Friday, October 21, 2011

A ERA NOVA

O asqueroso assassinato do homem – seja ele quem for – identificado como Kadafy, logo seguido das manifestações de júbilo do Nobel Obama da Paz, da infame Sé de Ratzinger, da besta húngara no Eliseu, do capão Cameron e do sr. banalidades,  dá bem a imagem da “humanidade”, dos “direitos do homem” subsistentes à luz do homicídio como objectivo “militar”, a atingir a todo o custo e que foi, de resto, um dos objectivos maiores da imunda campanha da Líbia. Mas objectivo erróneo, é preciso dizê-lo, mesmo do ponto de vista dos interesses de quem o prosseguia. Mathaba nega ainda a captura e morte do Irmão Líder. A OTAN não a confirmou e ninguém a confirmou a não ser o CNT (pesem embora as manifestações de júbilo – e as de pesar - que nos agradaria muito se tivessem sido prematuras, mas não sabemos se o foram). A confirmar-se o assassinato horrendo às patas dos selvagens a soldo otanasca, temos de interpretar isso como uma “lição” assumida por Obama que nos diz ser esse o destino “natural” e “desejável” a quem se lhe opõe. O que lhe acontecerá a ele, não o sabemos. Mas sabemos que o precedente é tremendo e a reciprocidade compreensível. Isso nos basta como sinal da “era nova” onde nos fazem viver. É a era do terror, puro e simples. Onde o homicídio que no tempo de Nixon se fazia ainda às ocultas e em conspiração, hoje se pratica às claras, numa barbaridade e crueldade só vistas noutras eras que imaginávamos passadas. É pois isto que abertamente praticam. É pena. Porque é isso que lhes será devolvido. E é pena porque nós vamos ter de assistir a essas cenas. Como assistimos a estas. Longa vida à resistência Líbia!

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