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Sunday, November 11, 2007
FIND MADDIE: Outra vez a polícia portuguesa
Sunday, October 7, 2007
FIND MADDIE
Mas há coisas que não podem deixar de dizer. E hoje foi divulgado o modo como se sentem tratados pela Polícia Inglesa, ou seja: bem. (Naturalmente). Profissionais não podem excluir hipóteses que a investigação não haja excluído. Nada mais lícito. Outra coisa é fazer disso um caso pessoal, como o faz a polícia portuguesa (porquê?). Para a polícia inglesa é um caso (evidentemente). Caso difícil, porque a sua possibilidade de intervenção está limitada, sobretudo pela grosseria e inépcia da polícia portuguesa. É tudo.
Mas continua a não se perceber para que servem os "advogados portugueses" da Ordem. Nunca se viu tão cúmplice silêncio ante o massacre dos constituintes. Um deles (na foto à esquerda) é candidato à presidência da Comissão de Censura de Lisboa que limita - por disposição inconstitucional - a intervenção pública dos advogados ao exame prévio, (mas não a dos seus componentes, pelos vistos). E quanto ao outro, já foi dito o que havia a dizer.
http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/10/07/nmaddy107.xmlWednesday, March 3, 2010
Hoje
Está tudo como ontem. A ETA deve estar tratando de se recompor dos últimos golpes. Os talibãs devem estar a preparar as mortes da semana nos diversos sectores de combate. No Iraque, ontem um atentado fez alguns mortos e centenas de feridos mas as tropas dos USA passaram para a retaguarda (até que os descalabro as obrigue a regressar ao papel anterior). A Rússia prepara-se para assistir o Chile onde os saques de quem não tem nada para comer se sucedem e são controlados pelo exército cujo comando preferiria -não?- que as pessoas morressem de inanição por modo mais pacífico. Em paralelo os russos comprazem-se com os frutos do êxito em França. E a França está agradada por poder ter sido lugar de um êxito russo. Está tudo igual a ontem. A Grécia sorri diante da reformulação da posição alemã (agora pronta para apoiar o que for preciso). O galinheiro de S. Bento tem as mesmas criaturas e cacarejam como sempre. A imprensa espanhola discute a ETA e Zapatero faz o que pode para relançar o emprego. A primeira página do Telegraph nunca nos pareceu tão doméstica. Notícia, hoje, é que os ursinhos brancos nascidos há três meses no zoo de Moscovo saíram pela primeira vez. Isso lembra-nos que a vida vai seguindo o seu curso natural sempre que o consegue.
Saturday, October 23, 2010
A SEMANA E A IMPRENSA
Cento e nove mil mortos imputáveis a crimes de guerra - dos quais 63%
civis – é o preço em vidas humanas da ocupação militar do Iraque, ao abrigo da
doutrina da legítima defesa preventiva e assente na maior intoxicação da
opinião pública de que há memória, que foi também a mais falhada operação de
marketing politico-militar. Wikileaks dá disso notícia – com aviso prévio - e
a Itália foi
o primeiro país europeu a trazer isso a debate público, durante a madrugada. A
imprensa alemã reagiu
às primeiras horas deste Sábado. Seguida da espanhola. Às 8h39 reagiu a
imprensa francesa. O Telegraph,
nestas informações, pôe em destaque um asqueroso
crime de guerra. E fez bem. Os sindicatos ingleses começam agora os seus
protestos e a coligação governamental dá mostras de nervosismo precoce. A
França ocupa-se com a sua rebelião. (Deus seja louvado). Há quem se rebele. Os
editoriais do L’Express e do Nouvel Obs opôem-se na perspectivação dos factos.
Estamos mais perto do Nouvel Obs. Evidentemente. Mas para perceber o momento é
preciso ir a Paris ver as montras dos livreiros da rue Souflot,
porque elas reflectem as sugestões para o debate da semana e os reflexos dele.
Espanha remodelou o governo e os sindicatos levam ao legislativo as suas contra
propostas sob forma de anteprojectos de lei. (Isto é defintivamente alguma
coisa). A Alemanha discute a Europa, preocupa-se com a política orçamental
inglesa, discute-se e discute a qualidade dos seus dirigentes. Merkel mostra o
vazio de convicções que a caracteriza, desde a censura à xenofobia até à
assunção dela. Não se pode ter à frente da Alemanha uma desgraçada da
democracia cristã, antiga funcionária de organizações comunistas de juventude
da Alemanha Oriental, porque isso, no caso, significa um grande vazio dentro da
cabeça quanto ao rumo político próprio. Espécie de asilada do sistema político
que em nada se distinguiu antes de subir e não tem para onde voltar quando
saír. Isto daria para a imunda tugária (onde só há criaturas assim). Mas não
para a Alemanha. Um novo astro desponta. Descendente de Gutenberg (parece)
casado com uma neta de Bismark. Um barão regular. Não precisa de favores que o sustentem. É inteligente. Tem presença agradável. E o negócio
da Família traduz uma velha presença na Cultura Alemã. Está feito. Ou parece
estar. Em todo o caso dir-se-ia inútil procurar mais. É preciso que alguém
desarticule o cigano húngaro de Paris com uma gargalhada politicamente
espontânea e moralmente legítima. Alguém que com um olhar cale o Barroso (esse
outro desgraçado) e nos dê repouso quanto àquele paleio de caixeiro viajante (o
homem tem um talento único para nada dizer em cinco línguas (como a esquerda do Parlamento Europeu sublinha sem descanso). Convinha calá-lo.
A escumalha de direita é pior do que a escumalha de esquerda e vice versa. É
precisa gente normal numa e noutra posição. Por falar em falta de gente normal,
a imprensa tuga organiza-se neste Sábado em torno de uma entrevista do fenómeno
cavaco e parvoíces equivalentes.Mas um serviço noticioso da manhã teve a boa
ideia de comparar preços de mercearia em Portugal e Espanha. Até cem km da
fronteira compensa aos portugueses ir fazer compras ao país vizinho uma vez por
semana, pelo menos. Compensação acrescida pelo preço do combustível. Supõe-se
que os portugueses conseguirão fazer o que é evidente. Não há motivo para se
ser solidário com uma "economia nacional" que exclui a população da
vida, nem com um sistema político-legal que explora e domina a população como
antes explorou as colónias. Os residentes devem retribuir o modo como são tratados. Façam-se as compras, mensais ou semanais, em Espanha sempre que possível. Caso
se viva a mais de cem quilómetros, pode-se sempre ir em conjunto com amigos e
dividir as despesas, sempre devendo dizer-se que mesmo as revisões do carro são
mais baratas e infinitamente mais honestas em Espanha.
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