Thursday, December 31, 2009
Que coisas virão?
Tuesday, December 29, 2009
TEMPOS DE ADVENTO
Meridianamente o debate eternizado do tuga-médio opõe semi-ideias. A um lado a pretensa tese em cujos termos o passado foi óptimo, o presente nada tem que se lhe compare e se assim continuam as coisas o futuro não é dizível. É o Ramalho e mais os que lhe sucedem. Depois vêm os outros dizendo que o presente asqueroso é uma dejecção do passado e este não pode ter sido melhor do que aquilo que fez. É vagamente o Eça, apesar de nunca se ter abalançado a tanta clareza. (O Batalhão Sagrado é em todo o caso um belo texto e muito elucidativo). O futuro seria a única coisa com a qual contar, a estes olhos. E vem a história do modelo. Um futuro como o presente europeu. Um futuro como o passado da gloriosa navegação (simples movimento de fuga massiva, perfeitamente justificada e inteligentemente aproveitada pela coroa, à custa de coisas que pareciam pouco ou nada estimáveis com razão plausível). Falta a única corrente razoável. Ao mais rápido olhar, o passado foi coisa asquerosa com alguma gente notável. O presente é repulsivo, mas nem aqui faltam, na percentagem de sempre, homens e mulheres de fibra, gente normal, propriamente dita. Em boa medida impotente, como sempre. O que sempre ocorreu por um motivo ou por outro. O príncipe brilhante que nunca chegou a reinar, como nota Eduardo Lourenço. Mas também há a ordem na guerrilha. E a besta radical transmutada em conservador feroz, como o execrando Cabral. Ou o abominando Barroso. Ou o diabo por ele. (É por isso inútil discutir se é cherne ou amiba). Felizmente não há futuro. O futuro não existe. Eis um grande conforto. E o mais que pode acontecer é já não haver tempo para fazer grande coisa. É exactamente disso que precisamos. Há um sopro de liberdade na consumação das desgraças. Por algum estranho motivo, quando tudo estoira ninguém estoira por isso. Estamos fartos. Venha o estoiro. Não há outra forma de nos ser devolvido o significado das coisas. Programas ao esgoto. Modelos ao diabo. Caricaturas ao lixo. Barroso para Teerão. A Leite para Caracas. Portas para Guantanamo. Louçã para o Cabo. Cavaco para a Califórnia. Jusflausinas para os bordeis da Amazónia. Aí aprenderiam todos o significado de discutir. Ah, sim… E Nulicarpo à fogueira que traz na ialma. Nada para julgar. Tudo para eliminar. Por uma vez, nada de complicações. É outra das belezas da desgraça consumada. Tudo é simples. Ao menos por um instante. A que coisas aspirará o Ramalho de então? Que diagnósticos fará o Eça?... Dir-nos-ão, pela certa, que os camelos podem viver sem deserto. E os homens-sapo podem viver sem água estagnada. Podem viver em quase todas as condições. Já nas condições a que chamam suas, ou não se pode viver sem eles, ou não se consegue viver ali. Melhor ordem haverá na desgraça, seguramente.
Friday, December 18, 2009
QUE FAZER?
Que podemos nós fazer diante tão sinistro carnaval? Quatro coisas: viver de acordo com as convicções próprias, defender o direito de viver assim, preservar a liberdade de juízo e palavra (própria e alheia) e pedir a Deus a bravura onde a firmeza se sustenta. Nada complicado, como se vê.
