Tuesday, June 21, 2011

FOCINHO DE PORCO, OU TOMADA?

Vulgares anibalidades no palácio imperfeito da Ajuda. Cavaco debitou vulgares anibalidades. Coelho, vulgares anibalidades. Cristas, a latere, vulgares anibalidades, Mota Soares vulgares anibalidades a latere. A ideia em cujos termos o Chefe do Estado é o penúltimo a falar foi outra anibalidade. Tudo bastante ordinário. Comum. Vulgar. Mas a observação anibalesca em cujos termos o investimento se encontra caído em níveis inferiores aos de há quinze anos, merece um sublinhado. Porque há quinze anos o investimento público era quatro vezes inferior ao que poderia ter sido (sem deficit) se o promotor, patrono e pai de todas as máfias não houvesse consentido a dissipação de três quartos dos recursos em corrupção por cada quarto investido. Foi quanto valeu (e custou) a dejecção deste fenómeno na vida pública pela scrofa papista. Agora “o esforço”  (o “grande projecto”) é compensar essas dissipações ao abrigo do princípio do faz tu força que eu gemo. A coisa teria graça, se não merecesse o garrote vil. E, não sendo as coisas assim, dizem eles, com Cavaco, a situação torna-se “irreversível” e “socialmente insustentável”. O melhor era já meter-lhe a insustentabilidade e a irreversibilidade por algum sítio acima, ou abaixo. Isso feito, já há minuta para a enunciação verbal correspondente. Dir-se-á “era inevitável”. Porque convém tratá-los sempre de acordo com as minutas que trazem a uso. (Hoje ou no futuro). É uma forma eficaz (diríamos mesmo irreversível) de cortar os textículos a estes minuteiros. No fundo, é meter-lhes os texticulos pela boca abaixo, pelos olhos dentro e gritar-lhos às orelhas até que os tímpanos se lhes rasguem. Há que afogar os asquerosos minuteiros, nas suas asquerosas minutas. Há que fazê-los sofrer as asquerosas minutas. Disso não se deve prescindir. Quanto à tomada, parece-nos um vulgaríssimo focinho de porco.

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