiência vivida. Portam-se com uma crueldade infantil. E assim será até que os façam chorar como crianças. Não se mostra dispensável que tenham a experiência que lhes falta. Infelizmente. E vão tê-la, mais tarde ou mais cedo.Nunca na História houve indulgências muito prolongadas face a lacunas destas.

Tuesday, November 15, 2011

VENDETTA ORÇAMENTAL NA TUGÁRIA

Assim vê a esquerda italiana oOGE de Portas e Coelho. Como vendetta das classes dirigentes desafiadas em 74/75. Pensamos que não será completamente assim. Há vendetta. Mas é a dos filhos dos pequenos funcionários salazaristas e, alguns deles, coloniais. E esses têm-se em elevadíssima conta, porque, a seus olhos, tudo lhes é possível já que “ascenderam” (e, aí sim, como serventuários, coisa que às vezes esquecem) além de todas as expectativas. Teixeira Pinto esqueceu-se desse detalhe, por exemplo. Duarte Lima também. E até Dias Loureiro. Como Horta e Costa. Como os Penedos (pai e filho). A situação é mais interessante e mais matizada do ponto de vista sociológico. As “classes dirigentes” ou “possidentes” não se dão ao incómodo de vir governar ou dirigir directamente. Não têm essa consideração pelo Estado que é para eles coisa meramente instrumental. Nem qualquer amor pelas gentes do país (costumam até ter relações familiares perturbadas; nem dos filhos gostam e nem os pais suportam). O que se passa é isto. Os “processos criminais”, “por corrupção”, são formas de despedimento dos engraxadores. Aqueles a quem, no passado (como a estes, no presente) foi concedida a ilusão do mando para divertimento dos arcontes. Orçamento de vendetta, apesar disso?... Sim. Evidentemente.  Porque, como toda a gente rasca, as criaturas imaginam que, tendo saído da obscuridade dos mil euros por mês, essa saída se deve aos seus “méritos”. E olham para quem ali ficou como se merecesse ali estar. O esmagamento é, para eles, repôr "a ordem" das coisas. Acham que as regras do servilismo são a méritocracia. E isso será apenas corrigido quando forem remetidos a processo criminal por corrupção (evidente), porque também eles patrimonializam a sua posição (já quem os pariu o fazia). Olham a posição que ocupam como coisa sua. E a "corrupção" é, para eles, privilégio natural da posição. Eles não são parvos. Acham-se até muito inteligentes. Estarão sempre a jeito, portanto, para uma nova vaga de despedimentos de engraxadores (que é o que nunca deixaram ou deixarão de ser).  A receita tanto se aplica ao sistema político, como ao financeiro. As acções do BCP a dez cêntimos têm também esse significado fundamental. Só a rebelião pode pôr termo a este sinistro divertimento dos arcontes. E é provavelmente isso que ocorrerá. Só a rebelião os deixa apreensivos. E só ela os destruírá. 

Sunday, November 13, 2011

PROSSEGUE A RESISTÊNCIA LÍBIA

A guerra neo-colonial da Líbia entrou em nova fase. O país encontra-se dividido em três grandes zonas:  a zona  litoral de ocupação do "CNT" e mercenários, onde subsiste a resistência política e armada dos nacionalistas líbios (compreendendo Tripoli); a zona interior, de enfrentamento armado e a zona sul onde a canalhada otanasca e seus mercenários não pôs ainda as patas. Em Tripoli, a "guerra humanitária" celebra a precária vitória do seu humanismo.Mas há as sombras dos "rebeldes" que pedem em manifestação os salários em atraso ao CNT (supondo nós que o salário da traição continua a ser a morte). E o Exército Líbio retomou as suas operações e mantém contacto net com a população, motivo pelo qual o "CNT" vai cortar a Net na Líbia (ou pelo menos onde conseguir estar na Líbia). O balanço das operações do dia está longe de ser mau e resulta mesmo brilhante a nossos olhos. A um primeiro olhar, o fundamental é que os piratas otanascas não consigam retirar do território nem um grama de oiro, nem um barril de petróleo. Seguidamente, é preciso que os colaboracinistas sejam abatidos, pura e simplesmente, com excepção daqueles que devam ser exemplarmente abatidos. Mas é ainda necessário assistir a população e esse é o maior problema da resistência nacional. Porventura a recuperação de fundos (foram pilhados pela corja otanasca os fundos soberanos da Líbia) pode eventualmente ser fonte de recursos para esse fim e essa linha pode ser bem sucedida. Nem parece de excluir a possibilidade de operações militares da resistencia nacional nas sedes bancárias que colaboraram com o saque otanasca, ou noutras que com elas sejam solidárias. Na tugária infecta, a Caixa Geral de Depósitos e a sua corja administrante não podem ser alvos difíceis. No plano geral,  a Líbia não pode transformar-se em base para o cerco do Egipto, onde as forças da liberdade árabe travam também a sua heróica luta.                 

