Sunday, April 17, 2011

PENSAR PARA CONSPIRAR

Os liberais de Hayec andam realmente preocupados com a América Latina e a perda de controlo norte americano. Vão então fazer uma sessão de reflexão sobre o perigos do populismo para a liberdade do sub-continente. E começam hoje as sessões. É interesante a preocupação que lhes chegou agora, depois de ter colapsado o sistema de repressão e exploração do sub-continente e depois de terem falhado quase todos os golpes de estado que se tentaram (o das Honduras teve meio-êxito). Eles que pensem, então.  Pinochet não lhes mereceu reflexão análoga, registe-se. E a junta militar argentina também não..Todavia, mais vale que pensem do que ajam sem saber o que fazer (como entre otanascas é hábito, senão costume). Não lhes desejamos o êxito. Mas não partilhamos do alarme da esquerda radical. Provavelmente isto saldar-se-á num mimetismo de congresso, porque eles simplesmente não sabem o que fazer. E plausivelmente tão pouco sabem o que pensar. Porque só o Direito permite ultrapassar estas crises, mas, justamente, ali como aqui, o Direito é sentido, tratado e usado, como coisa a que os outros devem obediência (os outros, sim, ou, como se diz na imunda tuigária, "os regulados") mas quando os outros invocam o Direito isso deve ser tratado como crime de motim a resolver imediatamente pelas balas... Quando a coisa dá para o torto, lá vêm os grandes temas depois de todas as indecências. E isso é uma indecência mais. Não. Não nos damos ao trabalho de dizer que não têm o direito a esta encenação. Essa encenação deve ser analisada como parte dos actos de guerra dos conflitos em curso. E respondida nesses termos. respeitada a proporção das coisas. Seria em todo o caso deplorável aceitar tais iniciativas como se de um debate intelectual pudesse tratar-se. É um combate de outro tipo. Não é um debate. E não adianta excomungá-los. É preciso responder-lhes. Porventura pondo a nú o ridículo da coisa, porque, tudo ponderado, isto é grotesco.

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