Friday, August 12, 2011

INSULTO ESPANHOL À SANTA PÁTRIA ROMENA

Os castelhanos dizem que registam mais de cento e noventa mil romenos desempregados. O ABC mostra para ilustrar isso uma fotografia de ciganos da Roménia a levantar o acampamento. É preciso esclarecer as coisas. Se há mais de uma centena de milhares de nómadas desempregados é preciso tratar dos nómadas. Se há migrantes desempregados é porque, com toda a verosimilhança, deixaram de ser migrantes. O imigrante faz da precariedade o seu negócio. Está livre. Pode construir uma estrada na Biscaia e servir cafés na Andaluzia balnear, logo a seguir, para depois, ou ao mesmo tempo, reparar aparelhos de ar condicionado. Isto é assim, sobretudo, com a gentil e inteligente malta romena e a do resto da Europa Oriental que, em regra, têm uma óptima educação secundária e, com frequência, trazem educação superior completa em algum grau. No caso dos romenos (e não dos ciganos da Roménia) são atraídos pelos países latinos, por razões culturais, porque se sentem (e quiseram sentir) os latinos do oriente. E ficam muito contentes  (simpáticos tontos) quando encontram os "latinos do ocidente". Na verdade os legados intitucionais da latinidade nada têm a ver com qualquer etnicidade de "povos latinos". Até porque os andaluzes, castelhanos e tugas são mais mouros e negros que outra coisa (não contando com os ciganos a quem também podemos começar a chamar espanhóis). São péssimamente recebidos, os migrantes da Europa Oriental. Asquerosamente tratados. Os papistas querem explorar-lhes o número para encher as igrejas vazias e até fazer proselitismo entre eles, já que boa parte dos espanhóis querem que "el papa se hoda, no?" (e não estão a referir-se ao Santo Patriarca de Alexandria). Contudo, os romenos gostam de Espanha. Gostam da vivacidade. Gostam do clima. Gostam da vitalidade intelectual de Madrid e de Barcelona. E muitos fixam-se. Quando se fixam, passam a estar abrangidos pelo desemprego. Mas toda a gente lhes dizia que era assim mesmo. Que havia uma almofada para essas situações. Mas, afinal, para eles não. À medida que os migrantes se fixam, é preciso que entrem mais. Porque alguém tem de fazer bem feitas as coisas que eles faziam, com a qualidade, versatilidade e mobilidade com que as faziam. Quando o mecânico do ar condicionado encontra emprego como engenheiro (por exemplo), porque sempre foi engenheiro, fixa-se, casa, compra casa, compra carro (tudo a prestações como toda a gente) e fica desempregado (como toda a gente). Só então se grasna aqui-del-rei que é romeno?... Na verdade ele perdeu a mobilidade que podia salvá-lo (e não ganha necessariamente mais por isso). Cometeu o verdadeiro disparate de comprar coisas aqui em vez de o fazer na sua terra. E de confiar nisto. É pena. Mas deve fixar-se a experiência como lição. Quando a corja tuga se apresentar em Bucareste a pedir vida e emprego, é metê-los em vagons de gado e mandá-los para  a horrenda terra que os fez (se essa terra ainda existir, o que não é certo). Barram então a entrada a romenos. Muito bem. A Roménia que pondere, enfim, esta realidade indesmentível que é o facto da sua "integração" na União Europeia ser apenas uma parte (e nem sequer muito importante) de uma estratégia de cerco à Rússia. Prometeram-lhe, à Roménia, que seria rica. E retiraram-lhe os recursos que esta tem, sem lhe darem em troca outra coisa que não seja a ruína e a vergonha deste tratamento. Essa ruína e essa vergonha devem ser retribuídas aos capões do oeste. Não só à moda de Londres, nem só à moda do 15 M. Mas à maneira  romena, à maneira búlgara, à maneira cossaca, e, sim, definitivamente, com a altivez russa e o desprezo infinito pela panasquice e pelos (crudelíssimos) panascas do "Ocidente" e as suas pêgas alegadamente feministas. "Espanhóis"? São aqueles ciganos do flamenco? Ou são aqueles ciganos escurinhos do alentejo onde roubam gado? Enretanto os catalães barram o "E" nas matrículas de automóvel e as autoridades locais anunciam que deixarão de os multar por isso. "Espanha"? É alguma coisa mais além de uma aspiração do endoidecido tuga?     

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