A FAVORÁVEL EVOLUÇÃO DA CRISE

Nem uma esperança de saída. Não poderiam aparecer mais favoráveis as coisas. Os delegados dos interesses financeiros ocupam os governos  - por "iniciativa" presidencial - em golpes de estado palacianos, com divórcio radical dos eleitorados e das inquietações populares, em "unidades nacionais" que isolam social e politicamente os partidos até aqui mais influentes dos sistemas partidários. Assim foi na Grécia e na Itália. E nesta Itália nem o risco de fraccionamento territorial parece de excluir, uma vez que a Liga do Norte se afastou de todas as "unidades". Ainda este mês se espera que o neo-franquismo deixe a Espanha na mesma posição. Na Grécia só os comunistas e a esquerda liberal (para usar uma designação fácil) asseguram a oposição no parlamento e são evidentemente os únicos que permanecem fiéis aos mandatos recebidos. A crise financeira transforma-se em crise radical do sistema político. Medvedev ri em público. Disto e de outras coisas. E terá ainda muitos motivos para rir, durante muito tempo.

Saturday, November 12, 2011

VISITA PONTIFICAL

O Santo Padre Kiril I de Moscovo e todas as Rússias visitará proximamente Damasco e Beirute como divulgou o Serviço de Imprensa da Santa Igreja Patriarcal das Rússias. A NOVOSTI dá o merecido relevo a (mais) esta posição de serena bravura pontifical. O cerco à Síria, com efeito, deixa sob ameaça directa algumas das históricas comunidades cristãs (evidentemente ortodoxas), compreendendo a Santa Cátedra do Sucessor de Pedro - o próprio Patriarcado de Antioquia. É belo este gesto de Kiril I que visita Ignatius IV de Antioquia, em plena crise de exarcerbação dos ódio dos fundamentalistas do sunismo contra o nusari Hassad (crise que a CIA longamente construiu e que porventura não logragará desta vez levar a seu porto, mas nada é certo nesta vida).

Friday, November 11, 2011

ENTRADA DA RÚSSIA NA OMC EM DEZEMBRO

A entrada russa na OMC tinha dois entraves. O primeiro: a União Europeia em dissolução temia a fuga da sua indústria automóvel para a Rússia e exigia garantias contra a deslocalização respectiva. Obteve-as. mas não obteve evidentemente nenhuma garantia contra qualquer revitalização da indústria automóvel russa capaz de reduzir a europeia pela concorrência. A outra questão era a tensão com a Geórgia. Foi resolvida. (Isso significando -e não podendo significar outra coisa- que o instrumental e agressivo governo da Geórgia está de saída, de uma forma ou de outra). A entrada da Rússia na OMC é apresentada como a abertura de um mercado vasto. Pensamos que sim, mas da abertura de um mercado vasto para a indústria russa, sendo evidente que os vencedores de toda a competição económica são (sempre) os detentores da energia. Trata-se portanto da entrada da Rússia. Em sentido estricto. Não se trata da entrada na Rússia. E por isso estamos todos de parabéns. O mundo começará a mudar em Dezembro.

ACELERAÇÃO

Confirmada pelo Banco de França a informação do crescimento económico nulo do Hexágono, os investidores especulativos abandonam o país decretando também à gentil França a triste sorte dos PIGS. É um golpe ad radicem. Nada nos antigos projectos pode sobreviver a isto. Entretanto a Santa Rússia faz a sua evidente entrada na OMC da qual vinha sendo estupidamente excluída há dezoito anos. É uma boa notícia em contexto depressivo global. Mas não é uma boa notícia para as fórmulas institucionais em presença e ainda bem.