Thursday, December 17, 2009
"Homosexuais", Casamento e Adopção
Foi aprovado o casamento “homossexual” na tugária. Em bom rigor, porém, só há uma “homo-sexualidade”: a do onanismo. Porque "o mesmo" é "o próprio". E não pode ser outro. Era bom que se procurasse outra designação. "Homosexual" é palavra com uma história carregada demais. Mas fazer da sodomia, do felatio e formas de masturbação recíproca o objecto específico de contrato matrimonial entre homens, (ou do cunnilingus e outras formas de masturbação o objecto de contrato matrimonial entre mulheres) traduz novidade. Os papistas deploram-na, é certo. Talvez por estragar parte importante do interesse de tais práticas nas suas coordenadas de existência: a ilicitude e a clandestinidade. Era um aspecto marcante da excitação nervosa que a coisa provocava, sobretudo no clero, segundo tudo indica. A sodomia pode, não obstante e ainda, integrar o objecto de queixa-crime por maus-tratos, ou violência doméstica, mas só no caso do chamado casamento “heterosexual”… Outro problema dos “heterosexuais” é que agora, quando disserem que são casados vão querer que conste uma qualquer especificação. Caso contrário, passam a ser suspeitos de terem em cima uma criatura do mesmo sexo. É um pouco como os licenciados
Tuesday, December 15, 2009
"Jovem democracia"
Monday, December 14, 2009
Tudo se explica
Il cavalieri e a loucura
Sunday, December 13, 2009
CUMPLICIDADE E PRÉMIO
Friday, December 11, 2009
Significados e destinação
Tuesday, December 8, 2009
Dia de não sei quê, feriado papista do Estado laico
Monday, December 7, 2009
OS ANTROPOCLASTAS
FIM DE SEMANA
Sunday, December 6, 2009
ALEXIS GRIGOROPOULOS
DUBAI: MORAL E CRISE
Roménia: as coisas complicam-se
Presidenciais Romenas
Saturday, December 5, 2009
P2: SOMBRAS E EFICÁCIAS
O pitoresco Berlusconi está em choque. Uma manifestação espontânea de 350 000 pessoas – sem organização partidária – exige-lhe a demissão. Não está mal. Isso é, evidentemente, importante. Mas não pode ser decisivo, institucionalmente falando. Berlusconi mantém ainda, segundo parece, popularidade (desgastada, é certo) mas suficiente para resistir nas urnas. Levar umas pegas adultas para casa e fazer eleger umas outras, não é suficiente para eliminar o agrado popular diante de algumas medidas sensatas, designadamente do ponto de vista fiscal. O que deixa o pitoresco Berlusconi em choque é o regresso ao passado. Spatuzza fez, também agora, tremer a Itália com as referências ao final dos anos oitenta e ao papel do primeiro-ministro. Questionado pela defesa, que lhe perguntou porque decidiu falar tão tarde, respondeu alguma coisa que, infelizmente, parece perfeitamente razoável Este regresso às mais negras eras da P2 é que faz tremer.: “I timori di parlare del presidente del Consiglio Berlusconi erano e sono tanti. Quando cominciano i primi colloqui c’era come primo ministro Berlusconi”. Este regresso às mais negras eras da P2 é que faz tremer. Belusconi considerou isto um disparate. E enquanto esperamos o que diz a Itália, diremos ao peculiar Berlusconi o que dissemos ao ordinaríssimo Alves (destas P2 à moda da tugária). Não basta a negativa genérica. Porque, justamente, a comunidade não julga nem decide, em política, com fundamento no Direito Penal ou na disciplina do correspondente processo. A comunidade não tem outro instrumento de decisão que não seja a ponderação do estado da sua relação de confiança à luz das valorações morais que são consensuais. O processo penal não pode operar uma desmoralização da política, sob pena de um sobressalto político pôr em causa a disciplina do processo penal. Manter as correctas referências de debate, na Itália ou em Portugal, é – definitivamente - matéria de interesse e ordem pública (como se diz em Direito, justamente). A corrupção tem portanto dois planos de debate. Necessariamente. E dois planos de decisão. Que não se chocam nem se atropelam. Fernado Negrão, por exemplo, pode ter sido absolvido criminalmente (pela mulher de um confrade da Grande Loja, magistrada que o Barroso levou à Direcção do serviço de informações) e o fundamento disso pode ser, perfeitamente, a nulidade daquela prova em processo penal. Infelizmente, porém, estava demonstrado que o Director-Geral da PJ avisou por telefone o gang da "moderna" (1ª linha da "independente") que uma busca ia realizar-se. E com isso salvou não se sabe bem quem, nem o quê. É um insulto à comunidade que o tenham recompensado com uma pasta ministerial. E é deplorável que o conselho superior da magistratura não o tenha irradiado. Há coisas que não podem acontecer. E mesmo que o juiz penal não possa conhecer isso (e não pode), o facto é que, isso publicamente conhecido, fora do processo penal, não pode deixar de se concluir pela inidoneidade da criatura, por razões evidentes - e publicamente reconhecidas- de ordem moral.
