Monday, March 14, 2011

A PARAGEM DOS TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE MERCADORIAS

Os transportadores pararam. Em tres dias as grandes cidades ficarão sem alimentos. Fizeram bem em parar. Porque aquilo de que se queixam corresponde a uma estratégia organizada de centralização de riqueza e apropriação directa dos sectores de negócio. Se a política fiscal os arruína, como os arruina, a eles a a todos, isso significa que um estado criminosamente instrumentalizado os pretende varrer do negócio que é o seu, como já o fez noutros sectores, onde as empresas do regime tomaram conta de sectores inteiros. A Mota Engil tem hoje 90% do mercado interno no ramo da construção e não tardará a passar-se o mesmo com as sucatas. É um estado de máfias. Conduzindo um funcionalismo gigantesco e criminosamente acéfalo que prossegue "a ordem" no ressentimento de cada funcionário que recebe uns mil euros por mês, ressentimento onde se estriba a convicção de que o dinheiro dos comerciantes não pode estar certo. Na imunda estupidez em que vivem, aceitam portanto destruir o tecido empresarial e fazem-no com gosto, com disposição "combatente", até. Mas os transportadores pararam, antes que os parem por outros motivos. Porque hhaveriam eles de se deixarem estrangular evitando generosamente a penúria de alimentos no território?... Estranho é que tenham cedido a primeira vez. Possam agora não transigir. Vai ser muito dificil, sim. É muito dificil viver num estado gerido pelas máfias, com "dirigentes políticos" que são meros indigentes, sem estatuto profissional - sequer - e a precisarem do emprego de quem os comanda i.e. daqueles a quem servem. E servem, claro, quem quer que lhes possa pagar, pague, ou prometa fazê-lo.

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