O TALHANTE DE MISRATAH

Um talhante de Misratah assentou praça como ministro da economia da tugária. Encharcado nas hormonas erradas e entupido pela banha que as produz, o execrando homúnculo - espécie de metade de um homem - larga-se a cortar, esforçando-se por fazer grave a voz. Anunciou agora que os reformados e idosos, mais as crianças e estudantes vão perder os descontos nos transportes públicos. Aquela metade de homem não tem as sinapses a funcionar, evidentemente. E reduzido ele mesmo a metade, porque assim se fez a si próprio, anima-o um ressentimento cruel. Agora os transportes públicos são para a classe média. Quem sofreu a exurbanização e foi atirado para a periferia que pague para trabalhar. Ou vá a pé de Massamá a Lisboa. Parece evidente que sem transportes a preços comportáveis pelo salário mínimo, não há sequer salário mínimo. O obeso homúnculo de Misratah, talhante de porco, castrado pela banha e pela doença mental, quer reduzir a força de trabalho disponível nas cidades e espalhar o desespero. Temos a convicção que as Erínias negras já o ouviram. E em breve virão buscá-lo.

Thursday, November 10, 2011

GIOTO MOSTROU A CARA DO DIABO

O Pravda deu a esta notícia a sua merecida importância. Gioto pintou o retrato do diabo. Gogol advertiu para a importância do facto, uma vez que num conto seu deixou quanto ocorrera a um iconógrafo de génio que acidentalmente retratou o diabo, assim o tendo deixado presente no mundo. Que cara pode ser essa?... É melhor não a ver, nem em pintura. E todavia -estamos seguros- essa cara não pode ser muito diferente do que revelam as expressões do ministro das finanças da tugária, ou as do ministro da economia, ou as da minisrta da justiça. Não pode ser muito diferente das duas ou tres expressões que irmanam, na baixeza radical, as pardas ventas de que se faz a abstração para-estatística do tuga médio. Mas vamos esperar o restauro. Temos a certeza íntima que a aversão que vai inspirar essa cara, fixada pelo génio de Gioto, é a mesma aversão que todos os dias experimentamos ao desviar os olhos das ventas que sempre temos na frente, com as fisionomias e as expressões de sempre.

Wednesday, November 9, 2011

A TUGÁRIA IGUAL A SI MESMA

A "imprensa" do território vem dar notícia do aumento de consumo dos psico-fármacos na tugária. Lugar onde já era o maior da Europa. 40% da população dependia já destes fármacos. E agora subiu o consumo. A tugária é portanto um grande asilo psiquiátrico dirigido por oligofrénicos (a que nenhuma droga pode dar socorro). E isso explica tudo. Como nos asilos psiquiátricos os desgraçados masturbam-se desesperada e inutilmente, até ao desmaio, sob a influência dos antidepressivos que inviabilizam a erecção. Que nojo. Que degradação. É isto que ocorre quando falam de Direito, rigor, austeridade, recuperação, credibilidade. Têm a vaga noção que da dor há-de vir a redenção, que foi quanto o cura papista lhes disse quando os sodomizava em pequeninos. O papel subsidiário e alternativo da ministra da justiça enquadra-se aqui perfeitamente. É o da puta de chicote, no essencial. Quincagenária travestida de adolescente, com a cabeça pintada de amarelo (a armar em nórdica), vestida de preto com saltos agulha. Puro Felini. É o último recurso da masturbação inútil: a esperança de que uma puta autoritária consiga faze-los atingir o ponto onde não chegam... Tudo isto é um filme porno. É inútil saber se a criatura gosta do papel que lhe reservaram, ou se o desempenhará com a eficácia indiciada no escrupoloso respeito pelo gosto do cliente no modo como se apresenta. Seja como for, esta é a matriz de leitura adequada à história da tugária: o esforço inútil do doente mental medicado que se masturba sem poder sequer fazê-lo. Um guião porno num asilo psqiquiárico. A pena de morte para a pornografia, tal como é praticada pela China, parecia-nos até aqui um excesso cruel. Nisso está a nossa perspectiva completamente alterada. Confessamos. Cruel é isto.