Friday, December 4, 2009
ORDEM DOS ADVOGADOS: CONFIRMAÇÃO DA BANDALHEIRA
Ora aí está. Os amigos são para as ocasiões. Lima de Carvalho dixit. Uma lista a soldo do gang da “universidade independente” e liderada por Rogério Alves (qui ex opus merdae procedit) foi eleita no mandato anterior para a Ordem dos Advogados. O gang da independente pagou-lhe boa parte da campanha. E ele apresentou listas para tudo. Para os ”conselhos de deontologia também”, portanto os advogados andaram a ser “fiscalizados” por gente de uma lista paga por um gang, se há razão nas razões do Carvalho e diríamos que sim. (Por algo mais que simples intuição). Num desses conselhos está o execrando Luís Paulo Relógio da Federação Portuguesa de Futebol. Nem isso deixa de ser interessante quando se sabe que o Alves é presidente da assembleia do Sporting, clube aliás muito católico por ser o clube do próprio cardeal de Lisboa e, talvez por isso, alvo de uma denúncia de terrorismo interno pelo próprio presidente da direcção. Faz sentido. Onde está o papismo não anda longe o terrorismo. O que ainda não se sabia é que havia papistas a receber subsídios (assentes em desvio de fundos) da pretensa maçonaria da “independente”. Será esse o único gang?... Carvalho queixa-se que o banco da opus também "roubou" o gang que lhe pagava os agentes. É natural. Eles roubam-se uns aos outros, perseguem-se uns aos outros, denunciam-se uns aos outros e tendem a tramar-se uns aos outros, antes de conseguirem tramar os outros que tinham decidido perseguir. Ainda bem. Mas convinha saber se foi a opus quem fez aquela maçonaria. Ou se essa maçonaria também pagava coisas à opus. O Alves veio negar. Bem entendido. Mas que haveria ele de fazer? confessar? Ir trabalhar para a estiva? entregar-se aos beatíssimos assassinos do Calvi, ou aos do padre Max ?... O Alves nega, em todo o caso. Ora nos domínios onde a moral tem de intervir - e este é um desses casos - não basta nunca a negativa genérica. É necessária, como se diz em processo civil, a impugnação especificada, ou seja, é preciso explicar o que aconteceu, ponto por ponto. A moral deve intervir sempre que num posto de direção, onde se polariza a confiança da comunidade, alguém se proponha decidir da vida alheia. Porque a comunidade só pode usar os parâmetros de juízo que são os seus e a esses parâmetros, com essa relevância, chama-se moral. Não é moralmente lícito, perante uma tal imputação, circunscrever a resposta a uma negativa genérica. Isso é o que faria qualquer delinquente. Mas o grau de êxito que isso pode revestir em processo penal - onde é a acusação que se prova e não a defesa que se demonstra - não pode aplicar-se nesta esfera de debate, sobretudo quando a honorabilidade própria é tão frágil que admite a perfeita plausibilidade do depoimento exautorante (e aqui há bem mais do que isso, há a imunda prática adoptada no inteiro exercício, no inteiro mandato e ainda há as imundas gentes que ali apareciam e que... iam buscar, cobrar, fazer o quê, já agora e ao certo? O que estava aquela gente da "independente" - e que gente, não era? - a fazer, por exemplo, nos júris de agregação?)... Ora a relação de confiança, a admiração, o reconhecimento do mérito além de quaisquer discordâncias, são exigências de algumas actividades, de alguns papéis, de algumas posições ocupadas. Por isso o Alves é muito provavelmente a mentira de que tomou a iniciativa de nos falar. Até agora impune, disse ele. Mas com a perna curta. É precisamente o que pensamos. E é o que pensamos do próprio Alves. Venham, portanto, as contas da execranda campanha eleitoral, alegadamente (mas mais que plausivelmente) paga com subsídios da corja, do gang, da escumalha, em síntese: da "independente". Há circunstâncias e matérias quanto às quais devemos relativizar a moral, em nome da Ética e da Liberdade, em nome do Direito, às vezes, até, em terreno muitíssimo escorregadio, por imperativo da Razão de Estado. Mas receber dinheiro de um gang e ficar necessariamente refém disso não é nenhuma dessas situações. O Alves era um rapazola, sem curriculum e sem méritos conhecidos, projectado para um lugar de chefia. A experiência ensina que essas coisas só acontecem a figuras instrumentais. O Alves é pois um "factotum". Um fantoche, sim. Uma fabricação, em todo o caso. E chegou o momento de fazer incidir a luz sobre quem o fez e quem o tem feito mexer. Porque o "para quê" já temos. São nítidos os propósitos que o Alves tem servido.
