Wednesday, March 30, 2011

BASHAR AL ASSAD

Este também não decepciona ninguém. Graças a Deus, claro, e provavelmente também graças a Santa Bárbara que os nusaris veneram especialmente. A CIA pode fazer várias coisas. Mas vencer os herdeiros de Alamut não é tarefa para para o primeiro trotskista contratado pela "Agência". E daí que "a Agência" tenha feito asneira, outra vez.Uma sedição mal preparada faz sorrir um nusari. As sedições bem preparadas são uma especialidade  histórica dos nusaris. Eles são a primeira de todas as organizações secretas.A Agência fez umas manifestações contra Bashr Al Assad. E Bash Al Assad fez uma manifestação contra as manifestações. E foi uma grande manifestação. Mais tarde o director-geral da CIA pode acordar com a carta a Saladino sobre o peito. ("Temos-te consentido que vivas, mas...)"... Que descolorida seria a história sem Alamut e os seus herdeiros. "Nada é verdade e tudo é permitido". E assim é realmente. Bashr Al Assad levantará o estado de sítio? Provavelmente sim. mas não agora. Agora,, aliás, o estado de sítio justifica-se perfeitamente. A Siria e a Líbia não obedecem a nenhum modelo conhecido. Foram postos sob pressão militar. É verdade. Isso provocou algumas patologias menos desejáveis na relação entre o poder e sectores mais ou menos vastos da população. Também é verdade. Viciou, porque vicia sempre, a perspectiva que o poder tem das oposições e facilita os exageros e discursos paranoides. Isso pode custar a vida do regime assim posto sob pressão. Pode. Os estados socialistas rebentaram todos dessa forma "simples". Perderam qualquer apoio popular significativo. Não obstante os resultados (inultrapassados) obtidos nas políticas de educação, de  trabalho, de alojamento, de saúde, de defesa (até) de desenvolvimento, de investigação e ciência... Mas o poder perdeu  mesmo a perspectiva daquilo para que servia. E até as convicções. (Os direitos da liberdade de palavra são mais importantes do que à primeira vista parece, seja do ponto de vista político, seja do ponto de vista económico). Contudo, a Síria não é a União Soviética. Há um complot contra a Síria? Claro que há. Vai a algum lado? Esperemos que não. Mas se os serviços de inteligência inimigos lograssem aqui o xeque mate, então teríamos uma guerra de desintegração com proporções impossíveis de prever. É inimaginável o que seria a Guerra Civil do Líbano dez vezes ampliada... E os sírios têm perfeita consciência disso. Al Assad também. Os preços que os serviços de inteligência inimigos têm a pagar (é de inimigos que aqui se trata) e aqueles que Al Assad está disposto a pagar têm essa referência e não outra. Mas se Al Assad sobreviver, como se espera, os israelitas ficam desde já autorizados a entrar em pânico. Porque, se assim for (Deus o permita), não só nada será como antes, como vai até ser tudo muito diferente.

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