Tuesday, May 3, 2011

PARVAGAL E O COELHO LÍDER

Na parte a sul do Minho e em território que foi o da pequena Gales do ocidente peninsular, floresce a panascracia papista. E a "conferência episcopal" da panascracia papista veio fazer o seu número com o Ortiga a falar de transparência e mais da "iética", por via da cura de "ialmas". Sempre naquele engasganço permanente do tímido cretino a botar discurso. E vai de casamento homossexual. E vai de adopção por homossexuais. E coisas assim, que eles preferem as práticas clandestinas, isso sempre dá negócio e chantagem e a excitação da transgressão. Compreende-se que a panascracia seja alérgica à palavra (desde logo, à palavra de Deus, mas também às dos homens, porque aquele pseudantropos é o ente exponencial da dificuldade em dizer o que quer que seja e certamente levará muito a mal que alguém diga simplesmente - com a naturalidade que Deus quis na palavra dos homens - o que tem para dizer). Lá grasnou, não obstante. E nós aqui lhe respondemos, como o faria qualquer minhoto bem educado de outras eras: - na anilha!... E por falar em anilha, ocorre-nos naturalmente o Coelho. Desde Roger Rabit que não havia fenómeno assim. Pois o Coelho tem e não tem programa, segundo diz. Diz que o há, mas estará suspenso. E o haverá, depois do Fundo Europeu, mais o FMI dizerem o que acham. E assim se queda o Coelho Líder. Vamos então começar pelo princípio: O PSD - salvo seja - não existe. É uma ficção como o líder Coelho. Os "sociais democratas", como dizem, são sociais cristãos, como o Jardim deixou claro. Alguém devia tratar mais exactamente da genuinidade das designações político-partidárias, porque carece em absoluto de sentido que sociais cristãos se reivindiquem sociais-democratas. Isso é apenas uma forma de burlar o eleitorado e, evidentemente, tem reflexos graves na legitimação do sistema, porque ninguém sabe se os votos naquela gente são votos no PP, ou se são votos no PS. Resta agora ver o que são os sociais cristãos. Para a malta menos advertida, tratar-se-ia de alguma coisa que rondaria um cristianismo socializante. Pois não é nada disso. É Leão XIII e ele não gostava nada (sequer) da palavra democracia, motivo pelo qual, ante a designação que o incomodava de "democrata cristão", contrapôs a recomendação de "Social Cristão" (assim não havia compromissos institucionais com uma forma de estado ou de governo excessivamente específicas). Há quem pense, por isso, também, que o papismo politicamente organizado é incompatível com os pressupostos jus filosóficos do sistema, ou seja, que deveria opor-se-lhe uma excepção de ordem pública e proíbir aquela coisa. Têm razão os que assim pensam. Mas a vacuidade intelectual dos "partidos cristãos" à moda do vaticano, só tem paralelo na imensa (e intensa) desonestidade e, assim, sem nada na cabeça mas com todas as voracidades na "ialma", tudo abocanham, escorados na ignorância que durante séculos bem dissemirnaram. Aparecem então "social democratas", porque são  "social cristãos". Basicamente, eles são a vacuidade. E chamar-se-ão como lhes aprouver, como lhes parecer necessário, ou útil, ou "interessante". A nós parece-nos interessante chamar-lhes outras coisas... Que a seu tempo ordenaremos usem por designação. E estão por ora bem figurados naquele Coelho Líder.  O líder que não há, de coisa que pode ter qualquer nome (e não pode ter nenhum), que tem e não tem programa dependendo das circunstâncias, prefigurando (e, a um tempo, cultivando a memória) de um Estado onde a lei só pode ser simples arbitrio seu (donde, arbítrio muitíssimo bacoco), porque, evidentemente, a falta de programa traduz apenas a radical ausência de significado do que quer que digam. E isso aliás começa pela identidade própria, porque não sabem dizer quem são nem ao que vêm e não são sociais democratas, nem alguma vez foram fosse o que fosse. Seria aliás muito interessante perguntar àquele bando de cabotinos - origem de todas as máfias - qual foi o último livro que leram e interrogá-los sobre esse livro, porque evidentemente não lêm nada há uns trinta anos (nos casos em que aprenderam a lêr).  Nada sabem de coisa nenhuma e a política é para eles qualquer coisa de muito parecido a uma revista do Jacques Rodrigues (sendo certo que este vende melhor que eles). Não notam a semalhança entre o Rebelo de Sousa e a defunta Vera Lagoa? ... O nível não é o mesmo? E também não se percebe porque é que só agora uma imprensa de atrasados mentais repara no retardamento mental de tudo isto. Têm razão os finlandeses. Parvagal deve abandonar-se à sua sorte. Tudo em Parvagal é azar  e acaso. É inutil olhar esta gente como se algum laivo de normalidade ali tivesse sobrevivido. E o PS não está muito melhor. Nem a gente é completamente outra, embora no PS se encontre mais facilmente a alta classe média (para quem é deselegante reparar no que os outros comem, o que já é alguma coisa) e o PSD seja (como berrantemente é) um partido de baixa classe média. Isso o demonstram o Coelho Líder e a sua orca.

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