PROSSEGUE A DECOMPOSIÇÃO

A cauda da Eurásia que imodestamente se designa a si mesma como "União Europeia" prossegue a rota de decomposição com a crise italiana, a preocupação grega, a inépcia do fundo de socorro financeiro que se tomou por salvador e é insuficiente para o que quer que seja. A cauda da Eurásia abandonou todas as suas referências identitárias (a liberdade e a vitalidade intelectuais, o primado da educação e da investigação, a fidelidade ao Direito como padrão e projecto normativo da unidade política possível). Tudo isso foi abandonado por pressão militar de uma OTAN sem utilidade que se apega à gestão dos empregos que gerou e vai comprometendo toda a teia de relações diplomáticas dos estados que a integram e não resistem à pilhagem e violência. Tudo isso foi abandonado por pressão financeira do anarco-capitalismo e do capitalismo de catástrofe que faz da desgraça um dos seus vectores de negócio. tudo isso foi abandonado, enfim, por pressão política de uma perspectiva de direcção sem lugar no mundo contemporaneo e que é o projecto estafado da "Europa até aos Urais", uma invenção do Adolfo que a guerra fria prolongou e que, além da guerra fria, continua a formular-se como se o desmembramento da Rússia fosse possível. Ora a Rússia, bem colocada no seu papel condicionante do novo eixo do mundo, assiste apenas. E o "eixo atlântico" transforma-se na nova periferia. Uma periferia agressiva. De conduta inaceitável no plano das relações internacionais. Com ingerências impossiveis de manter e de tolerar. Esta nova periferia tem de ser desmembrada com a integração imediata e directa da sua zona europeia numa Eurásia até ao Atlântico (como a Geografia a fez). Depois se verá o que fazer dessa parte do Euromundo a que se chamou América. Alguma coisa haverá a fazer, pela certa. E boa parte disso que há a fazer será feito pelas próprias populações locais que nisso devem ser apoiadas e protegidas. Este parece ser o sentido global da pretensa crise em curso. E, ainda assim, subsiste o velho problema, a velha alternativa (tão europeia) que alguns formularam dizendo "o socialismo ou a barbárie", outros dizem "a revolução ou a barbárie" mas que é preferúivel na fórmula "o Direito ou a barbárie". Nada há nos programas políticos mais ambiciosamente radicais no serviço desejado ao género humano que não tenha formulação anterior nos Livros Sagrados. Sim, a Igreja é o mais belo, o mais velho e o mais consistente projecto de transfiguração do mundo. E também por isso é preciso extirpar o cancro papista. O cancro papista como igreja otanasca. O cancro papista como igreja dos pedrastas. O cancro papista como blasfêmia contra o Espírito.

Monday, November 7, 2011

DETALHES MAL VISTOS

A situação grega parece mais complicada do que à primeira vista se diria. Todos os comandos militares foram destituídos porque havia ameaça de golpe de estado. A convocatória do referendum deveu-se também a esse suplemento de preocupação. Mas os comandos militares foram substituidos por gente da confiança do PASOK. O que não parece augurar nada de bom. E o golpe de estado foi viabilizado por via pacífica, sob a égide da "união nacional". Que exigências fará a "união nacional" grega às novas chefias militares? -não se sabe. E a resposta que estas darão também não se conhece. A partidarização das FFAA não dá nunca bom resultado. Mas colocando a coisa do ponto de vista da função militar, perguntemos: a Grécia está ou não sob ameaça externa?... - Parece evidente que sim. Qual é a função das FFAA? - Proteger o país das ameaças externas. Olhem só que grande complicação (adicional), não é? E a Grécia, como todos os países da Europa do sul está dividida a meio. É até um dos países que - com a Espanha -  está dividido a meio há mais tempo e por uma causa muito semelhante que foi a intervenção de Stalin. Espanha ficava longe de mais para manter e portanto foi largada (embora algumas coisas -poucas- se tivessem acautelado pelo menos na forma tentada). A Grécia ficava na periferia do sistema gizado por Stalin e era dispensável à sua lógica de bloco. Foi portanto cedida. Tal como a Itália. E a Espanha, a Itália e a Grécia têm ainda estes pequenos problemas para resolver. Os de uma guerra civil ganha por contrato alheio (de uma ou outra forma). Guerra que corre o risco de se reacender.  Num momento em que todas as solidariedades e unidades internas devem ser questionadas em face da exposição à usura que (objectivamente) representam, isso tem de vir à análise. Em Espanha a cisão do exército é dificil de imaginar. Mas a rebelião popular e a tentativa de emancipação nacional da Catalunha e País Basco, como a tentativa de integração dos portugueses, já são perfeitamente concebíveis. Já na Grécia talvez as FFAA sejam cindíveis. E em Portugal seguramente que a mesma facilidade pode aplicar-se (ainda que o exército tenha sido reduzido à expressão mais simples para serviço de interesses alheios). Novas guerras civis na Europa do Sul poderiam mostrar-se conformes a uma "elitização" da "Europa" que até poderia vender armas a todas as facções em conflito. E eliminaria muitas coisas. Irão eles tão longe? A França também está dividida a meio. Mesmo a Inglaterra se mostra dividida a meio. A Alemanha pode dividir-se a meio. Talvez isso evite a progressão nessa via. E talvez não. Uma guerra civil generalizada na Europa Ocidental seria realmente um fim horrível. Mas poria termo a muitos horrores que prometem ser tão dispendiosos como esse. Outra solução seria uma rebelião bem sucedida e bem dirigida: Uma revolução. A revolução pode ser a última oportunidade da paz. E é interessante que os exércitos já tenham manifestado os primeiros sinais de inquietação pelo menos em dois países (Portugal e Grécia). Podem as direcções políticas - destes países e dos outros - ocupar os exércitos com operações externas? Podem, mas isso construírá claramente os pretextos éticos para eles tomarem posição interna, unidos ou divididos. É interessante seguir esta linha de fractura eventual. É preciso estar atento a isto. Os serviços secretos iranianos, sírios e russos deveriam estar mais atentos a estes detalhes tão mal vistos. Mas se os serviços secretos começarem a estar atentos, o caminho enceta-se e a inércia do movimento fará o resto. Há coisas de que não deve falar-se sequer. Mesmo quando se deve falar delas. É aquilo a que se chama conflito de deveres. Conflito de medos, também. Preocupações conflituantes. Dilemas irresolúveis. 

