Tuesday, August 9, 2011

O COLAPSO DE TODOS OS APARELHOS

Enfim, o desenlace. "Banho de sangue" dizia a RT, às primeiras horas de hoje, quanto aos mercados financeiros. A pior crise desde a Segunda Grande Guerra, disse o Trichet. Está muito bem. É assim.Subitamente, inesperadamente, estoira o que sempre se temeu e jamais se preparou. São precisas "medidas não convencionais". É exactamente o que pensamos. E como nós assim pensam todos os insurrectos da Europa, de Atenas a Londres. São necessárias medidas não convencionais. Na tugária, são aquelas que convencionalmente se entendem por pacíficas, em todos os quadrantes da opinião. Exemplificativamente (e sem preocupação de libelo exaustivo), é preciso ir buscar o dinheiro ao Henrique Salgado que avençou vários membros de vários governos e teve acesso a informação privilegiada, é preciso ir buscar o dinheiro aos "autarcas" que fizeram (com os seus dois mil e quinhentos euros mensais) vultuosos investimentos imobiliários no Brasil. É preciso ir buscar os hoteis de Almeida Santos e Dias Loureiro (e do Jorge Coelho). São medidas não convencionais, claro, mas todas previstas no Código Civil e nos Códigos Penal e de Processo Penal. Não sendo possível, é preciso inviabilizar as heranças do dinheiro sujo. Isso torna inútil toda a corrupção. E é medida de facilidade espantosa. Era até melhor não desafiarem muito, porque é realmente fácil. Também temos que ter umas conversinhas com a igreja papista e os abusos dos seus asilos. E umas outras com as "maçonarias " maradas que andaram a organizar a corrupção nas empreitadas municipais. Tudo medidas não convencionais. Todas velhas como a Lei Civil. E algumas velhas como o Velho Testamento. Outras, mais velhas ainda. E estas resolvem o déficit em seis meses de investigação criminal. (Essa investigação deve envolver a inércia da investigação criminal até agora e o controlo sobre advogados, controlo para que nada digam, não processem, não pensem, e não divirjam, controlo que tem sido o terror e esse terror deve ser retribuido ao papismo e à sua opus mais às "maçonarias" maradas). Pois é. Isto significa o que de mais interessante e de mais novo nos trouxe o colapso financeiro: a falta de confiança nos estados. Esta falta de confiança nos estados, que agora vem dos investidores, já tinha vindo dos cidadãos com os números de alheamento atingidos. Esta falta de confiança nos estados já tinha vindo nas palavras e actos dos insurrectos de Atenas a Londres. Os estados estão parasitados por gentalha indigna de qualquer confiança. Os seus títulos devem olhar-se como fonte de ignomínia e indício forte de indignidade pessoal. São  inúteis a aflição de Trichet ou a encenada descontração de Obama. O que o colapso revela é que  os sábios oficiais se esqueceram de medir o impacto económico da decência. Mas o da indecência já não precisa de ser medido. Está fixado pelo colapso dos órgãos vitais do sistema. Embora o sistema deva morrer tão mal como viveu. Mas isso é o que menos importa, desde que morra. Preparemos o futuro. Confiadamente. A tugária já deixou de existir. Agora é deixar a imunda corja em condições de não poder repetir. Isso não pode ser difícil. Hoje combate-se nas ruas de Londres. No Outono virão outras ruas, de outras antigas capitais.

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