O REGRESSO DOS SAPATOS VERMELHOS

Ratzinger tenciona visitar o território Português em Maio de 2010. Apressam-se por isso as obras do Terreiro do Paço que está a afundar. Talvez isso apresse o afundamento. O torreão a nascente já afundou um metro e meio e, assim, surge a imensa esperança que nos enche o peito de que possa afundar tudo de uma vez, de preferência em horário de funcionamento, já que há pressa. Que o lodo desapareça no lodo, é um fim perfeitamente conforme aos critérios discerníveis da Criação Divina. Quanto à visita ela é uma ameaça. É certo que as visitas do antecessor (J-P2) precederam sempre e de perto os maiores desaires da vida local. Assim, parecendo consubstanciar o anúncio da era ibérica das máfias, ocorreu a visita em 1982, (ano do assassinato de Roberto Calvi, incompreendido benemérito do apoio aos Somozistas na Nicarágua e ao Solidariedade na Polónia o que não bastou para a corja a quem servia lhe poupar a vida). J-P2 deixa ostensivamente em Fátima, nessa sua aparição, a bala que não o matou. Em 1985 emerge o BCP na tugária com estranha preponderância da Opus, tudo consabidamente impoluto como o futebol autóctone. É impossível tratar isto - entre outras coisas - como coincidência. Há quem pense que os mais sórdidos dinheiros de Itália encontraram aqui um refúgio "natural". Depois, vem a celebração e supervisão do enraizamento local das máfias (visita em 1991, sendo certo que a limpeza em Itália prosseguia e, logo no ano seguinte, Carlo De Benedetti é metido na cadeia, seguindo-se, em
Thursday, December 3, 2009
ORDEM DOS ADVOGADOS: PORTUGAL COM ESCÂNDALO ALÉM FRONTEIRAS
A Organização Fair Trials International tomou posição quanto à perseguição de uma Inglesa em Portugal por um advogado de quem se queixou à Ordem e que a Ordem rapidamente absolveu propiciando a perseguição criminal da inglesa. A conduta do advogado, filho de juiz do Supremo Tribunal segundo a FTI, resulta escandalosa. Conduta de homem sem escrúpulos, diz a FTI. Deve pois lembrar-se a posição do Prof. Garcia Pereira quanto a estas questões: a Ordem persegue os advogados mais corajosos. Larga-lhes às canelas uma matilha de servos desaçaimados, mas, aparentemente e à parte essas perseguições, protege coisas destas. A conclusão da Fair Trials International não podia ser mais severa: “The type of criminal action taken against Miss Wylde has the effect of placing the legal profession in
Tuesday, December 1, 2009
UM DETALHE DA ASSEMBLEIA GERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS PORTUGUESES
ASSEMBLEIA GERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS PORTUGUESES
António Marinho Pinto tem o colégio eleitoral paralisado. Os advogados não lhe aparecem nas Assembleias Gerais onde vem apenas a corja parasitária, que se entende no direito de viver a expensas do trabalho dos advogados. O bastonário deixou claro que a maioria dos advogados não pode votar nas Assembleias-Gerais. Discretamente não disse porquê. Nós dizemos: na Assembleia-Geral estão os esbirros dos conselhos de disciplina. Estes esbirros foram “eleitos” por muito menos de metade do colégio eleitoral que simplesmente teve nojo de votar naquilo. Mas ninguém impugnou a eleição, com medo das consequências e até porque isso comportava o risco de manter o execrando Rogério Alves
NOVA ESQUERDA, NOVA REPÚBLICA
Prosseguem as tentativas de refundação portuguesa. À esquerda e à direita. Estará em formação um novo leque político? Volta a haver pessoas com projectos políticos e não apenas personagens com projectos pessoais, geradas por partidos que outras entidades parasitam através de tais personagens? Logo veremos. Mas em bom rigor não basta apenas discutir o Estado, a sua subsistência e a sua viabilidade política. É preciso discutir tudo. A Nação também. Nunca o sentimento de unidade nacional esteve tão claramente
OS MINARETES DA SUIÇA
