Saturday, May 29, 2010

ABRIU A FEIRA DO LIVRO DE MADRID

Os desterrados na tugária perdem-se na indigência ambiente. Tudo embota a sensibilidade, nesse lugar asqueroso, de gente esmagadoramente asquerosa, sempre tratando de coisas asquerosas e do modo mais asqueroso possível. Isto desnorteia. Isto desorienta. Isto adormece. Ora justamente a norte e a oriente, mais precisamente em Madrid, abriu a Feira do Livro que conta. Coisa muito diferente da manifestação asilar do Parque Eduardo VII, embora o Parque - irmanado com a Universidade de Lisboa - tenha reputação internacional assegurada como "gay cruising area" (e a Universidade de Lisboa não pode exibir outra reputação, sendo esta a única que se lhe conhece). E a Feira do Livro esteve à escala. Sem vida intelectual possível, seria estranho que houvesse industria editorial consistente. Não há. Nem público. A Feira de Lisboa é um evento folclórico. A forma sem a ideia. Onde os editores tramam os poucos livreiros que ainda há, vendendo eles próprios mais barato os livros que as livrarias deviam vender (em Lisboa não há livrarias dignas do nome, mas o que os editores fazem é igualmente lixo). As editoras vivem da ignorância. Publicam traduções. Traduções inqualificáveis. Vivem portanto de quem não sabe línguas. E vivem do manual escolar para cuja colocação desenvolvem mecanismos de corrupção que fariam empalidecer os delegados de propaganda médica e a indústria farmaceutica. É o que dizíamos: gente asquerosa, coisas asquerosas, sempre feitas de modo asqueroso. Mas em Madrid há uma Feira do Livro. De 28 de Maio a 13 de Junho. É preciso ir lá respirar fundo, antes de continuar a olhar a execranda tugária. Faça uma pausa.

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