Tuesday, September 13, 2011

IGREJA DE INGLATERRA DEMARCA-SE (OUTRA VEZ) DA MAÇONARIA


Monsenhor Rowan Williams, arcebispo maior da Comunhão Anglicana, formulou as suas distâncias quanto à Maçonaria. Foi lúcido e claro. Critica a assunção maçónica dos USA como “a melhor esperança do mundo”, (que se estende a todo o modelo liberal de estado) o que evidentemente relativizaria a Igreja de Cristo em favor de uma sacralização do Estado, que – não o disse o Arcebispo, mas lembramo-lo nós - não pode ser sacralizado nestes termos (é tão simplesmente assim) e quanto à sua sacralização noutros termos, em quaisquer termos, convém ser prudente. Mas a veneranda figura recusa igualmente (e bem) a condenação em bloco do estado liberal, tal como o tem pretendido o papismo (execrando em tudo e também nisto), entendendo que a aquisição da liberdade religiosa é referência maior, como inquestionavelmente é. O Arcebispo de Cantuária refere-se aqui, apenas, à posição maçónica propriamente dita e não às fantasias (algumas delas perfeitamente homicidas) que pretendem associar-se-lhe e em muitos e infelizes casos o conseguiram e conseguem. Do nosso ponto de vista, esta crítica também deve ser endereçada à Maçonaria porque as suas estruturas têm (em todas as obediências) aceitado ser abrigo de associações pouco menos e pouco mais que mafiosas, alucinadamente sectárias, que objectivamente conspiram (com níveis variáveis de êxito) contra os direitos e liberdades fundamentais que o Estado Liberal logrou instituir. E isso é (visivelmente) problema de todos, por vontade ou impotência das “potências maçónicas” que o têm objectivamente consentido por falta de solução dos problemas próprios, solução que estritamente lhes incumbia. E incumbe. Sob pena de terem de ser os outros a resolver o que nestes problemas se torna (se tornou já e continua tornando, vezes de mais) problema comum. E resolver coisas dessas não é sequer difícil. 

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