A democrática Suiça pronunciou-se soberanamente em referendum e proibiu a construção de novos minaretes nas mesquitas. O liberalismo político e religioso dos europeus está
Sunday, November 29, 2009
o cardeal arrependido
Saturday, November 28, 2009
Satanarquia papista: os casos da Irlanda
Não é preciso acrescentar grande coisa. É a pedoclastia na Irlanda “católica”. Terra de todos os terrores como qualquer outra terra “católica”, incluída a resistente tugária onde o cardeal nulicarpo, encostadinho às máfias locais que gostam de se chamar maçonarias (mas poderiam chamar-se qualquer outra coisa), lá vai conseguindo que ninguém fale em público nestes “segredos” lá das suas (deles) fratrias comuns. Uma coisa vale acrescentar: a ficção de que estes problemas devem ser indemnizados recorrendo apenas ao património das “igrejas” do lugar, às vezes até ao património das dioceses. Não é verdade. Deve responder patrimonialmente a igreja papista enquanto tal e se os bens neste país (ou noutro, onde os processos tenham corrido, corram ou venham a correr) não forem suficientes, requerem-se os reconhecimentos de sentenças noutros países e aí se procederá às penhoras e vendas que forem necessárias. Não estamos a ver que os Tribunais da Roménia, da Sérvia, da Rússia, da Bielorrússia, da Bulgária, de Cuba, da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua, do Equador, da Síria, de Israel (apenas para focar alguns exemplos rápidos) recusem as hastas públicas para ressarcir as vítimas da pedoclastia. Isto seria até uma contribuição importante para a pacificação nas terras onde os uniatas andam a fazer desgraça há séculos. Mas, em boa verdade, isto são crimes contra a Dignidade Humana e os processos podem correr em qualquer país. Também se pode fazer julgar isto na Sérvia ou na Rússia por requerimento de qualquer vítima. E assim era porventura mais fácil.
Friday, November 27, 2009
Choque frontal
A besta que conduzia desabaladamente o carro de função de Jaime Gama espetou-se hoje, no meio da cidade, contra o carro de função do chefe da segurança interna que outra besta conduzia desabaladamente. Más notícias: Jaime Gama não ia no carro e o chefe da segurança interna está fora de perigo. Mas confirma-se a regra geral: se os outros saírem da frente eles rebentam-se reciprocamente as ventas (e a regra aplica-se também aos respectivos serventuários).
Pesadelo e vara
Armando e vara esperam que o pesadelo acabe. O pesadelo espera que a vara e o Armando acabem. Nós esperamos que acabem o Armando, a vara e o pesadelo. Assim Deus o queira.
Faces reveladas
Os gangs de ministros estão muito enervados com a suspeição que os gangs de juízes lhes atiram para cima. E vice-versa. Todos acham que a respectiva honorabilidade está a ser posta em causa pelos outros. E é verdade, claro. Mas nenhuma honra é tocável por qualquer injúria ou calúnia, porque os outros não lhes dão crédito onde a honra exista. É simplesmente assim. Já qualquer verdade põe em sobressalto qualquer honorabilidade fictícia. O que fere a pretensa honra nunca são as injúrias, mas a plausibilidade (ou a verdade) daquilo a que os “ofendidos” chamam injúrias. E a simples plausibilidade traduz a radical ausência de honra reconhecida pela comunidade. Essa plausibilidade é incompatível com qualquer honra. Daqui decorre que a vingança delegada (e exercida) nos (e pelos) serventuários judicantes, ao abrigo do pretenso crime de injúria (ou de difamação), é efectivo crime contra as liberdades civis e políticas. Por consequência, devemos esperar que os gangs de ministros liquidem quantos possam entre os gangs de juízes. Esperando igualmente que os juízes liquidem quantos consigam entre os gangs de ministros. Depois é preciso tratar dos que entre uns e outros sobrem. Porque não deve sobrar nenhum. Mesmo que já não haja país. Não pode sobrar nenhum.
