Tuesday, February 21, 2012

GRÉCIA EM GUARDA À VISTA

"Aligeirada" a "dívida" em 100 mil milhões de euros - na versão dos usurários e bandidos que construiram a dívida - a Grécia recebe mais cento e trinta mil milhões, o que lhe permitirá pagar, já nos primeiros dias de Março, os 14 mil milhões que a ameaçavam de falência imediata. Em contrapartida, nada será prioritário, nem a defesa da saúde e da vida, face à prioridade de pagar aos credores. A Grécia será policiada directamente no plano orçamental a fim de que não haja tentações de garantir a vida da população ao invés de servir os interesses dos credores. É isto.  Isto vem com alocução de Barroso. E que diz o repulsivo capão?... Pois o que dizem estes estes fenómenos com forma externa de gente em circunstâncias análogas. "Era inevitável". "Não há alternativa". Por algum motivo - não é?- a pretensa cura parece pior que a alegada doença. Tal suposta vida parece pior que a segura morte. A improvavel superação da falência parece pior que a falência. E a bandeira da União Europeia já está a ser queimada nas ruas de Atenas. Mas, assim sendo as coisas talvez deva ser queimada em todo o lado. Atente-se que os alemães ainda não aprovaram parlamentarmente tal acordo. Nem o aprovaram quaisquer outros parlamentos europeus à excepção do grego. Entretanto, 11 primeiros ministros "pedem" a Bruxelas (são chefes de governo de estados vassalos? e estados vassalos de quem?) que pondere uma política de estímulo ao crescimento económico. Então, afinal, há alternativa? Possa a Grécia seguir os passos da Islândia e preceder a inteira Europa do Sul na rebelião necessária. Porque isso sim, é inevitável. E é a isso que não há alternativa. 

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