Monday, February 20, 2012

A NOVA VELHA ESPANHA

Regresso repulsivo ao velho confessionalismo papista. Restabelecimento da servidão da gleba. Desvalorização radical do valor e da dignidade do trabalho. Réplicas administrativistas em debate político -" é ao governo que cabe decidir". Violência brutal na repressão em manifestações de rua, como em Valência. Discurso espanholista que se divorcia das nações históricas do norte de Espanha. Uma vontade férrea de dar um salto de quarenta anos para trás. Uma lei de indemnização pelos abusos policiais exclui as vítimas de tortura que sejam suspeitas de integrar a ETA. Um novo estatuto do PP exclui qualquer afastamento de funções por inculpação judicial até ao trânsito em julgado da sentença condenatória. (Imediatamente após o assassinato judiciário de Garzón, juiz imprudente que investigava o financiamento ilegal desse PP). Um mês depois de Rajoy subir ao governo, a Peninsula sob soberania dos Bourbons ameaça fraccionar-se, sem apelo nem agravo. O discurso de Aznar no Congresso do PP foi um delírio de neo-falangista completamente emblemático do que está a passar-se e do que vai passar-se. Era frequente na direita conservadora um matiz de liberalismo político que desempenhava e traduzia o papel da prudência que era também a esperança dos que votavam conservador... Nada disso, agora. Um neo franquismo sem Franco. Apenas. E - à escala - uma guerra civil nas ruas, não tarda. Talvez o Irão lhes corte o petróleo e isso facilite as coisas. Duas unidades navais de guerra, vindas dos USA e carregadas de mísseis, tomam posição em águas espanholas. Vamos ver no que isto dá.     

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