Sunday, November 22, 2009
VIVA O SOBRESSALTO PERMANENTE
As hordas de parasitas da “ordem dos advogados portugueses” agitam-se. O bastonário diz que não há dinheiro e boa parte dos protegidos da corja, abusivamente contratados como funcionários (em números exorbitantes e com remunerações de estarrecer) têm de ir, simplesmente, procurar alguma actividade onde se sustentem, mas fora dali. A coisa é de uma razoabilidade evidente. E as polícias políticas instaladas (os ditos “conselhos de deontologia”) tornaram-se órgãos de extorsão. Num clima de delação generalizada. Esse clima nunca se dissipou, verdadeiramente. As pessoas com mais de 50 anos nesta terra foram todos educados sob o provincianismo pidesco e os outros foram alunos ou filhos dos primeiros, a menos que tenham sido, claro, pais dos primeiros e avós dos segundos. Exemplifiquemos: um proxeneta recebe uma petição de despejo. O patrocínio da acção de despejo não é assegurado por alinhado em qualquer dos gangs federados. O proxeneta queixa-se “à ordem”. Diz-se insultado. Desconsiderado. Diz que o advogado da petição não o olha como gente, não o trata como gente e trata o advogado da sua defesa como se estivesse a lidar com um cúmplice do proxeneta. O juiz nada viu de estranho em nenhuma arguição, em nenhuma atitude, em nenhuma posição. O proxeneta acha que o juiiz é hostil. E a horda desata a pressionar o advogado peticionante. A acção ganha-se na primeira instância. Os gajos da horda deduzem então acusação disciplinar. O recurso ganha-se em segunda instância e a ordem sanciona. É taco a taco. Com respeito absoluto do calendário judicial. O processo disciplinar da ordem serve pois e apenas para extorquir dinheiro, em favor da posição do proxeneta e do cúmplice-advogado do proxeneta e ao mesmo tempo para inibir a discussão em recurso perante o STJ. No fundo, aqueles tempos onde os processos inquisitoriais serviam apenas para roubar os cristãos-novos, esses tempos nunca passaram. Os alvos é que mudaram. A prova vem dada pelas caras daqueles homúncula. Olhem-se para elas (outra vez). Não destoariam nada na portaria ou no bengaleiro de um bar de putas. Podiam perfeitamente ser funcionários de um asilo de Dickens. As caras destas criaturas são bem o espelho de quanto fazem e de quanto fizeram os que os largaram no mundo. Do ponto de vista religioso, tais caras são uma blasfémia. Como ousam tais homúncula aviltar a tais pontos a imagem de Deus que deveria brilhar em todos os homens? - Blasfémea. A aversão de tal gentalha por qualquer normalidade, vem-lhes escarrada nas trombas. Mas aquilo está a falir. Deus seja louvado. Os advogados (que não sejam cúmplices de proxenetas) deveriam proceder a uma suspensão generalizada do pagamento de quotas por seis meses. Isso bastaria para entregar tal escumalha ao seu destino. Fica feita a sugestão. E entretanto, sim, é despedir-lhes os funcionários. Enquanto não se puder encerrar tal gentalha nas cadeias onde, também ali, as respectivas ventas em nada destoarão de nada. A partir da actividade dos “conselhos de deontologia” não escaparia ao cárcere nenhum dos signatários daquelas aberrações sempre alheias a qualquer direito. Não é por acaso que tais textos são mantidos absolutamente secretos. Como secretas são mantidas as percentagens de derrota em tribunal administrativo e também os estranhos meios que estão em marcha para compensar isso. Uma segura conclusão: não é possível reformar a justiça nesta terra sem tratar a preceito dos condicionamentos impostos à advocacia. E é evidentemente seguro que os organismos reguladores da advocacia não podem continuar entregues a corjas destas (que nem de ler ou escrever parecem capazes). É preciso pensar em entidades independentes para tal função (que há-de começar com uma sindicância a estas estranhas actividades, com remessa dos dados a processo criminal). A "auto-regulação" está destruída por esta triste ficção, aliás criminosa segundo tudo indica.