Sunday, November 6, 2011

"ISRAEL": UMA FICÇÃO À PROCURA DE FUNÇÃO

O inútil estado de israel procura razões e função na comunidade internacional. E agora está a pontos de se meter com o Irão. Os dirigentes judeus falam abertamente no ataque ao Irão e de tal modo que a provocação política é muito dificil de suportar. Não há dúvida que um projecto de dominção militar neo-colonial está em curso. E daí só pode vir a desgraça e nenhuma vitória para ninguém. Mas talvez o "estado judeu" desapareça com esse e nesse sangrento atrevimento. Logo veremos. Só podemos reagir. Mas entretanto a entrada da Palestina na UNESCO pode ter o estranho efeito de a fazer entrar também noutras agências da ONU e até no Tribunal Penal Internacional. Isso alteraria alguma coisa. Não muito. Mas alguma coisa. A conspiração para provocar a guerra é um crime previsto pelo direito penal internacional, por exemplo. A vida sem direitos de uma etnia bem determinada, é outro crime previsto. Há coisas que podem mudar, sim.

NADA OCORREU NA TUGÁRIA

Os jornais do repugnante território dão conta do nada que há. Kavako nada diz a propósito de tudo. Duarte Lima proclamando que não matou a pobre velha (como se a não tivesse morto) mas nada dizendo quanto à devolução da massa com que ficou. Os juízes dizendo que há tribunais muito degradados, como se isso fosse novidade numa "justiça" que é a degradação organizada. O "processo face oculta" que "vai começar" sem poder começar, para a discussão inviável de um centésimo do problema em causa (como é costume). O Dias Loureiro ainda não foi preso. Os quatrocentos e noventa e nove nomes com relevância política e económica no território, nomes que a CIA fez constar no relatório dos clientes da rede de prostituição forçada e homossexual de menores, esses são nomes de gentalha em liberdade. Nada aconteceu no repugnante território. A revolta surda continua em crescendo. Há dois desfechos possíveis, aqui: a rebelião ou a barbárie. O desaparecimento deles, ou a dos outros.

ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO RUSSA

Faz hoje anos que caiu Aleksander Fiodorovich Kerensky. Um cretino. Foi a sua gente quem derrubou e prendeu o Tsar. Para nada, como bem se viu. A defende-lo não teve senão uns batalhões inuteis de mulheres interessantes. E deu-se a Grande Revolução Russa aos sete de Novembro do novo calendário. O mundo mudou. E de novo está mudando. Vamos ajudar a mudá-lo.

