Tuesday, October 5, 2010

Cinco de Outubro: o papismo e o leque partidário

Neste cinco de Outubro olhemos por breves momentos o leque partidário de um estado fiasco. A única posição que ainda vagamente se parece com a austeridade heróica cultivada nos textos morais do conservadorismo papista de antanho – sem correpondência possível na hipócrita licenciosidade moral da paneleirice impossível em que tudo aquilo se salda – a única posição que ainda se parece com essa apregoada virtude é a do velho Partido Comunista, com os seus velhos operários reformados, seguros de si no dever sempre cumprido, porque pagaram as contas, educaram os filhos, subsistem iguais a si próprios e nunca violaram crianças. E a única coisa vagamente assemelhada à direita liberal é o Bloco de Esquerda. No seu horror às armas e à guerra, tão próprio dos pequenos e grandes comerciantes, mais a sua cultivada fidelidade às liberdades individuais, dispensando-se todavia das contas da (genuína) filantropia que os anima endereçando-as ao orçamento geral do estado. (Porventura não leram os seus escassos livros até ao fim e a biblioteca doméstica do Louçã, mostrada das televisões abaixo, parece uma miséria). O mais parecido do que se esperaria de um militante comunista vem da Embaixadora Ana Gomes. Faz lembrar às vezes uma adolescente formada pelo romantismo a quem as estantes dos avós e dos pais deram palavra certeira. Curtimos imenso, quando estamos distraídos, aquela matrona com aparente alma de menina e esganiçada voz da mãmã a dizer evidências irrespondíveis. (A outra voz assim é a da Júlia Pinheiro que parece isenta de inconvenientes e também de cérebro). Porém o vulto da embaixadora Gomes vem ensombrado pelo apoio entusiástico ao PPP (i.e. o presumível pedrasta pedroso, com o seu asqueroso cortejo de pseuantropos ao estilo Adão e Silva). Que mãmã seria capaz de tal coisa? Que adolescente - iluminada pelo entusiasmo do seu assumido papel na redenção do mundo - não fugiria disso a sete pés? Depois temos o papismo. O papismo é “socialista”, porque o papismo tem a posição “social cristã”. Social cristão era o que o imundo Leão XIII (cocainómano de repulsiva memória) achava que o ultramontano devia assumir como designação. Não gostava da expressão “democratas cristãos”. Preferia “sociais cristãos”. E os nacional-católicos ainda hoje lhe fazem a vontade. O papismo é pois “socialista” e “social-democrata”, por isso. É uma contrafacção de marca. Ainda há escasso tempo o Jardim da Madeira (paraíso da pederastia, evidentemente) dizia que é “social-democrata” por via lá da “doutrina social da igreja” e porque é “social cristão” (aquela merda é evidentemente um vómito, como se pode ver pela libertas praestantissimum). Aceitamos a confissão. O atrasado mental... Mas é isso mesmo. É disso que se trata. Depois vem o PP que é o mesmo. Partido Popular eram os partidos do papismo nos anos vinte. Pederastas, claro.  E só. Basta aliás olhar para eles. Portanto e do ponto de vista de “os valores” (como os papistas gostavam de repetir) o que a direita papista gostava de poder ter sido (ou de poder ser) está ali no PCP e no Bloco. Falta o resto.

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