Thursday, November 19, 2009
A qualificação futebolística:o pesar como sintoma e a aversão como evidência
“No fundo, odiamo-nos uns aos outros”, diz com pesar Baptista Bastos. Isso é experiência comum na tugária. E começa a notar-se muito. Mas vamos ver se podemos falar de boas coisas. A Argélia está em festa com a qualificação para o mundial de futebol. A França não está contente com a equivocidade da sua qualificação. Já entre tugas apenas saíram aos gritos comemorativos duas ou três pessoas (por assim dizer). Foi a coisa mais vista do ano nas televisões da tugária. Não obstante, a população recusou qualquer festa. Agradável surpresa. A federação portuguesa de futebol ganhou uns cinco milhões de euros e isso trava-lhe o caminho da insolvência. Uma pena. Uma oportunidade de oiro estupidamente perdida. Continuam com emprego o Madaíl e o seu Relógio de flacidez encadernada pelo foot. Tem sido o homem de mão de João Correia e Júdice para os jeitos da casa pia, na ordem dos advogados à escala. Curiosa personagem. Interessante presença a de uma criatura do foot, meio consabidamente impoluto (não será?), a controlar advogados. A criatura informa-se pelos tantans da selva, segundo diz, (confessando-se selvagem, portanto, nem sequer é um rústico). Confere. É má notícia que continuem com emprego. Deplorável, mesmo. E assim parece tê-lo entendido a população. A selecção foi recebida com escarros bósnios à chegada. Tratamento adequado aos emissários do país dos soldados baratos da OTAN, numa terra explicada e arruinada pela ocupação da OTAN. Mas os rapazes do tuga’s foot também foram vagamente ignorados pelos “seus” no regresso ao “torrão natal”. Porque haveria de festejar-se a chegada de mais dinheiro para a corja? Que motivo de festa podem nisso ver os desempregados, os falidos, os doentes não tratados, as vacinadas cujos fetos morrem (tanto quanto parece) da vacina? E os perseguidos pelos dementes contabilistas do fisco? E os espectadores do caso free port e da face oculta, da casa pia e do caso portucale? E os que vêm negada qualquer justiça por tribunais de juslabregos? Os que são entregues a advogados condicionados e perseguidos por uma ordem de jusalarves (como Luís Relógio), instrumentos de fratrias como a Opus ou pretensas maçonarias à moda do lugar, maçonarias de polícias que perseguem vítimas? Que motivo de festejo pode ter até o funcionário-médio, diante do país com a população em debandada e a redução drástica do funcionalismo no horizonte próximo?... Ficaram, enfim, quase todos
Sunday, November 15, 2009
Partiu o Santo Patriarca Paulo
O ERRO DE HILÁRION
O jovem arcebispo Hilarion – porventura o mais cintilante dos discípulos brilhantes de Kiril I – deu uma conferencia de imprensa que o Le Monde relatou. O jovem arcebispo é imparável. Compositor, Teólogo, Historiador, vai-se afirmando como dirigente da Igreja Russa sendo o mais jovem dos membros do Santo Sínodo. Parecem já longe os dias do conflito com o Santo Metropolita de Surov que foi, claramente, um homem bafejado pelos dons da bravura, da serenidade e da genialidade. Hilarion segue a estratégia do seu Patriarca. Chamar os papistas a uma frente comum em torno das referências que subsistam comuns (e cuja importância o jovem arcebispo exagera). Multiplica-se portanto em apelos e convites aos heresiarcas papistas, falando aos sodomitas papistas dos valores da família, falando aos esclavagistas papistas da liberdade em Cristo, falando aos criminosos do hegemonismo papista em cooperação leal em torno de objectivos comuns. Parece que o jovem arcebispo não se lembra dos tempos em que os papistas compravam as consciências com bolsas de trezentos dólares para a frequência dos seus seminários na Rússia (quando um cirurgião cárdio-toráxico ganhava cem dólares). Imagine-se o doloroso problema de consciência de um rapaz de vinte anos, dividido entre a subsistência da família inteira ao abrigo de tal bolsa e a fidelidade à sua igreja. Heróica juventude ortodoxa. Mnô gaya leta!... Hilárion não percebeu ainda que ter os papistas perto é como alojar uma base militar americana: ao lado só crescem bordeis e asilos. Ingénuo Hilárion que insiste em ver o mundo a partir das vastas bibliotecas do Patriarcado e dos seus intensos amores de homem de cultura e talento, que insiste em olhar para os outros vendo neles alguém semelhante a si mesmo e tratando, por isso, a sordidez dos papistas como um detalhe ignorável. Pobre arcebispo. Olhos sem pecado dificilmente o vêm. Felizmente