Friday, November 5, 2010

UMA GRANDE COMEMORAÇÃO E NOVO ABUSO DE RATZINGER

Aos vinte de Novembro  de 1910 Léon Nikolaïevitch Tolstoï, vulto maior das letras russas, transpôs a fronteira do silêncio. Por toda a Europa, a partir do próximo dia sete, celebrações e edições lembram a supratemporalidade do escritor. (A bárbara tugária, terra de imbecis, não lembra coisa nenhuma em nenhum quadrante, mas também não é propriamente Europa). Alguns descendentes do escritor reuniram-se no domínio onde viveu o bisavô e trisavô. No próximo dia sete, enquanto as atenções dos homens e mulheres de cultura se fixam na Russia, comemorando o privilégio que tivémos todos de poder lêr o luminoso ancião, o sórdido Ratzinger impôe a sua presença na Catalunha, onde falará, parece, em Catalão. Não haverá coisa que a criatura não suje? Só na Santa Terra Russa e na impenetrável China se pode viver longe das dispendiosas incursões do repugnante velho?... Por toda a Espanha se erguem vozes de protesto. Aqui fica a nossa, com uma sugestão: olhar para a Rússia e reler Tolstoi.   

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