Monday, August 15, 2011

CAMERON: ASPIRAÇÃO AO FÜHRERPRINZIP

Cameron lançou hoje um ataque "fulminante" contra o indiferentismo moral e assumiu o Estado como maior expoente da consciência dos valores éticos da sua época. Assumiu o partido conservadeiro como vanguarda das transformações necessárias e deixou claro o que pensa quanto às críticas que os radicais fazem aos "políticos". Nenhum legado do filantropismo do séc. XVIII lhe sobreviverá. Resistirá ao menos o Bill of Rights? É que, ao lado disto, mais de um milhar e meio de presos políticos a que chama bandidos  enchem as cadeias, com as televisões a mostrarem casas de cidadãos ingleses a serem arrombadas pela polícia como se estivéssemos a ver a OTAN em Kabul. A polícia, por seu turno, apela à denúncia de anarquistas que se conheçam na vizinhança pelo simples facto de serem anarquistas (e até explica o que um anarquista pode dizer). Produto da sodomia em Eton, o rapaz Cameron mostra-se capaz de atingir os últimos delírios. Não deixou sequer de dizer que desde cedo se sentiu chamado a este papel que para si quer gerar.  Vê nos factos a confirmação dos desígnios transcendentes que o chamam. Falou a tempo. E ainda bem. Porque isto esclareceu perfeitamente o que imagina pensar e o que lhe não pode ser consentido. O Estado pode respeitar uma moral de época, mas é impensável que faça a moral da época. Eton, escola que deu à luz tal fenómeno devia ser demolida. ("Conservador", diz o rapaz?)... E o rapaz, caso mantenha esta obsessão de se parecer com a mulher que o precedeu, devia ser enquadrado noutras coreografias. As metafísicas da contemporaneidade na organização política são realmente lixo. E a probabilidade de darem sempre o mesmo resultado é esmagadora.  

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