o seu clero está mais atento e, à cautela, não consentiu sequer que as cúpulas da Igreja paroquial russa de Roma ficassem abaixo das da colina vaticana. Moscovo é a Terceira Roma. Mas Roma não é a Primeira Moscovo. Uma e outra viverão. Mas o papismo não. A Santa Igreja Russa cortou relações com os anglicanos e os luteranos que dão bênção às uniões de pessoas do mesmo sexo e imaginam ter elevado mulheres ao episcopado e ao presbiterado. Mas a verdade é que esses, no imenso desvario de tais opções à luz da Tradição, esses são infinitamente mais normais como homens e mulheres do que alguma vez o terá sido a corja da colina vaticana, mostre-se ela como se mostrar, esteja onde estiver, diga o que disser. O desassombro intelectual de um homem de cultura corre outra vez o risco do assombramento pela sordidez papista. Não é infelizmente o primeiro. E nenhuma razão há para supor que será o último. Felizmente, também nós estamos cá. E fraternamente lhe dizemos que isso vai dar quanto sempre deu. Até à consumação, não poderemos fazer grande coisa. Em qualquer altura, porém, não hesite o Santo Arcebispo em contar connosco. Antes ou depois da decepção, estamos prontos a mostrar-lhe o monstro papista desde os da tugária aos do Chile e da Argentina e podemos mostrar-lhos um a um, tromba a tromba, escrito a escrito, monstruosidade a monstruosidade. Como quer o arcebispo pô-los a falar em uníssono, connosco, em favor dos valores comuns? Quais valores comuns? Nós não cultivamos a simonia, nem o massacre como instrumento de conversão, nem a violência opressiva como fundamento da ordem, nem a intrusão de tarados na vida familiar alheia a pretexto de pretensa espiritualidade. Mesmo do ponto de vista táctico parece dispensável que estejam perto de nós. Nós não usamos sicários (embora eles os usem) e nem desse ponto de vista, portanto, se regista qualquer conveniência na aproximação de tais monstros. Aliás na Santa Rússia produziu-se esse instrumento admirável da liberdade dos povos que é a AK47. O alcance da arma é razoável. Os papistas podem portanto ser mantidos um pouco mais longe. E em nota final sempre se dirá que nos pesa reconhecer a boa razão daquele pragmático director do KGB que, com radical simplicidade, confirmou que, sim, fuzilava qualquer padre papista (se é que tal coisa existe) quando lho traziam em flagrante de passagem ilegal da fronteira. Vinham em regra de intestinos desarranjados e com taquicardias, segundo relataram cúmplices sobrevivos. Claro que fuzilava, disse o antigo director, com inexcedível objectividade. E quando lhe perguntaram “porquê”, respondeu num encolher de ombros e em tom reservado à mais gritante evidência: -“porque eram espiões”. Era precisamente o que eles eram. Um director da CIA em Itália confirmou-o no mesmo documentário, rememorando que nenhum director da CIA alguma vez teve de esperar na antecâmara papal, entrando sempre e directamente no gabinete do papa Montini e para recolher as informações da Rússia. A CIA soube usar os papistas. Não pode censurar-se ao KGB o facto de ter encontrado modo de lidar com isso. A Segurança do Estado fez o que havia a fazer no seu ponto de vista (e porventura no nosso, embora possamos pensar melhor nisso). Hoje e na Rússia esses fenómenos já serão um pouco mais e bastante piores do que simples espiões. Mas há coisas que é preciso ver, por mais concludentes que hajam sido as experiências anteriores. E Vladika Hilárion vai ver tudo isso, pela certa. Já que insiste. Nós estaremos sempre por perto. E nem sequer recordaremos ao santo arcebispo o que lhe dizemos em tal matéria.
Friday, November 13, 2009
A EMBLEMÁTICA SUCATA, OU O CÉREBRO GODINHO, OS VENTRES GESTORES, AS TENSÕES INTESTINAS, OS PROCEDIMENTOS SIGMOIDAIS E OS RECTOS TRIBUNAIS
Os basbaques túgares andam discutindo se – sim ou não – deve, ou não, o supremo tribunal túgare decidir questões de escuta telefónica acidental do primeiro ministro da tugária. Foi ouvido a dizer coisas à vara (vara, como se sabe, é um conjunto de porcos e, ainda, como palavra homófona, um tribunal colectivo túgare de - sempre muito - primária instância). Tem isso real importância?... Nenhuma. Quanto se passa é que o partido da moderna e independente, (mais o do caso portucale), o partido do BPN, BPP e da operação furacão, poupado ao caso Casa Pia e demais pedoclastias - como a igreja maioritária túgare – continua o seu assédio moderado ao partido do free port, da casa pia, da lusófona e das sucatas. Nada de sério,