CAIU UM BRAVO

Guillermo León Sáenz (Alfonso Cano) caiu em combate com trinta e três anos cumpridos de guerrilha. Morreu num bombardeamento. É a morte que certamente previu e cujo risco aceitou correr. Não se sabe que gravidade pode ter para o exército revolucionário a perda dos computadores que mantinha consigo o comandante em chefe, mas o mais natural é que a informação estivesse e esteja codificada, de modo que a apreensão não reveste gravidade especial por si própria, ao menos em princípio. Prestamos homenagem a um bravo. Curiosamente um dos mais convictos partidários da paz. Agora as tarefas politico-militares ficam a cargo dos sobrevivos. mas provavelmente, a solução da questão colombiana atingir-se-á por efeito da evolução global do sub-continente. E ao presidente colombiano reconhecemos a dignidade de não se ter posto excitadamente aos saltinhos de alegria, como a execranda Hilária diante do infame linchamento de Kadhafy.

AMERICA DO SUL E DESTINOS DA EUROPA DO SUL

A América do Sul comemora hoje a vitória sobre o projecto ALCA, rejeitado pelos estados sulamericanos para desespero dos skull and bones e do "cristão renascido" Bush. E hoje mesmo a Nicaráguia vai às urnas, esperando-se a recondução do comadante Ortega. E a Guatemala também vai ás urnas, atestando ainda os resultados da dominação do continente pelo norte: 60% de crianças sub nutridas, mais de tres mil homicidios por ano, indices de pobreza de que é melhor não falar para não nos indispormos. O Brasil continua a demilição das favelas do Rio, realojando algumas famílias, parece, pretendendo eventualmente realojar todas, mas o certo é que retira aos pobres o direito à cidade e atira-nos para a periferia. Mais um motivo para voltar a olhar para a Venezuela do comandante Chavez que atingiu as metas deste ano para o programa nacional de realojamento com a construção e entrega de perto de trezentas mil casas. Porque as pessoas não vivem em lugares sem dignidade por gosto. E "limpar o Rio" podia perfeitamente ter-se feito entregando à pobreza a chave para a dignidade da vida quotidiana. Estes temas têm para a Europa do Sul um grande importância porque a ruína e a pobreza espreitam as populações do alto da "austeridade" que vai construindo a ruina, fazendo recuar o pib e reduzindo a população a situações de pobreza que em breve farão voltar a mortalidade infantil, a sub-nutrição, a redução drástica da esperança de vida. Inteligente aqui é a resistencia. O protesto. A revolução. E o exemplo é o dos dirigentes da América Latina. Mas sem esquecer os bravos norte-americanos que protestam em wall street e contra wall street. Sem esquecer também os bravos gregos, os bravos catalães, bascos, galegos, andaluzes, madrilenos, os bravos italianos e os bravos franceses que trazem a rebelião às ruas e aí a têm mantido presente como a primeira flor na árvore da revolução europeia, despontando ao sol ocasional de inverno mas anunciando já a primavera nova. Talvez a tugária desapareça. (Esperança sobre todas luminosa). Ver as pseudo faculdades de Direito a arder, os canalhas do tribunal constitucional sentados como réus em tribunal popular, os canalhas dos tribunais administrativos respondendo pelo que ousaram fazer, os canastrões da ordem dos advogados como porteiros de bares de putas em Vigo. e  a sórdida paneleiragem papista remetida em massa à cidadela do vaticano, expulsa do território e com as organizações proíbidas, pela indecorosa exploração da miséria, prática de trabalho escravo infantil, abuso sexual de menores, chantagem confessional e política. Havemos de ajustar contas, sim. Isso virá. A tugária vai acabar, sim. Querem impor-nos a ruína dos estrategas (agora dizem "estrategos") da "alta finança". E a ruína trará a morte deles. Convindo embora que (desta vez) não se lhes permita nenhum ressurgimento. O humanismo deles está claramente revelado. E pode perfeitamente ter o fim que dispensaram a Sadam e a Kadafy. 

Friday, November 4, 2011

A TUGÁRIA E A NOMOCLASTIA

Não há anomia aqui. Há nomoclastia. O poder concebe-se contra direito, olha-se acima do direito e por contraposição à comunidade, acima da comunidade e frequentemente contra ela, ao ponto da retórica da frustraçção de direitos ter esvasiado de sentido o léxico jurídico, em toda a sua extensão, nos exercícios a que se chama, aqui, talvez por irrisão, "aplicação da lei". Isto foi ouvido a advogado conferencista no colóquio internacional do Instituto Jurídico Interdisciplinar da Faculdade de Direito do Porto. Aguardemos a publicação dos textos das conferências. Mas é realmente assim. E assim, a cada chegada de nova proposta de directiva, ou de nova directiva da União, por mais evidente e elementar que seja quanto se determine ou vise determinar, a corja abana. E está já a abanar com a proposta de directiva atinente aos direitos mínimos em processo penal. A corja não vai obedecer. Aliás está já a ler aquilo ao contrário.Felizmente a corja não tem grande futuro antevisível. Existe contra direito. Morrerá sem direitos. Quem a atenderá na invocação dos direitos aos quais recusou respeito e obediência? (morrerá como pretende fazer viver os outros, como tem feito viver os outros e como ensina a fazer viver os outros). Assim morra, então. Porque sempre assim foi.  

