Friday, December 23, 2011

UM FUNERAL DE ESTADO

A morte do presidente norte-coreano levantou um coro de tentativas de ridicularização na ridícula imprensa de um ocidente que se desmorona, vítima dos seus próprios ridículos. E esta é uma boa perspectiva de balanço. Os alegados ridículos da coreia do norte não fizeram desmoronar o regime, apesar de todas as (gigantescas) pressões externas. As ridicularias do moribundo ocidente fazem-no desmororar-se sem que ninguém lhe toque, ou tenha tocado (até agora). Quem será o mais ridículo? A campanha lançada pelo idiótico Bush contra os norte coreanos, teve como resultado final, exactamente o que se pretendia evitar. Queriam barrar o caminho ao armamento nuclear. E abriram-no. (O primeiro teste foi em 2006, se não erramos e o idiótico Bush está pois de parabéns, já que outra vez logrou fazer o contrário do que pretendia, provocando, exactamente, quanto queria evitar). Porque os dirigentes norte coreanos, indiferentes aos risos alheios, são militares. E determinam-se exactamente assim. Como militares. Resistirão a todas as pressões do inimigo na sua fortaleza sob cerco. Se esta vier a ser destruída (a que preço o seria?) resistirão em guerra de libertação. Isto é ridículo? Confessamos que nos não dá especial vontade de rir. Todavia aquilo parece uma sociedade que não há, uma coisa saída das gravuras dos livros de História. Isso é verdade. E continuará a sê-lo. Mas é na intransigência quanto aos princípios que os caminhos da flexibilidade prudente se descobrem. E os néscios podem rir. O riso dos néscios nunca teve qualquer importância, aliás. Também indiferente ao riso dos néscios, o Santo Patriarca Kiril I de Moscovo e todas as Rússias expressou as suas condolências e deixou clara a boa relação da Santa Hierarquia com a direcção política do Estado Norte-Coreano.

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