Friday, April 15, 2011

AÏSHA KADAFY

A lindíssima menina - que a bravura faz mais bela - saiu a comício no lugar que Reagan mandou bombardear e subsiste em ruínas, para que subsista a memória da  infâmia. Disse aos líbios que a besta italiana tinha vindo matar o avô em 1911, que a besta americana tinha vindo, sem êxito, matar o seu pai mas tinha logrado matar a sua irmã - quase a tendo morto a ela própria, Aïsha à data com cinco anos - e que se mantém tentando matar. Entretanto, a besta otanasca largou bombas sobre a Universidade de Tripoli. Já tinha feito o mesmo em Belgrado. A besta otanasca odeia universidades, parece. Bombardear universidades é, do ponto de vista da besta otanasca, proteger a população civil... (sobretudo os civis da Cirenaica armados pela CIA e a quem chama "as forças rebeldes"). A besta otanasca, também entretanto, pede mais armas. Mais aviões de ataque ao solo. Mais orçamentos gerais de estado a custear as operações, que a besta americana não quer meter-se nisso directamente. E nisso não há acordo. Acordo há nisto: os bombardeamentos prosseguirão até que Kadafy abandone o poder. Pois podem prosseguir. Kadafy não abandonará a condução do país e da guerra. Porque é uma guerra e não uma "operação". E essa guerra ir-se-á tornando cada vez mais clara. E mais crua. E ou a besta otanasca perde completamente o controlo da situação no Norte de África e Médio Oriente, ou perde completamente o controlo do Norte de África e do Médio Oriente. A simplicidade é evidente. E dispendiosa. Entretanto a rebelião começou no Omã. Não pára no Iemén e no Bahrein o emir Al Khalifa impõe aos 70% da população um banimento da vida política no arquipélago com a interdição dos partidos políticos shiitas, um dos quais com 18 dos quarenta deputados do "parlamento". É brilhante. E não é improvável que os irmãos Shiitas do Irão decidam proteger ali a população civil, já que a protecção das populações congeminada pelas patas otanascas não dá para tudo, visivelmente. Mas há muita gente com a fibra de Aïsha Kadafy. Quem foi que falou da subalternidade das mulheres árabes?... Se não fosse agora  o momento da vitória, seria na próxima geração (que estas mulheres educariam). Do ponto de vista do Direito Internacional, nada disto tem ponta por onde se lhe pegue. e uma vez que, mais uma vez, estamos perante uma guerra sem declaração, qualquer piloto otanasca abatido deve ser julgado e executado como bandido armado. Na forca. Em perfeita legalidade. Porque não há guerras sem declaração. Nem exércitos que ataquem assim. São meros bandidos, portanto. A usarem - mais uma vez - munições de urânio... "para protecção das populações civis", parece. Forca. E fardados.

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