OS CRETINOS E A REBELIÃO

Papandreou foi compelido a recuar quanto ao referendum. E fê-lo, para desgraça sua e da Hélade. A oposição pretende eleições antecipadas (o que daria grandes surpresas, pela certa) abandonando a ideia do governo de "unidade nacional", ou de "salvação nacional", que passa agora a ser defendida pelo próprio Papandreou. Parecem tugas. Mas as ruas não são nada tugas. Os romoi não são tugas. E a rebelião entra na agenda política como única esperança de salvação da Hélade. As "ponderações" do G20 são lixo, embora tenha ali estado uma ou outra delegação simpática (como a da Argentina, por exemplo). Querem viabilizar a  miséria como negócio. Mas isso nunca foi tentado a tão vasta escala e muitas das tentativas anteriores - em escalas infinitamente menores - traduziram-se em Revoluções que mudaram a face do mundo. "A bolsa ou a vida", dizem os malfeitores... "A vida, não a bolsa" respondem os manifestantes em todo o lado. Claro. De acordo com a melhor tradição, ainda que recente, à nova cimeira deve suceder um novo crash. Isto seria hilariante, se não andasse a tragédia tão perto. Tragédia algo mais que grega. 

Wednesday, November 2, 2011

EUROPA FORA DA LEI

"Instabilidade"."Imprevisibilidade". "Perigo de bancarrota"." Euro em risco". Estas expressões são usadas a propósito de uma consulta referendária determinada pelo Governo Grego. Ora a única coisa de deplorável é que o referendum tenha vindo tão tarde. A Islândia começou por aí e fez muito bem.Mas a Grécia vai agora a referendum. E tem que ir.O Povo da Santa Hélade tem liderado a contestação à usura internacional. Não se pode, neste ponto de decomposição da confiança do eleitorado, deixar de ouvir o soberano sobre o máximo resultado possível da via prosseguida. Ninguém tem o direito de decidir só em tais circunstâncias. E ninguém teve legitimidade para conduzir este processo, à escala global ou nacional, nos termos em que o fizeram Sarkozy e Merkel, mais o sopeirame que os sistemas políticos europeus produziram. Uma tal linha política está fora da Lei. Subverte os princípios do Direito Político e, se a deixarem prosseguir, traduzirá um colapso do sistema político (e não apenas do económico). A crise, portanto, não é apenas um grande negócio do ponto de vista financeiro. Tem claras componentes de conspiração política. E essa conspiração progrediu a tal ponto que faz pensar aos conspiradores ser razoável censurar uma chamada às urnas. "Pedem explicações" ao primeiro ministro grego (!)... Qual é a alternativa? A carga de polícia? O governo militar? A ocupação por força militar internacional? Qual seria o modo de conduzir os gregos à compassiva obediência ante os ditames que lhe determinam a própria ruína? Estes imbecis estão completamente loucos. Usam a terminologia do chulo que "quer ajudar" as mulheres que reduz à última servidão. Ou do burlão que "quer ajudar" o burlado num grande negócio que lhe propõe. Mas uns e outros, quando chamados a juízo, dirão sempre - e sempre disseram - que a culpa foi e é da vítima. O violador diz o mesmo. Só transigiu ante o "desejo" da vítima. Esta gente deve ser neutralizada. Esta gente é o primeiro perigo na decomposição financeira em curso. E o primeiro perigo para a segurança dos povos. Nunca (nos nossos dias) a rebelião generalizada foi tão premente. Nunca a liberdade dos povos teve (na nossa época) um significado vital tão evidente. Nacionalmente. Como à escala global. O que está já em causa - de modo gritante - é o Direito Político que define o sistema demo-liberal. E tão em causa que, pelos vistos, já o tinham revogado sem nos dizerem nada. Os povos devem defender a sua liberdade. E estes desgraçados que se sonham estadistas, "directório de nações" (entre outras coisas que nunca foram e jamais serão) devem recolher ao asilo psiquiátrico (à condição de ser titulado por uma qualquer sociedade anónima, desta vez).

