Wednesday, July 6, 2011

DEVASTAÇÃO

Vê-se agora perfeitamente para que servem os mediocres nos postos de comando ou coordenação da "União Europeia" (comando, no directório de Estados onde se somam as idiotias de Sarcozy e Merkel; coordenação, nos organismos comunitários como a comissão presidida pelo sr. banalidades que mantém intacto o extraordinário talento de nada dizer em cinco línguas). Para que servem estes imbecis? Pois, para serem imbecis. No que são se esgota a sua (deles) utilidade. São imbecis. Servem para ser imbecis. E o que ocorre ao abrigo dessa imbecilidade é verdadeira devastação. Não é certamente a Moody's  acausa seja do que for. Faz quanto a deixam fazer. E deixam-na fazer isso porque são imbecis. E porque servem para ser imbecis. É cristalinamente assim. Os USA não querem levar com uma nova moeda de referência em cima. Fazem mal. Porque se a nova moeda não partir do "eixo atlântico" partirá de outro. Preferem arrasar os aliados, estes. Tanto pior para os aliados. E para eles. Todos os dias os imbecis dos USA se descredibilizam diante do impassível observador chinês. Valerá a pena contar com aqueles cretinos como parceiros? Ou bastará cuidar que tais devedores não arrastem a China para uma completa desgraça parecida com a deles próprios?... A resposta não parece nada dificil. Na execranda tugária a presidência da republiqueta, doravante e oficialmente lixo está em alarme. Mas porquê?... Desde o momento em que o Sr. Trichet do alto do Banco Europeu, disse em 2005 que "Portugal não tem déficit, tem corrupção", desde esse momento que uma acção decisiva deveria ter sido desencadeada. E nada. Seis anos depois, a tugária já nem conta. O Coelho, coitado, que nada sabe é que não sabia. Vão grelhá-lo, ou fritá-lo?... Tanto dá. O partido do BPN tem os dias contados?... Tanto dá. É como aqui dissémos: mais lhes valera que não tivessem nascido. A Espanha já está, coitada, a dizer o que na tugária se dizia. "Nós não estamos na situação de Portugal". Já o tuga dizia -muita estúpido- "Portugal não é a Grécia". Pois não. A Grécia é um país. Em dificuldades sérias, mas é um país. A Espanha não é Portugal seguramente. Mas nem isso terá grande importância. A Espanha está onde está e isso significa estar completamente à mercê das circunstâncias. Como toda a gente.A inteira Europa abanou e o Euro abanou. Até a Merkel, coitada, começou o dia a "botar faladura". Mas a Merkel é parva?... Concerteza que sim. Só agora é que acha que se deve fazer alguma coisa quanto às agências de notação (um tanto retardadinha, não será?)... Parece em todo o caso evidente que a declaração de Trichet em 2005 quanto à tugária disse tudo. Vale um programa político. E o que se viu ,ainda no ano passado e ainda há dois anos, foram os escandalos do BNP e das Sucatas (i.e. os administradores das empresas públicas a negociarem metais à sucapa e para lucro próprio, com a conivência objectiva do inteiro aparelho judiciário que aceitou a função vitimadora perseguindo simples instrumentais).Que coisa se haveria então de fazer senão eleger o partido do BPN dando-lhe uma "maioria" (com uma maioria de abstenções)  composta com o partido do caso portucale, escorada com uma chefia do estado do caso BPN ? Perfeito não? -"Lixo" diz a Moody's. Claro. Haveria de dizer o quê? Um bilião de euros sumidos na corrupção (quer dizer, um milhão de milhões) e querem fazer o quê exactamente? Ir buscá-lo? Com que judicatura? Com que polícia? Com que direcção política? -"Lixo", diz a Moody's. Talvez nem isso. O lixo é reciclável. A população residente no território tem de confrontar-se (mais cedo que tarde) com imperativos da legitima defesa da comunidade. É simples. Infelizmente. Os espanhóis já começaram (e bem). Nas ruas, movimentos de jovens impedem a efectivação de despejos por falta de pagamento de prestações bancárias. Bravo. É exactamente assim. Não se pode (não se pode, literalmente) cortar às pessoas o rendimento do trabalho em razão de pretensa emergência financeira nacional e deixá-las à mercê dos incumprimentos contratuais que isso provoca. Não se pode (evidentemente que não) facilitar os despedimentos, provocando desgraças indescritíveis, e deixar que isso culmine (sem anestésico, sem almofada, sem travão e sobretudo sem justiça) na ruina de quem trabalhou toda a vida para pagar a delinquência da especulação usurária ( entre mil outras formas de corrupção). Não se pode. Porque o Direito o proíbe. (Principio da proporcionalidade, justo impedimento,  abuso de direito, são algumas das formulações que o Direito cristalizou para dizer que estas coisas são proíbidas). E se a gentalha que parasita os postos de comando não o entende, a rua entende-lo-á. O polícia tem de perceber que - radicalmente- é um desempregado igual ao outro, separado do outro apenas por uns dias, ou uns meses. O funcionário judicial tem de perceber o mesmo. O funcionário da companhia de gás, o funcionário da EDP, o funcionário da companhia das águas têm de perceber o mesmo. Eles são a mesma gente que vai ficar sem água, sem gás e sem luz. (Há três anos atrás os franceses funcionários das congéneres naquele país já o tinham percebido e impuseram a ausência de cortes às administrações respectivas). É a única forma. Mas, sobretudo, é à rua que incumbe dizer o Direito na terra onde ninguém consegue já dizê-lo. (Chama-se Revolução a isto, exactamente). Não há nenhuma instituição "com legitimidade moral", "entre os corpos da nação em ruínas". Só há a rua. Só há o bairro, a comunidade saída da insustentabilidade das situações e que essa insustentabilidade fará organizar para a subsistência comum.Só há isto. E isso é tudo. Era preferível que fossse diferente. Claro sim. Mas "as coisas são o que são e serão o que tiverem de ser". Os imbecis conduziram e conduzem a isto. Vamos ver se daqui pode sair alguma inteligência. Espera-se que sim. Cavaco está indignado? Temos uma ideia muito precisa quanto ao sítio onde se lhe pode meter a indignação.Temos sim. Disso pode haver certeza.  

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