Monday, April 25, 2011

25 DE ABRIL: CELEBRAÇÃO DA LIBERTAÇÃO ITALIANA

A data e as celebrações, hoje como desde há anos, mostram-se assombradas não só pelo legado da P2 à política italiana, como também pelo envolvimento italiano nas mais sinistras aventuras militares que vão espalhando a miséria, a morte e o desespero pelo mundo fora. Fini falou no Afghanistão. É infelizmente um belo exemplo de envolvimento infeliz da Itália. Mas neste 25 de Abril, como nos anteriores, subsiste a afirmação da vitalidade das instituições. Não importa tanto que haja máfia. Não importa tanto que haja disfunções na condução política dos interesses do estado. Importa que haja Estado. E que nas instituições existam homens e mulheres que ali estão para algo mais do que para terem um "ordenado", ou "vencimento" no fim do mês. Gente determinada a manter as condições de vida da comunidade. Gente que ama a sua terra e a sua gente. Gente que ensina. Que cura. Que administra. Que protege. Que defende. Que pensa. E publica. E debate. Gente que está disposta a morrer pela sua terra, pela sua gente e por aquilo em que acredita. O combate contra a máfia foi e é um bom exemplo. Partilhado por magistrados e humilíssimos polícias. Não fugiram, não cederam, nem sequer moderaram a sua conduta.  Pela cabeça de nenhum passou dizer "não me pagam para isso" (como certamente diria o imundo tuga parasitariamente abolotado em qualquer lado). Um Estado assim pode ter  - e tem - muitas dificuldades. Mas entre o quase tudo que pode sempre perder-se, não corre seguramente o risco de perder a respeitabilidade. Viva a Itália! 

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