Tuesday, November 1, 2011

A ORDEM DE DUARTE LIMA

A ordem de Duarte Lima está preocupada consigo própria. Claro. Quer consensos. Quer mesmo dedicar o seu Congresso aos consensos. Quando a corja quer paz é porque perdeu a guerra. E assim vai sendo, realmente. Pensamos que nenhuma paz deve ser-lhes dada. (Porque haveriam eles de ter paz? Qual paz?)... Consensos, querem eles. Sem sensos, votamos nós.Varra-se a escumalha. Sem excepções nem contemplações. É realmente a ordem de Duarte Lima, prestigiado "advogado" de fortunas em pleno exercício do seu múnus profissional. Imagine-se. Com um mandado de captura internacional em cima do lombo canceroso e nem uma suspensão preventiva. Não se justifica, parece. Não há nada de inquietante nisso do "advogado" matar a velha que lhe pede protecção para lhe arrecadar a massa possível. E querem consensos. Que fariam eles se os não quisessem... Ordem de gangsters e seus dedicados eunucos. Nisto vem o valor da Lei e do Direito que na tugária cabe. Mais as proporções da dignidade humana. Como não haveria de morrer a tugária? Há cinquenta justos, ali, para que Deus a poupe? 

CR,CR,CRI,CRISEEEE

Vinte e dois meses de onze cimeiras de vários cretinos. Registam-se vinte e duas respostas negativas. Sempre com o mesmo padrão. Talvez pudessem deixar de fazer cimeiras assim. E deviam deixar de fazer estas meias coisas. São tanto mais às metades quanto mais o controlo lhes foge. Os oncologistas às apalpadelas matam os doentes e não é pelos apalpões. É exactamente assim. Já não vai restar nada para regular quando a regulação global da vida financeira for finalmente decidida. Esperavam os mais críticos do sistema (mas no sistema) que isto da última cimeira pelo menos aguentasse uns meses. Queriam uma folga. E não lhe parecia pedir muito. Tiveram-na. Quase uma semana. A Espanha percebeu que não tinha resultado. (E não teve nada a ver com o referendo convocado pelo grego). Mas talvez fosse só com a Espanha, terão pensado os que não pensam. A Itália continuou a resvalar, mas talvez não passasse daí. (Assim o esperaram contra toda a esperança). Hoje a Europa inteira acordou a andar de lado.Os quatro pneus deslizam nos primeiros gelos da estação. Saem caros os idiotas... Na tugária também. A tugária vive a grosseria sem peias num velho bordel de órfãos. E os proxenetas não se fazem rogados. O horário de oito horas foi para o lixo. A coisa vem desde a mais remota antiguidade, ainda que os grevistas de Chicago lhe tenham descoberto a evidência bem mais recentemente. Pois para estas bestas isso são detalhes. Quais oito horas, quais quê... Madraços. Não querem é trabalhar. E o proxeneta da "política" tuga lá vai dando cabo do Direito, única coisa que poderia salvar-lhe a vida. Porque só para o Direito a vida desse proxeneta tem um valor e uma defesa. Mas aquelas metades de homem calam o Direito. O "direito", para eles, é uma especialidade - como notou alguém em publicação recente - onde se entretecem minutas capazes de frustrar todos os direitos, em qualquer circunstância onde isso seja útil, graças ao esvaziamento de sentido de qualquer léxico. Só as balas significarão ainda alguma coisa quando o bordel estiver no exacto ponto de viragem. E não é agora? Deve ser. O pederasta papista e a grande loja do uranista quererão ainda falar...' Com que linguagem? Já no tempo de Fernando Teixeira - loquaz burlão e proxeneta que gostava de rapazinhos e os preferia rústicos, muito rústicos, não desdenhando embora vender e comprar umas garotas - já nesse tempo, faltava a paciência para os ouvir. Agora é o momento de libertar a terra. Um grunhido de tais trastes e a mão deve agarrar a coronha do revolver com rapidez. O avental é um óptimo garrote para o pedrasta papista. E com a estola faz-se a forca para o uranista "maçon". Estamos em fase de economia de meios. Porque não haveríamos de empobrecer em tudo? Obrigado, Deus, pela santa crise.    

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